Relação dos aparelhos que a seleção brasileira competirá em São Paulo


Saiu a lista que relaciona qual aparelho cada ginasta da seleção brasileira competirá na Copa do Mundo de Ginástica Artística, etapa de São Paulo. A maioria dos ginastas apresentarão em seus aparelhos de costume e outros competirão da forma hors concours, ou seja, se apresentam sem concorrer a medalhas.

Confira a lista abaixo.

MASCULINO

Diego Hypólito: solo e salto
Ângelo Assumpção: solo e salto
Arthur Zanetti e Henrique Medina; argolas
Francisco Barreto e Petrix Barbosa: cavalo com alças, paralela e barra fixa
Lucas Bittencourt e Caio Souza: hors concours

Os resultados dessa competição já começam a ser interessantes para a formação da equipe masculina para o Mundial esse ano. 40% da equipe será definida de acordo com os resultados de competições e treinamentos. Francisco Barreto e Petrix Barbosa, teoricamente, concorrem à mesma vaga. Ambos podem contribuir muito para a equipe nos 3 aparelhos que competem em São Paulo. Ângelo Assumpção ainda tem muito para crescer nos outros aparelhos, mas já apresenta um bom nível no solo e salto que, dependendo da estabilidade e nível de dificuldade, pode proporcionar uma chance de equipe ao ginasta. O mesmo acontece com Henrique Medina nas argolas.

FEMINIMO

Rebeca Andrade: salto e assimétricas
Flávia Saraiva: assimétricas, trave e solo
Lorrane dos Santos: trave e solo
Letícia Costa; salto
Julie Kim, Mariana Oliveira e Milena Theodoro: hors concours

Rebeca terá mais uma chance de acertar sua prova de assimétricas, além de estrear seu amanar na categoria adulta, um dos melhores saltos da atualidade. Flávia pode vir com novidades na paralela, seu aparelho mais fraco. Ela já apresentou muitos exercícios interessantes em treinamento ainda não vistos numa série completa e em competição. Lorrane, com boas dificuldades nos dois aparelhos que vai competir, tem mais uma chance de acertar os dois. Chances de Letícia finalmente voltar a apresentar seu yurchenko com dupla pirueta no salto, fato que pode colocá-la como uma figura forte na concorrência de composição da equipe para Glasgow.

A competição acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no fim de semana que vem. As classificatórias acontecerão na sexta (01/05), durante todo o dia, e os dois dias de finais acontecerão no sábado e domingo (02 e 03/05). O Gym Blog Brazil estará presente na competição, trazendo todas as informações ao vivo na nossa página do Facebook, inclusive durante os treinamentos e classificatórias.

Post de Cedrick Willian
Foto: Ricardo Bufolin

Noel Van Klaveren fortalece a equipe holandesa


Depois de ficar fora das Olimpíadas de Londres em 2012, a equipe holandesa tem tudo para conquistar uma vaga nos Jogos do Rio em 2016. Com um time sólido e renovado, as ginastas do país terminaram o Campeonato Europeu com uma boa participação, contando com ginastas experientes e outras que começam a trilhar um caminho de sucesso, no caso, Noel Van Klaveren

A ginasta começou a chamar atenção no Campeonato Europeu de 2013, quando conquistou uma medalha de prata no salto, a primeira desde Suzanne Harmes em 2005. Com uma bela postura no seu yurchenko com dupla pirueta, em entrevista Klaveren afirmou que vai estrear seu amanar em Glasgow.

Ainda na entrevista, confirmou mais upgrades interessantes em todos os aparelhos, como uma pirueta na trave e um duplo esticado com pirueta no solo, mostrando que é uma presença praticamente garantida no Mundial esse ano.

Para ler a entrevista completa, acesse: http://www.wogymnast.com/2015/04/noel-van-klaveren-i-will-debut-my.html

Post de Cedrick Willian
Foto: Thomas Schreyer

Svetlana Boguinskaia fala sobre sua carreira, vida pessoal e preferências na ginástica


O texto desse post é uma tradução da colaboradora Marina Aleixo do vídeo abaixo, em que Svetlana Boguisnkaia foi entrevistada durante a Copa do Mundo de Ginástica em Cottbus.


Repórter: Olá Svetlana, muito obrigada pelo seu tempo, seja bem vinda a Cottbus.

Svetlana: Muito obrigada! Obrigada pelo convite para que eu viesse ter uma conversinha com você.

Repórter: Você chegou a competir aqui quando você era ginasta?

