• American Cup 2015 - Análise e resultados


    A American Cup 2015 conheceu seus campeões: o ucraniano Oleg Verniaiev e a americana Simone Biles levaram a melhor e conquistaram o ouro pontuando 90.597 e 62.299 respectivamente. Enquanto Verniaiev ainda precisa de um pouquinho mais de consistência para bater o japonês Kohei Uchimura, Biles provavelmente conseguiu o maior score do ciclo e com essa nota mantém a hegemonia mundial.

    Verniaiev está com excelentes notas de partida em todos os aparelhos. Elas vão de 6, no salto sobre a mesa, até 7.1 na paralela. Ainda consegue um 7 no cavalo com alças, que ultrapassa a marca dos 15.200 em sua nota final quando acerta. O ginasta superou o japonês Ryohei Kato, medalhista mundial nessa prova e que não tem tantas dificuldades como o ucraniano, mas apresenta séries mais polidas, sendo capaz de ultrapassar a marca dos 90 pontos. Donnell Whittenburg conquistou o bronze para os Estados Unidos, quase ultrapassando os 90 pontos, e com excelentes séries na paralela e argolas. Whittenburg está com uma série de solo firme e muito limpa, podendo conseguir finais importantes nesse aparelho. Seu compatriota Sam Mikulak mais uma vez não conseguiu uma competição sem erros - teve uma queda no solo e outra no cavalo com alças - não chegou perto do resultado esperado. Também com uma queda no cavalo com alças, o japonês Yusuke Tanake terminou na 5ª colocação. O colombiano Jossimar Calvo, apontado por Sam Mikulak como um grande adversário nessa competição, terminou na 6ª colocação, quando teve uma queda logo no primeiro aparelho, o solo. O bielorusso Andrey Likhovitskiy precisa adicionar mais dificuldades para pontuar melhor numa competição como essa, mas mesmo assim foi o melhor no cavalo com alças e ultrapassou a marca dos 86 pontos, suficientes para pegar uma final no Mundial. Daniel Purvis, britânico conhecido pela sua limpeza, sofreu uma queda no cavalo com alças e fez um salto extremamente simples para essa competição (nota D 4.8). Alexis Torres parecia muito nervoso, errou várias séries, e não foi dessa vez que conseguiu uma colocação melhor para Porto Rico.

    Resultados masculinos completos.

    Simone Biles é um fenômeno a ser estudado. Ano após ano, conseguiu aumentar o nível de suas séries e execuções das mesmas. Logo na primeira competição da temporada, conseguiu mostrar upgrades e notas que não precisam ser mudadas para o Mundial, que só acontece no fim de outubro. Ou seja: estamos no começo de março e Biles já está pronta para competir o Mundial. Impressionante! Sua compatriota MyKayla Skinner também mostrou boa melhora, principalmente na paralela e trave, acertando o primeiro e com vários erros no segundo respectivamente. Fixando os erros, pode figurar entre as ginastas que competirão o Mundial esse ano. Fechando o pódio, Erika Fasana surpreendeu e ficou com o bronze, competindo bem melhor que sua compatriota, a italiana Vanessa Ferrari, que terminou na 6ª colocação. Fasana foi muito bem no solo e salto, e apesar de não ter uma linha muito bonita nos outros aparelhos, apresentou séries bem firmes. A venezuelana Jessica Lopez fez uma excelente série de paralelas mas acabou caindo na série de trave, ponto precioso que por si só a teria colocado no pódio. A canadense Elsabeth Black se mostrou bem em todos os aparelhos, principalmente por ser início de temporada, e terminou na 5ª colocação. Foi a segunda melhor do dia na trave, onde conseguiu uma série com nota de partida 6.2. Emily Little fez uma competição simples e segura, o que pode fazer dela uma das ginastas mais importantes da Austrália no individual geral esse ano. A japonesa Natsumi Sasada esteve muito fraca, principalmente no solo, e corre riscos de perder um lugar ao sol paras as talentosas juvenis que se tornam adultas esse ano. Com uma série desastrosa em seu melhor aparelho, a britânica Claudia Fragapane conseguiu apenas 11.766 no solo e acabou terminando na últia colocação.

    Resultados femininos completos.

    Texto de Cedrick Willian
    Foto: LM OTERO / AP PHOTO
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    3 comentários:

    1. Simone Biles e exemplo a ser seguido, ela não só atualiza suas series, como se preocupa com a consistência e execução, quem lembra da Simone Biles em meados de 2012 e 2013? era uma ginasta inconsistente, chegou a perder no AA pra ginastas que não tinham series difíceis , mas que eram consistentes no que faziam. Chegou a ser duvida pra muitos, mas foi se superando, chegou no mundial em 2013 e levou muitas medalhas, pra muitos não falarem que foi SORTE , em 2014 REPETIU o FEITO, e hoje mesmo ainda não sendo campeã olímpica merece o respeito de todos, e uma ginasta forte, carismatica, destemida e consistente sem mais....

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    2. E ginástica brasileira não consegue aumentar a dificuldade. ...porquê?

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