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Sem quedas, equipe masculina faz a melhor competição de todos os tempos


A equipe masculina do Brasil fez sua melhor competição de todos os tempos. Para quem achava que a final por equipes seria de difícil classificação, todos os ginastas se mostraram muito seguros e competiram de forma excelente. Não havia como fazer melhor que isso: competiram apenas com 3 ginastas no cavalo com alças, paralelas e barra fixa, sendo que todos os ginastas acertaram suas séries. Sem nenhuma queda e com o melhor set de cavalo com alças já apresentado, a final por equipes parece ser a mais segura de se conseguir nesse momento.

Argolas
Esse foi um aparelho complicado, a equipe não passou muito bem nas argolas. Talvez por ter sido a primeira rotação e a primeira equipe entre todos os 98 participantes. Francisco Barreto foi o que melhor se apresentou, levando em consideração o que podia fazer. Arthur Zanetti, com alguns balanços acentuados que não costumam acontecer e com nota de partida 6,7, terminou com 15, e tem que esperar pela performance de tantos outros competidores para conferir a classificação para a final.

Salto

Diego abriu esse aparelho muito bem, praticamente cravando um tsukahara com dupla e meia, sem um segundo salto para tentar uma final. Francisco também saltou, algo que não era esperado, com um tsukahara com dupla. Nory foi o terceiro e veio com um yurchenko com dupla e meia praticamente cravado; chegou muito em pé e sobrando com uma postura perfeita, conseguindo 15,100. Sasaki fechou o aparelho com dois saltos: um dragulescu altíssimo e um  tsukahara com duplo carpado. Teve problemas no segundo salto: pisou fora da linha e teve dedução de 0,3. Mesmo assim, conseguiu média acima de 15 e pode conseguir um lugar na final, quando terá a oportunidade de apresentar seus saltos mais difíceis e lutar por uma medalha.

Paralela

O Brasil tinha uma missão difícil nesse aparelho: precisavam acertar três das três séries disponíveis. Deram o recado e quase conseguiram uma média de 15: todas as notas foram entre 14,900 e 15 pontos! Infelizmente Sasaki desequilibrou um tanto considerável e perdeu uma oitava à parada de mãos no começo da série. Poderia ter pontuado acima de 15 pontos tranquilamente e talvez garantido uma final aqui. Entretanto, para o individual geral, os 14,933 conseguidos por ele continuam uma excelente nota.

Barra fixa

Continuando a missão de competir apenas com três ginastas, o Brasil fez novamente um belo trabalho. Dessa vez, a estrela da barra fixa foi Francisco Barreto, que cravou sua série completa e conseguiu 15,266, um décimo atrás apenas do holandês Epke Zonderland. Sasaki não apresentou sua série mais difícil e Arthur Nory perdeu o adler com pirueta, indo contra a dinâmica da série; mesmo assim, pontuaram muito bem para a equipe.

Solo


Francisco passou uma série simples de solo, só para garantir uma nota para equipe caso precise. Sasaki surpreendeu demais e passou uma série toda cravada e com passagens extremamente seguras. Impressionante competir assim no aparelho que mais exige de sua articulação lesionada. Nory, muito limpo e todo cravado, conseguiu 15,200. Diego teve apenas alguns probleminhas nas chegadas da tripla e na dupla de frente, conseguindo 15,500.

Cavalo com alças

Nory abriu o cavalo e terminou sua competição sem quedas e apenas com um erro de afastamento de pernas na saída de tripla russa. Francisco cravou sua série e também terminou sua competição de forma brilhante.  Sasaki finalizou com a maior nota da equipe nesse aparelho, 14,833. Esse foi, sem dúvidas, o melhor set do Brasil no cavalo com alças. Nunca o Brasil conseguiu passar séries tão boas e de forma tão consistente. Demonstraram muita superação e evolução técnica.

Chances de finais

Equipes - Até o momento o Brasil está em segundo lugar, pouco mais de um ponto à frente do Japão.
Individual geral - Sérgio Sasaki e Arthur Nory
Salto - Sérgio Sasaki - 15,016
Argolas - Arthur Zanetti - 15,533
Solo - Diego Hypólito - 15,500
Barra fixa - Francisco Barreto - 15,266

A missão do Brasil de tentar se classificar para o maior número de finais foi cumprida. Essa já foi uma competição incrível e todos tem muito do que se orgulhar.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Quais as chances da seleção masculina do Brasil no Rio?


O  Brasil chega aos Jogos do Rio pela primeira vez com uma equipe completa. Com uma curva crescente nas participações e resultados em competições internacionais desde o começo dos anos 2000, esse é o ápice do Brasil no momento.

Cheia de ótimos talentos, a escolha da equipe titular foi uma tarefa complicada. Priorizou-se as maiores chances de medalhas, já que a equipe, apesar de muito boa, ainda não figura entre as favoritas aos três primeiros lugares. Confira agora quais as chances do Brasil nos Jogos do Rio. Entre as chances reais e hipóteses de medalhas, uma coisa é certa: essa já é a melhor participação do Brasil numa edição dos Jogos Olímpicos.

CHANCES REAIS

Arthur Zanetti

Falando sobre medalhas, Zanetti continua sendo a maior chance da ginástica, incluindo a feminina. Acertando bem sua série de argolas, tanto na classificatória como na final, é praticamente certo que finalize a competição no pódio olímpico.



Sérgio Sasaki

Sasaki é o segundo ginasta com maiores chances de medalha nos Jogos. Conseguiu evoluir muito no salto, mesmo depois de muito tempo parado por conta da lesão. Atualmente apresenta um tsukahara com duplo mortal carpado e uma reversão com duplo mortal carpado com meia volta. Em um amistoso contra a Suíça recentemente, acertou os dois saltos de forma brilhante e teve a melhor nota. Com os saltos apresentados, Sasaki pode ser finalista e medalhista nesse aparelho.



Ainda tem boas séries na paralela e na barra fixa, com notas que pode colocá-lo entre os 15 melhores no ranking desses aparelhos. Suas notas contribuem para um ótimo individual geral: Sasaki voltou muito bem e, com certeza, será finalista individual geral nos Jogos Olímpicos.

Arthur Nory

Nory foi o melhor ginasta em ação no último Mundial, muito consistente e pontuando bem para a equipe na classificatória e final por equipes. Além disso, se classificou para a final de barra fixa, onde terminou em 4º, e para a final do individual geral, onde terminou em 12º, seus melhores resultados em Mundiais até hoje.

Os resultados pesaram muito na escolha de Nory para a equipe olímpica, além, é claro, das avaliações feitas no CT. O ginasta chega aos Jogos do Rio como um ótimo contribuinte para equipe e com chances de ser, novamente, finalista individual geral, fazendo dessa final um resultado excelente para sua primeira participação olímpica.



Francisco Barreto

Francisco lutou até o fim e merecidamente conseguiu a vaga olímpica. Mostrou bons upgrades nos seus melhores aparelhos e, durante o ciclo, conseguiu apresentar notas competitivas, tanto nas avaliações internas como em campeonatos internacionais.

No ano passado, sua classificação para a final de barra fixa no Mundial não veio por conta de duas quedas. A série tinha um valor de dificuldade muito bom e a execução dele é sempre boa. Nos Jogos do Rio, com os erros fixados, tem chances reais de finalizar sua participação entre os 15 melhores nesse aparelho, além de ajudar bem a equipe na paralela e no cavalo com alças.



Diego Hypólito

A participação mais comentada nessa edição dos Jogos Olímpicos. Mesmo depois de duas participações e duas quedas olímpicas, Diego ainda pode conseguir um bom resultado? As chances reais de Diego no Rio é de finalizar entre os 15 primeiros colocados. Apesar de não ser mais um grande favorito aos pódios internacionais, ainda contribui bem para a equipe no solo e salto. Provavelmente será a maior nota do Brasil no solo e ajudará a equipe no salto.



O QUE PODE ACONTECER

Antes de ler essa parte do texto, é importante ressaltar que todas as ideias aqui relacionadas aos nossos ginastas se tratam apenas de hipóteses. Excluindo Simone Biles e Kohei Uchimura, a ginástica é igualitária e feita de erros e acertos para o restante dos competidores!

