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Austrália tem novo treinador


Não, ainda não estamos falando do substituto de Peggy Liddick no comando da seleção australiana. Estamos falando do novo contratado do Caloundra Gymnastics Club, nada mais e nada menos que o treinador chinês Xinming Guo, que possui extensos 35 anos de experiência.

Apesar de não ser o head coach da seleção, a contribuição para o país será enorme. Provavelmente as ginastas que ficarem sob a direção de seu treinamento no clube estarão entre as principais do país. Guo possui vasta experiência no ensino, tendo treinado e conduzido ao pódio grandes nomes da ginástica chinesa.

Em seu currículo constam ginastas como:

Liu Xuan



Lu Li



Kui Yuanyuan



Guo tem uma paixão pelo treinamento de ginastas mais novos, ensinando elementos que vão construir um forte fundamento para o futuro delas no esporte. Segundo ele, "se ensinarmos elas bem desde o começo, teremos grandes atletas no futuro".

Enquanto a Austrália recebe um novo treinador, dentro de um clube, o Brasil passa por uma crise pós-olímpica sem precedentes, sem um head coach e sem dinheiro para enviar os ginastas às competições. Onde foi que erramos novamente?

Post de Cedrick Willian

Fonte e foto: Sunshine Coast Daily

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 5


Não há como negar que a equipe britânica foi uma das maiores surpresas do último ciclo olímpico. A equipe feminina desbancou a Rússia na final por equipes do Mundial de Glasgow em 2015, terminando com o bronze e a primeira medalha por equipes num campeonato mundial. Além disso, finalizaram os Jogos do Rio em 5° lugar na final por equipes e com um bronze no solo de Amy Tinkler.

As características dessa equipe de sucesso foram a força e potência, com ginastas extremamente acrobáticas, mas que deixaram a desejar na parte artística. Entretanto, as grandes revelações britânicas para esse ciclo possuem um trabalho diferente.

Por isso, é importante destacar que a nova geração britânica apresenta uma ginástica mais limpa, plástica e com menos grau de dificuldade. Alice Kinsella e Maisie Methuen são as apostas britânicas do GBB para esse ano, sem deixar de valorizar as veteranas Ellie Downie e Tyesha Mattis.

Alice Kinsella

Protagonista da equipe juvenil britânica no ano passado, Alice Kinsella é uma ginasta limpa e bastante versátil, sendo a consistência chave para o sucesso do grupo e individual no Campeonato Europeu em Berna, com 3 medalhas de prata. No solo, apresenta ótimas dificuldades, incluindo uma tripla, sequência indireta de 1 1/2 ao passo + dupla e meia e duplo em Y. Nas barras, sola com meia + Jaeger, sola com pirueta + Pak, Maloney + shootover. Na trave: duplo giro, estrela sem mãos + layout e saída em dupla e meia. No salto, executa um bom FTY.



Maisie Methuen

Nascida no País de Gales, Maisie Methuen também tem um ótimo potencial para o individual geral. Limpa em todos os aparelhos, já apresenta algumas dificuldades e pode ser uma adição interessante à seleção adulta. Na trave, seu melhor aparelho, elementos como duplo giro, flic + layout + layout, cortada em arco, reversão sem mãos + salto anel, Onodi e dupla e meia. Nas barras, sola com pirueta, maloney, tkachev e saída em tsukahara. No solo, dois duplos muito altos e dupla frontal. No salto, mortal carpado com meia bastante fácil.



Tyesha Mattis

Lesionada e fora do Campeonato Europeu de 2015 em seu primeiro ano senior, Tyesha ainda não teve a chance de mostrar todo seu excelente potencial. Ainda em 2015 e antes da lesão, foi campeã britânica de trave e barras assimétricas com excelentes séries. Ao lado de Ellie Downie, era uma grande esperança da ginástica britânica para os Jogos do Rio, campeonato que também ficou fora por não ter se recuperado a tempo.

Possui excelentes acrobacias no solo (duplo com dupla e sequência de pirueta e meia ao passo para a tripla), mas peca nos elementos de dança. Sua trave é bem firme e segura, e conta com uma sequência de flic + 2 layouts e flic + pirueta grupada. Nas assimétricas, apresenta a complexa sequência de oitava à parada com pirueta + tkatchev + gienger, enquanto no salto já apresentou o yurchenko com dupla pirueta.

