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Destaque

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Muito obrigado!


O Gym Blog Brazil teve sua primeira experiência olímpica nos Jogos do Rio. Ver uma edição dos Jogos Olímpicos no Brasil e com a melhor participação das seleções brasileiras é motivo de muito orgulho e agradecimento.

Agradecemos à Ekipe Luck's, sempre amiga, parceira e preocupada com o blog, assim como Caio Florindo Design, que cuida da manutenção da logo e da página. Agradecemos também aos amigos que torcem pela ginástica e sempre comentam por aqui.

O maior reconhecimento do GBB, na nossa opinião, veio no ano passado, quando o Comitê Olímpico Brasileiro aprovou o pedido de credencial olímpica feito por nós. Vários pedidos importantes do mundo todo foram negados e estamos felizes que, colhendo o fruto de um bom trabalho feito desde 2011, o nosso pedido esteve entre os que foram aceitos.

A estadia no Rio de Janeiro foi do dia 05 ao dia 17 de agosto e, assim como a ginástica, também batemos recordes: ultrapassamos a marca de 3 milhões de visualizações totais e tivemos o maior número de visualizações em um só dia, cerca de 18,600.


Trabalhar durante todos esses dias foi difícil, principalmente porque não estávamos com a equipe completa. Apenas uma credencial foi aprovada e, por mais que tenha sido bom, uma cobertura melhor ainda poderia ser feita. Mesmo assim, o nosso feedback é totalmente positivo e espero que do COB também seja, para que, quem sabe, nos Jogos de Tóquio tenhamos mais pessoas envolvidas na cobertura GBB, especializada em ginástica artística.

Nosso trabalho aqui é voluntário, gastamos nosso tempo e dinheiro realmente porque amamos a ginástica. Apesar de que isso nunca foi motivo para nos fazer parar, esperamos que um dia o reconhecimento também aconteça em forma de investimentos. Qualquer amigo, leitor ou crítico que queira ou saiba ajudar de alguma forma, não deixe de entrar em contato!


Um obrigado especial à ginástica brasileira, por ter conquistado três medalhas olímpicas e mostrado sua cara para o mundo. Que os investimentos e visibilidade aumentem e, consequentemente, as conquistas. Essa competição foi um presente para o Brasil!



Vários nomes poderiam ser mencionados aqui, mas um foi mais que especial durante os Jogos Olímpicos: Luana Lobato, ex-assessora de imprensa da ginástica do Flamengo e amiga de longa data do Gym Blog Brazil, que nos recebeu de forma espetacular no Rio de Janeiro. Sua hospitalidade foi de valor imensurável, não temos palavras para agradecer!

Próxima parada: Mundial de Montreal 2017. Esperamos estar lá, com equipe completa, comentando, passando frio e trazendo o melhor da ginástica para todos que nos acompanham. Estamos tristes com o fim dos Jogos Olímpicos, mas a depressão pós-olímpica não pode ser maior que o amor pelo esporte mais lindo de todos. Continuamos motivados e não vamos parar!

Texto de Gym Blog Brazil - Cedrick Willian, Lucas Rodrigues, Diego Aguiar e Ivan Ferreira / MeloGym.

Finais olímpicas: paralela, solo feminino e barra fixa


Fabian Hambuchen, Oleg Verniaiev e Simone Biles: esses foram os ginastas que deram os seus nomes nas finais por aparelhos do último dia de ginástica artística nos Jogos do Rio. Mais um ciclo terminou e um novo sonho olímpico começa a partir de agora.

O reserva americano Danell Leyva talvez tenha entrado na equipe para salvar o quadro de medalhas dos Estados Unidos na ginástica masculina. O ginasta abriu a final de paralelas de forma brilhante: muito focado, apresentou uma série extremamente limpa e bem executada, liderando a competição até o momento em que Oleg Verniaiev (UKR) competiu. Mesmo com alguns desequilíbrios, o ucraniano tem uma linha muito bonita e a postura é impecável. Com uma série bem difícil conseguiu ultrapassar os 16 pontos, conquistando o ouro e mais uma medalha para a Ucrânia na ginástica artística.

