Em estreia, Isabel Barbosa conquista duas pratas em Melbourne


Estreando na categoria adulta, e em sua primeira competição internacional na nova categoria, a ginasta Isabel Barbosa conquistou duas pratas nas finais de trave e solo da Copa do Mundo de Ginástica, etapa de Melbourne na Austrália. Competindo contra australianas e chinesas - as ginastas mais fortes da competição -, Isabel somou 12,600 e 12,600 na trave e solo respectivamente.

Na trave perdeu 0.3 de bônus da nota máxima que poderia alcançar. Validando todas as sequências e elementos que a série propõe, atualmente pode chegar a 5.3. Já no solo, não teve um dos saltos de dança validados, uma cortada com pirueta, e poderia ter aumentado em 0.1 sua nota final. Apesar de pequena, Isabel é forte e tem linhas bonitas, com saltos de dança de boa amplitude, podendo explorar ainda mais essa particularidade.





Os ginastas brasileiros Gustavo Polato e Luís Porto também competirem em Melbourne mas apenas Luís conseguiu se classificar para as finais: se classificou em terceiro lugar para a final de salto sobre a mesa com média de 14.199 e terminou em quinto lugar com média 14.016. Poderia também ter se classificado para a final de solo, onde tem uma boa série, mas alguns erros de aterrissagens, principalmente na sua última acrobacia (um duplo esticado), foram responsáveis pela nota de execução baixa que comprometeu a final.



Na competição masculina, o destaque maior foi para os chineses, que conquistaram ouro e prata nas argolas e paralela, e mais uma prata no solo. Japão ficou com o ouro na barra fixa e no solo além de dois bronzes, um no salto e outro nas argolas. Destaque para o chinês Yue Ma nas argolas, com série difícil e muito cravada, e para o japonês Hitaka Miyachi na barra fixa, que executou uma série com largadas excelentes, tanto em execução como em altura, além de uma saída cravada.





Na competição feminina, o destaque também foi chinês: Du Siyu e Chen Yile, principais revelações chinesas para esse ano, não decepcionaram: Yile foi ouro na trave e prata nas assimétricas enquanto Siyu foi ouro nas assimétricas e bronze na trave. O ouro no solo foi conquistado pela australiana Alexandra Eade e o ouro no salto pela eslovena Kysslef Tjasa.





O trabalho de Mihai Brestyan na Austrália é questionado, já que, aparentemente, ainda não mostra resultados expressivos. Fato é que o treinador não se mudou para a Austrália: ele possui um clube nos Estados Unidos, onde continua sendo treinador. O trabalho que ele presta para a Austrália é à longa distância, de consultoria, e os encontros na Austrália são esporádicos. Independente da distância, é preciso dar tempo ao tempo para que o trabalho se desenvolva da nova forma: é complicado esperar resultados expressivos e tão imediatistas - tem um ano que a parceria começou!

É o mesmo caso do novo formato que o Brasil tenta erguer atualmente: precisa de tempo e muito trabalho para encontrar o caminho novo pelo qual a ginástica brasileira vai seguir nos próximos anos. Paciência é necessária para conseguir abandonar o velho e o novo aconteça. Se nas primeiras dificuldades e necessidades a saída for correr para o modo antigo novamente, a evolução nunca vai acontecer. As conquistas de Isabel, do Clube Pinheiros, podem ser um marco de um novo início da ginástica feminina do Brasil.

Confira os resultados completos da competição: http://gymnasticsworldcup.com.au/results .

Post de Cedrick Willian
Foto: Ivan Ferreira - Melogym / Gym Blog Brazil
Mais vídeos da competição no canal Marcos GymArt

Sam Mikulak está pronto para 2018


Após uma lesão na Winter Cup de 2017, que o atrapalhou na disputa do Mundial de Montreal em outubro do ano passado, Sam Mikulak retorna à competição recuperado e de volta à velha forma: sagrou-se campeão do evento e mostrou que continua sendo uma ótima escolha para a seleção americana.

Sam Mikulak somou 172.500 pontos - 86.200 do primeiro dia com 86.300 do segundo - e terminou quase seis pontos à frente de Marvin Kimble, segundo colocado com 166.550. O somatório de Mikulak ainda conta com duas quedas, uma em cada dia de competição, no mesmo elemento: uma saída nova de triplo mortal grupado nas argolas. Também não se recuperou totalmente no salto sobre a mesa, onde apresentou somente um yurchenko com pirueta e meia estendida.