É provável que esse ano consiga voltar ao individual geral, não com a mesma qualidade de antes da lesão, mas talvez o suficiente para competir no Mundial esse ano, quando a maioria das veteranas não apresentam o mesmo ritmo de treino do ano passado.



Ellie Downie

Ellie talvez tenha sido uma grande decepção olímpica, principalmente para si mesmo. Tinha potencial para várias finais nos Jogos do Rio, mas teve que se contentar apenas com a final por equipes e individual geral, enquanto poderia ter sido finalista de trave, solo e terminado entre as 10 melhores no individual geral. Claro que não podemos ignorar a queda que teve no solo durante a classificatória, que acabou desestabilizando a ginasta, uma queda perigosa de pescoço.

Competiu muitíssimo bem na Copa do Mundo de Osijek em 2016, conquistando o ouro em todas as finais com nenhuma nota abaixo de 14,500. E, para esse ano, notas assim seriam muito interessantes no Mundial do Canadá. Resta saber se Ellie não deixou o rendimento cair tanto desde o fim dos Jogos. Provavelmente será uma das escaladas para competir no Europeu em abril, onde teremos uma visão mais clara do sucesso que realmente pode conseguir esse ano.





Post de Cedrick Willian e Nadia Carim

Foto: 

A brilhante carreira de Larissa Latynina


Um sonho comum entre muitas meninas é ser bailarina. A graciosidade e leveza dos movimentos mostrados no balé conquistam qualquer pessoa sensível e amadora da arte. Na antiga União Soviética o balé não era considerado só um momento de lazer, era algo intimamente ligado à cultura russa. Entretanto uma jovem soviética, que desejava tanto ser bailarina, não alcançaria uma sólida carreira sobre os palcos da dança, mas seria lembrada como a maior medalhista olímpica de todos os tempos por 48 anos: Larissa Latynina, que ainda hoje é a mulher com o maior número de medalhas.

Nascida em Kherson, na Ucrânia, Larissa começou a praticar balé desde muito cedo. Quando sua coreógrafa se mudou da cidade ela decidiu se dedicar à ginástica artística. Em busca de treinos mais fortes se mudou para Kiev após ter concluído os estudos, e lá foi enxergada pelos técnicos Soviéticos como uma promissora ginasta. Aos 19 anos chegava à sua primeira Olimpíada em 1956 e confirmou o seu favoritismo alcançando 5 das 6 medalhas possíveis (4 ouros), sendo o destaque dessa edição dos Jogos ao lado da também ginasta húngara Ágnes Keleti.

No Campeonato Mundial de 1958, obteve medalha em todos os 6 eventos sendo 5 delas de ouro, mesmo estando grávida de 4 meses. Dois anos mais tarde participou dos Jogos Olímpicos de 1960, novamente ganhando as 6 medalhas possíveis. Com toda sua fama dentro da União Soviética e do mundo da ginástica, foi incluída no time olímpico dos Jogos de 1964 e seguindo seu histórico recente, fechou sua participação em Jogos Olímpicos com outras 6 medalhas, um resultado impressivo de 18 medalhas olímpicas que só seria quebrada por Michael Phelps em 2012, com 22.

Ao final de sua carreira, se tornou uma técnica renomada dentro da União Soviética, fazendo parte da comissão técnica nacional por vários anos. Hoje, aos 81 anos, é lembrada como o maior nome de todas as gerações da ginástica artística soviética, mas de um modo bastante humilde acredita que os seus feitos foram “apenas a melhor ginástica que poderia ter feito”. Ela ainda visita frequentemente o centro de treinamento que foi batizado em sua homenagem, a alguns quilômetros de Moscou. E por lá, com os olhos brilhando ao ver pequenas ginastas, vive na esperança de encontrar outra tão talentosa quanto ela.



Esse post é uma colaboração de Natanael Nonato

Fonte: Larissa Latynina Biography e JN
Foto: Divulgação (AFP)

Em Stuttgart, Jordan Chiles faz estreia e Iordache marca sua volta


Duas grandes ginastas para este ano, a americana Jordan Chiles e a romena Larisa Iordache, estão listadas para competir no individual geral dentro de pouco mais de um mês, na Copa do Mundo de Ginástica Artística, etapa de Stuttgart.

