• O que a ginástica reserva para 2017? - Parte 5


    GRÃ-BRETANHA

    Não há como negar que a equipe britânica foi uma das maiores surpresas do último ciclo olímpico. A equipe feminina desbancou a Rússia na final por equipes do Mundial de Glasgow em 2015, terminando com o bronze e a primeira medalha por equipes num campeonato mundial. Além disso, finalizaram os Jogos do Rio em 5° lugar na final por equipes e com um bronze no solo de Amy Tinkler.

    As características dessa equipe de sucesso foram a força e potência, com ginastas extremamente acrobáticas, mas que deixaram a desejar na parte artística. Entretanto, as grandes revelações britânicas para esse ciclo possuem um trabalho diferente.

    Por isso, é importante destacar que a nova geração britânica apresenta uma ginástica mais limpa, plástica e com menos grau de dificuldade. Alice Kinsella e Maisie Methuen são as apostas britânicas do GBB para esse ano, sem deixar de valorizar as veteranas Ellie Downie e Tyesha Mattis.

    Alice Kinsella

    Protagonista da equipe juvenil britânica no ano passado, Alice Kinsella é uma ginasta limpa e bastante versátil, sendo a consistência chave para o sucesso do grupo e individual no Campeonato Europeu em Berna, com 3 medalhas de prata. No solo, apresenta ótimas dificuldades, incluindo uma tripla, sequência indireta de 1 1/2 ao passo + dupla e meia e duplo em Y. Nas barras, sola com meia + Jaeger, sola com pirueta + Pak, Maloney + shootover. Na trave: duplo giro, estrela sem mãos + layout e saída em dupla e meia. No salto, executa um bom FTY.



    Maisie Methuen

    Nascida no País de Gales, Maisie Methuen também tem um ótimo potencial para o individual geral. Limpa em todos os aparelhos, já apresenta algumas dificuldades e pode ser uma adição interessante à seleção adulta. Na trave, seu melhor aparelho, elementos como duplo giro, flic + layout + layout, cortada em arco, reversão sem mãos + salto anel, Onodi e dupla e meia. Nas barras, sola com pirueta, maloney, tkachev e saída em tsukahara. No solo, dois duplos muito altos e dupla frontal. No salto, mortal carpado com meia bastante fácil.



    Tyesha Mattis

    Lesionada e fora do Campeonato Europeu de 2015 em seu primeiro ano senior, Tyesha ainda não teve a chance de mostrar todo seu excelente potencial. Ainda em 2015 e antes da lesão, foi campeã britânica de trave e barras assimétricas com excelentes séries. Ao lado de Ellie Downie, era uma grande esperança da ginástica britânica para os Jogos do Rio, campeonato que também ficou fora por não ter se recuperado a tempo.

    Possui excelentes acrobacias no solo (duplo com dupla e sequência de pirueta e meia ao passo para a tripla), mas peca nos elementos de dança. Sua trave é bem firme e segura, e conta com uma sequência de flic + 2 layouts e flic + pirueta grupada. Nas assimétricas, apresenta a complexa sequência de oitava à parada com pirueta + tkatchev + gienger, enquanto no salto já apresentou o yurchenko com dupla pirueta.

    É provável que esse ano consiga voltar ao individual geral, não com a mesma qualidade de antes da lesão, mas talvez o suficiente para competir no Mundial esse ano, quando a maioria das veteranas não apresentam o mesmo ritmo de treino do ano passado.



    Ellie Downie

    Ellie talvez tenha sido uma grande decepção olímpica, principalmente para si mesmo. Tinha potencial para várias finais nos Jogos do Rio, mas teve que se contentar apenas com a final por equipes e individual geral, enquanto poderia ter sido finalista de trave, solo e terminado entre as 10 melhores no individual geral. Claro que não podemos ignorar a queda que teve no solo durante a classificatória, que acabou desestabilizando a ginasta, uma queda perigosa de pescoço.

    Competiu muitíssimo bem na Copa do Mundo de Osijek em 2016, conquistando o ouro em todas as finais com nenhuma nota abaixo de 14,500. E, para esse ano, notas assim seriam muito interessantes no Mundial do Canadá. Resta saber se Ellie não deixou o rendimento cair tanto desde o fim dos Jogos. Provavelmente será uma das escaladas para competir no Europeu em abril, onde teremos uma visão mais clara do sucesso que realmente pode conseguir esse ano.





    Post de Cedrick Willian e Nadia Carim

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    14 comentários:

    1. Acho as britanicas igual as americanas, totalmente boas em acrobacias e pessimas artisticamente. Esse ciclo sera mt dificil pro brasil, muitas ginastas novas chegando... Com a parada de Biles e Mustafina Hernandez concerteza fara AA e ela leva ouro. As russas vão vir cm tudo, e agr essas britanicas. N acredito que Rebeca ficara mais entre as 10 ginastas no AA. Flavia tera que dificultar sua serie de trave.

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    2. Tenho 2 dúvidas vcs podem me responder? O amanar continua valendo 6.3 ou ja desceu? Pq Lorrane concerteza voltara com o amanar , assim teremos 2 cm o de Roberta. A outra dúvida é, o solo de Thaís Fidelis que deu 15.100 foi só pq era campeonato brasileiro ou a serie dela é bem dificil msm e ela executa bem? Pq se for a segunda opção vms voltar a ter brasil em final de solo igual Daniele e Daiane.