Arthur Zanetti

Numa competição acirrada contra o grego Eleftherios Petrounias, Zanetti pode tirar a melhor e conseguir o ouro olímpico, se tornando bicampeão olímpico e conseguindo mais um feito inédito para o Brasil. Desde 1972, quando o japonês Akinori Nakayama foi campeão olímpico de argolas pela segunda vez, o fato não acontece. Zanetti seria o terceiro ginasta na história a conseguir o feito.

Sérgio Sasaki

Sasaki pode terminar novamente entre os 10 primeiros ginastas no individual geral repetindo o ranking conquistado em Londres. A colocação pode, inclusive, melhorar, mas tudo vai depender de sua consistência na competição. É difícil voltar de uma lesão séria como a dele acertando todas as séries, todos os dias, de uma competição tão importante como essa, mas as chances existem. Ainda pode beliscar uma final de paralela e barra fixa. Um pouco de otimismo aqui, por que não?

Arthur Nory

Além da final individual geral, existe a possibilidade de uma nova final de barra fixa. O ginasta está trabalhando em uma série mais difícil e sua apresentação é uma das mais limpas do mundo. O ponto forte da série de Nory é que seus exercícios são mais seguros e bem menos arriscados do que dos outros "tops" nesse aparelho, que podem errar e nem entrar para a final.

Francisco Barreto

Com as melhores apresentações de sua vida - bom ritmo, fluência nas séries, zero desequilíbrios e saída cravada -, Francisco pode conseguir finais de barra fixa e paralela. O ginasta já mostrou que pode ser impecável: confira o vídeo abaixo onde ele apresenta 8,900 de execução em sua série de paralela na Copa do Mundo de São Paulo no ano passado. Aumentando a nota D e guardando essa execução, a nota final é de finalista.



Diego Hypólito

A segunda final de solo de Diego Hypólito pode acontecer em sua terceira participação olímpica. Claro que Diego tem mais chances de conquistar uma final do que conquistar uma medalha, mas estar entre os finalistas o coloca como um concorrente ao pódio. Precisa, como nunca, exorcizar os demônios da queda e fazer a melhore série da vida. Fizemos uma análise da escolha e participação de Diego no Rio algumas semanas atrás, confira clicando aqui.

Equipe

A equipe tem chances de classificar para a final por equipes, figurando um resultado incrível e inédito. Talvez essa seja a competição mais difícil do Brasil nos Jogos, principalmente porque, declarado pela comissão técnica, essa não é a prioridade da delegação da ginástica nos Jogos Olímpicos.

Por isso, os atletas especialistas deverão competir apenas nos aparelhos onde são melhores. Isso coloca a equipe, nas classificatórias, competindo com apenas 3 ginastas em todos os aparelhos, ou seja: ninguém pode errar.

A equipe ficaria assim: Sasaki e Nory competindo em todos os aparelhos; Diego sendo o terceiro ginasta no solo e salto; Francisco sendo o terceiro ginasta no cavalo com alças, barras paralelas e barra fixa; Zanetti sendo o terceiro ginasta nas argolas. Se todos acertarem tudo, teremos 3 ótimas notas em todos os aparelhos e a figuração da equipe será repetida na final.

Se Francisco resolver competir no individual geral, a equipe teria um quarto ginasta no solo, salto e argolas, deixando os riscos de erros para o cavalo com alças, paralela e barra fixa. Mesmo sem um terceiro all arounder, a equipe continua muito boa, mas a necessidade de acertar é 100%.

Quais as chances da seleção masculina do Brasil no Rio? Deixe sua opinião nos comentários!

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação

Sobre a acusação de abuso sexual contra técnico da seleção


Caiu na mão da imprensa a notícia de que Fernando de Carvalho Lopes, treinador da seleção masculina e do Clube MESC, está sendo acusado de abuso sexual. Um procedimento está instalado no Ministério Público do Estado de São Paulo contra o treinador em segredo de Justiça. A acusação foi feita por pais de um ginasta menor de idade que até recentemente treinava com Fernando.

O treinador está afastado do clube que treina, da Confederação Brasileira de Ginástica e dos treinos da seleção. É bem provável que ele não esteja em ação nos Jogos Olímpicos que começa em menos de um mês; mais precisamente, a ginástica artística masculina começa sua participação com o treinamento de pódio no dia 04 de agosto.

O Gym Blog Brazil recebeu algumas mensagens, até de contatos fora do país, questionando sobre o caso e resolvemos nos posicionar a respeito.

1) O que sabemos sobre o caso é exatamente o que foi lançado na imprensa. O caso corre em sigilo, então as informações são restritas.

2) Uma acusação é diferente de uma condenação: tome cuidado ao conversar ou divulgar o ocorrido.

3) Até que a acusação seja confirmada através de provas, Fernando, apesar de estar sob investigação, continua inocente.

4) A postura da Confederação Brasileira de Ginástica foi correta e protege a todos, inclusive o treinador que poderia ter sua imagem relacionada de forma negativa num evento esportivo tão grande.

O mais estranho de tudo foi o caso estourar no período final que antecede os Jogos Olímpicos. Se a acusação não for comprovada, ou pior, se for falsa, o treinador terá sido severamente prejudicado, tanto pessoalmente como profissionalmente. Por outro lado, um caso comprovado de abuso sexual de menores é algo muito grave e de uma monstruosidade sem tamanho.

Não queremos tomar partido de nenhum lado nem nos apegar numa investigação que ainda não foi finalizada. Prezamos pelo bem da ginástica do Brasil desde sempre e esperamos que o caso se resolva com rapidez. Se no final houver algum culpado, seja de uma falsa acusação ou de um abuso sexual, que este seja realmente punido.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação

Dividindo opiniões, Diego vai competir no Rio



Foram anunciados pela Confederação Brasileira de Ginástica os nomes dos ginastas que vão compor a seleção olímpica nos Jogos do Rio. Enquanto era do senso comum que as ginastas selecionadas para a equipe feminina realmente deveriam ser as indicadas, a equipe masculina ainda dividia opiniões. A questão era simples: Diego Hypólito ainda tem chances de medalha? Sua série ainda é competitiva? Mas outra questão maior pairava entre os fãs de ginástica: colocar Diego na equipe prejudica as chances da equipe se classificar para a final? Agora a questão ficou complicada. Vamos por partes!

A divisão de opiniões sobre a participação de Diego era maior por conta da equipe, mesmo a comissão técnica deixando bem claro que o foco do Brasil no Rio é conquistar o maior número de medalhas. Entenda: com Diego nos Jogos, as chances do Brasil se classificar para a final por equipes realmente diminuem; sem Diego, que possui um histórico de duas quedas olímpicas, uma equipe que se classificasse para a final renderia mais 18 apresentações para o Brasil além das 24 apresentações nas classificatórias. O medo é que, com Diego, o Brasil perca suas 18 possíveis apresentações e ele nem se classifique para a final. O risco de perder apresentações do Brasil realmente é menor, mas as chances de medalhas aumentam ou diminuem?

A seleção masculina que o Brasil possui hoje é a melhor de todos os tempos, mas as chances de medalha numa final por equipes são muito pequenas, e ainda menores que as chances de Diego Hypólito conquistar uma medalha numa final de solo. Cortar Diego dos Jogos Olímpicos justificando que ele não possui chances de medalhas é algo injusto, porque, mesmo depois de tantos anos e depois de duas quedas olímpicas (é bom frisar isso novamente), Diego não é mais um favorito à medalha, mas continua entre os melhores do mundo. Se Diego estiver na final, tudo pode acontecer.

Muitos acreditam e citam alguns ginastas melhores e com mais chances de medalhas que Diego, com potencial de nota acima de 15,600: os japoneses Kenzo Shirai – claro –, Kohei Uchimura e até Ryohei Kato; o russo Dennis Ablyazin; o britânico Max Whitlock e algum outro britânico; os americanos; algum chinês que poderia surpreender. Mas vamos aos resultados das competições: no último Campeonato Mundial, Max Whitlock conquistou a prata com 15,566 e o espanhol Rayderley Zapata conquistou o bronze com 15,200; no mesmo Mundial, Diego conseguiu 15,250 na final por equipes, nota que teria dado o bronze para ele na final. No Campeonato Europeu, Dennis Ablyazin nem se classificou para a final, que teve como campeão outro russo nunca citado, Nikita Nagornyy, que conquistou o ouro com 15,566. No Campeonato Americano, Jake Dalton foi ouro com inflados 15,525 e 15,825, maior nota de solo da competição.