Svetlana: Eu competi aqui como ginasta. Eu me lembro que tinha mais ou menos 10 ou 11 anos, e tivemos uma competição amistosa aqui. Eu era júnior e me lembro que não tive uma boa experiência porque cai no exercício de solo e fiquei com um roxo no meu joelho, mas competi mesmo assim e fui muito bem. Tenho boas memórias de terminar bem, mas uma memória ruim de uma lesão. Quando voltei a competir nunca competi neste evento, que é a Copa do mundo. Mas é muito interessante ver tantas ginastas boas aqui, de todas as partes do mundo.

Repórter: Você acha que a ginástica mudou muito desde os tempos em que você competia?

Svetlana: Absolutamente sim! Primeiro de tudo, nos meus tempos você tinha que competir nos quatro aparelhos e tinha que ser uma ginasta completa. E hoje há ginastas que talvez não sejam fortes em todos os aparelhos, mas elas são especialistas em um evento em particular. E eu acho que isso dá a elas a oportunidade de viajar e mostrar o melhor que elas têm a oferecer em cada aparelho.

Repórter: Se você fosse uma ginasta nos dias de hoje, qual movimento você gostaria de realizar

Svetlana: Qual movimento ou qual aparelho?

Repórter: Humm, ambos!

Svetlana: Bem, eu diria que o meu movimento favorito seria saída da paralela de triplo mortal grupado. Eu fiz isso com uma júnior a muitos anos atrás, na Rússia, mas nunca mais o realizei. Acredito que tinha 13 ou 14 anos na época e naquele tempo você não precisava de tantas dificuldades, mas amaria fazer esse movimento nos dias de hoje. E hoje em dia as barras são bem mais distantes então eu teria mais velocidade e energia na preparação do elemento... Já em um aparelho, eu diria a trave de equilíbrio... Eu amava trave e amava competir sob pressão. Sempre amei estar num lugar onde 30 ou 40 mil pessoas estavam me assistindo e estar nesse pequeno aparelho. Eu sempre me sobressaí quando estava sob pressão, então a trave seria o meu aparelho preferido.

Repórter: Você sentia a pressão quando estava lá e todas as pessoas estavam te assistindo? Você percebia isso ou estava tão focada que nem via?

Svetlana: Como uma ginasta eu nunca notei as pessoas, quando estava no pódio estava na minha própria atmosfera, eu tentava cantar minha música preferida dentro de mim e focava exatamente no que eu tinha que fazer.

Repórter: E agora como uma técnica?

Svetlana: Como técnica é uma situação bem diferente. Eu fico bem mais nervosa porque não depende só de mim. Como ginasta eu sabia que iria lá e o fazia, porque tinha o controle. E como uma técnica você não tem controle nenhum porque tudo depende da atleta! E quando minha atleta comete algum erro eu fico machucada emocionalmente, pois penso que cometi algum erro. Por isso é uma experiência completamente diferente, então penso que é muito mais difícil ser uma treinadora do que uma atleta.

Repórter: Isso é bem interessante! (risos). Nós vemos que você está aqui agora como uma técnica do Uzbequistão, qual é exatamente seu papel? Você viaja para o Uzbequistão ou você fica nos Estados Unidos pela maioria do tempo?

Svetlana: Eu moro nos Estados Unidos e fui contratada no ano passado pelo Uzbequistão para ser não como uma técnica, mas como uma assistente para o time e técnica pessoal da Oksana Chusovitina. Então tenho um papel para ambos, um pouco para o time, e para Oksana. Entre este e o próximo ano eu estarei ajudando e gerenciando ela também.

Repórter: Então, você tem que ir a Uzbequistão para isso, ou ela virá para os Estados Unidos? 

Svetlana: Nós iremos treinar em todas as partes do mundo, treinaremos um pouco na Alemanha, na maioria do tempo nos Estados Unidos e um pouco também no Uzbequistão, mas eu não vou até lá porque é bem longe e os ginásios de lá não são tão bem equipados. Na verdade, é até difícil de acreditar e explicar a situação e tipos de ginásio existem lá. Muito, muito velhos, o equipamento é antigo, eu realmente não sei como ela [Chusovitina] consegue treinar lá e ser tão boa quanto ela é atualmente. Então por isso iremos tentar treinar na Alemanha e nos Estados Unidos principalmente. 

Repórter: Quando vocês treinam nos Estados Unidos, vocês têm um ginásio próprio?

Svetlana: Eu não sou dona de um ginásio, mas usamos o "Discover Gymnastics", em Houston no Texas, onde há uma enorme estrutura e onde Oksana e eu somos sempre bem-vindas.

Repórter: Eu ouvi dizer que você faz muitas coisas, que tem uma pizzaria, tem uma linha de collants, como você maneja todas essas coisas?

