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Overdose de ginástica no fim de semana: análise das Copas de Stuttgart e Baku



Com duas Copas do Mundo de Ginástica Artística acontecendo no mesmo fim de semana, uma challenge (Baku) e uma individual geral (Stuttgart), fica difícil acompanhar tanta coisa boa. O retorno de grandes atletas às competições internacionais e a estreia de juvenis na categoria adulta moveram a ginástica nesse sábado e domingo.

STUTTGART

Feminino

Numa competição cheia de erros o inesperado aconteceu: Morgan Hurd, americana estreante na categoria adulta, super cotada ao ouro nessa competição, acabou terminando em terceiro. Entretanto, o fato não pode ser desprezado: Hurd conseguiu o bronze com duas quedas na trave; com uma queda a menos já seria ouro, o que mostra toda a força dessa jovem ginasta.

Enquanto a favorita deixou escapar o ouro, Tabea Alt, dona da casa, errou nas barras assimétricas compensando o erro com acertos em todas as outras rotinas. Teve a melhor nota de trave, cravando uma ótima entrada de mortal esticado, assim como a sequência de estrela sem mãos + 2 layouts, que bonifica em 0,4. O solo também foi muito bem executado, fechando com a melhor nota nesse aparelho também.

A russa Angelina Melnikova ficou com a prata, mas, assim como Hurd, com um erro a menos também estaria com o ouro. A ginasta caiu na trave e teve erros nas chegadas de suas acrobacias no solo. Nesse último aparelho ainda está sem fôlego; entretanto, está bem melhor do que quando competiu no nacional russo, quando fez cada fã de ginástica do mundo morrer de susto nas chegadas perigosas em todas suas diagonais.

Eythora Thorsdottir estava num mal dia e não passou nem perto de seu real potencial nessa competição. Alice Kinsella, britânica estreante na categoria adulta, parecia um pouco apática durante toda a competição, e acabou sem destaque em nenhum aparelho, terminando na última colocação. Zhang Jin fez um bom trabalho no solo - apresentando um artístico quase raro para a China hoje -, e também na trave, mas deixou a desejar nas barras assimétricas e salto.

Masculino

Uma competição acirrada, do início ao fim, mas não que tenha sido exatamente boa de assistir. Com erros de praticamente todos adversários (só o japonês Kazuma Kaya não teve quedas), o ucraniano Oleg Verniaiev levou a melhor no final. E, mesmo assim, quase deixou o ouro escapar para o japonês.

Verniaiev esteve bem constante durante toda a competição e justamente na barra fixa, último aparelho, teve um erro extremamente dispensável durante um endo, o que ocasionou uma queda. Como tinha aberto uma boa distância dos adversários, principalmente por conta de suas notas de salto e paralela, acabou ganhando a competição. Destaque para a excelente série que executou nesse segundo aparelho conseguindo 15,600 (praticamente um 16,100 no antigo código).

Outros destaques isolados foram: Sun Wei no cavalo com alças; Allan Bower cravando um belo salto; Lukas Dauser e Kaya Zazuma na paralela.

Resultados completos.

Em Stuttgart também aconteceu o team challenge, competição que ainda não foi finalizada, e que terá seu resultado postado direto na página do GBB no Facebook.

BAKU

No masculino, as disputas de finais mais importantes ficaram na paralela, salto e cavalo com alças. Na paralela, os chineses dominaram, com Liu Rongbing e He Youxiao conquistando ouro e prata com nota de partida alta para o novo código: 6,4. Apesar de alguns erros de execução, as séries de ambos os ginastas estão muito boas e, fixadas, podem garantir boas finais. Destaque para o duplo mortal carpado ao apoio braquial da série executada pelo campeão.

Weng Hao, também da China, foi o campeão no cavalo com alças. O ginasta conseguiu vencer o campeão olímpico Krisztian Berki, que terminou com a prata, com muito merecimento. Hao se tornou sênior no ano passado, e apesar das suas chances de finais olímpicas nesse aparelho não foi selecionado para a equipe olímpica que competiu no Rio. Entretanto, Hao está mostrando para o que veio: com uma série levíssima e muito bem executada, é bem provável que esse ginasta esteja sempre entre os oito melhores nas finais mais importantes do ciclo.



O australiano Christoper Remkes, que agora é treinado sob o comando de Vladimir Vatkin - antigo head coach da seleção brasileira -, foi o campeão de salto com dois saltos de muito dificudalde: um dragulesco e um tsukahara carpado. No tsukahara, apresentou uma falha de postura nas pernas que deixou em dúvida a posição do corpo durante o salto. Entretanto, ambos os saltos tiveram ótima amplitude, mostrando muita potência nesse aparelho. Remkes também pode figurar entre os finalistas de salto durante todo o ciclo.