Além do ouro no individual geral, foi ouro no solo, paralelas e barra fixa. No cavalo com alças ficou com a prata. Os resultados garantiram ao ginasta uma vaga na equipe nacional e também aos outros ginastas que compuseram o top 6 no fim da competição: Kimble, Akash Modi, Allan Bower, Sean Melton e Alec Yoder. A disputa foi acirrada e menos de dois pontos separaram o segundo do sexto colocado.

Mikulak continua firme na luta por sua medalha mundial individual. Apesar de sempre estar preparado e com chances de uma medalha importante no individual geral, solo e barra fixa, nas finais acaba errando e ficando fora dos grandes pódios. Nos Jogos do Rio, por exemplo, se classificou em primeiro lugar para a final de solo com 15.800 e acabou caindo e terminando na última colocação com 14.333. Mantendo o psicológico forte, esse pode ser o ano de grandes conquistas para o ginasta.

Confira as melhores séries de Mikulak na competição.

Solo - 14,700



Cavalo com alças - 14,850


Argolas - 13,500


Salto - 13,650


Paralela - 15,450 (excelente prova e que inclui um sasaki muito bem executado!)


Barra fixa - 14,850


Acesse os resultados completos: individual geral e aparelhos.

Post de Cedrick Willian

Foto: Michael Goulding / The Orange County Register

O que a ginástica reserva para 2018? - Parte 5 - Alemanha e Holanda



Dois países de nem tanta expressão mas que, aos poucos, estão conseguindo bons resultados além de figurar entre as dez melhores equipes do mundo na atualidade. A atual campeã mundial de trave é alemã, enquanto a atual campeã olímpica de trave é holandesa. Conquistando espaço aos poucos e de forma, até o momento, gradativa, uma continuidade do sucesso é feita com um bom trabalho juvenil. Conheça as principais ginastas desses países a subirem para a categoria adulta esse ano, com destaque para a holandesa Sanna Veerman.

ALEMANHA

Kim Ruoff

Kim chega à categoria adulta com um diferencial que pode incluí-la mais rapidamente nas equipes futuras: a ginasta é boa de solo, ponto fraco da equipe alemã. Mesmo sua série não sendo tão forte para os padrões e medalhas internacionais, é um solo muito importante para a equipe: apresenta um tsukahara grupado de entrada e bons saltos de dança. Como tradição do país, que já possui algumas medalhas mundiais importantes na trave (no mundial do ano passado foram ouro e bronze), Ruoff também é boa nesse aparelho, apresentando uma sequência de flic + mortal esticado e uma rara rondada sem mãos. Sua série de barras assimétricas apenas cumpre com as exigências básicas, mas tem espaço para melhoria, principalmente levando em consideração o bom trabalho que a Alemanha aqui também. O salto ainda é fraco e executa somente uma reversão + mortal carpado.



Lisa Schoniger

Com uma série de solo ainda fraca - duplo grupado é sua acrobacia mais forte -, porém constante, Lisa tem boas contribuições nas barras assimétricas, salto e trave sendo que, nesse último, ainda precisa acertar alguns detalhes. Tem uma série com uma montagem básica mas que tenta extrair o máximo que a ginasta pode oferecer, precisando focar na saída, que parece ser um problema para ela (Lisa apresenta apenas uma saída de rondada + pirueta esticada de costas). No salto apresenta um sólido yurchenko com pirueta esticada, suficiente para a equipe alemã que é fraca de pernas. Compensa suas faltas nos outros aparelhos nas barras assimétricas, onde é a juvenil com melhor série subindo para a categoria adulta. Tem uma linha muito bonita nesse aparelho e bom encaixe corporal, podendo vir a ser uma especialista.



HOLANDA

Sanna Veerman

Sem dúvidas a melhor ginasta holandesa subindo para a categoria adulta. Veernam pode ser uma das generalistas da equipe já esse ano, com séries bem completas em todos os aparelhos. No salto, tem um yurchenko com pirueta e meia. Nas assimétricas já conta com elementos e ligações bem interessantes, como o van leween e a sequência de church + pak, além de treinar um bardwaj. É muito segura na trave, onde tem uma entrada de mortal pra frente bem alta e segura além de ótimos saltos de dança; já executou, em treinos, um twist parado. No solo também tem uma boa performance acrobática e, seguindo a linha holandesa, artística. Apresenta um duplo twist grupado de entrada (treina duplo twist + mortal pra frente) e uma dupla e meia + mortal pra frente, além de ótima coreografia e elementos de dança.



