• Eles vão defender seus títulos olímpicos


    As finais por aparelhos dos Jogos do Rio se iniciam hoje. Dentre os finalistas, alguns defendem seus títulos olímpicos. Conheça cada finalista que está em busca do bi-campeonato e suas chances de conquistar mais um ouro olímpico!

    Catalina Ponor

    Campeã de trave nos Jogos de Atenas em 2004, Catalina é a única representante romena nos Jogos do Rio. O país passa por uma crise na ginástica e, sem uma equipe completa nos Jogos Olímpicos pela primeira vez na história, Ponor é, ao lado de Marian Dragulescu, uma das únicas chances de medalha que o país tem.

    Em 2004 era super favorita e levou ouro. Em 2016 terá que ser mais do que perfeita para conseguir uma medalha. Tem adversárias mais fortes à sua frente além de ter que lidar com uma série um pouco desatualizada: Catalina poderia ter uma nota de partida melhor com uma série mais simples e menos arriscada.



    Hong Un Jong

    Jong foi a campeã olímpica de salto em 2008 e, depois de ficar fora dos Jogos de Londres, está em mais uma edição dos Jogos. A ginasta terá que enfrentar toda a limpeza dos saltos de Simone Biles, que consegue notas muito altas devido sua excelente execução e apresenta os mesmos saltos que a coreana. Portanto, Jong tem apresentado em treinos a tripla pirueta, exercício mais difícil que o amanar de Simone e que pode levá-la ao ouro mais uma vez nessa final.



    Aliya Mustafina


    No Rio, Mustafina pode se igualar a Svetlana Khorkina se conquistar o bi-campeonato olímpico nas barras assimétricas. Campeã em 2012, quando muitos não acreditavam que retornaria a tempo de competir depois de uma difícil lesão, Mustafina continua dando o seu nome nesse aparelho. Teve a maior nota do ciclo durante a final por equipes, um 15,933, mas foi a mesma nota que sua principal adversária na final, a americana Madison Kocian, também conquistou. Além disso, vai ter que lidar com a entrada da chinesa Fan Yilin na final, que havia ficado fora mas, com a desistência de Shang Chungsong, entra como primeira reserva. O ponto forte de Aliya é, sem dúvidas, sua perfeita execução.



    Arthur Zanetti

    Zanetti fechou o ciclo olímpico passado com o ouro olímpico. Na condição, era o principal favorito ao ouro e trilhou sua conquista de forma brilhante. No Rio, Zanetti continua como favorito à medalhas mas o ouro está um pouco mais distante do que em 2012. No ano passado, no Mundial de Glasgow, chegou a ficar fora das finais, que teve como campeão o grego Eleftherios Petrounias.

    Esse ano, enfrentou o grego no Evento Teste e levou a melhor mas, tanto nas classificatórias olímpicas como na final por equipes, já não conseguiu um resultado bom o suficiente para bater de frente com chineses e, claro, com Petrounias.

    Para conquistar uma medalha na final, independente da cor, Zanetti terá que ser perfeito: as argolas precisam se manter estáveis, as posições estáticas zeradas e a saída deve ser cravada. Zanetti tem que fazer a série da sua vida e ser perfeito como nunca.



    Alexandra Raisman

    Acertando a série, a prata já está praticamente garantida para Alexandra Raisman. Sua principal adversária ao ouro é ninguém mais que sua compatriota Simone Biles, tricampeã mundial de solo e que quer fechar o ciclo como campeã olímpica nesse aparelho.

    A tarefa mais difícil para Raisman não é conseguir uma medalha, mas sim bater Biles. Biles quase nunca teve um erro grave nesse aparelho; uma queda ou uma chegada ruim com passos fora dos limites do tablado são raríssimos. Vencer Biles não é impossível, mas é provável que o bi-campeonato de Alexandra Raisman seja o mais distante de acontecer.

    Uma coisa não se pode negar: Raisman melhorou. Está mais artística, com linhas mais bonitas e até com um tumbling mais difícil do que fez em 2012. O tempo fez bem a ela.



    Epke Zonderland

    Zonderland enfrenta si mesmo nessa final: com uma das séries mais difíceis da final e largadas arriscadas, precisa se manter em cima do aparelho. E tem que fazer isso com uma execução melhor: desde 2012 e com a mudança do código de pontuação, sua nota E caiu de forma considerável.

    O ginasta se classificou em 3° para essa final e o duelo com o alemão Fabian Hambuechen, que foi prata em 2012, novamente vai acontecer. Fabian também tem uma série arriscada e deve prezar por se manter em cima do aparelho. Nessa final, realmente, que vença o melhor!



    Post de Cedrick Willian

    Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil
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    6 comentários:

    1. Na verdade, Simone já caiu no primeiro dia do nacional americano em 2015. E saiu do solo na final do AA também em 2015. Mas são coisas raras de se ver ;P

      https://www.youtube.com/watch?v=jWJMABvG86k

      https://www.youtube.com/watch?v=qagyNIv3Eho

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    2. Bem, eu acho que o unico que vai levar o bi campeonato olimpico e' Arthur Zanetti.Acho esse cara tem uma carta na manga pra mandar o grego pra prata. E' esperar pra ver.

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    3. Catalina Ponor sempre será um presente dado aos telespectadores. Não é todo dia que surge uma Ponor. Vejo a participação dela como uma despedida da ginástica, e um muito obrigado a todos os fãs que vem a anos acompanhando sua trajetória.

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    4. Nunca vi uma apresentação no solo ou na trave mais impressionante que os da Catalina Ponor. Assisti a tal da Simone Biles, apresentação de força e músculo, parece um robô programado. Gostei da Mustafina, ela é elegante.

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    5. Que olimpíadas sem graça, muito chato de assistir a ginástica feminina. Nunca imaginei na minha vida que a Romênia fazia tanta falta. Quem salvou um pouco foi a Mustafina. Simone Biles, ginástica de músculos programado, muito chato assistir ela, parece uma competição de força e nada mais. Sobre a Catalina Ponor, só posso dizer OBRIGADO!Valeu por mais de uma década ter nos presenteado com uma ginástica tão bonita. Sempre disse: Svethlana Korkhina e Catalina Ponor não precisam de medalhas pois as apresentações delas valem ouro!

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    6. Mustafina é Mustafina , defendeu o seu título e foi campeã novamente.

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