• Finalistas mundiais


    Em um Mundial cheio de surpresas desagradáveis também define-se finalistas. Pode não ser da forma como nós, fãs de ginástica, gostaríamos, mas o show tem que continuar. E, terminada as classificatórias, amanhã começa as finais e disputas por medalhas.

    Talvez a emoção nesses dois próximos dias seja um pouco menor do que o esperado. Isso porque os dois melhores "all arounders" do ano - Kohei Uchimura no masculino e Larisa Iordache no feminino - foram impedidos de competir por conta de lesões: uma situação completamente chata, inesperada e alheia à vontade dos atletas. Entretanto, abrem-se maiores possibilidades para outros ginastas e, possivelmente, uma disputa mais acirrada.

    Na final individual geral é quase impossível fazer uma previsão dos campeões mundiais dado o número de competidores lesionados ou que erraram nas classificatórias. Isso deixou o mundial "em aberto", onde a disputa vai ser ponto a ponto por cada medalha nessa final. Nas finais por aparelhos masculinas, realmente temos um favorito em cada final, mas na feminina tudo pode acontecer.

    No masculino, o individual geral será uma disputa entre o cubano Manrique Larduet e o ucraniano Oleg Verniaiev. O chinês Xiao Ruoteng e o russo David Belyavskiy também entram no jogo de "quem errar menos leva". Kenzo Shirai chega absoluto no solo e, como no pós olímpico de 2013, está extremamente acima de seus adversários. Max Whitlock continua forte e limpíssimo no cavalo com alças e o talento fresquinho de Weng Hao é o que mais se aproxima do britânico. Nas argolas, o campeão olímpico Petrounias mantém a superioridade brilhando na execução. Retornando ao cenário internacional, Hak Yang Seon tem tudo para levar o ouro no salto. A paralela continua dominada por Verniaiev e a barra fixa por Zonderland.

    No feminino, Ragan Smith e Murakami travaram uma batalha classificatória que foi diferenciada por um centésimo. Será que a final individual geral do pós-olímpico de 2005, quando Chellsie Memmel e a Nastia Liukin foram ouro e prata também separadas por um centésimo, foi um presságio? Essa final será disputadíssima e até Thais Fidelis, se saltar o yurchenko com dupla pirueta, entra fortíssima contra as cinco primeira colocadas na disputa por uma medalha individual geral. No salto, a russa Maria Paseka continua com chances apenas por conta da dificuldade que apresenta, porque a execução realmente não é agradável. Nas assimétricas, Elena Eremina tem fortes concorrentes nessa final que será disputadíssima, mas sua série é extremamente limpa e um primor de assistir. Na trave... vamos pular essa parte e dar os parabéns para as meninas que conseguiram ficar em cima do aparelho. O solo será a final mais interessante: uma brasileira de volta à final depois de 11 anos, várias séries artísticas, um podkopayeva na disputa, Vanessa Ferrari se mantendo entre as finalistas por mais um ano, Murakami com chances de uma redenção depois do 4° lugar em 2013... Muita coisa legal mesmo!

    As finais começam amanhã com o individual geral masculino às 20h e Caio Souza na disputa. Sexta, 20h, tem individual geral com Thais Fidelis na disputa. Sábado 14h tem finais por aparelhos com Arthur Zanetti na final de argolas e domingo, mesmo horário, tem Thais na final de solo. Todas as finais com transmissão no SporTV.

    Poderia ter sido um Mundial melhor para o Brasil? Sim, poderia. Mas optaram por menos atletas, então vamos ter que lidar com isso. As lesões também atrapalharam: esse poderia ter sido "O" Mundial da Flávia e da Rebeca. Francisco Barreto também poderia ter conquistado uma final, mas foi mais um ginasta acometido por lesão. Paciência.

    Confira os resultados completos.

    Post de Cedrick Willian
    Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil / MeloGym
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    3 comentários:

    1. Obrigado Catalina Ponor por nos presentear com uma ginastica tão bela! Sua missão foi cumprida e realizada com sucesso, você foi e será a dona da trave, sua elegância é inesquecível. Vai Romania, Vai Ponor!

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    2. Parabéns pela cobertura, GBB! Mesmo com uma equipe reduzida, a qualidade do serviço dos senhores foi impecável! Deus os ilumine sempre.

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    3. A bruxa realmente estava à solta neste Mundial. Desde 2008, nunca tinha visto uma americana cair na trave, nem uma chinesa se manter fora dos 5 primeiros do AA. Fora que Eythora, Iordache, Rebeca, que tinham chances de medalhas, se mantiveram fora da competição por ferimentos.
      A trave, ao meu ver, será a disputa mais chata desde 2010, visto que diversas atletas potentes caíram, e foram às finais apenas aquelas que se mantiveram em cima dela (Como você mesmo disse).
      Para o Brasil, aposto apenas na Thais para conseguir medalhas. O Zanetti, após a cirurgia, quase não pegou final nas argolas. O Caio tem chances de ficar entre os 8 melhores, mas medalha é mais difícil. A Thais, por sua vez, pode conseguir 14.500 na trave e arrancar um bronze. No solo eu acredito em outro bronze para ela, mas até o ouro está em jogo.

      Mas vamos ver o que esses 4 dias nos reservam. E parabéns pela análise!

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