Um destaque à parte das finais foi do grego Eleftherios Petrounias, campeão olímpico que já se adaptou ao novo código de pontuação e segue conquistando os ouros nas competições de 2017.



Catalina Ponor fez uma bela competição e mostrou como pode evoluir em suas notas sem mexer nos seus antigos elementos. Teve uma nota de partida de trave maior do que a que conquistou na final olímpica, isso sem contar a sequência de flic + 2 layouts que vem treinando - e ainda não adicionou à série - e sem o antigo requisito de composição da saída (0,5). Com a nova série cravada, pode retornar aos pódios mais importantes nos próximos quatro anos. No solo já recuperou suas acrobacias, tendo que trabalhar mais nas aterrissagens. Suas séries foram suficientes para ouro nos dois aparelhos.





Oksana Chusovitina começou o ano bem e conquistou o ouro nas finais de salto em todas as competições que participou, mesmo sem ainda recuperar seus saltos mais difíceis. Uma grande surpresa na final de barras assimétricas: com Diana Varinska a Ucrânia volta a conquistar um ouro internacional para a ginástica feminina. Varinska está com uma série muito difícil e cheia de boas ligações. Fica a torcida para o sucesso durante o ciclo e o retorno da Ucrânia aos pódios importantes.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro no feminino, a Austrália levou para casa cinco medalhas (3 pratas e 2 bronzes). Destaque para Emily Little, responsável pela conquista de três delas, e que pode ser o maior destaque individual geral do país esse ano.

Resultados completos.

Masculino: solo, cavalo com alças, argolas, salto, paralela e barra fixa.
Feminino: salto, barras assimétricas, trave e solo.

Post de Cedrick Willian

Foto: DTB-Pokal

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 8


Mesmo as equipes que não foram top 8 nos Jogos Olímpicos tem suas atletas de destaque entrando para a categoria adulta. Confira outras boas juvenis que debutam esse ano.

Lorette Charpy - FRANÇA

Sem dúvidas a francesa tem as barras assimétricas como seu melhores aparelho, onde executa vários elementos de valor E. Foi nesse aparelho que foi finalista e bronze no Europeu Juvenil no ano passado, quando também foi finalista de trave e terminou em 4°. A trave é seu segundo melhor aparelho, onde apresenta a ousada sequência de reversão + mortal para frente, que bonifica 0,2. No solo, abre as diagonais com um belo duplo de frente, mas acaba pecando nos elementos de dança, que ainda precisam de trabalho técnico. No salto, seu aparelho mais fraco, apresenta um bom yurchenko com pirueta, com espaço para evolução.



Martina Maggio - ITÁLIA

Mesmo que ainda possua uma série de barras assimétricas inconstante, Martina Maggio é provavelmente a italiana mais completa que esse ano chega na categoria adulta. Possui um ótimo yurchenko com dupla pirueta no salto e boas acrobacias no solo, sobrando nos duplo mortais e executando a tripla e o tsukahara com uma certa facilidade, tendo ainda bons elementos de dança nesse aparelho. O mesmo acontece na trave, onde executa uma boa cortada em arco e o sheep jump, além da sequência de flic + 2 layouts. Martina foi campeã européia juvenil de salto sobre a mesa e colaborou com todas as suas três notas (só não competiu na trave) na final por equipes do mesmo campeonato.



Ioana Crisan - ROMÊNIA

Um pouco de alívio para a Romênia que, se trabalhar bem com as novas juvenis, pode ter um pouco de segurança nesse ciclo. Ioana chega na categoria para contribuir muito, com boas séries e bons elementos. Tem uma série de barras assimétricas bem completinha para uma romena, apresentando até uma sequência de stalder com pirueta + tkatchev. No solo, apresenta dois tsukaharas - grupado e carpado - e tem elementos de dança de dar gosto de ver. Já na trave os elementos perdem muita amplitude, mas ela consegue compensar na sequência de 2 flics + mortal esticado como também na saída de 2 flics + duplo carpado; ainda esbanja originalidade na sequência de oitava à parada + flic + layout. O salto ainda é fraco: Crisan até o momento executa apenas um yurchenko com pirueta.




