Sem Komova e Afanasyeva, equipe russa que competirá o Mundial é definida


Depois que a escolha das ginastas da equipe russa já havia sido feita, novas decisões tiveram que ser tomadas e as sete ginastas que representarão a Rússia no Mundial são: Aliya Mustafina, Alla Sosnitskaya, Maria Kharenkova, Daria Spiridonova, Ekaterina Kramarenko, Tatiana Nabieva e Polina Fyodorova. A disputa pela última vaga está entre Nabieva e Fyodorova, algo que só será definido após os treinos de pódio da competição.

Viktoria Komova, mesmo obtendo o título nacional nas barras assimétricas sobre Aliya Mustafina, não pôde garantir sua vaga porque só contribuiria em um único aparelho, o que seria insuficiente para garantir uma vaga na equipe segundo Valentina e Andrei Rodionenko, coordenadores técnicos da seleção russa de ginástica artística. Komova estava pretendendo recuperar suas séries de salto e trave, mas foi impedida pelos seus médicos, que acreditam que isso possa atrapalhar a recuperação de sua lesão no tornozelo. A próxima competição internacional de Viktoria deve ser o Campeonato Europeu do próximo ano. Algo semelhante ocorreu com Ksenia Afanasyeva, que estava tentando treinar salto e solo para o Mundial de Nanning, mas teve esse processo interrompido para que possa se recuperar totalmente de suas cirurgias no tornozelo. A campeã mundial no solo passou por três procedimentos cirúrgicos em menos de um ano, e agora tem como objetivo se mostrar competitiva o suficiente pra fazer parte da equipe russa nos Jogos Olimpicos do Rio em 2016. Maria Paseka sofreu uma leve lesão no tornozelo, que não atrapalharia a ginasta de participar do Mundial, mas que afetou o psicológico da atleta que não sabe ao certo no que poderia contribuir para a equipe na China, sendo esse o motivo da sua retirada da equipe. 

Tatiana Nabieva tem constantemente deixado e retomado a ginástica desde 2012, mas ainda sim pode contribuir bem para equipe no salto e nas barras, aparelhos onde a experiente ginasta recentemente obteve medalhas individuais na Russian Cup, competição nacional que serviu como preparação e seletiva para o Mundial. Polina Fyodorova é especialista na trave e solo e garantiu finais nesses dois aparelhos em todas as últimas competições nacionais em que participou, mas sua presença como titular da equipe não seria de tanta ajuda quanto a de Nabieva, pois provavelmente só poderia contribuir com a equipe na fase classificatória da competição.

Com a saída de Maria Paseka, o salto de Nabieva torna-se praticamente indispensável para completar o line-up russo com três yurchenkos com dupla pirueta. Tatiana ainda pode disputar a vaga de terceira 'barrista' com Ekaterina Kramarenko (mesmo depois de 2007 continua sendo importante), num line-up que será liderado pelas medalhistas européias Aliya Mustafina e Daria Spiridonova.

Post de Stephan Nogueira. Fonte: RRG
Foto: Christian Thomas

Divulgadas as ações disciplinares da FIG contra a Federação de Ginástica da Coréia e a fabricante de aparelhos AAI


A FIG divulgou os procedimentos disciplinares relativos ao ano de nascimento da ginasta norte-coreana Cha Yong Hwa e a fabricante de aparelhos americana AAI, que produziu carpetes não certificados pela FIG.

No que diz respeito á ginasta, a FIG tomou a decisão de retirar a licença da mesma. Cha Yong Hwa está suspensa de participar de qualquer evento da FIG até 31 de Dezembro de 2015. Todos os resultados obtidos pela ginasta, pela Federação e pela equipe de ginástica artística feminina em todos os eventos em que Cha Yong Hwa participou como membro, de agosto de 2006 em diante, serão canceladas. Todas as medalhas e/ou prêmio em dinheiro recebido por Cha Yong Hwa e/ou a equipe feminina durante este período deverão ser devolvidos à FIG no prazo de 60 dias da data da decisão.
Também deverão pagar uma multa e todos os gastos envolvidos no processo disciplinar, além de, claro, não repetirem o comportamento no futuro (usaram um passaporte falso para a ginasta).

Cha Yong Hwa tem alguns resultados importantes nos Campeonatos Asiáticos e nas edições do Universíade. Além disso, foi finalista de barras assimétricas no Mundial de 2009, mas acabou errando na final. Confira a série da ginasta na fase classificatória.



