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  • O que a ginástica reserva para 2015? - Parte 4


    ROMÊNIA

    Laura Jurca

    Representante romena na edição dos Jogos Olímpicos da Juventude na China, Jurca é uma das grandes promessas do país para o Mundial deste ano e a Olimpíada do Rio. Pequena e com boa impulsão, se destaca no solo (Tsukahara grupado, dupla pirueta e meia + mortal, tripla, precisando, porém, de mais consistência) e no salto (DTY muito seguro e bem executado), além de apresentar bastante regularidade nas barras (Hindorff, oitava à parada com pirueta + Gienger, Tsukahara, com alguns problemas na 
    execução) e na trave (flic + layout + layout, flic + flic + dupla e meia de saída). Tem boa experiência internacional, sendo a atual vice-campeã europeia no individual geral e no salto; em Nanjing, entretanto, cometeu muitos erros e acabou voltando pra casa sem medalhas.



    Andreea Iridon

    Uma das mais esperadas estreias do ano é a de Iridon, que promete ajudar e muito a equipe romena no Mundial de Glasgow. Fugindo à tradição romena, é visivelmente talentosa nas paralelas, com boa base e variedade de elementos (stalder com pirueta + Gienger, Ricna, stalder carpado, Tsukahara). Na trave, é muito firme e consistente, apresentando também flexibilidade nos saltos e giros (giro e meio em Y, reversão sem apoio das mãos finalizando sobre um dos pés, flic + flic + duplo carpado). No salto e no solo ainda não deve ser considerada para um lineup da seleção principal, precisando de mais força e altura para as acrobacias. Seus resultados mais expressivos de 2014 são as medalhas conquistadas no Europeu Juvenil de Sofia, quando foi vice-campeã na trave e terceira colocada com a equipe.


    Larisa Iordache

    O que seria da Romênia sem Iordache nesse ciclo? Uma das romenas mais expressivas dos últimos tempos, salvou sua equipe de passar uma vergonha sem tamanho no último Mundial, sendo a responsável por manter a Romênia no G4. Depois da saída de Ponor e Izbasa somada aos problemas de Octavian Belu e Mariana Bitang com o Comitê Olímpico Romeno, foi a única ginasta competente que restou na ativa e salva de lesões. Tanto em 2013 como em 2014 não conquistou todas os resultados que podia: foi 4ª no individual geral e caiu na final de trave, conquistando apenas o bronze no solo em 2013; foi prata no individual geral e solo e 5ª colocada na trave em 2014. Entretanto, no último Mundial, competiu muitíssimo bem na final do individual geral, onde Simone Biles foi salva da prata pelo seu excelente amanar, salto que Iordache ainda não apresentou em competição. Um título que não possui, apesar de ser sempre favorita, é o de campeã mundial de trave. E isso é o que todos os fãs da ginasta esperam que a ginástica reserve para ela em 2015.



    Andreea Munteanu

    Como toda boa romena, Muntanu é muito forte no solo e na trave. Tem nota de partida 5.7 no solo, onde é muito explosiva e tem bons saltos ginásticos, e nota de partida 6.3 na trave, onde apresenta boas ligações, incluindo um flic-flac + pirueta. Na final por equipes do último Mundial, foi responsável por somar um 15.200 na trave, nota que a teria colocado até mesmo como campeã na final desse aparelho. Quem sabe esse ano não a teremos na final de trave ao lado de Iordache? Não apresentou seu yuchenko com dupla pirueta em 2014, nem no Mundial e nem no Europeu, mas não deixa de tê-lo como ponto positivo para a equipe. Sua paralela é firme, com bons encaixes e lançamentos à parada, e pode pontuar em torno de 13,500 sem queda, o que seria uma nota relativamente boa para a equipe romena esse ano.



    Diana Bulimar

    É uma das ginastas indispensáveis para que a equipe romena possa brigar por pódio no Mundial de 2015. A atleta está na categoria adulta desde 2011, mas devido a constantes lesões no joelho, não teve a chance de disputar os Campeonatos Mundiais de 2013 e 2014, podendo ser o desse ano o segundo de sua carreira. Escolhida para disputar as Olimpíadas da Juventude de Cingapura, é uma das poucas ginastas que restou da equipe olímpica romena de 2012. Tem o solo como seu melhor aparelho, apresentando extrema consistência e boa dificuldade em suas passadas, sobretudo na entrada com um belo duplo mortal esticado. Sua facilidade nos duplos mortais fazem com que sua série principal seja composta apenas por elementos acrobáticos desse tipo, e suas possibilidades de upgrades acrobáticos progridem por esse caminho. Já apresentou em treinos um duplo mortal esticado com pirueta, exercício que segue essa evolução de duplos mortais e pode entrar na série. Na parte de dança, mostrou ser capaz de realizar um memmel, elemento que ainda não teve oportunidade de colocar na série. Também tem boas dificuldades na trave, contribuindo facilmente nesse aparelho numa final por equipes. Sua série de barras é bastante simples (apenas 5.3 de dificuldade), mas sua execução é muito acima da média, também contribuindo. O salto é uma grande incógnita, porque apesar da capacidade de realizar um bom yurchenko com dupla pirueta, foi exatamente nesse elemento que lesionou seu joelho por dois anos seguidos.



    Anamaria Ocolisan

    Tem o salto como seu principal aparelho, realizando um yurchenko com dupla muito bem executado. Sua execução nas barras também é das melhores entre todas as ginastas romenas, e apesar de não cumprir totalmente a exigência de saída (faz apenas um duplo carpado), sua série seria de bastante contribuição na classificatória do Mundial, podendo até ser utilizada numa final por equipes caso a atleta troque sua saída por uma de valor D (isso aumentaria três décimos na nota final). Tem dificuldade e execução relativamente razoáveis na trave e solo, mas dificilmente conseguiria evoluir o suficiente pra ser de auxílio pra Romênia nesses aparelhos em uma final por equipes de Mundial. Deve focar na série de paralela, contribuindo mais para a equipe e aumentando suas chances na disputa por uma vaga no Mundial desse ano.



    Texto de Cedrick Willian, Stephan Nogueira e Bernardo Abdo.
    Foto: Laura Cristache

    Esse é o quarto texto de 2015 da série " O que a ginástica reserva". Todo fim / começo de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.
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    2 comentários:

    1. E ai está as "temiiidas" romenas. Dá nelas Iordache!

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    2. Ai, a Jurca maior decepção de 2014 pra mim. Com Diana e Ocolisan recuperadas... acho que posso sonhar com uma qualificação digna pelo menos - aquele 7th lugar ano passado não gosto nem de lembrar. Iridon me deixa esperançoso para quem sabe 2017.

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