Lynn Genhart  - SUÍÇA

Lynn é simplesmente a vice-campeã européia juvenil 2016 no individual geral e ainda finalista de barras assimétricas, onde terminou em 5° lugar. O que mais chama atenção em Lynn não são os elementos de alto grau de dificuldade ou séries espetaculares, mas sim sua base bem feita. A ginasta ainda tem como ponto positivo sua consistência, fator importantíssimo para a conquista da prata no europeu. Na ocasião, Lynn tinha se classificado para a final em 14° lugar, mas repetiu suas séries com confiança e acabou vencendo outras favoritas. Tem um balanço muito bom na paralela, habilidade que pode ajudá-la a desenvolver largadas mais complexas no futuro. Como a maioria já está acostumada, as ginastas suíças quase nunca despontam em seu primeiro ano adulto. É bem provável que Lynn seja uma surpresa maior para o fim do ciclo.



Maellyse Brassart - BÉLGICA

Maellyse não é tão impressionante quanto as juvenis/adultas do ano passado, que contribuíram de forma crucial para a classificação olímpica, mas ainda assim apresenta uma boa ginástica. Ao lado de Rinke Santy - que apesar de ter tido uma melhor classificação que Maellyse no europeu juvenil do ano passado acabou não aparecendo aqui - é a principal promessa belga para o ano. A ginasta vai acabar contribuindo e evoluindo mais na paralela, aparelho que o país vem se destacando; entretanto, sua segurança durantes as séries de solo e trave deixa sua ginástica bem agradável de assistir.



Post de Cedrick Willian

Foto: UEG Gymnastics

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 7


HOLANDA

A equipe que mais evoluiu no ciclo com certeza foi a pedra no sapato de muitos, incluindo o Brasil. No Mundial de Glasgow. a Holanda conquistou uma vaga na final por equipes e acabou sendo a responsável por colocar o Brasil na repescagem da vaga olímpica.

Com grandes ginastas como Eythora Thordosttir e a campeã olímpica de trave Sanne Wevers, o ano de 2017 continuará contando, e muito, com as veteranas. Isso porque as juvenis que sobem para a categoria adulta esse ano mantém o padrão holandês - artístico forte e dificuldade fraca - um pouco abaixo do normal. Entretanto, e assim como aconteceram com tantas outras, as novatas podem apresentar muita evolução e garantir um destaque, mesmo que demorado.

A presença de Sanne, Lieke, Vera Van Pol e Celine Van Gerner na equipe holandesa talvez justifique o trabalho a longo prazo que a Holanda faz com suas ginastas. É bem provável que as juvenis apresentadas nesse post estejam ainda um pouco longe de chegarem ao máximo do rendimento, já que a própria Sanne conseguiu sua primeira participação olímpica 9 anos após sua estreia.

Naomi Visser

Finalista de solo no Europeu Juvenil de 2016, onde terminou em 7°, Naomi é a mais talentosa juvenil holandesa que sobe pra a categoria adulta esse ano. Tem um artístico muito bonito e bem feito, assim como os elementos de dança no solo. Na trave, peca nos elementos de dança de alto grau de dificuldade, mas os básicos são muito bem executados. Tem uma linha muito bonita na paralela, fator que pode colaborar muito para notas E mais altas. Embora ainda não apresente uma saída forte nem ligações de bonificação, provavelmente esse será o aparelho onde a ginasta apresentará mais evolução e ajuda para a equipe no futuro.





Marieke Van Egmond

Linda de viver, essa pode ser uma de suas ginastas favoritas nos próximos anos. Marieke tem linhas e artístico tão bonito e expressivo que você deseja apenas adicionar um pouco de dificuldade nas séries para que ela fique mais competitiva e se destaque em competições. Tem série "completa" nas barras assimétricas, contando agora até com elemento E, o jaeger carpado, além de uma linda saída de tsukahara. No solo é muio expressiva, podendo encantar juízes e expectadores. Fez parte da equipe que competiu o Europeu Juvenil no ano passado, chegando a alcançar 13,166 no solo e 13,475 na trave de equilíbrio.





Eythora Thorsdottir

Eythora continua em 2017 caminhando sua jornada de sucesso iniciada em 2015 no Mundial de Glasgow. Desde que entrou para a categoria adulta, em 2014, seu processo de evolução seguiu uma linha crescente. Apesar de não ter competido no Mundial desse ano, teve como ponto auge um bronze no solo no Elite Gym Massilia. Em 2015, assegurou sua vaga no Mundial, não só na equipe que competiu como também na final por equipes e na final de trave, terminando em 8° em ambas. Nos Jogos Olímpicos, foi 7° por equipes e 9° no individual geral, talvez a melhor marca de uma ginasta generalista de seu país. Para finalizar, tem a melhor nota individual geral do ano até momento: um 56,350 no Reykjavik International Games, conquistada em fevereiro. É esperado que Eythora seja uma ginasta de grande destaque no Mundial do Canadá, podendo figurar entre as melhores do mundo no individual geral, trave e solo.



