• Depois de pódio na Rússia,Ethiene Franco pensa em competição nacional


    Mais jovem atleta da equipe brasileira de ginástica,Ethiene Franco comemora as duas medalhas conquistadas na Copa do Mundo de Moscou.A paranaense foi a quatro finais e ficou em terceiro na trave e no solo.
    Mesmo com os resultados expressivos,a ginasta precisa superar a rotina quase que solitária de treinos.Isso acontece em virtude do desmembramento da equipe permanente que treinava em Curitiba até os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.Agora,cada integrante da equipe nacional tem planilhas de treinos invidualizados.A delegação brasileira se reune apenas nas competições-caso da Copa do Mundo da Rússia.
    Apesar disso,ela está animada com os resultados obtidos e ameniza as dificuldades da carreira."A minha intenção é pelo menos repetir os resultados do Mundial na Rússia.Se eu conseguir subir uma posição por competição já está bom",disse a paranaense,por telefone,à Gazeta do Povo.
    De olho na próxima competição,etapa de Blumenau-SC do circuito de ginástica da Caixa,Ethiene segue firme a rotina de treinos.A disputa por medalhas começa no dia 20 de junho."Espero conquistar vagas nas finais em Santa Catarina e dar atenção especial para aos estudos,que estão precisando" afirma a curitibana que planeja prestar vestibular para Educação Física no fim do ano,e seguir a mesma carreira profissional da "veterana" Daiane dos Santos.
    Com apenas 16 anos,Ethiene conquistou uma vaga de última hora na seleção olímpica de Pequim-08.A paranaense só entrou no time porque Khiuani Dias,que disputou os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e o Mundial de Stuttgart,ambos em 2007,se machucou a poucas semanas da Olimpíada.
    Ethiene suportou a pressão com o apoio dos veteranos da equipe brasileira."Aprendi muito com a convivência com o Diego e com a Danielle Hypólito.Não é apenas um aprendizado técnico,mas também pude acompanhar as dificuldades financeiras do esporte",lembra.
    Aos 8 anos,Ethiene tinha o sonho de ser bailarina.Sem dinheiro para realizar o sonho da filha,a mãe da ginasta,Dona Ana,resolveu levá-la para conhecer a sede da Confederação Brasileira de Ginástica,em Curitiba.A menina gostou do que viu e iniciou a carreira na ginástica."Fiz a escolha certa graças ao incentivo da minha mãe.Ela sempre se esforçou para que eu seguisse na ginástica."
    Com a equipe brasileira em Pequim,a paranaense assegurou o resultado mais expressivo da história da ginástica artística brasileira nos Jogos Olímpicos.A equipe feminina foi às finais, onquitando o 8º lugar por equipes.
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