Desde o princípio, a comissão técnica masculina já tinha deixado bem claro que a escolha da equipe seria em torno das maiores chances de medalhas e uma medalha por equipes é, de longe, mais difícil que uma medalha para Diego no solo. Não é surpresa alguma que Diego esteja entre os selecionados. Em 2014 e 2015, quando foi cortado da seleção que competiria o Mundial, alegaram que o foco era a equipe; portanto, a decisão de cortar Diego foi correta. Para uma final por equipes temos notas que cobrem os melhores aparelhos de Diego enquanto o contrário não acontece. Mas, como o foco é medalhas, mesmo que Diego ainda não seja o favorito como sempre foi durante muitos anos, ainda há uma chance que ele consiga. Pequena? Sim, mas existe.

Mesmo com Diego na equipe ainda é possível que o Brasil se classifique para a final. Seria lindo e emocionante ver uma equipe completa numa final olímpica, tanto quanto seria ver Diego se classificando e, quem sabe, medalhando na final de solo. Fica uma torcida bem grande para que Diego saia satisfeito dessa competição e exorcize de vez esse fantasma da queda. E, se uma medalha vier, que seja motivo de muita comemoração! No Brasil, como tudo é inverso, mais medalhas significa mais investimento e apoio. E assim, quem sabe, o esporte continue evoluindo e não caia no esquecimento depois dos Jogos terminarem.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Começaram hoje as avaliações para decisão da equipe olímpica masculina


A seleção masculina do Brasil se classificou, pela primeira vez na história, com uma equipe completa para os Jogos Olímpicos. Se o trabalho de classificação foi difícil, o caminho para a escolha da equipe olímpica também não será fácil: escolher seis entre doze ginastas muito talentosos será uma das decisões mais difíceis do ano.

A primeira de uma série de avaliações está acontecendo agora, desde às 14h, no CT do Rio. Estão presentes: Diego Hypólito, Arthur Nory, Arthur Zanetti, Sérgio Sasaki, Caio Souza, Francisco Barreto, Petrix Barbosa, Péricles Silva, Ângelo Assumpção, Fellipe Arakawa, Lucas Bittencourt e Henrique Medina.

A equipe olímpica atualmente é composta por 5 ginastas - que na classificatória competem no sistema 5,4,3 - e um reserva. A ideia é que até o final de junho a equipe seja definida levando em conta os seguintes critérios:

- Para especialistas de solo, a média de notas tem que próxima de 15,750.
- Para especialistas de argolas, a média de notas tem que ser próxima de 15,800.
- Para ginastas individual geral, a média de notas tem que ser próxima dos 90 pontos.
- A equipe pode ter 1 especialista e 4 "all-arounders" ou 2 especialistas e 3 "all-arounders", isso só será decidido após todas avaliações.
- Ao término das avaliações as duas piores notas serão cortadas e será feita a média das melhores notas.

Após a avaliação de hoje, outras três avaliações estão agendadas - 14/05 e 16 e 18/06 - e duas Copas do Mundo - São Paulo e Anadia. As notas conquistadas nas Copas que já foram competidas esse ano também serão levadas em consideração.

Os principais especialistas e com grandes resultados atuais são: Diego Hypólito no solo, Arthur Zanetti nas argolas e Arthur Nory na barra fixa. Os principais ginastas no individual geral são: Arthur Nory, Sérgio Sasaki e Caio Souza. Francisco Barreto não é um ginasta de grande destaque no individual geral mas possui séries difíceis e bons resultados na paralela e barra fixa.

Claro que as avaliações estão sendo feitas para decidir o mais justo para todos. Entretanto, a equipe provavelmente será definida em torno desses seis atletas. Confira um post foi feito aqui no blog meses atrás e saiba a nossa opinião sobre a definição da equipe olímpica.

Post de Cedrick Willian

Fonte: ESPN
Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Copa do Mundo de Ginástica - Etapa de Cottbus


Final de semana de ginástica para o Brasil: a seleção masculina, a mesma que competiu em Doha, estará presente em Cottbus, na Alemanha, para mais uma edição da Copa do Mundo. Mais uma avaliação para a equipe masculina! Novamente os ginastas terão uma oportunidade de consertar os erros ou repetir os bons resultados conquistados em Doha. Confira as informações.

Data

31/03 a 03/04

Site da competição

http://www.turnier-der-meister.de/

Lista de participantes do Brasil

Ângelo Assumpção - solo, salto, paralela e barra fixa
Diego Hypólito - solo e salto
Fellipe Arakawa - cavalo com alças, argolas, paralela e barra fixa
Henrique Medina - cavalo com alças e argolas

Lista de participantes completa

http://www.turnier-der-meister.de/nationen/home.php

Programação

31/03 - classificatórias
01/04 - classificatórias
02/04 - 1º dia de finais
03/04 - 2º dia de finais

Live results

http://cottbus-2016.dtb-liveticker.de/

Transmissão

Sábado e domingo das 09 às 12h, no canal SporTV 3 e também no link http://sportdeutschland.tv/turnen/40-turnier-meister-cottbus

Post de Cedrick Willian

Excelentes finais em Doha! - Resultados completos


Terminou hoje a Copa do Mundo de Ginástica Artística, etapa de Doha, e os pontos altos da competição continuaram sendo os mesmo da competição classificatória. Essa foi uma excelente etapa de Copa do Mundo, e o Brasil manteve os bons resultados do primeiro dia de competição assim como os outros favoritos à medalhas.

Analisando e levando em consideração a competição que o Brasil fez no Qatar, é bem provável que, no masculino, apenas Diego Hypólito continue na briga pela vaga olímpica. Ângelo Assunpção, que tem os mesmos pontos fortes de Diego, não mostrou consistência. Henrique Medina precisaria de mais nota que 15,325 para uma medalha no Rio; talvez, com essa nota, nem entraria para a final. Fellipe Arakawa, apesar de ter conquistado uma vaga na final de barra fixa, precisaria acertar o cavalo com alças para seguir buscando seu lugar ao sol.

Já no feminino, Rebeca Andrade marcou seu lugar definitivamente, ainda mais tendo a melhor série de barras assimétricas da equipe. Entretanto, o destaque ficou por conta de Thauany Lee: a ginasta acertou a série de trave com mais de 14 pontos nos dois dias de competição e saiu com a prata da final. Competiu nas assimétricas e, mesmo sem entrar para a final, tem boa série nesse aparelho; Thauany ainda pode tirar dos treinos um yurchenko com dupla pirueta no salto, colocando seu nome forte para uma vaga no Evento Teste.

Catalina Ponor está muito bem e, como era de se esperar, continua elegante e firme em seu melhor aparelho. É certo que também conseguirá boas pontuações no salto e no solo, ajudando a equipe que não foi tão bem nessa competição. A Romênia precisará de mais do que demonstrou esse fim de semana para assegurar uma vaga nos Jogos Olímpicos, principalmente nas barras assimétricas. A situação está realmente muito complicada e não dá para afirmar que a Romênia estará com uma equipe completa nas Olimpíadas.

O cubano Manrique Larduet esteve excelente em todas as finais que participou pontuando notas altíssimas na paralela e argolas. Mantendo uma média acima de 15,200 no demais aparelhos, se firma como um forte candidato ao ouro individual geral nos Jogos Olímpicos, numa final que tem Kohei Uchimura sempre como favorito. Os armênios também foram muito bem, conseguiram notas muito altas e acima de 15 nas argolas, salto e cavalo com alças, mostrando que uma equipe forte pode aparecer nos mundiais daqui a alguns anos.

Zsofia Kovacs é, sem dúvidas, uma das "turning seniors" mais importantes do ano, e mostrou que pode recolocar a Hungria entre os melhores países do Mundo numa competição ainda mais importante que uma etapa de Copa do Mundo.

A próxima etapa da Copa do Mundo acontecerá no fim de semana que vem em Cottbus, última participação do Brasil - que vai apenas no masculino - antes do Evento Teste. Ao que tudo indica, o Evento Teste será uma competição muito mais interessante do que foi em sua primeira edição em Londres.

Confira os resultados completos!

Masculino: solo, cavalo com alças, argolas, salto, paralela e barra fixa.
Feminino: salto, barras assimétricas, trave e solo.

O melhor das classificatórias em Doha!


Além das classificações do Brasil para as finais em Doha, muita coisa interessante aconteceu nessa tradicional etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística. Confira!