Sanne Wevers

A primeira e única campeã olímpica holandesa, Wevers fez história nos Jogos do Rio. Criticada por muitos pela composição da sua série - que conta com muitos elementos de dança -, e levando o ouro mesmo assim, Wevers foi impecável e não desperdiçou a chance que teve. Começou 2017 muito bem, competindo na Copa do Mundo de Melbourne e conquistando a prata com a nota 14,500 (lembrando que esse ano as notas de barras assimétricas, trave e solo estão, pelo menos, 0,5 mais baixas do que padrão de notas vistas até o fim do ano passado, isso por conta da extinção do requisito de composição que aumentava em 0,5 as séries com saídas de valor mínimo D). Mesmo o Mundial do Canadá sendo de especialistas, e é bem provável que Sanne vá competir apenas trave, vale lembrar que a ginasta colabora muito nas barras assimétricas, onde pontuou uma média de 14,500 nos campeonatos do ano passado e garantiu um bronze na final do Europeu de 2015.



Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação

Com Mihai Brestyan, Austrália deve voltar ao top 8


A Confederação de Ginástica Australiana anunciou oficialmente o novo head coach da seleção feminina de ginástica do país: nada mais e nada menos que Mihai Brestyan, detentor de 21 medalhas mundiais e olímpicas com suas ginastas de maior destaque: Alicia Sacramone e Alexandra Raisman. Com muito trabalho, mas agora com mais uma grande ajuda, a Austrália pode voltar a figurar nas finais por equipes internacionais.

Mihai começa imediatamente. A demora na contratação, desde o anuncio da saída de Peggy Liddick, foi justificada pela confederação australiana, através de seu CEO Mark Rendell: "O processo foi demorado, mas a Confederação Australiana foi clara em seu objetivo de garantir um dos melhores treinadores do mundo para conduzir os padrões de desempenho, tanto de atletas como de treinadores, para serem competitivos internacionalmente". As chances da Austrália voltar ao top 8 internacionalmente não se deve apenas ao fato de Mihai ser o novo head coach da seleção. Até o momento, Peggy Liddick - que tem cidadania australiana - não afirmou que vai deixar o país, podendo continuar como treinadora em algum clube. Sem contar que Xinming Guo, como foi informado aqui no blog, também é novo treinador do Caloundra Gymnastics Club, escola de ginástica australiana.

Todos esses fatos e o bom direcionamento da ginástica na Austrália sugerem uma massificação de bons treinadores e conhecimentos em todo o país. Mihai é reconhecido por muitos treinadores americanos por ser de grande ajuda técnica durante os campings de treinamento nos Estados Unidos.

Enquanto o Brasil ainda sofre com a reformulação da ginástica feminina pós-Rio, tanto na questão financeira como em questões de treinamento técnico, a Austrália se solidifica mais uma vez. E é bem provável que volte a bater de frente com vários países em competições internacionais, ameaçando, inclusive, o lugar que a equipe brasileira suou para conquistar de volta.

Post de Cedrick Willian

Fonte: Gymnastics Australia
Foto: Divulgação

EUA começa o ano com agenda cheia


Depois da Winter Cup e do primeiro Camp feminino, agora sob direção de Valeri Liukin, os EUA definiram os ginastas que vão participar das próximas competições internacionais. O novo ciclo parece marcar um começo mais participativo dos americanos nas competições internacionais.

Talvez isso seja devido às novas regras relativas às vagas olímpicas reservadas para os campeões das Copas do Mundo e, pensando nas participações juvenis, para ganho de experiência internacional. A participação americana masculina sempre foi massiva, mas a feminina aumentou discretamente nos últimos anos, com a inclusão da Copa do Mundo "all-around", e agora promete aumentar ainda mais.

Além da mudança do olhar sobre as Copas do Mundo, que prometem ficar melhores e mais disputadas, existe a mudança da direção da ginástica feminina dos EUA. Talvez Liukin seja mais adepto à participação das americanas em campeonatos de menor expressão. Logo agora no começo do ano tivemos a participação de Sydney Johnson no Reykjavik Games. A ginasta, inclusive, conseguiu 14.050 no solo, maior nota de 2017 nesse aparelho até o momento.