Tanishaley Neto

Tanishaley é uma ginasta que precisa de muita limpeza, principalmente nas barras assimétricas e na trave de equilíbrio. Sua série de barras possui alguns elementos interessantes e bons balanços, mas que são altamente prejudicados por conta da postura de joelhos. Acontece a mesma coisa na trave: principalmente nos saltos de dança a postura deixa muito a desejar. Entretanto, é uma ginasta que já apresenta (e ainda pode melhorar) boas contribuições no solo e salto. No solo, tem um duplo twist grupado de entrada e boa altura no duplo grupado. No salto, tem um bom yurchenko com pirueta esticada, que pode evoluir para um salto mais difícil. Com uma equipe boa de barras assimétricas e trave, ter como ponto forte o salto e solo parece ser um bom caminho para a ginasta.



Post de Cedrick Willian
Foto: Belgian Gymnastics

O que a ginástica reserva para 2018? - Parte 4 - Japão e Grã-Bretanha


Dois grandes países e com um desenvolvimento crescente na ginástica continuam produzindo boas ginastas e mostrando que o trabalho é duradouro: Japão e Grã-Bretanha, equipes 4ª e 5ª colocadas, respectivamente, na final por equipes dos Jogos Olímpicos, apresentam duas ginastas com grande potencial de bons resultados esse ano.

JAPÃO

No ano passado, Mai Murakami perdeu, por pouco e numa emocionante disputa, uma medalha no individual geral no Mundial do Canadá. A ginasta se redimiu nas finais por aparelhos e acabou sagrando-se campeã mundial de solo com uma série belíssima. O país foi 4° e 6° colocado na final individual geral e ainda teve duas representantes na final de trave. Embalado pela sucesso no Mundial e pelo 4° lugar na final por equipes olímpica em 2016, existe a possibilidade do Japão conquistar a vaga olímpica para os Jogos de Tóquio já esse ano? Confira as duas estreantes sem se esquecer que o país ainda conta com boas veteranas.

Soyoka Hanawa

Especialista de trave e salto, Hanawa entra na categoria adulta com tudo que o Japão precisa: uma especialista de trave! Sua série de trave é bastante interessante. Partindo de 5.5, a ginasta apresenta duas sequências bem difícieis : flick + layout + layout e flick + flick + mortal estendido, sequências que acrescentam 0.2 de bônus para a nota de dificuldade. Há rumores de que a ginasta já apresenta um mortal estendido com pirueta em cima da trave, de valor máximo no código (G). Seus saltos consistem num yurchenko + dupla pirueta, o famoso DTY, de valor 5.4 no código atual. Seu 2° Salto é uma reversão + 1.5 pirueta estendida, o RUDI, de valor 5.8! Com execuções medianas em seus saltos, a japonesa pode se tornar uma especialista nesse aparelho para a equipe japonesa. Com as séries que apresenta, Soyoka Hanawa integraria a equipe japonesa para fazer salto e trave, já que em termos de dificuldade a ginasta é a que mais apresenta upgrades no Japão.





Mana Oguchi

Além de ser uma ginasta muito segura, Oguchi tem um certo carisma durante as competições. Sua série de solo é muito forte - conta com um duplo esticado, sequência de dupla e meia + pirueta e um giro mustafina - e também artística, apresentando uma boa coreografia. Na trave, seu segundo melhor aparelho, tem uma entrada interessante de mortal carpado ligado a mais dois saltos de dança (bonifica 0,2) e uma saída curiosa: dupla pirueta de frente, chamada ARAÚJO, homologada pela ginasta brasileira Heine Araújo. Possui uma reversão com mortal esticado com meia volta no salto e as barras assimétricas são o seu ponto fraco: nesse aparelho, apenas cumpre as exigências e tem baixa dificuldade, mas pode evoluir já que esse aparelho tem um histórico positivo no país.



