• European Youth Olympic Festival 2013


    Está acontecendo a competição juvenil mais importante do ano: o European Youth Olympic Festival. Ontem aconteceram as classificatórias masculinas e hoje as femininas. O colaborador Bernardo Abdo fez suas considerações sobre a competição feminina, que teve a Rússia como destaque.

    Na cidade holandesa de Utrecht, a disputa feminina do Festival Olímpico da Juventude Europeia (EYOF), contou com a participação de potências e equipes em ascensão.

    Dominando a final por equipes e confirmando seu favoritismo, a Rússia surpreendeu com quedas nas barras e séries sólidas na trave, seus dois melhores aparelhos. Liderado pela já experiente Maria Kharenkova, segunda colocada na classificatória para a final individual geral, o trio abriu sua participação no salto, com dois FTYs bem executados. Na rotação seguinte, o inesperado: duas quedas. Após uma rotina com falhas e uma queda de Kharenkova, Maria Bondareva também falhou e deixou para Viktoria Kuzmina a responsabilidade de colocar a Rússia novamente na disputa pelo ouro. E assim foi. Kuzmina é o grande nome da nova geração do país entre as especialistas de paralelas, e foi vice-campeã europeia em 2012. Mesmo que pressionada pela “má atuação” na rotação anterior, a jovem dupla Bondareva e Kharenkova impressionou na trave, obtendo notas muito altas (14.85 e 15.05, respectivamente) para provas difíceis e seguras, e voltaram a vislumbrar o título que se concretizou após boas apresentações no solo.

    Grande surpresa da competição, a equipe de fortes saltadoras da Grã-Bretanha garantiu a medalha de prata, sendo a única equipe a apresentar 3 DTYs. O grupo britânico, além de muito jovem (formado por 3 ginastas nascidas em 1999), pode ser considerado ainda inexperiente, já que nenhuma de suas integrantes tinha idade para disputar o último Campeonato Europeu, e as falhas evidenciaram isso. Em todos os demais aparelhos, pelo menos uma nota baixa precisaria ser descartada. Tyesha Mattis e Ellie Downie, ambas ultrapassando os 54 pontos na soma dos 4 aparelhos, foram destaques.

    Marcada por desfalques, a seleção romena terminou o primeiro dia no terceiro lugar. Comandada pela pequena Laura Jurca, a equipe só contou com duas apresentações no salto e nas barras, mesmo com quedas de Silvia Zarzu (VT) e Andreea Iridon (UB). Determinadas a recuperar os pontos perdidos nas 2 rotações iniciais, Jurca e Iridon acertaram suas séries de trave (14.05 e 14.55) e fecharam sua participação com confiança no solo.

    Campeãs da última edição do festival, as italianas também competiram sem seu grande nome, Enus Mariani, que se lesionou meses antes do evento. Principal ginasta da equipe, a atual campeã nacional Tea Ugrin cometeu alguns erros, assim como suas companheiras Lara Mori e Martina Rizzelli, concluindo a disputa com a 5ª colocação.

    A França, com apenas uma queda no dia, assegurou a 4ª posição e teve como destaque a promissora Louise Vanhille, uma das finalistas do individual.

    Kim Janas, da Alemanha, e Emma Larsson, da Suécia, são destaques individuais para as finais que começam amanhã.

    Confira os resultados completos, masculinos e femininos, clicando aqui.
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    9 comentários:

    1. Huhu, nenhuma delas, pelo menos no primeiro dia, bateu a última nota da Rebeca que foi de 55,7 no torneio em Ipswich. Se bem que devemos levar em consideração o desastre da Rússia nas barras.

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    2. Copiei de um anônimo que colocou esse comentário no post da entrevista de Georgete Vidor, e pra mim incidiu com o resultado desta competição juvenil


      "Sinceramente, as russas juvenis não saltam, começando por aí. Não sou USA-fã, mas as júniors russas em sua maioria não têm Ds competitivas ainda (quem faz barras, não salta nem FTY, quem faz trave com boa composição, nem sempre sabe fazer barras e assim vai, fora os melhores solos que ainda se restringem a 5.5/5.7, o que muitas americanas já fazem)"

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    3. http://www.youtube.com/user/gymcat67/videos

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    4. Trave da Maria Kharenkova.

      http://www.youtube.com/watch?v=762eL6T-1MA

      No mesmo canal tem outros vídeos da competição.

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    5. As traves de Kharenkova e Bondareva foram maravilhosas!

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      1. Com certeza, traves tipicamente russas, ou seja, com alto grau de dificuldade e mas cheia de desequilíbrios.

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      2. O cotovelos dos USFÃS DOEMMMMMMMMMMM....KKKKK

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    6. Esses resultados mostram claramente que as juvenis dos EUA estão muito superiores às da Rússia....às da Romênia então nem se fala !!

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    7. Que mania da maioria das pessoas aqui comparem a escola russa com a americana,chega a dar preguiça.

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