featured Slider

Destaque

Translate

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 2


Enquanto a equipe chinesa era apontada para a prata, num (im)possível combate contra os Estados Unidos, a equipe russa surpreendeu: com os desfalques de Komova, Afanasyeva e quase sem recuperar Mustafina a tempo, a Rússia levou a prata olímpica por equipes numa excelente competição.

A tradição falou mais alto e a equipe conseguiu dar a volta por cima, conquistando, também, várias medalhas individuais: Mustafina foi bicampeã olímpica de barras assimétricas e se manteve no pódio do individual geral olímpico. Maria Paseka também conseguiu uma medalha no salto. Mas para esse ano, com a gravidez de Mustafina e a incerteza que paira sobre a continuidade e saúde das veteranas, como fica a situação da Rússia?

Algumas ginastas novas estão chegando à categoria adulta, mas não podemos deixar de contar com a presença de duas veteranas que ainda não competiram internacionalmente com todo o potencial que podiam: Angelina Melnikova e Natalia Kapitonova.

Angelina Melnikova

Em 2016, teve um começo de ano excelente nas competições nacionais. Com séries difíceis e execuções lindíssimas, dignas de russa, Melnikova conseguiu passar dos 60 pontos no individual geral do Nacional Russo em abril; foi campeã européia por equipes (contribuindo em todos os aparelhos) e conseguiu 59,525 no individual geral da Russian Cup no fim de junho. Entretanto, até os Jogos do Rio, seu rendimento baixou. Nas competições individuais, era esperada uma briga pelo pódio individual dos Jogos e outro na trave, mas a ginasta estava visivelmente cansada. Com notas acima de 15 na trave e barras assimétricas, um yurchenko com dupla pirueta no salto e um solo com grandes acrobacias, saltos e giros, Melnikova pode se redimir esse ano. A ginasta tem tudo para chegar no Canadá como uma das principais candidatas ao ouro no individual geral, mas tudo vai depender de como será planejado seu treinamento até lá. O Mundial pós-olímpico sempre está "em aberto", e Melnikova pode ser a ginasta que fará a Rússia brilhar nos pódios esse ano.



Natalia Kapitonova

Brilhante tanto em dificuldade quanto em execução nas barras assimétricas, Natalia Kapitonova passou o ano de 2016 como um potencial não aproveitado. A ginasta tinha tudo pra despontar como integrante da equipe russa feminina nos Jogos Olímpicos do Rio, mas ficou apenas no quase, garantindo a vaga de primeira reserva. Sua falta de experiência pode ter sido determinante na hora da escolha, já que sua principal adversária pela vaga, Daria Spiridonova, tinha títulos em Mundial e Europeu, enquanto Natalia era recém sênior. Sua série de barras incluía um belíssimo combo de stalder carpado com pirueta + Komova II + Pak + Van Leeuwen, uma sequência de alto grau de dificuldade que bonifica(va) em 0.5, o que lhe rendia notas na casa dos 15 pontos consistentemente. O solo promissor tinha como carro chefe um Tsukahara grupado de entrada e o giro Mustafina na sua montagem, enquanto sua série de trave se destacava pela complexa combinação de flic + flic + mortal esticado. Caso recupere essa série e fixe alguns detalhes, Kapitonova tem tudo pra se destacar em 2017 como a principal especialista da equipe.



Elena Eremina

Atual campeã europeia individual da categoria júnior, Elena Eremina vem sendo acompanhada desde bem nova pelos fãs da ginástica russa em todo o mundo, e estreia com certa responsabilidade no adulto este ano. Após um ciclo de protagonistas veteranas, Tóquio parece ser a grande chance de uma nova geração promissora, porém ofuscada: liderar a segunda melhor equipe do mundo; tarefa árdua, vamos combinar. Como sugerido acima, Elena é uma generalista que pode ser importante nos quatro aparelhos. No salto, entretanto, apresenta problemas técnicos bastante evidentes, com uma dupla pirueta “na conta” (rotação lenta na longitudinal). Nas barras, elementos e combos complexos, mas crua na execução: Nabieva + Pak, Van Leeuwen, Stalder carpado com meia + Jaeger carpado, saída em Tsukahara grupado. Na trave, boa execução, mas peca na regularidade: entrada em layout, sequência de flic + layout + layout e saída em dupla pirueta e meia. No solo, um ótimo potencial acrobático, já tendo apresentado os seguintes elementos: duplo esticado, Tsukahara grupado, tripla pirueta, uma e meia ao passo indiretamente ligada a dupla e meia e duplo giro em Y.



