• Flávia e Daniele conquistam 4 medalhas em Baku


    O dia foi bom para o Brasil no Azerbaijão. Flávia Saraiva e Daniele Hypólito conseguiram repetir boas performances nas finais de hoje e terminaram o dia com 4 medalhas: 2 ouros para Flávia no solo e trave, uma prata para Daniele nas assimétricas e mais um bronze para Flávia nas assimétricas. Flávia foi a ginasta mais condecorada da competição.

    Daniele acertou novamente sua série de barras assimétricas e tirou sua melhor nota do ciclo nesse aparelho: 13.800. A série está curta, o que é muito bom, porque deixa pouco espaço para descontos. No geral, quanto mais tempo em cima do aparelho, mais descontos a ginasta está sujeita. Os exercícios estão todos ligados, a nova largada está segura e a saída foi cravada. No salto, outro aparelho que disputou hoje, não teve quedas, mas não executou bem o yurchenko com pirueta e meia, deixando a final sem medalhas.

    Flávia errou a paralela mas não teve quedas. Não conseguiu passar o troco na barra baixa depois do pak e teve que fazer mais dois kips e lançamentos. Após isso, continuou a série sem problemas e cravou a saída, pontuando 13.250 e ficando com o bronze. Na trave, fez sua melhor série em competições até hoje, mas os juízes estavam muito rígidos e, apesar de ter se apresentado muito melhor do que na classificatória, conseguiu uma nota inferior, 14.800, mas ainda suficiente para o ouro. No solo, continuou com os saltos e/ou giros não validados, mas mantendo a mesma nota de partida e a primeira colocação com 13.850.

    Confira as séries das ginastas na competição!

    Daniele no salto e assimétricas





    Flávia nas assimétricas, trave e solo







    No masculino, a equipe do Japão liderou as finais, com destaque para o ginasta Kenzo Shirai, que levou o ouro no solo com 16.150 (D 7.5) e no salto com 14.975. Seu compatriota, Tomomasa Hasegawa levou o ouro no cavalo com alças com 15.400 (D 6.8) e na barra fixa com 14.800 (D 6.8). Oleg Stepko conquistou o ouro na paralela para a equipe da casa com ótimos 15.550 (D 6.8) enquanto a final de argolas foi liderada pelo ginasta turco Ibrahim Colak, que alcançou a nota de 15.450 (D 6.7). Resultados completos.

    As próximas competições que o Brasil participa são:

    - American Cup, 05/03, nos Estados Unidos, participa Lucas Bittencourt e Lorrane dos Santos.

    - Copa do Mundo de Glasgow, 12/03 na Escócia, participa Arthur Nory.

    - Trofeo Citta di Jesolo, 19 e 20/03 na Itália, participa seleção feminina do Brasil com Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane dos Santos e Rebeca Andrade.

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil
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    Um comentário:

    1. Série Belíssima da Flavinha na FINAL em BAKU 2016.

      DÚVIDAS: Senhor responsável pelo site, gostaria de saber sua opinião técnica sobre as seguintes questões.

      1) A série da TRAVE de Flavinha é considerada "pronta" ou existe algum upgrade possível ainda?

      2) Caso seja positiva a resposta acima

      2.1) A Flavinha é capaz de aumentar a dificuldade na saída, por exemplo, realizando saída de TRIPLA PIRUETA (F) ou Tsukahara Grupado (G) ?

      2.2) A Flavinha pode substituir o Front Tuck(D)+ salto lobo pelo Front Pike(E)+ salto lobo à la Shawn Johnson?

      2.3) Porque a Flavinha não faz duplo giro em competição?

      2.4) Ela pode substituir a sequencia de salto Switch + split por uma sequencia de Switch + Yang Bo ou então poderia fazer Switch + Cadete e ganharia alguns segundos porque já voltaria à posição correta de seguir a proxima passada.

      OBS.: A série dela é linda, espetacular. Mas a Flavinha faz com uma naturalidade que para quem assiste parece até que é "fácil" tudo aquilo que ela faz encima da TRAVE. Será que até os jurados não enxergam o grau de dificuldade das sequencias dela de tão naturais que são os movimentos?

      É possível recorrer da atribuiçao da nota baixa na dificuldade? E se o BRASIL for desclassificado por causa de erro na nota de dificuldade?

      A CBG precisa ficar atenta. Pode ser o prenúncio de novas notas baixas para as brasileiras, mesmo acertando a prova. Vejam a TRAVE de Jade no Mundial como foi avaliada abaixo do merecido na execução e a das BARRAS de Lorrane também foram tirados pontos demais na nota de execução no mundial.

      Apesar do espetáculo da série, muito decepcionado com a nota baixa de execução que foi atribuída de forma LEVIANA.






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