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27 de fevereiro de 2026Durante o estágio de treinamento da Confederação Brasileira de Ginástica no Rio de Janeiro, chamou atenção um exercício apresentado pelo ginasta Yuri Guimarães, do Agith. Ele apareceu em um vídeo treinando um hiper duplo mortal carpado no salto para o fosso e a curiosidade e se a intenção é colocar o salto em competições oficiais.
Marcos Goto, treinador de Yuri, detalhou o planejamento em torno do possível investimento no hiber duplo carpado ao longo da temporada de 2026, salto de valor de dificuldade em 5.2. Segundo ele, a decisão passa pelo equilíbrio entre o desejo do atleta e a estratégia técnica definida pela comissão.
“O meu papel como treinador é respeitar a vontade do atleta, mas isso não significa abrir mão da estratégia. Podemos investir porque ele acredita no salto, mas precisamos validar essa escolha com números. A proposta é estabelecer um período de aproximadamente três meses para avaliação. Caso a curva de evolução seja positiva, o trabalho terá continuidade. Se houver estagnação ou instabilidade, a estratégia será reavaliada”, esclarece Goto.
Diante disso, a equipe técnica estabeleceu critérios claros para que o elemento possa ser oficializado em série competitiva. O primeiro é que Yuri tenha consistência superior a 75% de acertos nos treinos, depois ausência de inconstâncias na entrada e cumprimento de um planejamento progressivo e seguro. A preocupação é justificável, já que a aterrissagem do salto é considerada extremamente arriscada.
Em relação ao estágio atual o se a inclusão em competições oficiais acontecerá em breve, Goto reconhece que ainda depende da evolução do atleta, mas reforça que o processo exige maturação. “Potencial ele tem. Agora precisamos verificar se vai suportar a carga de treinos. É treinar, treinar e treinar. Ainda depende de muitos fatores. Não é um salto fácil. Precisamos garantir que haja constância e segurança antes de levá-lo para competição”, completa o treinador.