Anastasia Ilyankova

Especialista de barras - mas muito eficiente nos demais aparelhos -, Anastasia Ilyankova é mais uma debutante da seleção que deve ter seu destaque na equipe adulta a partir de agora. No último Campeonato Europeu, surpreendeu ao conquistar duas medalhas de ouro por aparelho, e por isso vamos começar por eles. Nas barras, apresenta excelente execução e ótima dificuldade, com Hindorff + Pak, Maloney + oitava com meia + Ezhova, Van Leeuwen, oitava com pirueta + Tsukahara de saída. Na trave, rondada + mortal esticado (pernas levemente flexionadas e afastadas), estrela sem mãos + flic, Ilusion, dois giros de perna elevada (L e Y) e saída em duplo grupado. No solo, muito boa execução, com Tsukahara de entrada, dupla e meia + mortal grupado, duplos giros em L e em Y. No salto, um FTY muito bom e com sobra pra upgrades.




Post de Cedrick Willian, Nadia Carim e Stephan Nogueira

Foto: Divulgação

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 1


Começaram as postagens "O que a ginástica reserva" de 2017. Como sempre abrindo a série, os Estados Unidos apresentam quatro ginastas muito promissoras para esse ano e que devem ser testadas no Troffeo Cittá de Jesolo em abril. Como não temos finais por equipes nos Mundiais, é bem provável que vários países levem ginastas estreantes na categoria adulta para "queimar" a adrenalina no Mundial.

Vale lembrar que os Estados Unidos tiveram Simone Biles como estreante em 2013, ginasta que se manteve campeã durante todo o ciclo passado. Será que uma nova Biles vai aparecer ou ela é realmente única? Trinity Thomas tem o potencial ginástico muito parecido com o de Simone, e é ela mesma quem abre essa postagem.

Trinity Thomas

Thomas é simplesmente impressionante. Tem muito potencial a ser explorado e linhas que a diferem de Simone Biles: Thomas é explosiva mas, ao mesmo tempo, longilínea. Com salto de danças muito alongados, pode ter um diferencial artístico que contará para boas notas, tanto na trave como no solo. Sua linha corporal também contribui para uma série de barras assimétricas mais bonita. No solo, já apresenta duplo esticado e uma sequência de dupla pirueta e meia ao passo para um duplo mortal grupado. Sobra em todas as acrobacias e parece ainda não ter controle de todo o potencial que seu corpo possui, sem conseguir segurar suas chegadas. Na trave tem saltos muito bonitos e com ótima amplitude, além de uma sequência de flic + 2 layouts linda de se ver. Nas assimétricas já possui uma série forte, que conta com van leween, giro de sola com pirueta + tkatchev e uma bela saída de duplo esticado, precisando fixar mais os lançamentos à parada. No salto, seu aparelho mais fraco, apresenta apenas um yurchenko com pirueta que possui altura para evoluir tranquilamente para saltos com mais giros. No Mundial do Canadá, pode estar pronta para concorrer a uma excelente colocação no individual geral, podendo surpreender.