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      1. Caiu pra 5.8...o Prudonova foi para 6.4. As notas do salto vão cair bastante nesse quad. O solo ea a trave da Fidelis tem (tinham?) uma D bem alta, sim. Mas parece que ela não dança muito no solo, sendo mais acrobática. Quero muito ver como as séries vão ficar com o novo CoP.

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    3. Após a copa do mundo osijek eu tinha certeza que ellie ganharia bronze no AA das olimpíadas do Rio, fiquei bem decepcionado com a atuação dela no Rio. Sobre o rrdto da equipe, não consigo nutrir nenhuma admiração, acho a ginastica delas suja demais.

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    4. Alice Kinsella em sua apresentação de solo em 0:59: alguém me explica por que colocar um passo de dança do mambo para uma música clássica??

      E não só ela que coloca este tremelhique dos ombros como se estivesse em Havana, seja na trave ou no solo, e sendo que a música não tem nada a ver...

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      1. Pelo simples motivo de não haver um coreógrafo decente nessa equipe. Aliás nunca houve. Não lembro de nenhuma ginasta que tenha apresentado um trabalho artístico que tenha sido digno de destaque. O forte das britânicas sempre foi uma ginástica mais agressiva e não plástica. Mas enfim, acho que é isso que o Cop2017-2020 pede, então vida que segue.

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    5. Por que quase toda ginasta negra faz um Tchachev nas alturas?

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    6. Olha a trave dessa norte-coreana em 1990:
      https://www.youtube.com/watch?v=_RdFwJ3as7w

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    7. A equipe americana tem uma técnica incrível, ou seria melhor dizendo, consistência, porque nem sempre são perfeitas, mas fazem de tudo pra nunca cometer erros graves em competições importantes. Na parte artística vcs já sabem como é que é, aquelas danças do robô.

      Já a equipe britânica até então tinha uma técnica pior do que a americana, sim, mais bruta, que busca a dificuldade mas que não busca limpar a série. O segundo vídeo da Maisie na trave me deu esperanças que elas estejam mesmo tentando melhorar na parte artística. Vamos ver.

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    8. Pobre Ellie, aquela queda no solo foi triste. Ela era uma esperança real de medalhas.

      Eu particularmente espero que as britânicas se solidifiquem nesse quad...é sempre bom ver outros países ganhando além dos quatro de sempre.

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    9. QUERO QUE VCS VOTEM EM QUEM VENCE NESSAS COMPETIÇÕES POR APARELHO ABAIXO:
      Obs: As ginastas são do clico 2008-2016

      Salto:
      Cheng Fei
      McKayla Maroney
      Simone Biles
      Hong Su Jong
      Maria Paseka
      Giulia Steingruber
      Oksana Chusovitina
      Jade Barbosa - BRA

      Barras Assimétricas:
      Aliya Mustafina
      Madison Kocian
      He Kexin
      Elizabeth Tweddle
      Gabby Douglas
      Viktoria Komova
      Elizabeth Seit
      Becky Downie

      Trave de Equilíbrio:
      Simone Biles
      Sanne Wevers
      Nastia Liukin
      Flavia Saraiva
      Ellie Black
      Sui Lu
      Larissa Iordache
      Catalina Ponor

      Exercício de Solo:
      Shawn Johnson
      Simone Biles
      Ksenia Afanaseva
      Catalina Ponor
      Sandra Izbasa
      Daiane dos Santos
      Lauren Mitchel
      Vanessa Ferrari
      Cheng Fei

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      1. Considerando que todas acertem:
        VT - Simone Biles
        UB - He Kexin
        BB - Larissa Iordache/Shawn Johnson
        FX - Simone Biles

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      2. Salto - McKayla Maroney
        Barras - Viktoria Komova
        Trave - Flávia Saraiva
        Solo - Ksenia Afanasyeva

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    10. Salto:
      1-Mckayla Maroney
      2-Cheng Fei
      3-Giulia Steingruber

      Acho a maroney mt melhor que a cheng fei, acho ela mais leve no salto.. A cheng ia com muita potencia pro salto mais também é uma ótima saltadora. Steingruber acho os saltos dela maravilhosos, ela nem precisa fazer Amanar pra ficar entre as 3.

      Barras Assimétricas:
      1-Gabby Douglas
      2-Vitória Komova
      3-He Kexin

      Gabby Douglas vai muito alto nas largadas, ela voa mais que Mustafina nas barras amo a paralela dela. Vitória Komova parece um robô o corpo dela continua reto do começo ao fim da série. He kexin faz umas acobracias na paralela que eu acho incrível.

      Trave:
      1-Nastia Liukin
      2-Sannne Wevers
      3-Catalina Ponor

      Eu gosto de uma trave mais leve com giros, saltos acho que series fortes tem que ser no solo. Nastia era muito calma na trave bem leve, Sanne sambou com os giros, tem ginasta que nem no solo consegue girar imagina na trave? Sanne arrasou mesmo. Catalina tem um charme na trave que não consigo explicar.

      Solo:
      1-Daiane dos Santos
      2-Ksenia Afanaseva
      3-Vanessa Ferrari

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