• Análise e resultados Pan-Americano de Ginástica 2014 - Final por equipes, individual geral e classificatórias por aparelhos feminina


    Depois de conquistar o ouro na final por equipes masculina, os Estados Unidos também conquistou o ouro na final por equipes feminina. Com um total de 223.700 pontos as americanas ficaram à frente do Brasil, que somou 216.950 para a prata, e do México, que somou 210.700 para o bronze.

    Os Estados Unidos começaram bem na paralela, onde tiveram as maiores notas e médias da competição. Depois foram pra trave e competiram com vários desequilíbrios e notas meio baixas. Madison Kocian salvou o dia no aparelho pontuando 14.600 e se classificando em 1º lugar pra final do aparelho. O solo foi um completo desastre, onde a maior nota foi um 13.950 de MyKayla Skinner. Terminaram bem no salto, apesar de não competirem do todas as dificuldades nesse aparelho.

    Superando o completo desastre que aconteceu no Campeonato Pan-Americano de 2011, o Brasil surpreendeu e conseguiu ser melhor que os Estados Unidos na trave e no solo. Na trave, Daniele Hypólito e Julie Kim tiraram notas acima dos 14 pontos e se classificaram respectivamente em 2º e 3º lugar para a final. No solo, tirando Letícia Costa (que teve vários problemas nas chegadas), todas as ginastas passaram bem, especialmente Daniele Hypólito que conseguiu entrar para a final na 3ª colocação. No salto, poderiam ter sido um pouquinho melhores não fosse os problemas de aterrissagem de Daniele e Julie. Na paralela, aparelho mais fraco do Brasil, a quantidade grande de erros foi compensada pela vantagem conseguida sobre os concorrentes nos outros aparelhos.

    Apesar do bronze, a equipe mexicana poderia ter se saído melhor na competição. Elsa Garcia perdeu pontos importantíssimos para a equipe errando suas séries de paralela, trave e solo. Inesperadamente, Alexa Moreno foi a melhor ginasta mexicana na competição, conseguindo vaga nas finais de salto e paralela e terminando em 5º lugar individual geral.

    Cuba perdeu pontos importantes com ginastas refugando no salto e na entrada da trave. No atual código de pontuação a ginasta é penalizada em um ponto quando isso acontece. A equipe impressionou com exercícios muito difíceis na paralela e com ótimas séries no solo. Falta um pouco mais de treino para acertarem mais.

    A equipe canadense, sem Victoria Moors e Elsabeth Black, não se parece nem de longe com a equipe 5ª colocada nos Jogos Olímpicos de Londres. O melhor aparelho da equipe foi a trave e mesmo assim sem nenhuma nota acima de 14 pontos. Resultados completos por equipes. 

    MyKayla Skinner foi campeã no individual geral. Melhor no solo e no salto, Skinner pontuou 56.850 no total, nota que pode ser importante para colocá-la na equipe do Mundial esse ano. Jessica Lopez ficou com a prata, pouquíssimos décimos atrás de Skinner com 56.650. Lopez está em todas as finais, exceto salto. Maggie Nichols fechou o pódio com 55.500, mas teve uma pequena lesão no joelho e optou por ficar fora das finais de trave e solo. Resultados completos individual geral.

    Confira as classificadas pras finais por aparelhos.

    Salto

    O ranking não foi feito sem base das notas das ginastas que competiram com dois saltos. O resultado oficial não foi encontrado.

    Barras assimétricas

    1 - Ashton Locklear - USA - 15.000
    2 - Madison Kocian - USA - 14.750
    3 - Jessica Lopez - VEN - 14.250
    4 - Ahtziri Sandoval - MEX - 13.600
    5 - Alexa Moreno - MEX - 13.450
    6 - Letícia Costa - BRA - 13.350
    7 - Marcela Sandoval - COL - 13.350
    8 - Maria Cecília - BRA - 13.250