Jordan Chiles

Chiles chega ao primeiro ano adulto como uma grande promessa. No ano passado, quando teve uma lesão durante o treinamento de pódio do Nacional Americano, foi poupada pelos seus treinadores, e até por Marta Karolyi, de continuar na competição na intenção de não prejudicar seu primeiro ano sênior. Em 2016 competiu no Troffeo Jesolo, onde foi campeã individual geral e salto, além de prata nas barras assimétricas; e no U.S Classic, onde foi 4° lugar no individual geral e campeã de salto. É justamente o salto seu ponto forte: a ginasta já apresenta um amanar muito seguro. No solo e trave tem alguns problemas nos saltos de dança - que pecam na amplitude -, mas compensa os erros na dificuldade das suas acrobacias. As barras assimétricas, onde consegue ligar um tkatchev com um shootover e uma sola com pirueta com gienger, talvez seja seu segundo melhor aparelho. Pode ser uma das escolhas para representar os Estados Unidos na American Cup, que acontece no começo de março.





Morgan Hurd

Com origem chinesa e cidadania americana, a pequena Morgan vem chamando a atenção de muitos fãs da ginástica desde sua aparição na elite junior do país, e promete ser uma importante adição à equipe adulta esse ano. Mesmo pequena, a ginasta natural de Wuzhou, China, faz um bom DTY no salto; nas barras, apresenta um ray, stalder carpado com pirueta seguido de Tkachev e saída em duplo mortal grupado com dupla pirueta. Na trave, cortada em arco e saída altíssima em Tsukahara grupado. No solo, abre com Tsukahara carpado, faz a sequência direta de pirueta frontal seguida de dupla e termina com duplo carpado.





Deanne Soza

Apesar de não figurar mais entre as integrantes da equipe nacional junior, Deanne Soza é destaque entre as estreantes de 2017. Bastante completa, mostra um ótimo potencial nos 4 aparelhos, só precisando de mais consistência para chegar entre as primeiras do país. No salto, também apresenta um DTY com boa execução. Nas barras, ray, giro de sola com pirueta ligado de Tkachev, Ezhova e saída de Tsukahara esticado. Na trave, uma série básica, mas cheia de quedas em ambos os dias do Campeonato Nacional; destaque pra saída em flic – flic – duplo carpado. No solo, Tsukahara grupado de entrada, pirueta e meia ao passo seguida indiretamente de duplo grupado e duplo giro em L.





Post de Cedrick Willian e Nádia Carim

Foto: Divulgação

Sobre o caso de expulsão em 2015, CBG finalmente responde ao Gym Blog Brazil


Depois de mais um ano de espera pela resposta oficial da Confederação Brasileira de Ginástica, sobre o caso de retirada das credenciais e expulsão do Gym Blog Brazil da área de imprensa do Campeonato Brasileiro Adulto de Ginástica Artística 2015, realizado na Arena Minas do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, a CBG finalmente se manifestou.

Após:

1. Entrarmos em contato com um funcionário da CBG logo que o problema ocorreu para esclarecer os fatos e não obter respostas;
2. Entrarmos em contato com um funcionário do Minas Tênis Clube logo que o problema ocorreu para esclarecer os fatos e não obter respostas;
3. Entrarmos em contato com a vice-presidente Verônica de Castro Martins, responsável legal pelo evento, e a assessora de imprensa da CBG, Malu Souza (Photo & Grafia), ainda durante a realização do Campeonato para esclarecer os fatos e não conseguir;
4. Entrarmos em contato com a CBG através das redes sociais e não obter resposta (ao invés disso, todas as mensagens foram visualizadas e apagadas);
5. Entrarmos em contato com a assessoria de imprensa da CBG (Photo & Grafia) através de email e telefone;
6. Entrarmos em contato com a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Sra. Maria Luciene Resende, através de email;
7. Irmos até a sede da CBG, em Aracaju, de forma completamente amigável para esclarecimento dos fatos;
8. Notificarmos extrajudicialmente a CBG para que uma resposta oficial nos fosse entregue;

realmente gostaríamos que a entidade nos tivesse dado uma resposta mais satisfatória, já que a a CBG teve tempo hábil para investigar os fatos e nos entregar uma conclusão que realmente esclarecesse o que aconteceu.