GRÃ-BRETANHA

Desde os excelentes resultados com Beth Tweedle, as equipes britânicas não pararam de crescer. Foram medalhistas de bronze no Mundial de 2015, conquistaram uma medalha olímpica com Amy Tinkler em 2016 no solo e no ano passado mais um bronze mundial no solo com Cláudia Fragapane. Vai lugar contra o Japão para subir uma posição na final por equipes e, quem sabe, lutar por outro bronze por equipes no Mundial que, esse ano, valeria uma vaga olímpica.

Taeja James

Taeja é uma ginasta explosiva, forte e segura. Não foge nem um segundo da linha de ginástica que a os britânicos vem trabalhando e, quer goste ou não, tem dado resultado. Seu solo já conta com uma difícil sequência de pirueta e meia ao passo + tripla de costas, muita altura no duplo que pode evoluir para uma acrobacia mais difícil além de ter facilidade com piruetas. Na trave já apresenta com segurança a sequência de rondada + mortal esticado e uma excelente saída de rondada + tripla (0,2 de bonificação). As assimétricas ainda precisam de polimento, mas os balanços são ótimos e abrem espaço para muita evolução em largadas, algo bem característico da maioria das ginastas britânicas. No seu aparelho mais fraco, o salto sobre a mesa, apresenta um yurchenko com pirueta simples, mas explosivo, que pode evoluir para saltos mais fortes. Lembrando que em seu currículo já consta ouro em todas as finais do Campeonato Britânico Juvenil de 2017.



Zoe Simmons

Diferente de Teja, Simmons tem um artístico mais bem trabalhado, uma ginasta muito charmosinha. Entretanto, tem menos potência de pernas de sua compatriota, apesar da ótima entrada de duplo de frente no solo que ela liga com um salto stag para bonificação de 0,1. Tem uma linha bonita nas assimétricas, mesmo que ainda apresente apenas uma série básica e que cumpre com todas as atuais exigências. Na trave ainda é um pouco insegura e não apresenta acrobacias fortes; entretanto os saltos são bons. No salto, seu aparelho mais fraco, possui uma reversão + mortal carpado com meia volta como salto mais difícil. Simmons é uma ginasta muito agradável de se assistir e que, se conseguir alinhar mais dificuldade no seu belo potencial de execução, pode surpreender.



Texto de Cedrick Willian e Lucas Victor.
Foto:  Ezra Shaw / Getty Images North America

O que a ginástica reserva para 2018? - Parte 3 - China


Sem nenhuma medalha individual nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tanto no masculino como no feminino, a situação melhorou para a China no Mundial de 2017. O país levou o ouro no individual geral masculino, ouro nas barras assimétricas e nas barras paralelas, além de mais algumas pratas e bronzes no decorrer da competição. Apesar do país ter brilhado em 2017, apenas um dos muitos resultados no Mundial foi conquistado pela equipe feminina. Será que essa grande potência da ginástica feminina Mundial está pronta para maiores resultados em 2018? Confira!

Chen Yile

A principal revelação chinesa do ano possui ótimas séries em todos os aparelhos e é considerada a melhor ginasta individual geral chinesa desde Yao Jinnan em 2011. Aos 15 anos, Yile foi campeã individual geral no Nacional Chinês do ano passado, derrotando ginastas como Luo Huan, Liu TingTing , Wang Yan e Shang Chunsong respectivamente. Chen Yile é bastante longilínea, possuindo uma linha corporal semelhante a da sua compatriota campeã olímpica Yang Yillin, tendo como especialidade o individual geral. No salto a ginasta apresenta um ótimo yurchenko com dupla pirueta, de valor 5.4 atualmente, conseguindo médias acima dos 9 pontos de execução. Sua série de assimétricas é bastante inteligente e conta com um 5.9 de dificuldade e grandes margens de evolução; já na trave, a jovem ginasta apresenta incríveis 6.3 de dificuldade com uma saída muito precisa de rodada + tripla pirueta! Seu solo parte de 5.3 e é um dos melhores que a China possui atualmente, com a sequência de pirueta e meia ao passo + tripla pirueta ligada ao mortal grupado diretamente, sequência padrão na China, que possui 0.4 de bônus para a nota de dificuldade. Com as séries que Yile apresenta, certamente sua vaga na equipe do mundial esse ano é garantida.