Jordan Chiles foi a nossa aposta como estreante da categoria adulta na postagem sobre os Estados Unidos na série "O que a ginástica reserva". Chiles é muito completa e foi poupada de competir o Nacional Americano no ano passado, quando teve uma pequena lesão, justamente pensando no sucesso que poderia alcançar esse ano, quando as principais ginastas americanas normalmente estão no descanso pós-olímpico e não competem.

Já Larisa Iordache compete pela primeira vez depois da lesão que a deixou fora do Evento Teste e da disputa pela única vaga da Romênia nos Jogos do Rio. Desfalcada, renovação e fora das 12 melhores equipes do mundo, a equipe romena depende quase que exclusivamente dos desempenhos de Iordache e Catalina Ponor para ter algum sucesso na ginástica feminina esse ano. Ambas estão treinando com foco no primeiro compromisso importante, o Campeonato Europeu que acontece justamente na Romênia em abril.

A Copa de Stuttgart será muito disputada não só pela presença de Iordache e Chiles. Ginastas como
Angelina Melnikova (RUS) e Eythora Thorsdottir (NED) entrarão forte na disputa por uma medalha. Será um excelente começo de temporada para os fãs de ginástica.

No masculino, Francisco Barreto fará a estreia do Brasil em competições na temporada 2017. O ginasta também estará na Alemanha, competindo com nomes fortíssimos como Oleg Verniaiev (UKR), Sam Mikulak (USA) e Nikita Ignatyev (RUS).

Confira a lista completa de participantes:

Feminino

Canadá: Isabela Onyshko
China: Zhang Jin
Grã-Bretanha: Claudia Fragapane
Alemanha: Tabea Alt
Alemanha: Pauline Schaefer
Holanda: Eythora Thorsdottir
Romênia: Larisa Iordache
Estados Unidos: Jordan Chiles

Masculino

Brasil: Francesco Barreto
China: Sun Wei
Grã-Bretanha: James Hall
Alemanha: Lukas Dauser
Alemanha: Philipp Herder
Japão: Kazuma Kaya
Rússia: Nikita Ignatyev
Ucrânia: Oleg Vernaiev
Estados Unidos: Sam Mikulak

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Melo Gym / Gym Blog Brazil

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 4


Em uma crescente impressionante desde os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a equipe feminina do Japão começa 2017 com grandes promessas juvenis que estreiam na categoria adulta e veteranas que podem surpreender. Esse ciclo é importantíssimo para o Japão, ciclo que será finalizado com os Jogos Olímpicos de Tóquio, quando as equipes estarão competindo em casa em um dos esportes que mais deu medalhas olímpicas para o país.

Em 2008, a equipe feminina terminou numa inédita 5ª colocação. Em 2012, se classificaram em 6° para a final por equipes e terminaram em 8°. E foi no ano passado, nos Jogos do Rio, que a equipe teve sua melhor colocação: com 174,371, a equipe terminou em 4° lugar, menos de 2 pontos atrás da China, que ficou com o bronze.

A posição conquistada nos Jogos do Rio mostra a força evolutiva da ginástica japonesa, que além dos bons resultados olímpicos também conquistou ótimos resultados nos últimos mundiais. Espera-se um trabalho ainda mais aprimorado até 2020, onde o ciclo olímpico poderá ser finalizado com uma medalha.

Natsumi Hanashima

Com boas linhas corporais e execuções nos elementos - como a maioria das japonesas -, Natsumi Hanashima estreia na categoria sênior da ginástica artística. Aos 16 anos, a jovem ginasta é uma das apostas dos atuais técnicos japoneses: ambos eram treinadores da equipe masculina desde 2008!

Tem como especialidade salto e barras assimétricas, sendo regular em todos os aparelhos. Recentemente vem trabalhando num salto de valor 5.6 no código atual, que consiste num tsukahara com dupla pirueta na segunda fase do salto, o chamado "zamolodchikova". Nas assimétricas possui bons lançamentos e já vem treinando uma série específica para esse ano, que conta com um jaeger carpado e tsukahara esticado de saída, ambos com o mesmo valor de dificuldade (E).