Svetlana: Sabe, eu tive muita sorte na minha carreira como ginasta e acho que mais tarde na minha vida. Acho que ajudando muitas pessoas e fazendo um pouquinho de cada coisa. Então recentemente fui adicionada à empresa DreamLight, uma companhia de collants, e a Oksana estará usando um de seus collants nesta competição. Eles pediram para eu me tornar parte da companhia e criar meus próprios designs, fui muito agraciada e estou animada com isso - a linha está indo extremamente bem. A pizzaria sim, há 6 anos eu e meu marido investimos em uma pizzaria e nos tornamos proprietários, é uma experiência muito diferente estar na indústria de alimentos, eu sempre amei pizzas e agora sei muito a respeito de comida e a respeito de boas pizzas e nós servimos comidas deliciosas lá, então estou animada de fazer isso mas obviamente não faço isso eu mesma. Estou no restaurante quando posso estar e ajudo o máximo que posso quando estou na cidade. Porque viajo tanto, nós temos um time de empregados e temos todas as coisas funcionando independentemente. E, quando preciso comer um prato de graça, sei que sou sempre bem-vinda (risos).

Repórter: Tem mais alguma coisa que você gostaria de fazer, dentro da ginástica, ou fora? Algo que seja seu sonho!

Svetlana: Bem, viajar, eu diria. Sempre gostei de outros países, de visitar, aprender novas culturas, experimentar novas comidas. Meu sonho - e até estava falando isso para alguém no ônibus hoje - meu sonho é ir à Índia! Eu quero muito visitar a Índia um dia, e talvez levar minha família e mostrar para eles que nem todas as pessoas são tão afortunadas como nós somos. E ver como algumas pessoas vivem no mundo, um país de terceiro mundo, me informar e à minha família sobre como outras pessoas vivem em países diferentes.

Repórter: É algo importante, eu acho. Se você tivesse que escolher uma equipe de ginástica nos dias de hoje, quem você escolheria, e porque?

Svetlana: Eu escolheria a equipe dos Estados Unidos. Elas trabalham duro, muitas crianças, pagam para treinar ginástica - muito dinheiro - e trabalham muito duro! Qualquer coisa que você diz a elas, elas tentam fazer o melhor. Elas tem todas as oportunidades do mundo, acesso à educação, mas vêm ao ginásio e dão 100 ou 200% a cada dia. E eu fico maravilhada de ver, pessoas maravilhosas e crianças esforçadas. É o que tenho a dizer.

Repórter: Elas tem o time mais forte da atualidade. Você acha que alguém pode vencê-las?

Svetlana: Sim, definitivamente. Acho que a Rússia virá com um time forte, se todas as meninas se manterem longe de lesões, Mustafina, Komova, Afanasyeva, há muitas ginastas excelentes. Acho que a Romênia, Ponor e Izbasa estão voltando, estou animada para vê-las ajudar Iordache a trazer o time para o topo. Então espero que os Estados Unidos tenham competição em relação a outros países! Será muito mais emocionante assistir.

Repórter: Muito Obrigada!

Foto: Divulgação
Repórter: Tina Gerets, da agência MINKUSimages

Resultados Campeonato Europeu 2015 - Finais por aparelhos


Foi concluído ontem o Campeonato Europeu 2015 com o segundo dia de finais por aparelhos. A Rússia foi o melhor país nessas finais, terminando com 4 medalhas de ouro, 2 medalhas de prata e 2 medalhas de bronze.

E equipe da Grã-Bretanha também teve seu momento de glória, levando 2 ouros e 4 pratas. Romênia, Grécia e Croácia foram os outros países a conquistarem uma medalha de ouro nas finais por aparelhos. França, que sediava a competição e optou por não escalar Youna Dufournet, teve as finais salvas pelos ginastas Samir Ait Said, que terminou com a prata nas argolas, e Claire Martin, que terminou com o bronze na trave.

Sem seus principais ginastas em ação, principalmente no feminino, Romênia seria a maior adversária da Rússia nesse Europeu. No masculino, Max Whitlock completamente saudável também fez falta para a Grã-Bretanha na briga contra a Rússia. Algumas surpresas, como o holandês Epke Zonderland fora das finais de paralela e barra fixa, também abriram espaço para que outros países medalhassem.

Contando com as finais do individual geral, confira como ficou o quadro final de medalhas do Cameponato Europeu 2015.