Entretanto - e apesar de -, “a CBG assegura que não determinou absolutamente nada contra os representantes do Blog(...) nem pode ser responsabilizada, pelo fato imputado (...). A CBG espera a compreensão do notificante para que adote as providências cabíveis contra quem de direito”.Os profissionais do Gym Blog Brazil tiveram suas credenciais retiradas e foram expulsos do evento promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica, mediante ato praticado por funcionários do Minas Tênis Clube sob a alegação que estavam cumprindo "ordens da CBG”.  Uma vez notificada, a Confederação Brasileira de Ginástica se eximiu de qualquer responsabilidade pelos fatos ocorridos, deixando claro que não determinou qualquer ato em desfavor dos representantes do Gym Blog Brazil. Tendo em vista a manifestação ofertada pela Confederação Brasileira de Ginástica, no intuito de  esclarecer definitivamente o ato arbitrário e sem fundamento perpetrado em desfavor dos profissionais do nosso blog, providenciaremos a notificação do Minas Tênis Clube, para que se manifestem acerca dos fatos ocorridos, notadamente esclarecendo quem determinou a retirada da equipe do Gym Blog Brazil  e por quais motivos.

Esse blog zela pela sua conduta e integridade. Pessoas que poderiam até nos ajudar disseram que “falamos demais” e que isso seria o motivo da nossa expulsão. Gostaria de deixar claro que o blog é de opinião e informação, e até onde somos amparados pela lei, vivemos em um país livre onde opinar e informar é um direito.

Em resposta a esse tipo de pensamento sobre o blog, dizemos que a representação que está em andamento no Ministério Público Estadual apura, por entendimento do procurador responsável, “condutas lesivas à liberdade de imprensa e ao direito de informação”.

Dado o fato que a Sra. Luciene Resende, Presidente da CBG, foi reeleita, continuaremos com a investigação até o fim, buscando todos os meios para que a justiça seja feita. O Gym Blog Brazil, que na opinião de muitos é o maior meio de comunicação da ginástica artística do Brasil, não pode, não quer e não irá trabalhar por mais quatro anos desprotegido de seus direitos.

Agradecemos à Federação Internacional de Ginástica, de quem temos uma carta de recomendação sobre o nosso empenho no Mundial de Glasgow em 2015, onde a Sra. Vera Atkison, gerente de operações de mídia do Mundial e membro do Comitê Britânico de Ginástica, afirma que “os profissionais do Gym Blog Brazil trabalharam de acordo com as regras da FIG seguidas estritamente pelo Comitê Olímpico Local, deixando impressões do bem, do respeito e da amizade profissional”.

Também agradecemos às pessoas que nos apoiam e nos acompanham, essa resposta é para vocês que, como nós, estão atrás de respostas justas. Manteremos todos informados do andamento dessa investigação e avisamos que não vamos parar até que tudo seja concluído. Não podemos nos acomodar na busca por justiça só porque vivemos em um país onde ir atrás de seus direitos é considerado "queimar o filme" (também ouvimos isso).

2016 foi um ano ótimo para o blog, que cobriu sua primeira edição dos Jogos Olímpicos, e para a nossa ginástica, que conquistou 3 medalhas olímpicas. Apesar dessa desgastante situação que já é empurrada há mais de um ano, somos gratos por tudo que podemos e temos o direito de realizar pela ginástica brasileira quando não somos impedidos.

Resultados e análise do Campeonato Brasileiro Adulto


O Brasil deve ter sido o único país que fez o Campeonato Nacional no fim do ano e após os Jogos do Rio. Não faz sentido algum a realização do campeonato mais importante do país acontecer no fim da temporada, a não ser por cumprimento de compromissos e calendário. Os principais atletas estão pós auge de treinamento, cansados, e em sua maioria não conseguem render tanto quanto poderiam.

