• Exclusiva GBB - Entrevista com Roger Medina e Thais Fidelis


    Thais Fidelis e o treinador Roger Medina falaram com o GBB logo após o término das classificatórias femininas em Montreal. Confira!

    THAÍS

    GBB - No seu primeiro mundial, das três finais que você tinha chance de se classificar, você conseguiu duas (solo em 6° e individual em 17°). Qual a avaliação da sua estréia em mundiais?

    TF - Eu achei muito bom num geral, porque foi a primeira vez num mundial, uma competição grande. Só esperava ter ido melhor na trave, mas erros acontecem. No geral foi bom.

    GBB - Na trave teve uma demora muito grande pra sair a nota da ucraniana que se apresentou antes de você. Essa demora te atrapalhou ou desconcentrou?

    TF - Não tirou a minha concentração porque já estou acostumada com demora de nota. Isso acontece em outros campeonatos, não foi só aqui. Sempre tento manter o foco ali na hora e não fico pensando nisso - que está demorando -; só penso na minha prova, o erro foi uma fatalidade.

    GBB- Mesmo sendo uma estréia, você fez a prova mais difícil na trave, solo e paralela; no salto você não quis arriscar a dupla pirueta hoje. Podemos esperar alguns upgrades para a final do individual geral?

    TF - Sim, na final tem um salto mais difícil e uma saída de trave nova que a gente pode colocar também. Depende de como forem os treinos.

    GBB- Essa saída é o duplo twist?

    TF – Sim!

    GBB- Obrigado Thaís, parabéns pela sua participação!

    TF – Obrigada!

    ROGER MEDINA 

    GBB – Como você avalia a competição da Thais, depois de uma semana tão difícil com a lesão da Rebeca e onde toda pressão acabou ficando pra Thais que, além de tudo, é uma estreante em mundiais?

    RM – Foi satisfatório o que ela fez, nós trabalhamos muito pra isso, o objetivo da competição era acertar os quatro aparelhos independente dela entrar na final ou não. Muito difícil pra ela estar sozinha dentro de uma competição desse nível, talvez se tivesse mais meninas com ela aqui competindo essa carga em cima dela poderia ser mais aliviada. Não justifica ela errar, mas faz parte da ginástica. Ela fez uma paralela com muitas coisas novas, que ela não fazia, já é um passo bom! Conseguimos colocar paticamente tudo que ela treina na prova de trave... erramos, mas ela conseguiu reagir, fazer um bom solo e entrar na final. O salto eu optei por não fazer o salto mais difícil: o foco era a final dos dois aparelhos.

    GBB – Pras finais (geral e solo) você vai tentar arriscar algo mais difícil?

    RM – Na verdade, é um desgaste muito grande o que ela passou hoje aqui, super tenso, por mais que ela seja uma ginasta fria e tranquila... É uma estreia, onde ela compete sozinha, e só temos um dia de descanso antes da final. A manhã vamos descansar de manhã e treinar à tarde, então eu preciso avaliar como ela vai estar no dia da final pra gente ver o que realmente faz. O objetivo maior é que ela tenha essa experiência, e se ficar em décimo nono ou em sétimo no individual geral pra nós não faz diferença em nada. Queremos que ela tenha uma boa competição, segura, e essa experiência é o mais importante pra ela nesse momento.
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