1 - Rússia - 4 ouros, 5 pratas e 1 bronze
2 - Grã-Bretanha - 2 ouros, 4 pratas e 2 bronzes
3 - Ucrânia - 2 ouros e 1 bronze
4 - Suíça - 1 ouro, 1 prata e 3 bronzes
5 - Romênia - 1 ouro e 1 prata
6 - Grécia - 1 ouro e 1 bronze
7 - Croácia - 1 ouro
8 - França - 1 prata e 1 bronze
9 - Armênia - 1 prata
10 - Itália - 1 bronze
10 - Holanda - 1 bronze

Confira os resultados completos!

Para assistir os vídeos, acesse: https://www.youtube.com/user/susanw1984/videos

Post de Cedrick Willian

15 anos depois, Oleg Verniaiev "ressuscita" a Ucrânia


O ucraniano Oleg Vernieaiev conquistou hoje o título de campeão europeu, fato inédito para o ginasta e não visto há muito tempo pela Ucrânia - o último ginasta a conquistar o título foi Alexander Beresh no Campeonato Europeu de 2000. Depois de muitos ginastas "abandonarem o barco" ucraniano, continuou firme lutando pelo seu país e hoje colheu o fruto do seu talento e trabalho. Reascendeu a luz de uma nação, que tem uma das escolas e linhas de ginástica mais belas do Mundo.

Série após série, Verniaiev foi acertando e somando as melhores notas por onde passava e melhorando seu resultado de 2013, quando foi bronze nessa final. Apenas na barra fixa teve a nota um pouco mais baixa mas, mesmo assim, a 5ª melhor do dia. Foi o primeiro nas paralelas, argolas e cavalo com alças, conseguindo na paralela uma nota ainda maior que na classificatória, o colocando como favorito absoluto ao ouro nesse aparelho.

David Belyavskiy terminou com a prata, mais de um ponto atrás do ucraniano. O ginasta russo só teve problemas no cavalo com alças; nos demais aparelhos foi muito bem. O britânico Daniel Purvis completou o pódio e terminou com o bronze, mantendo-se entre os melhores ginastas do mundo. Purvis continua com o "status" de um bom ginasta individual geral, consistente e sempre nas finais entre os 10 primeiros há alguns anos.

O armeno Artur Davtyan foi, sem dúvidas, o melhor ginasta de se assistir. Com séries simples mas com uma execução muito limpa, conseguiu finalizar a competição no 4º lugar, quase beliscando uma medalha. Talvez seja hora de repensar algumas séries e tentar conseguir mais uns décimos nas notas finais. Ucraniano nacionalizado azerbaijano, Oleg Stepko foi o 5º colocado, com destaque no cavalo com alças e paralelas.

Entre os dez primeiros colocados, dois suíços: Christian Baumann e Claudio Capelli, ambos com nota na casa dos 84 pontos. Isso mostra a consistência dos ginastas como equipe, indícios de que podem novamente colocar seu país na final esse ano, classificando, dessa forma, uma equipe completa para os Jogos Olímpicos.

Confira os resultados completos.

Post de Cedrick Willian
Foto: Melissa Perenson

Giulia Steingruber sagra-se campeã européia


Melhorando suas pontuações séries após séries, Giulia Steingruber conquista seu primeiro título europeu no individual geral e o primeiro título para seu país, a Suíça. Steingruber cresceu muito em suas competições e séries nos últimos anos e hoje entra para a história da ginástica.

Maria Kharenkova, russa que havia se classificado em primeiro, teve alguns erros nas sua série de paralela, o que acabou diminuindo sua nota final no individual geral. Mesmo com a nota da classificatória, ainda assim não conseguiria vencer Steingruber. Precisa aumentar a dificuldade do seu salto para ter chances de estar entre as melhores no Mundial esse ano.

A briga nessa final foi para a conquista do bronze entre a italiana Erika Fasana e a britânica Ellie Downie que, no fim das contas, ficou com a britânica. Essa é a primeira medalha no individual geral de um Europeu para a Grã-Bretanha! Sua compatriota Claudia Fragapane, a romena Laura Jurca e a polonesa Marta Pihan corriam atrás desse mesmo resultado.

Alguns resultados surpreendentes: Marta Pihan terminou na 5ª colocação e a portuguesa Ana Filipa Martins terminou na 8ª, talvez os melhores da história de seus respectivos países.

A sueca Jonna Adlerteg teve uma lesão no joelho logo no seu primeiro aparelho, o solo, e não continuou na competição. Ainda não se sabe a gravidade da lesão que pode tirá-la de uma possível final de barras assimétricas no Mundial de Glasgow.

Confira os resultados completos!

Post de Cedrick Willian
Foto: V. Minkus/UEG

 
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