• O que a ginástica reserva para 2018? - Parte 3 - China


    Sem nenhuma medalha individual nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tanto no masculino como no feminino, a situação melhorou para a China no Mundial de 2017. O país levou o ouro no individual geral masculino, ouro nas barras assimétricas e nas barras paralelas, além de mais algumas pratas e bronzes no decorrer da competição. Apesar do país ter brilhado em 2017, apenas um dos muitos resultados no Mundial foi conquistado pela equipe feminina. Será que essa grande potência da ginástica feminina Mundial está pronta para maiores resultados em 2018? Confira!

    Chen Yile

    A principal revelação chinesa do ano possui ótimas séries em todos os aparelhos e é considerada a melhor ginasta individual geral chinesa desde Yao Jinnan em 2011. Aos 15 anos, Yile foi campeã individual geral no Nacional Chinês do ano passado, derrotando ginastas como Luo Huan, Liu TingTing , Wang Yan e Shang Chunsong respectivamente. Chen Yile é bastante longilínea, possuindo uma linha corporal semelhante a da sua compatriota campeã olímpica Yang Yillin, tendo como especialidade o individual geral. No salto a ginasta apresenta um ótimo yurchenko com dupla pirueta, de valor 5.4 atualmente, conseguindo médias acima dos 9 pontos de execução. Sua série de assimétricas é bastante inteligente e conta com um 5.9 de dificuldade e grandes margens de evolução; já na trave, a jovem ginasta apresenta incríveis 6.3 de dificuldade com uma saída muito precisa de rodada + tripla pirueta! Seu solo parte de 5.3 e é um dos melhores que a China possui atualmente, com a sequência de pirueta e meia ao passo + tripla pirueta ligada ao mortal grupado diretamente, sequência padrão na China, que possui 0.4 de bônus para a nota de dificuldade. Com as séries que Yile apresenta, certamente sua vaga na equipe do mundial esse ano é garantida.









    Li Qi

    Li Qi representa tudo de melhor que a China pode oferecer. Assisti-la na trave, seu melhor aparelho, quase te faz voltar no tempo, na época em que Ye Fan, Sun Xiao Jao e Liu Xuan mostravam o que era artisticidade e precisão nesse aparelho, algo que a escola chinesa foi perdendo com o passar do tempo. Qi tem uma linha linda, combinando precisão, beleza, elementos e sequências de boa dificuldade. Nas assimétricas, apesar de não ser uma especialista, executa bem a sequência de trocos “obrigatórios” chineses, podendo contribuir muito com a equipe. No solo segue a mesma linha de raciocínio das assimétricas: boa série, boa linha, boa execução e boa ajuda para a equipe. Uma curiosidade: em 2017 apresentou uma coreografia com inspiração em hip-hop, algo um pouco inusitado para uma chinesa. Finalizando seu individual geral, já apresentou um yurchenko com dupla bem segura no salto, se mostrando como uma forte adição à seleção chinesa em 2018.;







    Du Siyu

    Especialista nas barras assimétricas, Du Siyu é a atual vice-campeã nacional do aparelho, perdendo apenas para a atual bi-campeã mundial Fan Yillin. Possuindo satisfatórios 6.2 nas nesse aparelho, a chinesa apresenta uma original sequência de maloney + giro gigante com 1/1 pirueta + tkachev afastado + gienger, sequência que bonifica em 0.4 décimos para sua nota de dificuldade. Possui grandes margens para evolução nesse aparelho, onde já apresenta uma série a nível de finalista e medalhista mundial. Além das assimétricas também é uma boa "all-arounder": no salto, apresenta um bom yurchenko com dupla pirueta e tem uma série de trave de valor 5.9 no código atual e que pode chegar a 6.3 de acordo com as novas sequências que vem treinando. Por último, seu solo também é bem trabalhado, com 5.4 de nota de dificuldade e apresentando boas execuções em suas acrobacias: apresenta uma dupla pirueta e meia + pirueta estendida de primeira passagem, além da sequência padrão das chinesas, uma tripla pirueta + mortal para frente, ambas valendo 0.2 de bônus contribuintes para a nota de dificuldade.





    Yu Linmin

    Yu é realmente boa no salto. Ao contrário de algumas chinesas saltadoras que apareceram no ciclo passado e tinha técnicas duvidosas, Yu não deixa margem de dúvidas sobre a validação de seus saltos. Possui um yurchenko com dupla pirueta e um cheng, sendo que o yurchenko tem boa execução (a ginasta já treina amanar) e o cheng, apesar de já conseguir executar em competições, ainda pode melhorar a potência. Por esse aparelho ser atualmente o ponto fraco da China, é provável que, na luta pela conquista da vaga olímpica já esse ano, optem por incluí-la na equipe que competirá em Doha. Caso contrário, sua participação no Mundial seria dispensável, já que tem barras e solo muito fracos, e uma trave que apenas ajudaria a equipe em último caso. Um caminho alternativo seria leva-la às Copas do Mundo e tentar uma vaga olímpica de especialista para os Jogos de Tóquio.



    Texto de Cedrick Willian e Lucas Victor.

    Foto: Divulgação
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