• Quais as chances da seleção masculina do Brasil no Rio?


    O  Brasil chega aos Jogos do Rio pela primeira vez com uma equipe completa. Com uma curva crescente nas participações e resultados em competições internacionais desde o começo dos anos 2000, esse é o ápice do Brasil no momento.

    Cheia de ótimos talentos, a escolha da equipe titular foi uma tarefa complicada. Priorizou-se as maiores chances de medalhas, já que a equipe, apesar de muito boa, ainda não figura entre as favoritas aos três primeiros lugares. Confira agora quais as chances do Brasil nos Jogos do Rio. Entre as chances reais e hipóteses de medalhas, uma coisa é certa: essa já é a melhor participação do Brasil numa edição dos Jogos Olímpicos.

    CHANCES REAIS

    Arthur Zanetti

    Falando sobre medalhas, Zanetti continua sendo a maior chance da ginástica, incluindo a feminina. Acertando bem sua série de argolas, tanto na classificatória como na final, é praticamente certo que finalize a competição no pódio olímpico.



    Sérgio Sasaki

    Sasaki é o segundo ginasta com maiores chances de medalha nos Jogos. Conseguiu evoluir muito no salto, mesmo depois de muito tempo parado por conta da lesão. Atualmente apresenta um tsukahara com duplo mortal carpado e uma reversão com duplo mortal carpado com meia volta. Em um amistoso contra a Suíça recentemente, acertou os dois saltos de forma brilhante e teve a melhor nota. Com os saltos apresentados, Sasaki pode ser finalista e medalhista nesse aparelho.



    Ainda tem boas séries na paralela e na barra fixa, com notas que pode colocá-lo entre os 15 melhores no ranking desses aparelhos. Suas notas contribuem para um ótimo individual geral: Sasaki voltou muito bem e, com certeza, será finalista individual geral nos Jogos Olímpicos.

    Arthur Nory

    Nory foi o melhor ginasta em ação no último Mundial, muito consistente e pontuando bem para a equipe na classificatória e final por equipes. Além disso, se classificou para a final de barra fixa, onde terminou em 4º, e para a final do individual geral, onde terminou em 12º, seus melhores resultados em Mundiais até hoje.

    Os resultados pesaram muito na escolha de Nory para a equipe olímpica, além, é claro, das avaliações feitas no CT. O ginasta chega aos Jogos do Rio como um ótimo contribuinte para equipe e com chances de ser, novamente, finalista individual geral, fazendo dessa final um resultado excelente para sua primeira participação olímpica.



    Francisco Barreto

    Francisco lutou até o fim e merecidamente conseguiu a vaga olímpica. Mostrou bons upgrades nos seus melhores aparelhos e, durante o ciclo, conseguiu apresentar notas competitivas, tanto nas avaliações internas como em campeonatos internacionais.

    No ano passado, sua classificação para a final de barra fixa no Mundial não veio por conta de duas quedas. A série tinha um valor de dificuldade muito bom e a execução dele é sempre boa. Nos Jogos do Rio, com os erros fixados, tem chances reais de finalizar sua participação entre os 15 melhores nesse aparelho, além de ajudar bem a equipe na paralela e no cavalo com alças.



    Diego Hypólito

    A participação mais comentada nessa edição dos Jogos Olímpicos. Mesmo depois de duas participações e duas quedas olímpicas, Diego ainda pode conseguir um bom resultado? As chances reais de Diego no Rio é de finalizar entre os 15 primeiros colocados. Apesar de não ser mais um grande favorito aos pódios internacionais, ainda contribui bem para a equipe no solo e salto. Provavelmente será a maior nota do Brasil no solo e ajudará a equipe no salto.



    O QUE PODE ACONTECER

    Antes de ler essa parte do texto, é importante ressaltar que todas as ideias aqui relacionadas aos nossos ginastas se tratam apenas de hipóteses. Excluindo Simone Biles e Kohei Uchimura, a ginástica é igualitária e feita de erros e acertos para o restante dos competidores!

    Arthur Zanetti

    Numa competição acirrada contra o grego Eleftherios Petrounias, Zanetti pode tirar a melhor e conseguir o ouro olímpico, se tornando bicampeão olímpico e conseguindo mais um feito inédito para o Brasil. Desde 1972, quando o japonês Akinori Nakayama foi campeão olímpico de argolas pela segunda vez, o fato não acontece. Zanetti seria o terceiro ginasta na história a conseguir o feito.