Seria interessante, tanto para os atletas quanto para quem acompanha o esporte (falar sobre mídias aqui seria um sonho), que o nacional fizesse parte da periodização de treinamento de todas as categorias do esporte, e acontecesse pouco antes do campeonato anual mais importante de cada categoria. Dessa forma, a preparação dos atletas seria mais completa, além de que fãs, público e demais interessados, se aproveitariam de belas apresentações dos principais ginastas do país.

O Campeonato Brasileiro poderia ser mais valorizado, como acontece nos outros países, onde é tratado como seletiva para as equipes que competem nos Mundiais e Campeonatos Continentais, forçando o atleta e treinador a buscar um bom resultado e atraindo a atenção da mídia. Resultado: mais investimento, patrocínios e interesse das pessoas em acompanhar e assistir.

Por outro lado, essa é a chance de ginastas que não conseguiram fazer parte da equipe principal mostrarem tudo que podem fazer. Ginastas que não competiram internacionalmente acabam valorizando o nacional mais que os outros, mostrando em suas séries tudo que realmente podem fazer. Independente disso, a realização do nacional no fim do ano tem mais contras do que prós, e deveria ser um tópico estudado pelos dirigentes responsáveis para melhorias no próximo ciclo.

Caio Souza foi um dos que ficou fora dos Jogos Olímpicos e não deixou a bola cair 3 meses depois: manteve um ótimo nível de séries e acabou sendo campeão brasileiro no individual geral com uma boa nota: 87,200. Francisco Barreto, competiu no individual geral e ficou com a prata (86,350). O ginasta manteve um ótimo nível em seus principais aparelhos, com destaque para a barra fixa, onde foi 5° lugar na final dos Jogos Olímpicos. Fechando o pódio, Bernardo Miranda volta a colocar o Minas Gerais no cenário nacional da ginástica artística. Competindo na categoria adulta, conseguiu o bronze com 85,700, tendo média de execução 8,800. Muito limpo, o ginasta tem forte potencial para chegar em 2020 como um grande concorrente à uma vaga na equipe olímpica.

No feminino, Rebeca Andrade, mesmo com séries mais simples, foi a campeã com uma excelente nota: somou 58,300, pontuação que a coloca como uma das principais "all-arounders" para o ano que vem. Se continuar com ritmo de treino bom, pode ir para o próximo mundial e fazer história para o Brasil, com grandes chances de finais e medalhas. Carolyne Pedro e Milena Theodoro abraçaram suas chances e terminaram com prata (54,750) e bronze (53,700) respectivamente. Destaque para a juvenil Thais Fidelis, que sobe para a categoria adulta no ano que vem e está com todas as séries completas e muito bem montadas. Entre as ginastas de treze e quinze anos, foi campeã com 56,900, e poderia ter sido prata mesmo competindo entre as adultas.

Nas finais por aparelhos, destaque para Caio Souza, que foi campeão de solo, paralela e prata nas argolas, e para Francisco Barreto, que foi campeão de barra fixa. Caio pontuou altíssimos 15,625 na paralela, e Francisco pontuou 15,225 na barra fixa. Os ginastas que estiveram na final de paralela deram um show: foram quatro notas na casa dos 15,000 pontos entre os seis participantes que competiram. Rebeca terminou as finais com dois ouros (paralela e trave) e uma prata (solo). Thais foi a campeã de solo com 15,100 e Raquel Silva foi a campeã de salto com 13,725.

Mesmo com grandes promessas chegando à categoria adulta, o futuro é preocupante. Ainda contamos com os veteranos para o próximo ciclo e nada se sabe sobre a forma de conduzir as seleções, centros de treinamento ou quais treinadores continuarão trabalhando da mesma forma como durante os últimos quatro anos.

Resultados: Individual geral: masculino e feminino / Final por equipes: masculino e feminino / Finais por aparelhos: masculino e feminino

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Vídeos: Ginástica Brasil / Luciano Graciano

Post de Cedrick Willian

Treinadores da seleção deixam o Brasil


Os Jogos do Rio já ficaram no passado: o novo ciclo olímpico já começou. E o Brasil perdeu para sua preparação para os Jogos de Tóquio não só Alexandrov como também Ricardo Pereira, que trabalhava com atletas da seleção feminina, e Renato Araújo, que trabalhava com a seleção masculina. Os técnicos deixam o Brasil mas continuarão trabalhando com a ginástica. Vale lembrar que Ricardo esteve no Centro de Treinamento do Rio com Alexandrov durante toda a preparação olímpica.