Brasil

Vamos começar falando sobre o Brasil, que mostrou muita coisa legal hoje. Diego Hypólito apresentou uma série de solo com nota de partida 6,8, com grandes chances da nota subir na final. Diego se encontra muito competitivo nesse aparelho e também no salto, onde se classificou em 3º lugar com 14,900. Dessa forma, acaba ficando à frente de Ângelo Assumpção na busca da vaga olímpica, já que praticamente disputam a mesma vaga e Ângelo ainda não conseguiu competir mostrando todo seu potencial e eficiência. Fellipe Arakawa é considerado o melhor atleta de cavalo com alças do país, e apesar de ter se classificado para a final de barra fixa (14,600), o interessante seria que tivesse mostrado mais serviço no cavalo (13,750), se colocando numa briga direta na equipe olímpica como especialista nesse aparelho, que é o único aparelho onde o Brasil apresenta chances praticamente nulas de conseguir uma final. Mesmo assim, conseguiu notas boas nos outros aparelhos (14,100 nas argolas, 14,500 na paralela) e que poderão ser usadas no futuro, já que o foco da equipe atual é medalhas. Henrique Medina surpreendeu e teve a maior nota D da competição nas argolas (6.9), mas acabou conseguindo apenas 14,800 de nota final, provavelmente ocasionada por uma queda. Se cravar a série amanhã, pode ser ouro na final, o que o colocaria mais forte dentro de uma disputa interna para competir os Jogos Olímpicos.

No feminino, Rebeca Andrade mostrou mais uma nota consistente nas barras assimétricas e repetiu o acerto em Jesolo: 14,500 no único aparelho que competiu. Thauany Lee competiu ao lado de Rebeca e não foi bem nesse aparelho, mas na trave conseguiu 14,200 na série que tem nota de partida 6,1, a mais alta entre as competidoras.

Catalina Ponor

Ponor retornou às competições em grande estilo, com boa nota de partida na trave (6.0) e se classificando em primeiro com 14,650. Ponor pode ser a força que a Romênia precisa para assegurar a vaga olímpica no Evento Teste. Uma boa líder que conseguirá segurar as pontas mesmo com a ausência de Larisa Iordache. Ainda sobre a Romênia, Dora Vulcan foi bem consistente em sua primeira competição importante, e mesmo sem grandes experiências competitivas será de suma importância em abril.

Manrique Larduet

Muito consistente, o cubano se classificou para duas finais nos dois aparelhos que competiu: argolas e barras paralelas. Com 15,200 no primeiro e 15,600 no segundo, essa é a nota que ele precisa regularizar nos demais aparelhos para bater de frente com o japonês Kohei Uchimura no individual geral. Hoje, Larduet e o ucraniano Oleg Verniaiev são os que apresentam séries com dificuldades suficientes para possivelmente vencer o japonês, mas entre os dois Larduet se destaca mais devido à sua consistência.

Zsofia Kovacs

Essa ginasta está recolocando a Hungria no topo. Kovacs é estreante na categoria adulta e fez uma excelente competição hoje, e ofuscou a participação de Noemi Makra. Tem grandes chances de ser a representante do seu país nos Jogos Olímpicos. Hoje, se classificou para todas as finais e teve um somatório de finalista no individual geral: 56,900.

Azerbaijão

Mesmo importando grandes ginastas de outros países, o Azerbaijão ainda não conseguiu destaque na ginástica feminina. Entretanto, no masculino a estratégia tem dando certo. Dada as notas conquistadas por Oleg Stepko e Petro Pakhnyuk (conquistaram vagas em todas as finais, exceto argolas e barra fixa), pode ser que uma grande equipe esteja em ascensão.

Suíça

Giulia Steingruber, Stefanie Siegenthaler e Ilaria Kaeslin fizeram uma competição muito consistente e, mesmo com chances remotas, as 3 ginastas compõe a equipe suíça que tem nas mãos a maior chance de classificação olímpica dos últimos tempos. Com notas parecidas e, claro, com destaque para Giulia Steingruber, a equipe virá para o Evento Teste em abril e não vai fazer feio. Depois de hoje não dá para simplesmente descartar a Suíça. Afinal, alguém contava com a Holanda no top 8 em Glasgow? Se a Holanda conseguiu, por que as suíças não conseguiriam?

Jonna Adlerteg

Com uma grande série, dá vontade de ver essa ginasta brilhar, e hoje ela conseguiu: primeira classificada para a final de barras assimétricas com 15.000 pontos! Nota de finalista olímpica... Será Jonna uma pioneira da Suécia em bons resultados nos Jogos Olímpicos? Torcida é o que não falta!

Mingqi Huang

Tem apenas 19 anos o primeiro classificado para a final de salto. Com dois saltos de nota de partida 6.0 e excelente execução, Huang tem grandes chances de ser finalista olímpico. Conseguiu 15,325 hoje e com a ausência do coreano Hak Yang Seon nas Olimpíadas, o ouro no Rio fica meio que "em aberto". Resta saber se  Huang é bom o suficiente para integrar a equipe chinesa que competirá nos Jogos.

Resultados completos

Masculino: solo, cavalo com alças, argolas, salto, paralela e barra fixa.
Feminino: salto, barras assimétricas, trave e solo.

Post de Cedrick Willian

O que a ginástica reserva para 2016? - Equipe masculina do Brasil


Finalmente chegamos ao último post! Nesse, falaremos sobre a equipe masculina do Brasil. O estreante mais promissor do ano, por mais que ainda não tenha chances de integrar a equipe principal, é Lucas Cardoso do Grêmio Náutico União.

Sabe-se que o foco da ginástica masculina nas Olimpíadas é a busca pelo maior número de medalhas. Pensando em especialistas, alguns ginastas consequentemente aparecem com mais chances do que outros de estarem na equipe. Por isso, esse post será um pouco diferente dos outros.

Mesmo sem pensar apenas em equipe, é possível que o Brasil se classifique para uma histórica final, já que os atuais bons "all-arounders" brasileiros tem aparelhos fortes e podem pontuar bem para uma final individual geral e para uma classificatória para as finais por equipes e aparelhos.

Pensando nisso, atualmente a opinião do Gym Blog Brazil é que a equipe masculina que competirá nos Jogos do Rio seja formada pelos atletas Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Sérgio Sasaki, Arthur Nory, Caio Souza e Francisco Barreto.

Nessa condição, um deles será o reserva e isso depende da forma como os cinco serão escolhidos. Ainda daria para priorizar a equipe contando apenas com esses ginastas, sendo que, mesmo assim, o Brasil continuaria com chances de medalhas individuais.

É bem difícil falar de Sasaki atualmente, principalmente porque ele ainda não competiu depois da lesão. Entretanto, o ginasta parece muito focado e, se voltar com as séries de antes, pode brilhar. A análise será feita imaginando que Sasaki volte com as séries que tinha antes da lesão.

Opções de equipe

Opção 1

Sérgio Sasaki
Arthur Nory
Arthur Zanetti
Diego Hypólito
Caio Souza

Nessa formação, Sasaki e Nory fariam o individual geral, sendo que ambos tem chances de se classificarem para essa final. Sasaki ainda tem chances de final no salto e já teve nota e série suficientes para conseguir uma final na barra fixa. Nory, atual 4º melhor do mundo na barra fixa, também tem chances de entrar nessa final. Os dois ginastas pontuariam muito bem na classificatória por equipes.

Caio Souza também faria o individual geral e concorreria a uma vaga nessa final diretamente com Nory e Sasaki. Caio atualmente tem uma série forte no solo e poucas chances de final, mas existentes. Nas classificatórias do Pan, conseguiu 15,450 na paralela, nota que pode aumentar nas Olimpíadas e colocá-lo na final desse aparelho.

Diego competiria em todos os aparelhos exceto argolas, sendo que as chances de final dele se encontram no solo e salto. Diego vem trabalhando muito em cima de sua série de solo; entretanto, no cavalo com alças, paralela e barra fixa ele apareceria apenas para garantir uma nota para a equipe caso os outros errem. Zanetti estaria focado apenas nas argolas, sem se preocupar com mais nenhum aparelho, com grandes chances de final e medalha. Atualmente há rumores de que o ginasta trabalha em uma série de nota D 7.1.

Opção 2

Sérgio Sasaki
Arthur Nory
Arthur Zanetti
Caio Souza
Francisco Barreto

Essa formação seria a que mais valorizaria a equipe, sem perder o foco em medalhas individuais. Escolhendo esses ginastas, as chances de ter um finalista de solo nas Olimpíadas diminuem consideravelmente, já que Diego ficaria como reserva.