    Sérgio Sasaki

    Sasaki pode terminar novamente entre os 10 primeiros ginastas no individual geral repetindo o ranking conquistado em Londres. A colocação pode, inclusive, melhorar, mas tudo vai depender de sua consistência na competição. É difícil voltar de uma lesão séria como a dele acertando todas as séries, todos os dias, de uma competição tão importante como essa, mas as chances existem. Ainda pode beliscar uma final de paralela e barra fixa. Um pouco de otimismo aqui, por que não?

    Arthur Nory

    Além da final individual geral, existe a possibilidade de uma nova final de barra fixa. O ginasta está trabalhando em uma série mais difícil e sua apresentação é uma das mais limpas do mundo. O ponto forte da série de Nory é que seus exercícios são mais seguros e bem menos arriscados do que dos outros "tops" nesse aparelho, que podem errar e nem entrar para a final.

    Francisco Barreto

    Com as melhores apresentações de sua vida - bom ritmo, fluência nas séries, zero desequilíbrios e saída cravada -, Francisco pode conseguir finais de barra fixa e paralela. O ginasta já mostrou que pode ser impecável: confira o vídeo abaixo onde ele apresenta 8,900 de execução em sua série de paralela na Copa do Mundo de São Paulo no ano passado. Aumentando a nota D e guardando essa execução, a nota final é de finalista.



    Diego Hypólito

    A segunda final de solo de Diego Hypólito pode acontecer em sua terceira participação olímpica. Claro que Diego tem mais chances de conquistar uma final do que conquistar uma medalha, mas estar entre os finalistas o coloca como um concorrente ao pódio. Precisa, como nunca, exorcizar os demônios da queda e fazer a melhore série da vida. Fizemos uma análise da escolha e participação de Diego no Rio algumas semanas atrás, confira clicando aqui.

    Equipe

    A equipe tem chances de classificar para a final por equipes, figurando um resultado incrível e inédito. Talvez essa seja a competição mais difícil do Brasil nos Jogos, principalmente porque, declarado pela comissão técnica, essa não é a prioridade da delegação da ginástica nos Jogos Olímpicos.

    Por isso, os atletas especialistas deverão competir apenas nos aparelhos onde são melhores. Isso coloca a equipe, nas classificatórias, competindo com apenas 3 ginastas em todos os aparelhos, ou seja: ninguém pode errar.

    A equipe ficaria assim: Sasaki e Nory competindo em todos os aparelhos; Diego sendo o terceiro ginasta no solo e salto; Francisco sendo o terceiro ginasta no cavalo com alças, barras paralelas e barra fixa; Zanetti sendo o terceiro ginasta nas argolas. Se todos acertarem tudo, teremos 3 ótimas notas em todos os aparelhos e a figuração da equipe será repetida na final.

    Se Francisco resolver competir no individual geral, a equipe teria um quarto ginasta no solo, salto e argolas, deixando os riscos de erros para o cavalo com alças, paralela e barra fixa. Mesmo sem um terceiro all arounder, a equipe continua muito boa, mas a necessidade de acertar é 100%.

    Quais as chances da seleção masculina do Brasil no Rio? Deixe sua opinião nos comentários!

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Divulgação
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    2 comentários:

    1. APESAR DA QUARTA COLOCAÇÃO NO ÚLTIMO MUNDIAL, ACHEI SEM GRAÇA, SEM EMOÇÃO NENHUMA A PROVA DE BARRA FIXA DO NORY.TOMARA QUE OS OUTROS GINASTAS ACERTEM SUAS SÉRIES(QUE SÃO BEM MAIS EMOCIONANTES DO QUE A DELE) E QUE O NORY NEM SE CLASSIFIQUE PARA A FINAL. AS PROVAS DOS OUTROS GINASTAS SÃO MUITO MAIS DIFÍCEIS E MAIS EMOCIONANTES.

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    2. Sinceramente, em termos de medalhas só acredito em um ouro do Zanetti e em mais uma medalha em algum outro evento, principalmente com o Sasaki

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