Kiko Kwajima

Aos 15 anos, Kiko Kwajima é a melhor revelação do Japão desde Aiko Sugihara e Sae Miyakawa respectivamente. Vem chamando bastante a atenção dos internautas japoneses e dos fãs da ginástica artística atual! Considerando a trave seu aparelho de destaque, a jovem ginasta executa uma série muito difícil ​e ao mesmo tempo muito bem executada, faltando apenas uma coreografia mais expressiva, algo que está em falta na equipe japonesa.

Sua série de trave possui elementos de valores altos, como por exemplo: arabian (F), pirueta grupada ("shishova", também de valor F), além de uma combinação de flick + flick + duplo mortal carpado de saída da trave, ótima e muito importante combinação para sua nota de dificuldade. Há rumores de que Kiko Kwajima almeja executar um mortal esticado com pirueta, acrobacia de trave mais difícil do código de pontuação, elemento G, valendo incríveis 0.7.

Além da trave, possui um ótimo yurchenko com dupla pirueta, um dos mais belos da atualidade. Kiko é regular nos demais aparelhos, podendo, também, ter algum destaque no individual geral.




Aiko Sugihara

Uma das grandes revelações da equipe japonesa, disputou o mundial de Glasgow e foi peça fundamental do time japonês para a conquista do 4° lugar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Especialista no individual geral (AA), Sugihara é regular em todos os aparelhos, possuindo ótimas execuções e uma linha muito bonita de apreciar.
Um destaque importante é sua série de trave, onde almeja apresentar pela primeira vez um elemento inédito na ginástica artística, que consiste num duplo giro em Y, conhecido no solo como "memmel".
Tem um solo muito bem executado, faltando apenas uma coreografia mais expressiva, ponto fraco da equipe japonesa e um fator importante para o ciclo atual, onde o artístico conta muito para uma boa nota final.

Confira o novo elemento!



Sae Miyakawa

Passou um 2016 meio apagado devido a não ter se classificado para a final de solo nos Jogos do Rio, onde conseguiu ser a 4ª melhor do mundo no ano anterior em Glasgow. Assim como Sugihara, Sae foi uma peça importantíssima para o resultado expressivo da equipe japonesa nos Jogos Olímpicos. Possui o melhor salto e solo da equipe, sendo seus aparelhos de maior destaque. No salto, a jovem ginasta executa dois saltos, sendo o primeiro um rudi (reversão + 1.5 pirueta na segunda fase do salto) bem executado, almejando a evolução para um cheng, de valor 6.0 no atual código de pontuação. Seu segundo salto é um yurchenko com dupla pirueta, que a partir desse ano passa a valer 5,4.

No seu solo está presente acrobacias de sequências de altíssimo nível: duplo mortal com dupla pirueta (silivas), tsukahara esticado (duplo mortal esticado com uma pirueta, o chusovitina), duplo esticado e um combo muito original de pirueta frontal + duplo grupado frontal!




Post de Lucas Victor e Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Melo Gym / Gym Blog Brazil

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 3


CHINA

No ano que se passou, aconteceu algo impressionante, que não se tem notícia da última vez que possa ter acontecido: a equipe chinesa terminou os Jogos Olímpicos sem nenhuma medalha individual. Com "apenas" dois bronzes por equipes, dá pra acreditar que o Brasil foi mais condecorado que a China nos Jogos do Rio?

Apesar da variedade enorme de especialistas em todos os aparelhos, a bandeira chinesa não foi hasteada em nenhum pódio individual. Com possibilidades de conquista de inúmeras medalhas, deu completamente tudo errado para os chineses nas finais individuais. Até os que competiram extremamente bem,como Shang Chunsong na final individual geral, acabaram sendo ofuscados por ginastas de outros países que, no momento certo, tiveram suas melhores performances.

2017 é o ano para esquecer o desempenho de 2016. Com ginastas especialistas e de totais condições de ouro, a China pode se redimir, conquistando várias medalhas no Mundial do Canadá. Fica a torcida para que o país conquiste todos os pódios que tem potencial e merece.

