
Watanabe Morinari apresenta “Medidas para uma sociedade envelhecida através da ginástica” a S.A.S. o Príncipe Alberto II do Mónaco.
20 de março de 2026A ginasta de trampolim Alice Gomes está de volta ao Brasil após uma temporada na Polônia. A decisão de voltar está diretamente ligada ao planejamento esportivo que a atleta e sua equipe estão traçando já vislumbrando os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
A mudança para a Europa foi inicialmente motivada por questões pessoais porque ela acompanhou o marido, o jogador de vôlei Henrique Honorato, durante contrato no país europeu, agora se transforma em um movimento estratégico na carreira esportiva. Com o fim do vínculo do atleta no exterior, o casal retorna ao país, permitindo que Alice retome a rotina de treinamentos em tempo integral no eu clube, o Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, de olho no ciclo olímpico.
“Segundo a ginasta, 2026 marca o início do período pré-olímpico, o que exige preparação intensa ao lado da comissão técnica e da equipe brasileira. A temporada ainda está em definição, mas a expectativa é disputar o Campeonato Brasileiro, o Pan-Americano, os Jogos Sul-Americanos e etapas da Copa do Mundo. O principal objetivo do ano é o Mundial na China, tratado como peça-chave na construção do caminho rumo aos Jogos Olímpicos”, esclarece a atleta.

Dentro do ginásio, Alice pretende manter o alto nível técnico que a colocou entre os principais nomes da modalidade. Um dos destaques é a execução de uma série com três “triffis”, incluindo o elemento full-in triffis, marca que a coloca como a única ginasta do mundo a realizar o movimento em competição oficial. O foco segue sendo a prova individual porque é a única categoria olímpica da ginástica de trampolim. Embora ela também mantenha um sincronizado competitivo em nível internacional, com resultados consistentes para o Brasil.
De volta ao Minas Tênis Clube, Alice reforça o compromisso com o alto rendimento. A atleta destaca a estrutura oferecida pelo clube como fundamental para sua evolução, além da possibilidade de treinar em um ambiente mais dinâmico, cercado por outros ginastas. Durante o período na Polônia, ela treinava com um grupo reduzido, o que contrastava com a atmosfera dos ginásios brasileiros, mais cheios e intensos.
A experiência internacional, no entanto, é tratada como enriquecedora. “É completamente diferente, a rotina de viver no frio, adaptação a comida, ficar sem sol, enfim.. é bem diferente”, compara as rotinas entre Brasil e Polônia. “Hoje acredito que todo atleta deveria ter uma experiência fora do Brasil, é incrível conhecer novas culturas, novos estilos de treino, exercícios etc.. Tudo é adaptação, eu tive muita sorte de ser acolhida e ser tratada realmente como filha, eles me deram todo o suporte necessário para que eu me sentisse bem lá na Polônia”, completa Alice.
Fora dos treinos, o esporte segue sendo um elo importante na relação com a família. “Gosto não só de ter o Henrique na arquibancada como também gosto de ter minha avó, minha mãe, eles são minha família e minha base. Sempre que ele pode, ele vai me assistir nas competições sim, apesar de ficar nervoso ela gosta de ir e é meu maior incentivador, super companheiro e me apoia sempre”, finaliza.


