• Resumo do fim de semana - DTB Cup, Copa de Stuttgart e Baku


    No mesmo fim de semana, acompanhar três campeonatos - um individual geral, um por equipes e um por aparelhos - é uma tarefa difícil. Segue então um resumo e as melhores séries de cada competição, que contou com a participação do Brasil e de várias potências.

    DTB Cup


    O Brasil brilhou na competição masculina, se classificando em terceiro e terminando a final com a prata. Contaram com apenas uma queda no salto do ginasta Luis Porto, um ginasta novo que está num caminho de progresso muito bom. Francisco Barreto continua sólido na equipe e surge um novo (ou antigo) Arthur Zanetti, que se mostra impecável também no solo e salto. Péricles Silva está se afastando da inconsistência, algo essencial para sua participação na equipe. Dessa vez acertou mais suas séries, passando segurança para equipe e treinadores, além de si mesmo. Lucas Bittencourt não competiu bem e nem participou da final; é nítido que o ginasta precisa encontrar o caminho de volta à velha forma. O ginasta acabou de trocar de clube, está treinando no Minas Tênis, e o clube não tem um histórico bom no sentido de dar continuidade no rendimento dos ótimos atletas que contratam.









    A DTB Cup foi vencida pelos russos, mesmo com quedas na barra fixa e paralela. Artur Dalaloyan competiu em todos os aparelhos, exceto cavalo com alças, e está ficando com um individual geral cada vez melhor. A equipe do Japão, que havia se classificado em primeiro, acabou na terceira posição, somando várias quedas.



    No feminino, a equipe russa passou vergonha. Contando com grandes ginastas, inclusive a volta de Viktoria Komova, mostraram séries boas mas pessimamente executadas. Uma inconsistência sem limites, salvas apenas pelas boas performances de Liliya Akhaimova no salto e solo. Nem se classificaram para a final, ficando atrás da equipe da Suíça. A competição foi vencida pela Bélgica, com a Suíça terminando em segundo e Japão em terceiro. As estrelas da competição foram: Nina Derwael, com a maior nota final da competição ( 15,033 nas barras); Giulia Steingruber, com a maior nota de solo e trave (13,433 e 12,900); Hitomi Hatakeda, construindo um ótimo individual geral.





    Resultados: masculino e feminino.

    Copa AA de Stuttgart

    A surpresa do dia ficou por conta da chinesa Zhang Jin, que foi a campeã da competição feminina. Zhang tem um ótimo salto (tsukahara com dupla pirueta) e todo o restante de seus aparelhos são bons, exceto as assimétricas, onde tem uma série fraca - apesar de limpa - para uma chinesa.  Elizabeth Seitz fez as honras da casa e com séries limpas e uma barra fortíssima acabou com a prata. Era esperado um confronto mais próximo entre a americana Jordan Chiles e a russa Angelina Melnikova, que erraram bastante (principalmente Melnikova) e terminaram em terceiro e quarto lugar respectivamente. Destaque para série de solo de Chiles, salto de Chiles e Melnikova, assimétricas de Seitz e trave de Jin. Destaque também para a evolução da japonesa Nagi Kajita.









    No masculino, David Belyavskiy tinha uma certa vantagem dos demais concorrentes, e finalizou a competição com o ouro. Apresentou ótima série de cavalo com alças e mostrou muita consistência nas outras séries, com destaque para a barra fixa, pior aparelho da Rússia; o ginasta conseguiu dar conta do recado e finalizar com 14.400 nesse aparelho. O confronto pela prata e bronze foi acirrado e interessante entre o japonês Yusuke Tanaka e o americano Akash Modi, que acabou levando a melhor. Ponto a ponto, a competição foi disputadíssima e, mesmo com o erro de Tanaka no cavalo com alças, Akash teve que acertar todas as séries para finalizar com a prata.



    Resultados: masculino e feminino.

    Copa do Mundo de Baku

    O Japão dominou a competição masculina, conquistando o ouro no solo e nas barras paralelas além de um bronze no cavalo com alças. A série do japonês Takaaki Sugino no cavalo com alças merece destaque, apesar do descontrole na saída: sua rotina conta com tripla russa em transporte e também em uma alça! O chinês Weng Hao acertou sua ótima série e foi o campeão nesse aparelho. O segundo país de destaque foi a Bielorrússia, que terminou a competição com o ouro no salto e prata nas barras paralelas e fixa. Andrey Likhovitskiy, responsável pelas duas pratas, foi limpíssimo, e esse é o seu ponto forte, principalmente na paralela, onde conseguiu uma nota final bem alta dada à boa execução. Eleftherios Petrounias continua imbatível nas argolas, conquistando merecidamente altíssimos 15,333 (classificou com 15,400) para a conquista do ouro. O holandês Bart Deurloo fechou a competição com 14.700 na barra fixa, levando o ouro e mostrando grande potencial de final e medalha no Mundial de Doha.









    As chinesas Lyu Jiaqi e Luo Huan levaram ouro e prata nas assimétricas e na trave. As performances nas assimétricas foram muito boas, mas na trave deixaram extremamente a desejar, sendo que Luo foi ouro na trave com uma saída de mortal estendido de costas. Oksana Chusovitina foi campeã de salto com os saltos que frequentemente realiza "fora de temporada": reversão com pirueta estendida e tsukahara com pirueta e meia. Também foi bronze na trave, com uma série bem cravada e mais interessante até que a das chinesas. O solo foi vencido pela croata Ana Derek, que optou por jogar com a parte artística e limpeza dos elementos que, merecidamente, renderam uma nota final de 13,533, suficientes para um lugar na final de solo do Mundial de 2017.









    Resultados completos.

    Post de Cedrick Willian
    Foto: Minas Panagiotakis / Getty Images North America
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    Um comentário:

    1. Como é bom ver um trabalho, bem feito, ''gestado'' com muita paciência, perseverança, humildade e união, dar resultados tão duradouros como o da seleção masculina. Desejo muito que os meninos se consolidem ainda mais nessa nova fase. Quem sabe pinta um pódium na final em Doha? Isso consagraria todo este sonho.

      Quanto a seleção feminina, vamos ver como ela vai reagir em Jesolo, no mês que vem. Uma vez que o público em geral tem pouquíssimas informações do camp que foi realizado no Rio.
      Sobre a etapa de Baju, me chamou muito a atenção da qualidade do primeiro salto da Nekrasova, que tirou 14.600. Basta ela dificultar o segundo salto pra figurar como uma forte candidata pra final nesse aparelho em Doha

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