Sobre a fabricante de aparelhos AAI, a empresa concordou voluntariamente em uma série de ações corretivas, incluindo uma multa apropriada, e o assunto foi resolvido.

Fonte: FIG

Equipes femininas definidas para o Mundial: Austrália, Holanda e Espanha


Mais países definiram as equipes femininas que competirão no Mundial. Confira!

Austrália

Georgia-Rose Brown
Larrissa Miller
Lauren Mitchell
Mary- Anne Monckton
Kiara Munteanu
Emma Jane Nedov
Olivia Vivian

Holanda

Celine Van Gerner
Lisa Top
Shirley van Deene
Vera van Pol
Maartje Ruikes
Lieke Wevers
Sanne Wevers

Espanha

Ainhoa ​​Carmona
Cintia Rodríguez
Marta Costa
Roxana Popa
Claudia Colom
Ana Pérez
Laura Gamell

Dessas três equipes, Austrália e Holanda ficaram á frente do Brasil no Mundial de 2010. Austrália entrou para a final por equipes na 6ª colocação e Holanda ficou na 9ª colocação, apenas 0.156 décimos na frente do Brasil, que terminou em 10º. A equipe espanhola terminou na 18ª colocação e pode melhorar essa posição no Mundial desse ano, assim como o Brasil, que aparentemente está com uma equipe melhor que Austrália e Holanda esse ano.

Entrevista com Gabby Douglas


O texto dessa postagem é uma tradução feita pela colaboradora Marina Aleixo do vídeo abaixo, onde a revista Inside Gymnastics Magazine gravou Gabby Douglas numa coletiva de imprensa. Gabby fala sobre a saída do antigo clube que treinava e as perspectivas para os próximos anos. A entrevista foi feita durante o P&G Gymnastics Championships no mês passado.



Repórter: Você assistiu a competição ontem a noite, como é estar aqui como expectadora?

Gabby: Eu detesto estar aqui, quero dizer, amo estar aqui mas ser somente como uma expectadora é muito difícil, porque eu quero estar lá competindo na arena. Mas isso definitivamente me motiva, sabe, é um sentimento agri-doce… eu gosto, mas não gosto, porque queria estar lá. Mas estar sentada aqui é definitivamente motivacional.

Repórter: Como estão indo os treinos?

Gabby: Estão indo muito bem! Estou amando minha casa nova em Ohio, eu gosto muito de Buckeye [seu novo ginásio] e os técnicos são incríveis, eu amo minhas novas colegas de treino… eu estou em um momento muito bom!

Repórter: Você pode dividir conosco seus motivos pela mudança?

Gabby: Bem, haviam coisas que eu não podia fazer, coisas que estavam sendo requeridas de mim, mas eu não podia oferecer… E a situação é o que é, uma situação muito infeliz mas estou em um momento ótimo e como disse antes, estou amando meu ginásio novo.

Repórter: O que faz de seu novo ginásio tão ideal para você?

Gabby: Todos são tão encorajadores e unidos como um time, os técnicos trabalham muito bem em conjunto. Nia Dennis, que é uma das Juniors competindo no momento, ela é minha colega de time e nós impulsionamos uma a outra, então eu tenho alguém que me impulsiona e isso definitivamente faz uma grande diferença.

Repórter: Você consegue conciliar seus treinos em horário integral com suas ocasionais aparições na mídia?

Gabby: Bem, na verdade eu limitei muito minhas aparições na mídia para voltar ao ginásio, então estou focada nos meus treinos nesse momento e na rota para Rio [de Janeiro].

Repórter: O que você acha da Simone Biles?

Gabby: Ela é incrível, uma ginasta muito forte e potente, e nós somos boas amigas, ela está fazendo um excelente trabalho e… ela é incrível.

Repórter: Quando vocês se conheceram pela primeira vez?

Gabby: Eu a conheci…….(pausa) Quando a conheci pela primeira vez, foi na American Cup de 2013 e então nos tornamos muito próximas no ‘Camp’ de Julho.

Repórter: É, ela disse que vocês dividiram o quarto?

Gabby: Sim!

Repórter: Como você descobriu que vocês seriam companheiras de quarto?

Gabby: Bem, eles tem essa tabela, essa lista, de quem será sua companheira de quarto cada vez, e… eu não sei quem manda a lista? [Acessora: O departamento da “women’s program” manda a lista, é uma escolha aleatória].

