• Sonhando novos sonhos


    A seleção masculina do Brasil acaba de competir na final por equipes em Doha. Em alguns momentos melhores que nas classificatórias, a equipe conquista um bom resultado nesse Mundial: 7ª posição com 243,994. Mas será que eles realmente poderiam ter terminado entre as cinco primeiras equipes aqui hoje?

    Ontem fui criticado por isso, por usar muito "se". Tudo bem, estar aberto à críticas faz todos crescerem. Entretanto, se estamos trabalhando com hipóteses, o uso do "se" é necessário. E nas hipóteses do Brasil não estou falando de adição de novos elementos nem de um Nory mais bem recuperado: estou levando em consideração apenas a ginástica que eles apresentaram aqui. Sem tirar nem pôr.

    E realmente era possível uma colocação ainda melhor nessa final por equipes. Com o somatório das melhores notas da equipe em cada aparelho (nem estou contando as melhores notas individuais de cada um), o Brasil poderia ter fechado essa final em 4° lugar.

    Solo - C: 40,765 / F: 41,932
    Cavalo com alças - C: 36,966 / F: 35,899
    Argolas - C: 42,299 /  F: 42,899
    Salto - C: 43,333 / F: 42,057
    Paralela - C: 42,332 / F: 39,674
    Barra fixa - C: 41,266 / F: 41,533

    *C = classificatória / F = final


    O total das melhores notas do Brasil nesse Mundial seria 248,995. Ficaria à frente da Grã-Bretanha, que conseguiu 248,628. Apurando ainda mais o trabalho técnico no cavalo com alças, assim como foi feito nas argolas, a média do Brasil nesse aparelho pode ser melhor, algo em torno de 13,500. Dessa forma, os resultados e a competitividade com os que ainda estão à nossa frente seriam melhores.

    A equipe também precisa estar melhor preparada para competir essa final: classificar já é uma realidade. Essa é a quarta final consecutiva que o Brasil entra (2014, 2015, 2016 e agora 2018) e compete com erros. Temos que sair do Brasil já tendo em mente que a equipe vai estar na final, e que ela pode e deve ser competida da melhor forma possível. Em Glasgow houve erros, no Rio também e agora mais uma vez. Não precisa ser assim.

    Anos atrás sonhávamos em bater França, Itália, Espanha, Alemanha e Ucrânia. Sonhávamos em classificar uma equipe completa para os Jogos Olímpicos. Desde 2015 o sonho se tornou realidade e o hoje somos uma das oito melhores equipes do mundo. O próximo passo é começar a sonhar novos sonhos.

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Aberlardo Mendes Jr / rededoesporte.gov.br
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