Confira os ginastas selecionados para participar das próximas competições:

MASCULINO

American Cup (04/03) - Yul Moldauer e Akash Modi. Sam Mikulak foi cortado por lesão.
Copa do Mundo de Stuttgart (19/03) - Allan Bower
Copa do Mundo de Londres (08/04) - Donnell Whittenburg

FEMININO

American Cup (04/03) - Ragan Smith e Riley McCusker
International Gymnix Canada (10 a 12/03) - Juvenis: Sunisa Lee, Emma Malabuyo, Gabby Perea e Maile O'Keefe
Copa do Mundo de Stuttgart  (19/03) - Morgan Hurd

Muitas pessoas perguntaram sobre Riley McCusker no Facebook e alguns leitores que acompanham o blog responderam a pergunta lá mesmo. Reiterando o que já disseram, McCusker treina no mesmo clube que Laurie Hernandez. No último camping de treinamento americano, ficou em primeiro lugar durante a verificação de suas séries completas em cada aparelho, além de ter sido vice-campeã americana juvenil em 2016 nas provas individual geral, paralela, trave e solo.



Post de Cedrick Willian

Fonte: Usa Gym
Foto: Divulgação

O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 6


ALEMANHA

A Alemanha, que passou por uma boa fase no ciclo passado, culminando em um 6° lugar por equipes nos Jogos Olímpicos, terá que contar com as veteranas para o ciclo que se inicia. As novatas não tem a mesma força que as veteranas nem mesmo se comparadas com as antigas juvenis que se subiram para a categoria adulta no ano passado.

Apesar disso, apresentamos três ginastas que sobem para a categoria adulta esse ano, com destaque para Helena Schaefer. Os treinadores terão que trabalhar muito em cima do código de pontuação e do ponto forte de cada uma dessas ginastas para que elas consigam ajudar a equipe em algum momento durante a jornada até Tóquio.

Isabelle Stingl

Isabelle é uma das poucas alemãs expressivas que sobem para categoria adulta esse ano e, mesmo assim, precisa evoluir bastante para conseguir uma vaga nos campeonatos internacionais. Participou do Europeu Juvenil no ano passado, com séries completas mas sem um grande destaque fora a bonita linha que apresenta na paralela. Possui uma boa coreografia no solo, com todas as diagonais acima de D e uma combinação de C + C (pirueta e meia de costas + pirueta de frente); entretanto, peca muito na execução dos saltos de dança, sendo o solo seu aparelho mais forte.



Emma Höfele

Ao contrário de Isabelle, Emma apresenta ótima execução nos saltos de dança de sua série de solo. Conta com diagonais mais simples, fechando a série apenas com uma pirueta para frente, cumprindo o requisito do antigo código de pontuação. Tem a paralela como seu destaque, onde apresenta uma série relativamente segura e algumas combinações como a sequência de maloney + shootover + sola à parada com pirueta, deixando apenas um duplo carpado de costas para a saída. O salto parece continuar sendo o calcanhar de aquiles da equipe alemã: Emma apresenta apenas uma reversão com mortal carpado com meia volta, salto de baixo grau de dificuldade.


Helene Schaefer

Assim como sua irmã mais velha, Pauline Schaefer, Helene tem um bom destaque na trave de equilíbrio, onde foi finalista no último Europeu Juvenil. Apresenta a boa sequência de estrela sem mãos + layout e um duplo giro de pé, apesar da saída de duple pirueta de costas. A saída pode não ser mais um problema, já que no novo código de pontuação não faz mais parte dos requisitos de composição dos aparelhos. Na paralela também apresenta boa série, com a sequência de sola com pirueta + maloney + shootover, aparelho em que também foi finalista no Europeu Juvenil, sendo Helene a única finalista alemã nas finais por aparelho e, talvez, a ginasta "junior turning senior" de maior destaque e que apresente maiores chances de integrar a equipe alemã esse ano.


Kim Bui

Depois de tantas lesões e afastamentos em sua carreira, a veterana mais antiga da equipe alemã teve que se reinventar para assegurar uma vaga na equipe olímpica dos Jogos do Rio. Com séries reformuladas na paralela, solo e até na trave - mesmo sem ter competido nos Jogos nesse último aparelho -, Bui foi peça importante na conquista da final por equipes no Rio de Janeiro, onde a Alemanha terminou em 6°. Competiu até o fim do ano passado, participando da Swiss Cup, e fará a estreia do país no próximo fim de semana, participando da American Cup.

Kim apresenta ótima série na paralela, seu melhor aparelho, com exercícios de grande dificuldade (seitz, van leween, gienger e maloney) e sequências difíceis. Tem também um bom solo, onde apresenta um duplo esticado e bons saltos de dança. Resta esperar como a ginasta irá se portar esse ano, principalmente voltando a participar de competições individual geral. É bem provável que a experiência somada à sua reinvenção resulte num lugar de destaque na equipe alemã desse ano pós-olímpico.



Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação