
Alice D’Amato passa por cirurgia no ombro
24 de março de 2026Em uma entrevista a ESPN, a ginasta Rebeca Andrade confirmou que estará de volta as competições ainda em 2026 e retorna com um sonho olímpico ainda não alcançado. O retorno, no entanto, será conduzido com cautela, priorizando o fortalecimento do corpo e a preparação gradual para voltar ao alto nível.
Após um período de pausa considerado fundamental para a recuperação física e, sobretudo, mental, a maior medalhista olímpica da história do Brasil na modalidade confirmou que pretende retomar o ritmo competitivo ainda nesta temporada. A atleta revelou que, apesar de já ter alcançado feitos históricos, ainda mantém objetivos bem definidos para o futuro.
Entre eles, dois sonhos se destacam: conquistar uma medalha olímpica nas barras assimétricas — aparelho que considera seu favorito — e ajudar o Brasil a classificar uma equipe completa para os Jogos Olímpicos de Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. “Eu gostaria muito que a gente classificasse a equipe para estar em Los Angeles e queria voltar para o Brasil com uma medalha na paralela. Já tenho medalha de Mundial e de Copa do Mundo, falta a olímpica”, afirmou.
Mesmo com a ambição esportiva, Rebeca adota um discurso equilibrado sobre resultados. A ginasta destaca que o desejo por novas conquistas não se sobrepõe à sua trajetória já consolidada. Segundo ela, a busca por medalhas segue acompanhada de maturidade e consciência sobre o próprio legado. “Se não acontecer, não é algo que vou carregar para o resto da vida. Mas vou treinar bastante”, disse, reforçando o compromisso que mantém com o esporte e com a equipe brasileira.
Outro ponto enfatizado pela atleta é a constância de sua dedicação, independentemente das circunstâncias. Rebeca ressalta que mantém o mesmo nível de comprometimento ao longo da carreira, seja em momentos favoráveis ou adversos. “Vou dar meu 100% no dia bom e no dia ruim”, declarou. A decisão de seguir competindo, inclusive, passa também pelo desejo de continuar representando o país e contribuindo com o desenvolvimento da ginástica nacional.
O período afastada das competições também trouxe ganhos fora do ginásio. A ginasta aproveitou o tempo para se reconectar com a família, descansar e viver experiências que a rotina de treinos intensos normalmente não permite. Além disso, destacou o impacto da crescente visibilidade internacional, que ampliou sua influência entre atletas de diferentes modalidades, muitos dos quais a procuram em busca de orientação, especialmente após lesões.
Ainda sem calendário competitivo definido, Rebeca afirmou que o planejamento será feito em conjunto com a comissão técnica, liderada pelo treinador. A ideia é escolher competições que estejam alinhadas ao seu estágio de preparação, respeitando o tempo necessário para um retorno seguro. A expectativa, no entanto, já está posta: 2026 marca não apenas o retorno de uma campeã, mas o início de um novo ciclo guiado por ambição, experiência e equilíbrio.