Li Qi

Li Qi representa tudo de melhor que a China pode oferecer. Assisti-la na trave, seu melhor aparelho, quase te faz voltar no tempo, na época em que Ye Fan, Sun Xiao Jao e Liu Xuan mostravam o que era artisticidade e precisão nesse aparelho, algo que a escola chinesa foi perdendo com o passar do tempo. Qi tem uma linha linda, combinando precisão, beleza, elementos e sequências de boa dificuldade. Nas assimétricas, apesar de não ser uma especialista, executa bem a sequência de trocos “obrigatórios” chineses, podendo contribuir muito com a equipe. No solo segue a mesma linha de raciocínio das assimétricas: boa série, boa linha, boa execução e boa ajuda para a equipe. Uma curiosidade: em 2017 apresentou uma coreografia com inspiração em hip-hop, algo um pouco inusitado para uma chinesa. Finalizando seu individual geral, já apresentou um yurchenko com dupla bem segura no salto, se mostrando como uma forte adição à seleção chinesa em 2018.;







Du Siyu

Especialista nas barras assimétricas, Du Siyu é a atual vice-campeã nacional do aparelho, perdendo apenas para a atual bi-campeã mundial Fan Yillin. Possuindo satisfatórios 6.2 nas nesse aparelho, a chinesa apresenta uma original sequência de maloney + giro gigante com 1/1 pirueta + tkachev afastado + gienger, sequência que bonifica em 0.4 décimos para sua nota de dificuldade. Possui grandes margens para evolução nesse aparelho, onde já apresenta uma série a nível de finalista e medalhista mundial. Além das assimétricas também é uma boa "all-arounder": no salto, apresenta um bom yurchenko com dupla pirueta e tem uma série de trave de valor 5.9 no código atual e que pode chegar a 6.3 de acordo com as novas sequências que vem treinando. Por último, seu solo também é bem trabalhado, com 5.4 de nota de dificuldade e apresentando boas execuções em suas acrobacias: apresenta uma dupla pirueta e meia + pirueta estendida de primeira passagem, além da sequência padrão das chinesas, uma tripla pirueta + mortal para frente, ambas valendo 0.2 de bônus contribuintes para a nota de dificuldade.





Yu Linmin

Yu é realmente boa no salto. Ao contrário de algumas chinesas saltadoras que apareceram no ciclo passado e tinha técnicas duvidosas, Yu não deixa margem de dúvidas sobre a validação de seus saltos. Possui um yurchenko com dupla pirueta e um cheng, sendo que o yurchenko tem boa execução (a ginasta já treina amanar) e o cheng, apesar de já conseguir executar em competições, ainda pode melhorar a potência. Por esse aparelho ser atualmente o ponto fraco da China, é provável que, na luta pela conquista da vaga olímpica já esse ano, optem por incluí-la na equipe que competirá em Doha. Caso contrário, sua participação no Mundial seria dispensável, já que tem barras e solo muito fracos, e uma trave que apenas ajudaria a equipe em último caso. Um caminho alternativo seria leva-la às Copas do Mundo e tentar uma vaga olímpica de especialista para os Jogos de Tóquio.



Texto de Cedrick Willian e Lucas Victor.

Foto: Divulgação

Audições do Cirque du Soleil no Brasil!


O Cirque du Solei abriu audições no Brasil. Essa é a chance de ginastas e ex-ginastas integrarem o elenco de um dos maiores e mais artísticos circos do mundo. E a jornada em direção aos palcos começa com uma audição.

A equipe de casting do Cirque du Soleil organizará uma audição em São Paulo, no dia 10 de março de 2018 para atletas maiores de 18 anos especializados em:

Ginástica artística —  Ginástica de Trampolim — Tumbling — Acrobacia — Capoeira — Street workout — Calistenia

Primeiramente você deve preparar sua audição virtual, que deve conter currículo, fotos, vídeos de demonstração das suas habilidades e um teste de aptidão física. Se você ainda souber cantar ou tocar algum instrumento, não esqueça de incluir! Isso pode ser um diferencial. O prazo para envio da audição virtual é dia 25 de fevereiro.

Após o envio, seu material será analisado e posteriormente poderá ser chamado para o teste presencial no dia 10 de março em São Paulo. Para maiores informações sobre a audição e como proceder, acesse o site do Cirque du Soleil. Lá está explicando tudo passo a passo.

Existem vários ex-ginastas brasileiros atualmente no Cirque. Quem sabe não é a chance de incluir mais alguns? Boa sorte!