• Ellie Black é campeã pan-americana e Flávia Saraiva fica com o bronze


    A campeã pan-americana 2015 se chama Elsabeth Black e é canadense. Desde os Jogos Pan-Americanos de 1979, quando a campeã foi a ginasta canadense Monica Goermann, o Canadá não vence essa prova numa edição dos Jogos. Ellie acertou todas suas séries com muita segurança, demonstrando excelente controle da sua ginástica.

    Impressionante ver o caminho traçado por ela desde 2011 até aqui. A ginasta melhorou muito seus resultados e séries da época juvenil e conseguiu uma vaga na equipe olímpica do Canadá, que terminou a final por equipes em 5º nos Jogos de Londres. Desde então, assumiu o posto de capitã da equipe até chegar esse momento e resultado que pode ser o melhor da sua carreira até agora. Vai liderar a equipe esse ano na busca da classificação olímpica e sua equipe realmente tem chances que isso aconteça ainda esse ano. Com a maior nota de trave da competição e totalizando 58.150, Black conquistou o ouro, deixando a prata com a americana Madison Desch (57.450) e o bronze com a brasileira Flávia Saraiva (57.050).

    Flávia adiciona mais uma medalha para sua coleção de sucesso. Desde que despontou no cenário internacional nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014, vem ganhando confiança a cada competição. Foi ouro no solo e prata na trave na Copa do Mundo de Ginástica, em São Paulo, e estreou nos Jogos Pan-Americanos com 2 medalhas até o momento. Foi a melhor do dia no solo (14.650) e a segunda melhor na trave (14.400). Está na final desses dois aparelhos e tem séries suficientes para ser campeã nas duas provas, resultado que a colocaria na frente de Luisa Parente como ginasta brasileira mais condecorada em uma edição dos Jogos.

    Daniele Hypólito terminou em 5º lugar com a nota 55.250, contrariando as opiniões de quem acha que a atleta não deveria estar mais na equipe. Com certeza as ginastas mais novas são muito talentosas, mas a experiência e boa saúde de Daniele (ela nunca passou por uma cirurgia série em todos esses anos de carreira) são levados em consideração na mesma equivalência dos grandes talentos.

    Ana Sofia Gomez, da Guatemala, se classificou muito bem e nessa final teve várias problemas na paralela, fato que a colocou na 7ª posição com 54.300. Passou uma série de trave muito difícil e segura, podendo chegar bem no Mundial e conquistar vaga na final desse aparelho. A canadense Isabela Onyshko terminou em 6º lugar, com séries difíceis e que precisam ter a execução melhor trabalhada.

    Confira os resultados completos.

    Amanhã os Jogos continuam com o primeiro dia das finais por aparelhos a partir das 14:30. O Brasil compete na final de salto feminino com Daniele Hypólito; solo masculino com Arthur Nory; cavalo com alças com Francisco Barreto e Lucas Bittencourt; argolas com Arthur Zanetti. Sem dúvidas a maior chance de medalhas está com Zanetti, que vai fechar a final de argolas na tentativa da conquista do único título que ainda não possui.

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Kaori Miyaura
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    5 comentários:

    1. A nossa Flavinha foi fantástica e está aprendendo a lidar com a pressão. O que as vezes falta de dificuldade sobra em execução. Eu acho que a série de trave que está um pouco inconsistente por dois motivos, nas duas apresentações que ela realizou na trave após realizar a rondada ela deve desvio de direção e ocasionou um grande desequilíbrio na execução do mortal esticado, pra mim o problema que ela está tendo vem da rondada e não do mortal (talvez fosse interessante trocar a rondado pelo flic-flac). O outro problema é a conexão da cortada com o pé na cabeça com o salto com o pé na cabeça. A sequência reversão+reversão+mortal lateral me agrada bastante. Meu sonho é ver a Flavinha fazer flic layout+layout+pirueta ao apoio cavalgada.

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      1. Esta sequencia flic layout+layout+pirueta ao apoio cavalgada (Rulfova) foi belissimamente executada pela Yang Bo. Se ela conseguisse executar o Rulfova era mais vantajoso ela fazer reversão sem as mãos seguido de salto com pé na cabeça seguido de Rulfova.

        Se ela fizesse esta sequencia ela poderia tirar o mortal esticado e o mortal lateral que partiria de 6.4 e correria menos riscos. E para o futuro ela só precisaria dificultar a saída e talvez trocar a cortada pelo Yang Bo (podendo ligar o Yang Bo com o a cortada com o pé na cabeça). Sonhar não custa nada! Vamos sonhar pessoal, quem sabe um dia nosso sonho vira realidade. kkkkkk. Espero não ter escrito besteira!

        Este blog esta de parabéns. Um blog bem feito, com matérias bem escritas e onde os leitores podem debater ginástica e viajar na maionese. Nota 10. Gostaria de conhecer a biografia da pessoa(as) que são responsáveis por este blog.

        Ass: Vinicius Cade

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    2. Rueda é um elemento difícil e muito bonito, mas pelo valor da acrobacia não vale muito a pena. Acho preferível um cortada com meia.

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    3. Eu acho que Flávia não deve mudar a série não, ela tem que competir pra ganhar mesmo, de consistência e medianos já estamos cheios, o que adianta fazer uma série limpa e sem dificuldades? O duro é a Jade e a Dani, sem dificuldades e serie suja...affff....Flávia está de parabéns.

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    4. Ela devia fazer no lugar da rondada um flic "flic-flac mortal esticado" e na ligação de dois saltos c o pé na cabeça ela devia fazer o salto cortada com pe na cabeça separado e depois uma ligação de " salto cortado + salto arquiado com pe na cabeça" pq ela quase nunca faz a sequência pq e muito difícil aí ela perde a ligação e não adianta nada a nota de execução sai em torno de 6,100 para uma série muito dificildificil, ela pode fazer uma série com a nota D bem mais alta, e segura só que se o treinador dela for inteligente!

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