Sasaki, Nory e Caio desempenhariam as mesmas funções da opção 1. Zanetti faria salto, solo e argolas enquanto Francisco faria cavalo com alças, paralela e barra fixa. As chances de Francisco conseguir entrar na final de barra fixa existem, mas além de acertar a série teria que desbancar as notas de Nory ou Sasaki. No Mundial esteve com uma série muito difícil nesse aparelho: se não tivesse errado teria entrado na final. Francisco colaboraria muito na paralela e cavalo com alças (talvez seria a melhor nota do Brasil no cavalo) e as chances de uma final por equipes é quase certa. Resta saber se Zanetti tem intenções de competir outros aparelhos além das argolas.

Opção 3

Sérgio Sasaki
Arthur Nory
Arthur Zanetti
Diego Hypólito
Francisco Barreto

Sasaki e Nory desempenhariam as mesmas funções da opção 1. Francisco faria todos os aparelhos, exceto salto e solo. Zanetti faria solo, salto e argolas enquanto Diego faria todos os aparelhos exceto argolas.

Análise

É certo que Zanetti estará na equipe olímpica, já que continua sendo a maior chance e esperança de medalha do Brasil nos Jogos do Rio. Outro nome muito forte, desde o Mundial, é Arthur Nory, que está com série forte na barra fixa e também tem chances de final. Levando em conta que Sasaki estaria como em 2014, é improvável que fique fora da equipe.

Sem Diego na equipe, as chances de uma final de solo são muito pequenas. Mas para Diego competir, vai ter que fazer outros aparelhos. Não dá para livrá-lo do cavalo com alças, paralela e barra fixa numa equipe em que o Zanetti esteja, a não ser que o Brasil arrisque competir apenas com 3 atletas nas classificatórias das barras e cavalo com alças.

Com Francisco na equipe, Zanetti tem que fazer solo e salto. Com Diego na equipe, Zanetti pode focar só nas argolas, mas Diego tem que pensar em outros aparelhos. A escolha vai ser complicada, realmente não vai ser fácil pensar em apenas 5 atletas nas Olimpíadas com essa boa fase que se encontra a ginástica masculina do Brasil.

Resumindo, a opção 2 tem a equipe mais forte e próxima de uma final, mas não tem um finalista de solo e diminui uma chance de medalha sem aumentar outras. A opção 1 tem menos chances de final por equipes, mas inclui a paralela na lista de possíveis finais. A conclusão mais chata é que algum deles, infelizmente, vai ter que ficar de fora.

Sobre Lucas Cardoso

Campeão brasileiro juvenil nos últimos anos, Lucas Cardoso foi o representante do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. Apesar de não ter se classificado para nenhuma final, tinha potencial para estar em algumas, como no solo por exemplo. Com séries forte nesse aparelho (pirueta de frente + duplo mortal; duplo twist carpado) e no salto (tsukahara com dupla pirueta e meia), tem potencial para evoluir nos outros aparelhos, especialmente no cavalo com alças e barra fixa, onde tem séries limpas. Nada como o tempo e a maturação na ginástica, que poderá colocar Lucas como um dos grandes candidatos à equipe principal daqui alguns anos.



Post de Cedrick Willian

Esse é o último texto de 2016 da série " O que a ginástica reserva". Todo fim / começo de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.


Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Exclusiva GBB - Entrevista com o técnico Fernando Carvalho


No fim da competição classificatória do Brasil, o técnico Fernando Carvalho conversou um pouco com a gente e respondeu algumas perguntas sobre a atual seleção.

GBB - Você com certeza esperava um desempenho melhor de Caio Souza, nosso melhor ginasta individual geral nessa competição. Entretanto, ficou atrás de Arthur Nory e Lucas Bittencourt. Se acaso ele conseguir a classificação, a comissão técnica tem intenção de deixá-lo competir?

Fernando - Acredito que não. Tanto Lucas como Caio não estão brigando para ficar entre os melhores. Hoje o merecimento é do Lucas, ele competiu melhor e o Caio falhou. Não é sempre que ele está 100% e hoje foi um dia desses. Estou torcendo pelo objetivo da equipe, que é a melhor coisa que a gente tem.

GBB - Você acha que se o Caio tivesse acertado a paralela ele teria alguma chance de final?

Fernando - Desde Portugal ele está com uma dor muito grande no ombro. Ele teve um estiramento e não está conseguindo treinar bem. Os treinos dele, desde duas semanas atrás, diminuíram. No momento ele não está com "aquela" qualidade de paralela... Somando com a diminuição de volume de treino nessa reta final as coisas ficaram ainda mais difíceis.

GBB - Vendo a competição como foi hoje, com a nota do Pérciles entrando em todos os aparelhos que ele competiu, a decisão de deixar Diego fora foi realmente a mais correta?

Fernando - Depende muito do que acontece na competição. Hoje, a decisão de ter colocado o Péricles foi a mais sábia. O Diego está sendo preparado para os Jogos Olímpicos. Essa foi uma decisão de todos os técnicos em comum acordo, o pico de treinamento do Diego está programado para as Olimpíadas, ele tem chances de medalha. Mas, se você pensar só no solo, hoje a nota dele aqui teria somado quase dois pontos. Cada competição é competição, a equipe fez bem e o que temos que fazer é consertar alguns detalhes.

GBB - Essa nota que eles conseguiram hoje foi quase um ponto mais alta do que a nota conseguida no Mundial passado. Com esse desempenho, na sua opinião é possível uma classificação?

Fernando - Só esperando para saber. Pelo que vi, todas as seleções concorrentes melhoraram, não foi só o Brasil. Perdemos o Sasaki mas toda nossa equipe evoluiu sem ele, que fez muita falta aqui hoje pra gente. Evoluímos assim como todos os outros, ninguém ficou parado no tempo. Os outros também têm chances.

Post de Cedrick Willian

Seleção masculina passa bem no treino de pódio e apresenta Diego como reserva


Hoje foi o treino de pódio da seleção masculina. Assim como a seleção feminina, os ginastas passaram uma boa impressão com as séries que apresentaram. Foram confiantes, acertaram as séries e tudo indica que estão fortes suficiente para conseguir a vaga olímpica.

O reserva foi definido e será Diego Hypólito quem irá assistir a competição pela arquibancada. Apesar de ter tido uma melhora considerável nos outros aparelhos, a opção melhor foi priorizar a equipe e deixá-lo de fora mais uma vez. Diego acertou bem suas séries no cavalo com alças e paralela, e muito bem as séries de solo e salto. É compreensível a decisão em deixar Diego fora da equipe, mas vale lembrar que o ginasta ainda continua com séries muito competitivas em seus melhores aparelhos. Apesar de fora do Mundial, Diego tem grandes chances de entrar na equipe que competirá as Olimpíadas.

Com Diego fora, a equipe muda um pouco a sua configuração e Francisco Barreto fará o individual geral ao lado de Lucas Bittencourt, Arthur Nory e Caio Souza. Zanetti fica no solo, salto e argolas e Péricles Silva no cavalo com alças, paralela e barra fixa. Péricles está com séries realmente boas e pode conseguir ótimas pontuações para a equipe.

O restante da equipe está muito bem e com algumas novidades nas séries. Estão aparentemente muito unidos o que é de extrema importância para um bom resultado por equipe. O Brasil compete valendo a vaga no dia 25, domingo, e a previsão é de muita comemoração nesse dia que poderá ser histórico.


Post de Cedrick Willian

Foto: Ricardo Bufolin

Relação dos aparelhos que a seleção brasileira competirá em São Paulo


Saiu a lista que relaciona qual aparelho cada ginasta da seleção brasileira competirá na Copa do Mundo de Ginástica Artística, etapa de São Paulo. A maioria dos ginastas apresentarão em seus aparelhos de costume e outros competirão da forma hors concours, ou seja, se apresentam sem concorrer a medalhas.

Confira a lista abaixo.