Manrique Larduet (CUB) brigaria pela prata com Leyva, mas teve um desequilíbrio muito grande, provavelmente de desconto 0,3, e acabou terminando em 5°. O pódio foi fechado por David Belyavskiy (RUS), que com 15,783 ficou com o bronze. Belyavskiy apresentou falhas de postura nos joelhos durante os impulsos e não conseguiu cravar a saída, algo praticamente obrigatório numa final de paralelas.

A final de solo feminino foi a final dos duplos com dupla: todas as ginastas executaram essa acrobacia exceto Alexandra Raisman (USA). Isso mostra o nível altíssimo que a final teve, onde apenas a suíça Giulia Steingruber teve quedas. Vanessa Ferrari (ITA) terminou novamente em 4° lugar na sua terceira participação olímpica, mas é visível que Amy Tinkler (GBR), medalhista de bronze nessa final, teve melhor execução para a conquista do bronze.

Simone Biles capturou sua última chance de ouro e sagrou-se campeã olímpica de solo. Simone sai do Rio com quatro medalhas de ouro e uma de bronze, resultado incrível para a ginasta mais condecorada dos Jogos. Alexandra Raisman não conseguiu defender seu título olímpico e ficou com a prata, mas não fosse a presença de Biles nos Jogos esse seria o segundo ouro de Raisman na competição. Impressionante como Raisman não só melhorou sua parte artística no solo como aumentou o grau de dificuldade das suas acrobacias, deixando o Rio como a segunda ginasta mais condecorada dos Jogos com um ouro e duas pratas.

Fabian Hambuechen (GER) finalmente conseguiu sua medalha de ouro olímpica: fez uma série com largadas altas e muito limpas além de uma saída cravada. Danell Leyva conquistou mais uma prata, sua segunda medalha no dia e, reafirmando, a salvação da ginástica masculina americana nessa edição dos Jogos. Nile Wilson (GBR), que talvez não fosse um sério candidato à medalhas antes dos Jogos começarem, mostrou toda a força da ginástica britânica na atualidade e ficou com o bronze.

Epke Zonderland (NED) caiu e não conseguiu defender seu título olímpico. Francisco Barreto (BRA) conquista um resultado histórico para o Brasil nesse aparelho: foi 5° colocado com 15,208; sem cometer grandes falhas, uma ótima participação.

Resultados completos aqui.

Texto de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016 - Alex Livesey

Biles deixa o Rio de Janeiro mudando a história da ginástica mundial


O destaque dos Jogos Olímpicos é, sem dúvidas, da americana Simone Biles. A ginasta está mudando a história da ginástica artística feminina assim como a romena Nadia Comaneci fez nos Jogos de Montreal em 1976. Biles está pronta para o próximo ciclo - apesar de que talvez não continue na ginástica - e será inspiração para muitas crianças e ginastas ao redor do mundo.

Desde quando entrou para a categoria adulta, em 2013, não perdeu nenhuma final por equipes, solo ou individual geral, sendo campeã de todas as competições que participou, sejam nacionais, continentais, mundiais e, agora, olímpica. Muito carismática, conquistou o público da arena e até os brasileiros fizeram parte da torcida.

Biles deixa um legado para a ginástica e, sinceramente, ainda poderia fazer muita coisa. Tem muitos exercícios que a ginasta treina e ainda pode homologar, deixando seu nome escrito por mais vezes no código de pontuação, que já possui dois elementos que levam seu nome.

Com quatro medalhas de ouro e uma de bronze, sai do Rio como a ginasta mais condecorada dos Jogos do Rio como também uma das mais condecoradas da história numa mesma edição dos Jogos Olímpicos. Contanto apenas três mundiais também detém o recorde de medalhas conquistadas nessa competição. Apesar de difícil, fica a torcida para que Biles continue no esporte. O próximo objetivo seria quebrar os próprios recordes que, com certeza, serão mantidos por muitos e muitos anos.

Quem teve a oportunidade de vê-la em ação, grave tudo muito bem na memória. Como Nadia Comaneci é reconhecida até hoje, Biles será lembrada na história desse esporte por muito tempo. Com tanto carisma, força e determinação, é impossível que não tenha sucesso daqui para frente. Mesmo assim, boa sorte Simone!