Repórter: Como foi estar com ela no quarto e fora dele quando vocês estavam treinando, competindo…?

Gabby: Foi ótimo estar no quarto com ela, nós somos muito próximas, nós sempre damos muitas risadas e sempre mandamos fotos de pizza uma pra outra – porque nós duas amamos pizza! Então, foi muito bom estar no quarto com ela.

Repórter: Como está sua ‘linha do tempo’, a respeito de onde você deseja estar daqui a um tempo com seu nível de elementos?

Gabby: O que você quer dizer?

Repórter: Bem, sua linha do tempo, como você está progredindo nos seus elementos, e onde quer estar daqui a um ano …

Gabby: Bem, estou progredindo muito bem… A cada semana estou mais forte, adquirindo meus elementos antigos de volta, e espero poder estar competindo até o ano que vem.

Repórter: Quão perto você estava de competir este ano?

Gabby: Eu estava pronta! Eu estaria fazendo um aparelho no “Classics” e todos os quatro aparelhos aqui.

Repórter: Então porque não competiu?

Gabby: Bem, houve uma situação muito infeliz que aconteceu, então eu tive que me mudar de ginásio e de técnico, e eu tive que me habituar com eles – e eles comigo. Seria um pouco prematuro porque eu estava me acostumando com o ginásio.

Repórter: Você disse que coisas estavam sendo requeridas de você, coisas que você não poderia fazer. Foram coisas no ginásio ou coisas fora do esporte?

Gabby: Bem… coisas fora do esporte.

Repórter: O que você se lembra sobre 4 anos atrás, estando no “P&G” que era chamado “Visa Championships” naquela época, e neste momento estamos na metade do caminho até as olimpíadas, e naquela época você terminou em quarto lugar na competição junior individual geral… você se lembra sobre isso?

Gabby: Eu lembro pouco das minhas competições como Junior… Não sei, eu apenas me lembro de estar assistindo as Seniors e ficar inspirada em vê-las porque elas eram meus exemplos, me lembro dessa parte!

Repórter: Você pensou que em apenas dois anos você poderia melhorar e chegar àquele nível?

Gabby: Nunca, nunca, nunca! Eu apenas assistia às Seniors e pensava “Uau, queria ser tão boa e queria poder fazer aqueles elementos!” Mas só em 2012 que eu realmente comecei a ter auto-confiança e realmente acreditar em mim mesma.

Repórter: Você treinou no estado da Califórnia este ano também… Você poderia falar sobre sua decisão de se mudar pra lá, e também de voltar?

Gabby: Bem… Essa é uma longa história! Só vou te dizer que me mudar para a Califórnia foi (pausa) Tenho que dizer que foi bom pra mim! Eu pude gastar bastante tempo com a minha família, e eu treinei lá um pouco e pude também apenas descansar porque meu corpo precisava daquilo, depois das Olimpíadas eu não descansei muito porque estava pra lá e pra cá, fazendo tours… Então pude descansar um pouco, e quando voltei de lá eu pude dizer “Ok, agora é hora de treinar sério, é isso aí, tenho que voltar aos treinos”.

Repórter: Você alcançou o ápice da ginástica, que é o ouro olímpico no individual geral… O que te motiva a continuar neste esporte?

Gabby: Objetivos diferentes, objetivos diferentes que eu estabeleço para mim mesma todos os dias. Como eu era uma concorrente pequena, não tive chances de ter muita experiência internacional ou ir a muitos campeonatos mundiais, então quero ter mais competições internacionais… Talvez mais um campeonato mundial e elevar o nível na ginástica, sabe?

Repórter: Demorou a cair a ficha de que você tinha atingido aquele ouro?

Gabby: Demorou! A minha ficha ainda não caiu, ainda estou processando isso!

Repórter: Algumas vezes quando tiramos tempo de folga, temos que recuperar mentalmente e não só fisicamente. Onde você está em termos da sua auto-confiança, alinhada com o seu nível físico neste momento? Sua confiança está voltando na mesma medida?

Gabby: Sim, com certeza! Acho que a confiança está voltando, minha confiança está definitivamente mais forte todos os dias. Eu estou mais forte desta vez do que antes de Londres.

Repórter: Foi um problema que você considerou durante seu tempo de folga que você perderia a preparação enquanto você passou por momentos difíceis?