MASCULINO

Diego Hypólito: solo e salto
Ângelo Assumpção: solo e salto
Arthur Zanetti e Henrique Medina; argolas
Francisco Barreto e Petrix Barbosa: cavalo com alças, paralela e barra fixa
Lucas Bittencourt e Caio Souza: hors concours

Os resultados dessa competição já começam a ser interessantes para a formação da equipe masculina para o Mundial esse ano. 40% da equipe será definida de acordo com os resultados de competições e treinamentos. Francisco Barreto e Petrix Barbosa, teoricamente, concorrem à mesma vaga. Ambos podem contribuir muito para a equipe nos 3 aparelhos que competem em São Paulo. Ângelo Assumpção ainda tem muito para crescer nos outros aparelhos, mas já apresenta um bom nível no solo e salto que, dependendo da estabilidade e nível de dificuldade, pode proporcionar uma chance de equipe ao ginasta. O mesmo acontece com Henrique Medina nas argolas.

FEMINIMO

Rebeca Andrade: salto e assimétricas
Flávia Saraiva: assimétricas, trave e solo
Lorrane dos Santos: trave e solo
Letícia Costa; salto
Julie Kim, Mariana Oliveira e Milena Theodoro: hors concours

Rebeca terá mais uma chance de acertar sua prova de assimétricas, além de estrear seu amanar na categoria adulta, um dos melhores saltos da atualidade. Flávia pode vir com novidades na paralela, seu aparelho mais fraco. Ela já apresentou muitos exercícios interessantes em treinamento ainda não vistos numa série completa e em competição. Lorrane, com boas dificuldades nos dois aparelhos que vai competir, tem mais uma chance de acertar os dois. Chances de Letícia finalmente voltar a apresentar seu yurchenko com dupla pirueta no salto, fato que pode colocá-la como uma figura forte na concorrência de composição da equipe para Glasgow.

A competição acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no fim de semana que vem. As classificatórias acontecerão na sexta (01/05), durante todo o dia, e os dois dias de finais acontecerão no sábado e domingo (02 e 03/05). O Gym Blog Brazil estará presente na competição, trazendo todas as informações ao vivo na nossa página do Facebook, inclusive durante os treinamentos e classificatórias.

Post de Cedrick Willian
Foto: Ricardo Bufolin

O que a ginástica reserva para 2015? - Parte 8 - Seleção masculina do Brasil


Última parte da série "O que a ginástica reserva". Seleção masculina do Brasil!

Arthur Zanetti

Campeão olímpico de argolas em 2012, medalha de ouro no Mundial de 2013 e prata em 2011 e 2014, Zanetti coleciona títulos. Mas não pense que Zanetti é um ginasta só de argolas: ele pontua muito bem no solo e no salto, além de ter voltado a trabalhar em sua série de paralelas. Depois de 4 anos de sua primeira medalha em um mundial, ainda continua sendo a maior chance e esperança de medalha para o Brasil. Na última "newsletter" de GAM da Federação Internacional de Ginástica, na parte de Interpretação de Regras das argolas, foram tomadas algumas decisões de efeito imediato quanto às posições do corpo e limpeza dos elementos. Exercícos que vão de uma posição estática à outra e não demostrarem variação suficiente do corpo, não serão validados ou terão descontos de 0.1 ou 0.5. E isso nunca foi problema para Zanetti, campeão também de limpeza e boas execuções, principalmente nos exercícios estáticos.



Sérgio Sasaki

Ainda se recuperando de lesão, Sérgio tem um ano difícil. Logo após conseguir somar 90+ no individual geral no fim do ano passado, chegou para sua última competição com um único objetivo: derrotar Oleg Verniaiev, ucraniano atual adversário do japonês multi-medalhista Kohei Uchimura. E tudo parecia funcionar depois de cravar todas as passadas no solo (inclusve a que o lesionou), seu primeiro aparelho, até terminar a série com uma lesão no joelho. Esquecendo a lesão, Sasaki terminou o ano muitíssimo bem, conseguindo manter a dificuldade e execução de suas séries ótimas até o fim do ano. No salto sobre a mesa, aparelho onde consegue maior nota, já apresentou em treinos um salto mais difícil que atualmente faz: um dragulescu carpado, que atualmente foi nomeado pelo ginasta coreano Ri Se Gwang. Ainda sem competir, mostra uma vontade muito grande em voltar. Pode ser que consiga já competir já no Pan de Toronto, mas sem suas séries completas.



Diego Hypólito

Desde que entrou para a categoria adulta, Diego nunca deixou de ter chances de entrar para as finais de solo e salto em qualquer competição que participasse. Entretanto, no ano passado levou um susto: suas chances de final não eram tão necessárias para a equipe, e acabou como segundo reserva no Mundial. Duas lesões, uma no primeiro reserva Petrix Barbosa e outra no titular Caio Souza, acabaram por colocar Diego na equipe, que se classificou para a final de solo e terminou a prova com o bronze - numa final em que ele realmente poderia ter sido ouro -. Apesar de ter conquistado mais uma medalha para o Brasil, a presença de nenhum ginasta é garantida na equipe masculina. Diego tem uma acrobacia que pretende homologar esse ano - um duplo carpado para frente com uma pirueta - e nem isso é suficiente para colocá-lo no Mundial. O que a ginástica reserva para Diego esse ano? Boas séries de barra fixa e paralela. Isso é, na verdade, o que todos esperam de Diego, para que ele possa fazer parte da equipe sem maiores transtornos e tentar ser o melhor do mundo em sua principal prova mais uma vez.



Caio Souza

Depois da lesão que o deixou fora da equipe no Mundial de 2014. essa pode ser a chance de Caio brilhar internacionalmente. Crescendo muito nos treinos e com um bom individual geral, está perto de ter o prestígio de Sérgio Sasaki, onde sua presença na equipe seja cada vez mais indispensável. Com notas que alcançam quase 15 pontos na paralela e barra fixa, Caio cumpre seu papel muitíssimo bem em todos os outros aparelhos. E de acordo com os vídeos que vem postando em seu Instagram, pode ser que as séries esse ano evoluam ainda mais! Sem lesões e 100% em forma, não há outro lugar para Caio que não seja dentro da equipe.



Arthur Nory

Competiu de forma discreta no Mundial do ano passado por conta de uma lesão no dedo que aconteceu bem próxima à competição e acabou atrapalhando seu rendimento. Mesmo assim, conseguiu entrar para a final do individual geral, mas com alguns erros terminou numa posição inferior à conquistada no Mundial de 2013. Nory pontua muito bem em todos os aparelhos e disputa a vaga de segundo "all arounder" do Brasil com Caio Souza. Esse ano estava apontado como substituto de Sérgio Sasaki na American Cup, que acontece amanhã, mas outra lesão, dessa vez no joelho, deixou o ginasta em casa. A torcida é para que mais nenhuma outra lesão aconteça até o Mundial, onde pode ser peça importante para a classificação olímpica. Seus melhores aparelhos são o solo, salto e barra fixa, e apesar de ter séries "fáceis" nos outros aparelhos, é um ginasta muito limpo.



Francisco Barreto

Campeão brasileiro no individual geral do ano passado, Francisco sempre se destaca por sua regularidade e boas notas que consegue em aparelhos que talvez outros ginastas não apresentem tanto destaque: barra fixa, paralela e cavalo com alças. Francisco mostra ser um ginasta determinado, sempre está na ativa e quase nunca sofre com lesões, o que é muito bom e praticamente um fator determinante para que continue tendo destaque. Já conseguiu notas acima de 15 pontos na barra fixa, e costuma pontuar acima de 14 no cavalo com alças, paralela e argolas. Suas séries de solo e salto parecem não ter potencial de evolução considerável (nota D de 5.6 no solo e 5.2 no salto), fazendo com que o ginasta, apesar de ter sido campeão individual geral nos campeonatos nacionais por várias vezes, quase nunca seja usado dessa forma em competições da seleção.



Lucas Bittencourt

Depois da saída de Francisco Barreto do clube SERC, um "novo" ginasta individual geral "apareceu": Lucas Bittencourt. Talvez a pressão para tentar manter o clube com o título de campeão brasileiro por equipes tenha pressionado um resultado e treinamento mais forte para esse ginasta, que desde então só cresceu. Por esse ou por outro motivo, no fim das contas um bem foi feito à ginástica, e hoje Lucas figura entre um dos ginastas mais regulares do Brasil. Foi bronze no individual geral do Campeonato Brasileiro no ano passado e no Mundial teve todas as suas notas contadas na classificatória, exceto no salto. Na final por equipes, pontuou 14.200 no cavalo com alças e 14.333 na paralela, colaborando para um inédito 6º lugar. Lucas ainda é novo e passa uma certa tranquilidade, pontos positivos para o ginasta e para o futuro da equipe pré e pós-olímpica.