    Trave

    1 - Madison Kocian - USA - 14.600
    2 - Daniele Hypólito - BRA - 14.350
    3 - Julie Kim - BRA - 14.100
    4 - Ana Sofia Gomez - GUA - 14.050
    5 - Jessica Lopez - VEN - 13.950
    6 - Ayelen Tarabini - ARG - 13.900
    7 - Yesenia Ferrera - CUB - 13.800
    8 - MyKayla Skinner - USA - 13.750

    Solo

    1 - MyKayla Skinner - USA - 13.950
    2 - Jessica Lopez - VEN - 13.800
    3 - Daniele Hypólito - BRA - 13.750
    4 - Yessenia Ferrera - CUB - 13.750
    5 - Madison Desch - USA - 13.450
    6 - Isabelle Cruz - BRA - 13.350
    7 - Merlina Galera - ARG - 13.100
    8 - Alexa Moreno - MEX - 13.050
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    13 comentários:

    1. Alguém poderia esclarecer uma dúvida? Notei que a nota da paralela da Julie foi um pouco alta para o que ela apresentou, tanto na execução como na dificuldade. Ela teve um grave erro na passagem para barra alta e, mesmo assim, teve uma nota E de 7.900. Ela também não cumpriu um dos requisitos do aparelho (passagem para barra baixa), mas os árbitros não perceberam, pois sua uma nota D foi 5.000, ao invés de 4.500. Estou certo?

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      Respostas
      1. Tb não entendi... A execução, fora os balanços intermediários na passagem pra barra alta, foi bem boa, até dá pra aceitar, mas faltou a passagem da barra alta pra baixa, então a dificuldade deveria ser 4.5... Será que a arbitragem dormiu? rs... De qq maneira, tenho ficado muito feliz com a Julie, ela finalmente está bem firme nas séries de trave e solo, parece mais madura. As meninas no geral foram muito bem na trave e o no solo. Só achei que o salto podia ser melhor, as meninas estão sobrando no yurchenko com pirueta... Vamos colocar mais uma volta aí! rs...

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      2. Não é mais exigida que seja feita passagem barra alta-barra baixa e barra baixa-barra alta na mesma série. A ginasta pode escolher executar somente uma troca de barra, não importando que seja da alta para a baixa ou vice-versa. (Obs: lógico que se ela for da alta p/ a baixa ela precisará ir da baixa p/ a alta.. aushauhsau)

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      3. Isso me lembrou o erro de arbitragem no Mundial de 2006. No TF a Daniele Hypolito fez duas 2 ½ no solo. A repetição de acrobacia passou batida e as duas foram consideradas.

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      4. Cedrick isso que o Caíque falou é verdade?

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      5. Esclarecendo. O Código de Pontuação diz que a ginasta precisa executar um elemento de voo da barra alta para barra baixa para cumprir o requisito.

        "Flight element from HB to LB".

        Na série do Pan, Julie não apresentou esse elemento, mas os árbitros deixaram passar. Lembrando que ela já realiza o elemento de voo (Overshoot) da barra alta para barra baixo nos treinos e deve inclui-lo na sua série para o Campeonato Mundial.

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    2. A Alexa no solo parece um boi, impressionante como é obesa
      ������

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    3. Gostei da atuação do Brasil, não tiveram grandes falhas agiram como uma equipe.

      Fora Julie e Daniele as outras já podem ousar realizando uma dupla pirueta no salto.

      Acho que o Brasil vai fazer uma boa apresentação no mundial!! Se dany acerta a trave pode até pegar uma final.

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    4. As meninas estão de parabéns! O desempenho foi ótimo.
      Acho que a partir do ano que vem o Brasil terá ginastas suficientes para formar 2 boas equipes.

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    5. http://espn.uol.com.br/video/436125_historias-do-esporte-rebeca-e-a-dupla-dupla

      Vejam esse link. Rebecca está treinando duplo com dupla e tsuka esticado. Simone Biles que se prepare!!!

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    6. Brasil muito bem, surpreenderam, espero q Mari Oliveira volte com força total no mundial. Acho q depois das cirurgias o pré-pan foi sua segunda competição...Mari sua linda,cadê seu segundo salto? e aquela trave segura ,ligações? ta na hora de dificultar as séries. Torcendo muito por ti guria...

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