Gabby: Bem… na verdade, não. Temos que aprender a ligar e desligar… Então enquanto não faço nada, me desligo. Mas quando volto a fazer, ligo de volta. Apenas ligar e desligar mesmo.

Repórter: Quando você deixou o Chow’s você já sabia para onde queria ir ou considerou vários ginásios diferentes?

Gabby: Eu estava considerando alguns ginásios diferentes, e vendo qual seria o mais compatível.

Repórter: Você manteve contato com alguma colega de treino do Chow’s?

Gabby: Sim, mantenho. Mandamos mensagem de texto… somos muito próximas porque estava treinando lá, e já treinei lá antes, então somos próximas. Elas são ótimas meninas e estão competindo hoje, então desejo a elas todo o sucesso.

Repórter: Qual é a sua situação em termos de hospedagem?

Gabby: Neste momento estou morando em um apartamento, então...

Repórter: Morando sozinha?

Gabby: Estou morando com a minha vó, então não estou sozinha.

Repórter: Você assistiu ao campeonato mundial no ano passado?

Gabby: Sim, assisti!

Repórter: O que mais te chamou atenção?

Gabby: A competição foi muito boa, mas diria que foi a Simone [quem chamou mais atenção].

Repórter: O que, especificamente?

Gabby: Eu amo assistir o solo dela! O duplo esticado com meia volta é lindo!

Repórter: Quando vocês estavam juntas no camp e estavam competindo, ela parecia ser alguém que iria invadir o cenário mundial, mesmo quando estava voltando de uma lesão?

Gabby: Bem, não sabia que ela estava voltando de uma lesão, mas no camp acho que ela estava se recuperando de um problema no ombro...?

Repórter: Sim

Gabby: Então eu pensei: "Você está muito bem, voltando de uma lesão no ombro!" Mas quando ela estava na arena competindo, eu pensava "uau, ela é uma excelente competidora, uma ótima ginasta!"

Repórter: O que você acha do pequeno número de competidoras na categoria Senior neste ano?

Gabby: É uma loucura! Porque me lembro de que quando eu estava competindo haviam tantas, e agora olho, e tem apenas 8 fazendo o individual geral? Penso "Ai meu Deus, como assim?" Pra mim é uma coisa doida.

Repórter: O que você se lembra a respeito de competir na "Nastia Liukin Cup"?

Gabby: O que eu me lembro... ahm.... Me lembro apenas que estava muito nervosa, porque era a "Nastia Cup", eu pensava "Ela é a campeã olímpica de 2008 e eu estou competindo na competição dela" Então estava nervosa, mas estava muito animada de estar lá!

Repórter: Foi essa uma de suas primeiras competições maiores?

Gabby: Sim...

Repórter: E você ficou surpresa em ver o quão grande a competição tem se tornado, e como tem crescido?

Gabby: Sim, está indo muito bem! Não foi possível para mim realmente acompanhar muito, mas ouvi dizer que está indo muito bem.

Repórter: Os seus elementos em termos de dificuldade, estão neste momento do jeito que você gostaria que eles estivessem? Quanto o seu "D score" progrediu desde de 2012 em termos de composição e quanto você ainda tem que "alcançar" de volta para estar onde você quer estar?

Gabby: Bem, eu diria que o nível de dificuldade na ginástica neste momento é espetacular, você vê todo mundo fazendo muita dificuldade, tentando alcançar bônus em conexões, realmente, está melhorando. Eu gosto de assistir a isso, porque é mesmo impressionante, mas... Eu, você quis dizer, Eu fazendo muitos elementos?

Repórter: Sim!

Gabby: Ah, eu estou definitivamente fazendo muitos elementos e apostando tudo desta vez, fazendo muitas melhorias então vocês verão que farei muitas conexões de elementos, e grandes dificuldades.

Repórter: Quais "upgrades" você tem planejado?

Gabby: Bem... Vocês terão que ver!!! (risos)

Repórter: Vendo o nível da competição com um número tão pequeno de Seniors competindo, você pensa que poderia ter..."ameaçado" aqui?

Gabby: Bem, esta é uma boa pergunta... Acho que sim. E isso irá definitivamente me impulsionar, me fazer trabalhar muito duro! 

Repórter: Fora, obviamente, Londres, o que mais foi o destaque da sua carreira até este ponto?