Texto de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016

Finais olímpicas: argolas, salto masculino e trave de equilíbrio


O Brasil conquistou mais uma medalha no segundo dia de finais olímpicas: Arthur Zanetti levou a prata nas argolas, a segunda medalha olímpica de sua carreira e quarta medalha olímpica da ginástica brasileira. Além da medalha de Zanetti, outro ótimo resultado aconteceu hoje: Flávia Saraiva terminou a final de trave com a 5ª posição, melhor resultado do Brasil nesse aparelho.

O russo Denis Ablyazin foi o destaque das finais e acabou saindo com duas medalhas nas duas provas que competiu: prata no salto e bronze nas argolas. Abyazin é um ginasta novo e já possuía duas medalhas olímpicas conquistadas em sua primeira participação nos Jogos de Londres em 2012.

É importante ressaltar que Arthur Zanetti manteve um bom nível de ginástica durante todo ciclo. O que aconteceu hoje foi a superação do ginasta grego: Eleftherios Petrounias conseguiu ser melhor e fazer uma série incrível, cravada e muito limpa; talvez essa tenha sido a melhor série de argolas vista nesse ciclo olímpico. O russo Denis Ablyazin acabou beliscando o bronze, mas é certo que os erros dos chineses, que estão com séries muito difíceis, colaboraram para esse pódio.

Na final de salto, dois exercícios novos foram homologados: Kenzo Shirai (JPN) acertou seu yurchenko com tripla e meia para a conquista do bronze, e Igor Radivilov (UKR) acertou seu triplo de frente, mesmo sem uma chegada segura. Marian Dragulescu (ROM) empatou com Kenzo, mas o desempate feito através da nota de execução favoreceu o japonês e Dragulescu terminou em 4° lugar. O grande destaque foi para o coreano Ri Se Gwang, que fez dois saltos extremamente difíceis e que levam seu nome, conquistando o seu primeiro título olímpico. Denis Ablyazin (RUS) também fez dois saltos muito difíceis (inclusive um gwang) terminando com a prata. Tomas Gonzalez (CHI), em sua terceira participação em finais olímpicas, apresentou dois bons saltos - mas com nota de partida mais baixa - e terminou em 7°.

Inesperadamente, Simone Biles (USA) errou a trave, mais um aparelho em que era favorita ao ouro. Tocou a trave com as mãos no mortal pra frente, desequilibrou em outros elementos e perdeu ligações, mas, mesmo assim, conseguiu 14,733 para terminar com o bronze. Foi desbancada por sua compatriota Lauren Hernandez e por Sanne Wevers, ambas com séries brilhantes. Wevers acertou todos os giros e ligações que propôs, conseguindo excelentes 15,466 pontos para a conquista do ouro. Hernandez foi muito cravada e terminou com a prata, deixando a desejar apenas na execução e amplitude de alguns saltos.

Flávia Saraiva tinha chances reais de conquistar um bronze nessa final, mas infelizmente teve alguns desequilíbrios que comprometeram sua nota final. Mesmo assim fez uma ótima participação e, continuando no esporte, muitos resultados importantes ainda podem vir dessa ginasta linda e carismática.

Resultados completos aqui.

Texto de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016 - Laurence Griffiths

Arthur Nory é um ser humano em construção


Mesmo depois de uma medalha olímpica, jornalistas desinformados e pessoas inconformadas continuam associando a imagem de Arthur Nory com o famoso episódio racista contra um dos colegas de equipe da seleção. Um ano depois da situação esclarecida e solucionada, qual resposta as pessoas esperam ao remexer e relembrar essa história?

As pessoas não "são", as pessoas "estão". Nory teve um episódio racista, Nory não é um racista. As atitudes daquele péssimo dia não foram repetidas, o que deixa claro a lição aprendida. O que tinha para ser feito, foi feito: o ginasta foi afastado da seleção, se arrependeu, pediu desculpas e seguiu em frente. O que mais ele poderia fazer? Abandonar a ginástica e continuar vivendo no erro do passado?