Texto de Cedrick Willian
Foto: Ricardo Bufolin

Esse é o último texto de 2015 da série " O que a ginástica reserva". Todo fim / começo de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. Os últimos textos serão exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.

Diego Hypólito pretende homologar novo elemento


Depois de ser reserva da equipe e acabar conseguindo uma medalha inesperada em 2014, Diego tem planos altos em 2015: homologar mais um elemento no código de pontuação. O ginasta já possui dois elementos homologados e o terceiro pode vir esse ano.

A novidade consiste em um duplo carpado de frente com uma pirueta no segundo mortal. Em treinos no tumbl trak o exercício já é executado e vem sequenciado de uma pirueta e meia de costas para conseguir uma bonificação. Para ser validado, a mesma burocracia de sempre: um vídeo deve ser mandado para a FIG com a intenção de homologá-lo e a FIG manda um feedback com o provável valor do exercício. Depois disso, Diego precisa apresentá-lo e acertá-lo no Mundial.

Para apresentar o exercício no Mundial, Diego ainda tem que conseguir uma vaga na equipe que competirá o Mundial esse ano... Com tantos ótimos ginastas correndo atrás de poucas vagas, Diego precisa mais do que um novo elemento para confirmar sua presença em Glasgow esse ano.

Fonte e vídeo: Globo Esporte
Foto: Ricardo Bufolin

Prêmio Brasil Olímpico 2014


A partir desse ano, o tradicional Prêmio Brasil Olímpico terá uma nova categoria: o troféu Atleta da Torcida. O vencedor será eleito por voto popular no Facebook e no Twitter. O torcedor deve votar em seu perfil pessoal a hashtag do seu atleta favorita.

Dentre os 12 atletas que concorrem ao prêmio, Flávia Saraiva e Diego Hypólito estão na disputa pelo troféu. O vencedor levará para casa um prêmio no valor de R$30 mil!

Os atletas foram escolhidos com base em seu desempenho esportivo, suas atitudes e condutas, seu exemplo de superação, conquista inédita ou proximidade e identificação com o público.

Então vamos lá:

- para votar em Flávia Saraiva, use a hashtag #EuVotoPBOFlávia
- para votar em Diego Hypólito, use a hashtag #EuVotoPBODiego

Uma coisa muito importante: a postagem no Facebook deve estar em modo público! Assim como na foto abaixo... Preste atenção!


Até o momento a nossa querida Flávia está em 3º lugar na preferência! Ganhar essa votação seria uma ótima estreia para Flávia em um Prêmio Brasil Olímpico.

Então, bora fazer a nossa parte! Vamos entregar esse prêmio para a ginástica mais uma vez!

Fonte: COB

Diego Hypólito viaja para o Mundial como reserva da equipe. O que aconteceu?


Durante essa semana todos os olhares da ginástica brasileira se voltaram para Diego Hypólito. O ginasta, em um desabafo nas redes sociais, comunicou que estava viajando para a aclimatação da seleção como segundo reserva da equipe que competirá no Mundial. Para quem estava acostumado a ver o Diego sempre na equipe, assim como ele, foi um pouco estranho receber essa notícia.

De acordo com o desabafo postado, Diego foi retirado da equipe porque não tinha chances de medalha. Se esse foi realmente o motivo para ter sido cortado, Diego tem motivos pra ficar chateado, já que isso não é verdade. Ele está com uma série de solo com nota D de 7 pontos e acaba de voltar do Pan-Americano de Ginástica com uma medalha de prata. Diego ainda apresenta dois saltos bons para tentar finais nesse aparelho, e de acordo com o ranking de resultados da FIG, ele é o 6º melhor do mundo. Apesar de não ser o mesmo ginasta de 6 ou 7 anos atrás, quando bastava acertar a série que o ouro era garantido, Diego tem chances reais de entrar nas finais de solo e salto. Dentro de uma final, 8 ginastas lutam por 3 medalhas. E qualquer um pode ser medalhista em uma final, o que torna o motivo do corte incompreensível.

Analisando por outro lado, acredito que o motivo real do corte não foram as chances de medalhas de Diego. De acordo com a equipe selecionada, nota-se claramente que a estratégia de escolha dos atletas foi toda voltada para uma tentativa de final por equipes. E se o motivo foi esse, tenho que concordar com a escolha correta. Apesar de admirar Diego Hypólito e todo seu talento e resultados, admito que atualmente ele colabora pouco nos outros aparelhos. A nota que Diego alcança no solo é pouco acima do que ginastas como Arthur Zanetti, Arthur Nory e Sérgio Sasaki alcançam. A nota que Diego alcança no salto já foi igualada ou superada por Sasaki, Caio Souza, Arthur Nory e até por Ângelo Assumpção, que nem foi convocado para os treinos. Enquanto isso, as notas que Diego alcança nos outros aparelhos que compete são consideravelmente inferiores aos outros ginastas. A equipe vai conseguir se virar sem as notas de Diego no solo e salto, mas teria grandes dificuldades em superar a falta de, por exemplo, Arthur Nory no cavalo com alças, barra fixa e paralela.

A parte boa disso tudo é a competição interna que acaba de começar na ginástica artística masculina. Não é só Diego que ficou de fora. Henrique Medina, medalhista em Copa do Mundo, em Campeonato Sul-Americano e grande potencial nas argolas, não foi convocado. Péricles Silva, figura marcada nas últimas equipes e participante do Mundial 2013, não foi convocado. A vontade de ser o melhor que puder e a manutenção do foco nos treinamentos devem ser maiores do que nunca. A renovação chegou! E isso, pra mim, é motivo de comemoração.

Espero que Diego absorva a situação da melhor forma possível. Espero que ele entenda que notas acima de 14.500 nos outros aparelhos são tão importantes para a equipe quanto um 15.600 no solo. E que isso seja motivo pra ele voltar para o ginásio com uma vontade enorme de ser melhor. Que isso seja motivo para ele mostrar uma evolução tão grande na barra fixa a ponto de querer postar uma novidade de sua série no Instagram, como ele sempre faz quando consegue algo novo nos exercícios de solo. Aí teremos uma equipe com mais potencial de medalhas individuais, mas que também funcione como equipe da melhor forma possível. 

O caminho mais provável de se classificar 5 ginastas para os Jogos do Rio é conseguindo a classificação por equipes. O caminho mais difícil seria torcer para que 5 especialistas conquistem medalhas no Mundial do ano que vem e se classifiquem individualmente. Vou assistir o Mundial, no início do próximo mês, torcendo para que o Brasil consiga uma histórica classificação para a final por equipes. Entre um caminho e outro, me sinto mais seguro com o primeiro.

Foto: Ricardo Bufolin

Diego Hypólito é o novo contratado do MESC


Diego Hypólito finalmente fechou contrato com um clube. Depois de ser despedido do Flamengo e ficar mais de um ano treinando e competindo sem um clube oficial, Diego fechou com o MESC, de São Bernardo, e já participou de uma competição hoje.

Aparentemente, Renato Araújo (seu técnico de longa data) não acompanhou o ginasta. Diego postou uma foto em seu Instagram dizendo: "meu novo treinador Fernando Lopes".

Vale dizer que São Bernardo foi uma das cidades beneficiadas com um dos centros de treinamentos disponibilizados pelo COB e CBG. A estrutura atual oferece perfeitas condições de um treinamento de alto nível.

Situação do Flamengo e ginastas pode ser passageira


Os fãs da ginástica do Brasil dormiram indignados. Mas a indignação dos ginastas só aconteceu hoje de manhã. Isso porque eles foram os últimos a descobrirem que estavam sendo demitidos. Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Diego Hypólito, Sérgio Sasaki, Caio Souza e Petrix Barbosa tiveram seus contratos finalizados temporariamente. Belo presente de aniversário para Petrix Barbosa, que completa anos hoje.

O clube alega não ter dinheiro para manter os esportes olímpicos. Juntos com a ginástica, judô e natação também "rodaram". As categorias de base e escolinhas serão mantidas. Essa é a única forma de tentar ver um lado positivo da história: pelo menos Keli Kitaura, treinadora juvenil, e suas ginastas, promessas para 2016, continuam no clube. A coordenadora da ginástica feminina do Brasil, Georgette Vidor, está, nesse momento, em uma reunião com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paz, para tentar com ele uma solução que remedie o problema. Pelo menos por enquanto.