Gabby: Apenas ter as oportunidades maravilhosas que tive, sou uma embaixadora do "Right to Play" [organização que trabalha com desenvolvimento esportivo para crianças em situações de desvantagem] e poder ajudar crianças e conhecê-las, encorajá-las pois elas tem o direito de brincar. E, fazendo eventos diferentes, conhecendo fans, poder fazer o tapete vermelho, é maravilhoso... É tudo muito bom!

Repórter: E tem também um filme que fizeram sobre a sua vida. O que você pensou a respeito deste filme?

Gabby: Bem, eu gostei! Foi inspirado pela minha história de vida e também da minha família, e nós assistimos... e foi similar! Nós gostamos.

Repórter: Foi estranho ver você sua família num filme?

Gabby: Sim, foi! Pode ser "muito" pra nós às vezes, mas ao mesmo tempo foi incrível, nunca pensamos que isso aconteceria!

Repórter: O quanto você tem comunicado com a Martha a respeito da sua posição e retorno, e coisas assim?

Gabby: Bem, ela está inteirada de tudo, ela mantém o contato... Ela conversa com meu técnico e pergunta: "Como está indo a Gabby?" e ele diz a ela, então, ela está inteirada de tudo. E nós vamos ao rancho, ela conversa com os técnicos, conversa com a gente, ela vê nosso progresso nos "Camps"...

Repórter: Ela teve alguma palavra ou conselho para você no último camp sobre seu progresso e retorno?

Gabby: Ah, ela estava muito feliz que eu estava voltando, disse que eu estava muito bem, muito forte, ela estava impressionada como que em tão pouco tempo eu pude voltar e estar muito em forma. Ela estava até chocada e muito impressionada.

Repórter: O que você acha que propiciou a você voltar tão rapidamente?

Gabby: Meu biotipo!!! (risos) Sou abençoada com este corpo, este biotipo, as coisas se tornam leves para mim e mais fáceis. Não foi muito difícil para mim... Para poder voltar, você tem que apenas ir por partes, e dar um passo de cada vez, passos pequenos, ate que seu corpo possa de verdade suportar e você possa se impulsionar a ir cada vez mais fundo."

Repórter: Se você tem algum objetivo para este ano ainda, o que seria?

Gabby: Mais "quinquilharia" [uma maneira brincalhona de se referir à medalhas, provavelmente]. Simplesmente indo com tudo. Mais medalhas de ouro, este é meu objetivo!

Repórter: Com qual frequência você conversa com suas companheiras de equipe olímpica?

Gabby: Bem, eu estava mandando uma mensagem para a Aly há pouco tempo, acho que foi ontem! Acho que ela está vindo hoje a noite, e estou muito feliz em poder revê-la. Mas não sei... não tão mais frequentemente! Quero dizer, nos falamos por mensagem aqui e ali, mas não como antes porque estamos todas fazendo coisas diferentes, temos objetivos diferentes no momento, sabe. Elas estão tentando voltar também, então estão focadas no que elas precisam fazer.

Repórter: Você acha que todo mundo (equipe de Londres 2012) vai estar de volta aqui no ano que vem?

Gabby: Eu espero que sim! Com certeza sim! Eu acho que seria maravilhoso, como nos bons e velhos tempos (risos).

Repórter: Estando aqui, você teve alguma ginasta mais nova vindo até você e perguntando alguma coisa, e o que tem sido o mais interessante dessa experiência, de estar aqui e ser uma estrela neste meio?

Gabby: Bem, não sei qual seria minha experiência preferida, mas acho que apenas conhecer essas meninas e ver suas expressões de "Ai meu Deus, isso está acontecendo mesmo!" e isso é um prazer pra mim porque apenas ver seus semblantes iluminarem e o quão felizes elas ficam de encontrar "seu ídolo" ou o que quer que seja... Eu gosto muito de ver isso no rosto delas.

Repórter: Quando você estava crescendo, teve esta "cena" com alguma ginasta em particular?

Gabby: Sim! Muitas delas! Eu não me lembro bem disso, minha mãe disse que eu era muito tímida e me escondia atrás das pernas delas, mas acho que foi com a Dominique Moceanu... Mas me lembro, sendo uma garotinha, como estava me espelhando nas ginastas profissionais da época e eu pensava "uau, elas são tão incríveis!!!"

Repórter: Você viu alguma coisa parecida nos olhos da Simone quando você a viu pela primeira vez? Sei que vocês já estavam no mesmo nível de certa forma, mas você percebeu se ela ficou um pouco boquiaberta quando se encontraram pela primeira vez?

