• Medalhista olímpica acusa técnico de agressões físicas


    O nome Bela Karolyi virou praticamente sinônimo de atletas de alto nível na ginástica artística mundial. O técnico romeno descobriu e foi responsável pela memorável performance de Nadia Comanecci nos Jogos Olímpicos de Montreal, quando a romena conquistou três medalhas de ouro, uma de bronze e entrou para história com a inédita nota 10. Mas nesta semana, uma outra ex-ginasta de Karoly, Trudi Eberle Kollas, soltou o verbo e acusou o técnico e sua mulher, Martha, de violência física nos tempos em que treinava com eles.
    Em entrevista a uma rádio de Sacramento, nos Estados Unidos, a vice-campeã olímpica dos Jogos de Moscou-80 disse que Karoly e Martha costumavam bater em suas atletas rotineiramente 'em todas as partes do corpo'. Segundo Kollas, que hoje também é treinadora, em uma ocasião a violência dos golpes foi tamanha que ela ficou com a parte atrás das orelhas em carne viva.
    Às denúncias de Kollas seguiu-se a confirmação da coreógrafa Gaza Poszar, que trabalhou com o casal entre 1974 e 2002. 'Sei que Trudi não mente. Ela foi quem sofreu os maiores castigos', disse. Segundo ela, antes das Olimpíadas de 80, a jovem faltou em um treino e recebeu um duro golpe nas costas e outro na cabeça. 'Esta é a única linguagem que entende', teria dito Karoly na ocasião.

    O ucraniano prefere menosprezar as acusações. 'Esta gente é um verdadeiro lixo. Eu me nego a falar sobre este assunto', disse.

    As histórias de terror cercando o treinador europeu incluem sua passagem no comando da seleção norte-americana nos Jogos de Atlanta-96. A vítima foi Kerri Strug, que foi obrigada a disputar a prova de salto mesmo com uma lesão no tornozelo esquerdo porque outra atleta havia cometido um erro e Karoly queria que ela somasse pontos para o time. Os Estados Unidos conquistaram o ouro, mas Strug foi obrigada a se aposentar.
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