Liu Jingxing

Explosiva e graciosa , a ginasta apresenta boas rotinas de trave e solo, sendo no segundo aparelho seu maior destaque. Possui no solo um duplo mortal esticado, de valor (F), juntamente com um belo tsukahara grupado, valor (E). Boa parte de dança, onde inclui giros de valor (D) e saltos com amplitudes regulares. A ginasta já trabalha em novas acrobacias para sua série esse ano, sendo uma delas o silivas (duplo mortal com dupla pirueta), que tem valor (H) no código atual, fator favorável, já que a ginasta é muito explosiva. Na trave possui elementos como: rodante + mortal estendido, cortada em arco + salto anel e uma boa saída de duplo mortal carpado.



Wang Cenyu

Especialista de trave e barras, possui uma das mais belas linhas de barras assimétricas da atualidade; boas dificuldades alinhadas em boas execuções. Bi-campeã nacional juvenil nesse aparelho, sua série é composta pela incrível sequência de ling (E) + realy (E) + jaeger esticado (F), que ligará ao pak futuramente; sequência original e única usada na ginástica artística atual. Na mesma série a ginasta executa uma sequência bastante comum entre as ginastas chinesas: maloney (D) + gienger (D), sequência bastante inteligente onde tem 0.2 de bônus!

Na trave, Wang abre sua série com uma bela sequência de cortada com pé na cabeça (E) ligado ao salto anel (C), que bonifica 0.1 atualmente. Como toda chinesa, faz um belíssimo mortal esticado vindo da rondada, além de encerrar a sua série com uma saída de dupla pirueta e meia (D) que evoluirá para uma tripla nas competições futuras.]





Chen Xiaoqing

Especialista de trave e solo, a atual medalhista de bronze na trave no principal Nacional Chinês, ocorrido em junho de 2016, a ginasta lembra muito a linha de Shang Chunsong, também especialista em ambos os aparelhos.

Assim como trave e solo, a ginasta vem trabalhando em seu salto, que há rumores de que será um yurchenko com dupla pirueta, um salto satisfatório, principalmente quando se trata de uma chinesa que compete no individual geral.
Na trave, seu maior destaque, apresenta uma excelente amplitude nos saltos de dança assim como boas linhas de execução em suas acrobacias! Fator importante para especialistas desse aparelho, que estiveram em falta no ciclo passado. No solo, segundo melhor aparelho de Xiaoqing, a ginasta inicia com um belo tsukahara que futuramente evoluirá para um silivas. Possui uma parte musical bem interessante, lembrando partes coreográficas da britânica Elissa Downie. Também apresenta uma tripla pirueta que provavelmente ligará ao mortal grupado, sequência padrão das ginastas chinesas atualmente e que bonifica 0,2.




Liu Tingting

Um dos nomes mais aguardados e principal estreante chinesa em 2016, foi escolhida para disputar os jogos olímpicos do Rio. Infelizmente uma lesão na mão esquerda durante o treino de barras assimétricas retirou a ginasta das competições futuras no mesmo ano, dando assim a sua vaga Olímpica para Tan Jiaxin, a então reserva da equipe.

Tingting possui boas séries em todos os aparelhos e tem boas dificuldades. Seu destaque está no individual geral (AA), onde tinha chances reais de uma medalha olímpica. Sua especialidade é as barras assimétricas, possuindo boa dificuldade alinhada à uma execução formidável. Elementos de combinações entre as barras são o ponto forte em sua série. No salto, faz um yurchenko com dupla pirueta com boa postura. Seu solo foge totalmente do padrão que a China impõe em suas ginastas, onde há mais elementos de dança ao invés de acrobacias, sendo um fator favorável à jovem ginasta; duplo giro em L e um semenova (duplo giro em atittude) estão presentes em sua série.
Na trave (seu segundo melhor aparelho) possui uma belíssima linha, alongada e dinâmica. Conta com elementos de combinações como nas assimétricas. TingTing lembra muito a Yao Jinnan em 2011, mas tem tudo pra ser ainda melhor. Se continuar evoluindo como no Nacional Chinês de 2016, certamente sua vaga no Mundial do Canadá está garantida.





Texto de Lucas Victor e Cedrick Willian

Foto: Rimako Takeuchi