Gabby: Bem, acho que sim, um pouco. Eu não sei muito bem... Penso que sim, mas não sei ao certo porque da primeiríssima vez que nos conhecemos foi extremamente rápido, e ela estava competindo, e estava ocupada com muitas coisas, então diria que sim, mas não sei... Não sei, na verdade!

Repórter: Ela disse que pediu conselhos a você, eu acho. Você se lembra de algo em particular que ela perguntou a você?

Gabby: (Pausa) Hm... Ela disse sobre o que?

Repórter: Acho que vou ter que perguntá-la mais tarde!

Gabby: Eu vou perguntar! (risos)

Repórter: Qual é a proximidade entre você e a Shawn Johnson, vocês mantiveram contato?

Gabby: Não, não muito.

Repórter: Qual foi a pergunta mais doida que te fizeram?

Gabby: Pergunta doida.... (em tom contemplativo). Hm, não sei, acho que não me lembro! Se me lembrar vou te procurar para te dizer! (risos) Não sei, na verdade.

Repórter: É uma estratégia esperta para as ginastas continuarem competindo depois do fim do quadriênio, ou elas se afastam e tiram um tempo de folga como você fez e assim terão mais possibilidades de voltar?

Gabby: Bem, se elas puderem suportar competir por muitos anos, isso é ótimo, mas eu definitivamente recomendo uma pausa. Com certeza faz uma diferença no seu corpo, e não há tanta "bateção" nas suas juntas, não há tanto daquela rigorosidade nos treinos, poder descansar seu corpo... eu definitivamente recomendo um descanso.

Repórter: É um descanso mais físico ou mental? Você precisa de um descanso mental também?

Gabby: Sim, você precisa de ambos, definitivamente de ambos. Eu me lembro de quando voltei das Olimpíadas e eu pensava simplesmente: "uau, mentalmente foi um alívio e tanto!" Tantas coisas psicológicas acontecendo ao mesmo tempo, foi tudo mental, e eu pensava "Isto é estressante!". Seu corpo sabe o que fazer, mas a parte mental é a que conta, estamos "Ai meu Deus, vou fazer isso, ou não?". É por isso que tudo é tão... mental! As vezes você tem que se "hipnotizar" para aguentar.

Repórter: Ao mesmo tempo, é difícil voltar um passo atrás, e não ser mais a atleta que estava tão envolvida todos os dias?

Gabby: Sim!!! É muito difícil!! De estar lá todos os dias e passar a não ir, é duro, porque você pensa "Eu quero fazer alguma coisa! Preciso fazer alguma coisa!". Até correr ajuda, mas eu precisava tirar um pouco daquele tempo para simplesmente descansar e me afastar.

Repórter: Quais são seus objetivos para depois da ginástica?

Gabby: Meus objetivos... Eu não sei... Acho que ainda não fui tão longe, eu literalmente levo um dia de cada vez. Eu estou colocando objetivos na ginástica e depois disso iremos ver.

Repórter: Você tem suas séries novas já boladas, ou ainda está escolhendo elementos, está neste processo?

Gabby: Eu já escolhi minhas séries, e elas podem mudar, ou não. Eu estou só trabalhando nas minhas ligações entre elementos, e adquirindo alguns elementos novos.

Foto: TLC

VÍDEOS DE DESTAQUE - Max Whitlock


Criativa e muito dinâmica, essa série de cavalo com alças do britânico Max Whitlock merece um lugar nos "VÍDEOS DE DESTAQUE". 16.500 no London Open. E que venha o Mundial!



Foto: Reuters


EUA definem equipe feminina para o Mundial



Simone Biles, Kyla Ross, Alyssa Baumman, MyKayla Skinner, Ashton Locklear, Madison Kocian e Madison Desch. Essas foram as selecionadas para integrarem a equipe americana no Mundial que começa no início do próximo mês.

Madison Desch provavelmente será a reserva devido a grande inconsistência que apresentou nos últimos campeonatos, mas isso pode colocar a equipe em uma situação complicada na fase classificatória, já que Locklear e Kocian não estão fazendo solo e salto. Maggie Nichols poderia estar no lugar de alguma das selecionadas não fosse a lesão que aconteceu durante os Jogos Pan-Americanos. Com certeza essa é uma equipe forte o suficiente para levar o ouro mais uma vez.

Fonte: USA Gym

 
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