A nova exposição dos fatos ocorridos está sendo mostrada como uma grande novidade, sendo que a novidade é uma medalha olímpica e um enorme feito para a ginástica e o esporte brasileiro. Tentar queimar a imagem dele usando até suas fotos com Simone Biles (eles são amigos desde o Mundial de 2013) por algo que ele já pagou e se arrependeu beira o ridículo.

Os brasileiros deveriam se orgulhar do feito ao invés de remexer um passado desnecessário e já resolvido. A comunidade negra deveria ser orgulhar de Simone Biles, que já conquistou 3 medalhas de ouro nos Jogos do Rio e ainda tem chances de conquistar mais dois ouros. Orgulhar de uma ginasta que está mudando a história da ginástica assim como Nadia Comaneci fez em 1976. Orgulhar da equipe americana, que foi campeã olímpica com duas integrantes negras, uma judia e uma latino-americana. Ao invés de buscarem Nory nas redes sociais para atacá-lo mais uma vez, não seria mais interessante lotar a caixa de Simone Biles com mensagens de orgulho? O que é mais importante?

Essa forma de pensamento, que ao invés de fortalecer o positivo acaba reforçando o negativo, é completamente desnecessária. Continuar enxergando apenas o ruim, o feio, o errado, o preconceituoso, não é uma forma inteligente de vencer o preconceito. Tem muito mais orgulho negro envolvido nas conquistas de Simone Biles nessa competição do que nesse episódio isolado de racismo.

Esse texto não tem a intenção de diminuir os erros que Nory cometeu no ano passado. Esse texto reconhece sua falha e seu momento ruim, mas também reconhece e reforça o feito de Nory para o esporte brasileiro. Um atleta medalhista olímpico que errou como tantas outras pessoas já erraram, mas que com 22 anos ainda é um ser humano em construção.

Texto de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Finais olímpicas: solo masculino, cavalo com alças, salto feminino e barras assimétricas


O dia foi de sucesso e história para o Brasil, mas também foi para vários outros atletas. Nas finais de hoje, recordes foram superados e ginastas tiveram seus melhores desempenhos como também de seus países. Muita emoção define o primeiro dia de finais por aparelhos dos Jogos do Rio.

Max Whitlock foi o ginasta do dia, conquistando duas medalhas de ouro: uma no solo e outra no cavalo com alças. Louis Smith, seu compatriota, repetiu a prata olímpica nesse último aparelho enquanto o americano Alexander Naddour conquistou o bronze.

No solo, o japoneses Kenzo Shirai e Kohei Uchimura eram os favoritos ou ouro e prata olímpicos, e lutariam contra o americano Sam Mikulak que havia se classificado na primeira posição. Todos os ginastas erraram e acabou que o Brasil escreveu seu nome na história conquistando duas medalhas na final: prata e bronze para Diego Hypólito e Arthur Nory.

Simone Biles conquistou seu terceirou ouro olímpico dentre os cinco possíveis: a ginasta foi a melhor no salto e ainda é favorita ao ouro nas finais de trave e solo. Aliya Mustafina se igualou à Svetlana Khorkina e se tornou bicampeã olímpica nas barras assimétricas. Madison Kocian merecidamente terminou com a prata e a alemã Sophie Schedder finalizou com o bronze.

No salto, duas ginastas tiveram os melhores resultados de seus países e carreiras: Giulia Steingruber conquistou o bronze, primeira medalha olímpica da Suíça na ginástica artística. A indiana Dipa Karmakar terminou em 4° com o melhor salto produnova da atualidade e um resultado surpreendente para o país.

A venezuelana Jessica Lopez, que se tornou aqui no Rio de Janeiro a sul-americana melhor colocada no individual geral olímpico (7ª colocação), esteve na final de barras assimétricas e terminou sem falhas graves na 6ª colocação com 15,333.

Dentre os ginastas que defendiam seus títulos olímpicos hoje, apenas Aliya Mustafina conseguiu repetir o feito sendo campeã nas assimétricas e finalizou sua participação olímpica somando 3 medalhas nessa edição dos Jogos: ouro nas assimétricas, prata por equipes e bronze no individual geral.

A competição continua amanhã com as finais de argolas, trave e salto masculino. Confira os resultados do primeiro dia de finais clicando aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016 - Ryan Pierse