A situação em que o clube estava, quando a nova gestão assumiu, era bem complicada. E ainda é. A prestação de contas da antiga gestão não é aceita desde 2011. O patrocínio da Petrobras foi rompido porque o clube não estava com as certidões negativas em dia. Foram criados institutos para captação de recursos para manter os atletas, mas isso foi só um remedinho para a dor de cabeça. O que nova gestão pretende fazer é curar a enxaqueca.

Fizeram uma avaliação financeira total do clube e chegaram à seguinte conclusão: se as coisas continuarem da forma como está, o Flamengo entrará em colapso em agosto. A solução imediata do clube foi o corte de mais de 200 funcionários, entre eles estão os nossos ginastas e técnicos. E parece que cortarão mais funcionários ainda. A intenção é "limpar" o clube e voltar mais forte depois da crise. Querem colocar as certidões negativas em dia e fechar com novos patrocinadores. Uma das empresas já interessadas em fechar com o clube é a Sky.

Existe um projeto maravilhoso para a reforma do ginásio. Uma ampliação para frente, para funcionar apenas a escolinha, e o ginásio de treinamento ficaria, e teria duas marcas de aparelhos: Gymnova e Spieth. Dependendo da competição que fossem participar, os atletas alternariam o treino nas marcas. Uma academia de musculação seria feita no segundo andar, que poderia ser usada tanto para os atletas da ginástia quanto do judô.

O que aconteceu de errado e injusto na história toda foi o fato de terem avisado do corte em cima da hora. Sem mais nem menos. De forma brusca. Imagina você acordar com notícia que foi demitido? Foi isso o que aconteceu. E foi esse o maior erro do clube.

De acordo com as informções que recebi, chego a conclusão que o corte nos gastos foram necessários para o clube, mas que estão trabalhando para que tudo volte ao normal o mais breve possível. Aparentemente, os novos diretores do Flamengo têm ideais sérios, que traçam um objetivo final bem melhor para todos os esportes. Mas repito: apesar de terem boas intenções para o clube, não deveriam ter tratado atletas e técnicos da forma como aconteceu. Era a hora de apresentar todo o plano de trabalho, todos os objetivos e sonhos para o clube, e cruzar os dedos pela compreensão de todos.

Os ginastas ainda recebem uma verba/salário de um dos institutos do clube. A verba conseguirá manter o valor até o mês de agosto, quando acaba o dinheiro. Sei que não é fácil, mas tenho esperança que eles continuem treinando no clube e recebendo essa verba até que ela acabe. E torço para que até lá a reforma do ginásio tenha acontecido, e que ginastas e treinadores tenham suas situações normalizadas. E espero que o COB e a CBG se atentem para essa situação. A situação do país sede dos Jogos Olímpicos.

Após romper com Cielo, Fla define não prosseguir com apoio à ginástica


Os esportes olímpicos definitivamente não são prioridade na nova gestão do Flamengo. Após a decisão de não renovar o contrato do nadador Cesar Cielo no início deste ano, a diretoria, que assumiu o clube em janeiro, resolveu encerrar o apoio aos atletas da ginástica artística. A confirmação ocorrerá na noite desta segunda, em reunião do conselho diretor na Gávea.

Atletas de ponta do clube e da seleção brasileira, como Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Diego Hypólito terão que procurar novos clubes e patrocinadores para seguir o treinamento visando competições nacionais e internacionais.

Comunicada informalmente a alguns profissionais no último fim de semana, a decisão do vice de esportes olímpicos Alexandre Póvoa e do diretor Marcelo Vido pegou de surpresa os atletas rubro-negros e causou temor em outros esportes do clube da Gávea.

E não é para menos. Outro esporte que também deve sofrer cortes é o judô. Com inúmeros atletas e técnicos de seleção brasileira, a atividade terá custos reduzidos e prosseguirá apenas com judocas de base e escolinhas, bem como a ginástica.

A intenção da diretoria é diminuir gastos em diversos setores do clube enquanto não consegue uma solução para a crise financeira que assola o Flamengo.

O único esporte olímpico de alto investimento a se salvar momentaneamente é o basquete. A insegurança, porém, também toma conta de atletas e técnicos, já que não se sabe o futuro da modalidade após o fim da disputa do NBB.

Inicialmente, a intenção da diretoria era cortar pela metade o orçamento anual da equipe, mas a boa campanha dentro das quadras e o apelo da torcida podem reverter este cenário.

Procurado para comentar a decisão, o vice Alexandre Póvoa não atendeu às ligações da reportagem. O diretor Marcelo Vido também não foi localizado.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/ginastica/ultimas-noticias/2013/03/04/apos-romper-com-cielo-fla-define-nao-prosseguir-com-apoio-a-ginastica.htm

Diego Hypólito e a falácia do perdedor


Diego Hypólito caiu de novo. Dessa vez, de cara. Repetiu em Londres 2012 a falha que o desconsagrou quatro anos antes em Pequim e foi desclassificado antes da final nos Jogos Olímpicos.

Na saída do ginásio londrino, os olhos marejados e a fala embargada mostraram um atordoamento impressionante do ginasta brasileiro: “Caí de novo, decepcionei de novo. Quero pedir desculpa de novo por esse fracasso e essa competição horrorosa. Não sei o que aconteceu comigo. Tantas pessoas me deram apoio e me incentivaram. Cheguei aqui e caí, caí de cara. Estou decepcionado e bravo comigo.”

A entrevista dá dimensão de quanto Hypólito se cobra na carreira, que agora já entra na reta final (dificilmente chegará até o Rio 2016). Mas ele acaba sendo injusto consigo mesmo ao se vender como um perdedor. Não é.

Diego Hypólito desbravou a ginástica artística masculina no Brasil, onde tínhamos zero tradição na modalidade. Levou o ouro 17 vezes no Mundial da categoria. Em Pequim 2008, mesmo com o erro, ficou na sexta colocação. Os futuros ginastas olímpicos brasileiros já saberão melhor o que fazer e que erros não cometer ao preparerem-se para uma olimpíada. Basta perguntarem a Hypólito, basta estudar seus erros, que foram decisivos, e seus acertos, que foram muitos.

A má fama de Diego Hypólito hoje em dia faz parte de uma certa cultura brasileira que exige ídolos fenomenais e atira pedras em quem rasteiramente julga perdedor, mesmo que não seja. É preto ou branco, embora o mundo seja quase sempre cinza.

Talvez o primeiro grande nome dessa leva de atletas tenha sido o goleiro Moacir Barbosa, um dos ícones do Vasco chamado de Expresso da Vitória no fim dos anos 1940. Acusado de “frangar” no gol uruguaio que derrotou o Brasil na final da Copa de 1950, só deixou de ser vilão quando idoso. Repetia nas entrevistas antes de morrer: “No Brasil, a maior pena é de trinta anos, por homicídio. Eu já cumpri mais de quarenta por um erro que não cometi.”


Rubens Barrichello é um outro exemplo. Revelação do automobilismo brasileiro quando Ayrton Senna morreu, foi alçado pela tevê e grande parte da mídia ao novo Senna, coisa que ele não era — sobretudo porque foi contemporâneo e parceiro de equipe do alemão Michael Schumacher, o maior campeão da história da Fórmula 1. Barrichello foi melhor talvez que 80% dos pilotos da história. Competiu por 19 anos, recorde na modalidade, e chegou a ser vice-campeão. Não é pouca coisa. Mas a expectativa que a mídia colocou sobre ele, a de ser o novo Senna, transformou-se em frustração — em parte, por culpa dele, que vestia essa carapuça mesmo quando todo mundo sabia que não superaria Michael Schumacher. Virou sinônimo de perdedor, o que não reflete o que foi sua carreira na maior categoria do automobilismo.

Hypólito entra nessa lista. Inflado pela mídia esportiva, sobretudo no rádio e na televisão, por muito tempo exigiram dele nada menos que o ouro olímpico. Queriam fazer dele o novo Gustavo Küerten. Ele teve músculos para isso, teve elasticidade, teve a técnica, só não teve os nervos, que o derrubaram duas vezes em olimpíadas. É seu ponto fraco como atleta. Acontece. Seguirá como um dos bons nomes do esporte brasileiro, um desbravador de uma categoria olímpica que no futuro tem tudo para nos render medalhas.

Chamar Hypólito de perdedor é não entender absolutamente nada de esporte e, mais que isso, descontar no atleta as próprias frustações na vida.

Texto de Fernando Vives postado em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diego-hypolito-e-a-falacia-do-perdedor/ .