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  • Oleg aceita treinar atletas, mas descarta assumir seleção de ginástica em crise



    Oleg Ostapenko, responsável pelo melhor momento da seleção feminina de ginástica artística, não será o responsável por levar a equipe aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. O projeto que conta com o ucraniano em Curitiba diz estar de portas abertas para atletas que estejam interessadas em trabalhar com ele, mas que o técnico não vai se responsabilizar pela conquista da vaga que será disputada em janeiro de 2012.

    "O Oleg chegou agora ao Brasil. As atletas que quiserem ir até Curitiba para estágios com ele serão bem recebidas. Agora, ele não vai ter responsabilidade sobre isso. Ele não tem vontade de assumir esse compromisso [de classificar para os Jogos de Londres] de curto prazo, porque todo o nosso planejamento é mais longo”, disse o empresário João Paulo Diniz, membro do Conselho do Movimento LiveWright, responsável pelo projeto que trouxe Oleg de volta ao país.

    O ucraniano foi o responsável pelo treinamento da seleção feminina de 2002 a 2008, período em que o Brasil conquistou medalhas em Copas do Mundo e Mundiais e obteve suas melhores colocações olímpicas. Oleg deixou o país após os Jogos de Pequim sob acusações de que seus métodos incluíam humilhação e excesso de rigidez no trato com as atletas adolescentes em Curitiba, sede da seleção permanente.

    Desde então, no entanto, a ginástica brasileira decaiu. Apesar de alguns bons resultados em etapas da Copa do Mundo, a seleção foi mal no Mundial de Ginástica Artística em Tóquio, no início de outubro. As esperadas vagas olímpicas não vieram tanto no individual como no coletivo, e a última chance das meninas irem a Londres é no Pré-Olímpico que acontecerá em janeiro.

    Durante o Pan de Guadalajara, em outubro, Daiane dos Santos manifestou sua vontade de ver o retorno da seleção permanente. A ginasta gaúcha revelou, inclusive, que faria uma visita a Oleg Ostapenko em Curitiba neste mês de novembro (não confirmada por João Paulo Diniz).

    Esta possibilidade, no entanto, já estava praticamente descartada. Oleg é ligado à gestão anterior da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), cujas principais dirigentes também estão envolvidos no novo projeto do ucraniano em Curitiba. Além disso, Daniele Hypolito também manifestou sua desaprovação à ideia.

    A atleta do Flamengo disse que não abre mão de seu atual treinador, deixando claro o racha na equipe. Adrian Nunes, favorável à seleção permanente, chegou a dizer que as meninas fizeram uma reunião para resolver os problemas entre si, mas não conseguiram chegar a um consenso. Segundo ela, as meninas falam mal das outras “por trás”.

    Alheio à crise interna da seleção, João Paulo Diniz entende ser difícil uma volta de Oleg mesmo que haja um convite. “Nós fizemos uma reunião e decidimos que não podemos deslocá-lo do Cegin [Centro de Ginástica de Curitiba]”, disse o empresário.

    Fonte: Uol
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    4 comentários:

    1. Nuss, polemicas à parte, fico feliz de ter um grande expoente técnico no país voltado para a produção de uma nova geração de atletas! Como disse a reportagem do SporTv: Brasil sofre com falta de renovação na Ginástica Art.

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    2. Essa adrian tem jeito de barraqueira... auhauhauha

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    3. Essa é a hora das meninas ficarem unidas para garantir vaga isso ai ñ é uma copa do mundo ou um campeonato brasileiro é uma OLIMPÍADA ela vão carregar nossa bandeira é muita responsabilidade. Por mais que ela consigam a vaga a unica que tem chanses reais de medalha é a Jade no salto e olhe lá

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    4. eu tento bota na cabeça que elas vao conseguir a vaga mais ai vem a lembrança "14",a facada no coraçao...
      sei nao e melhor nem acreditar nem desacreditar pra mim nao ficar com a cara no chao de novo...
      ja no masculino estou esperançoso com a classificaçao deles pra londres...

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