Tanto Renato como Ricardo estão de mudança para o Canadá para continuar trabalhando com ginástica. Independente da proposta, o país está envelhecendo e precisando de mão de obra em todas as áreas, algo que facilita um pouco os trâmites para imigrantes. Os Jogos do Rio, para Renato Araújo, e o Pan de Especialistas, para Ricardo Pereira, aparentemente foram as últimas competições em que os treinadores acompanharam a seleção.

Renato ainda treinava Petrix Barbosa e Sérgio Sasaki, mas já tinha perdido o comando de Diego Hypólito e Caio Souza. Ricardo estava no CT do Rio treinando as atletas adultas do Flamengo, e já até recebeu uma mensagem de despedida de Letícia Costa nas redes sociais. A ginasta, sob seus treinos, conquistou uma medalha no salto no Pan de Especialistas.

Ainda restam dúvidas sobre como continuarão os treinos de Caio Souza e Diego Hypólito, que pouco antes dos Jogos tiveram que interromper os treinos com o técnico Fernando Carvalho por conta de uma investigação, e Sérgio Sasaki, que até os Jogos esteve com Renato Araújo. Sérgio e Petrix agora são contratados do Vasco, mas sabe-se que o clube não tem ginásio ou treinadores que suportem os treinos dos atletas.

Petrix, que acabou fora da seleção olímpica, encontrou motivação para continuar treinando e embarcou para os Estados Unidos: está em Miami no clube de Danell Leyva, o Universal Gymnastics, com Yin Alvarez, treinador olímpico e padrasto de Leyva. Seu objetivo é competir bem no campeonato brasileiro, que acontecerá entre os dias 8 e 13 de novembro, e conseguir uma vaga na equipe que disputará o Sul-Americano adulto. Pode ser que depois dos compromissos no Brasil em novembro ele volta para os Estados Unidos e prossiga treinando com Alvarez, de olho nos Jogos de Tóquio, onde poderá participar dos Jogos Olímpicos pela primeira vez.

Nota: Ricardo Pereira foi o primeiro entrevistado do Gym Blog Brazil.


Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Thais e Milena se destacam no Pan


O Brasil também conquistou finais nas classificatórias do Pan Juvenil e Adulto feminino. No juvenil, não competiram com uma equipe completa devido aos desfalques de Fabiane Valentim e Luisa Kirschmayer, ambas lesionadas. No adulto, apenas finais por aparelhos.

Thais Fidelis está praticamente pronta para a categoria adulta, onde passa a competir a partir do ano que vem. Com séries bem montadas e boas notas de partidas, conseguiu a prata no individual geral (53,250) e vaga em todas as finais por aparelhos exceto solo; Beatriz Simão foi a única brasileira a competir ao lado de Thais e conquistou vaga em todas as finais por aparelhos exceto trave.

Além das classificatórias no Pan, no último fim de semana, no Campeonato Brasileiro de Ginástica, Thais fez uma competição excelente: foi campeã brasileira em todas as finais, conquistando o ouro no individual geral, equipes, solo, salto, trave e assimétricas. Somou 55,425 no individual geral, uma boa nota para um início na categoria adulta.

Leticia Costa e Milena Theodoro também competiram no Pan e conquistaram finais. A ginasta Julie Kim não aparece nos resultados por motivos ainda não esclarecidos (espera-se que não seja uma nova lesão). Leticia está na final de salto e paralela enquanto Milena, que volta de uma lesão, está na final de paralela, trave e solo.

Confira os resultados completos!

Juvenil: equipes, individual geral e classificação por aparelhos.

Texto de Cedrick Willian

Foto: Divulgação