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Brasil conquista cinco ouros em Varna


Apesar da baixa de Francisco Barreto nas finais da competição - o ginasta se ausentou por conta de uma lesão nas costas -, o Brasil conquistou excelentes resultados em Varna. Independente da fraca participação na competição feminina, as notas conquistadas pela seleção mostrou muita competência e superioridade: o Brasil foi o país mais condecorado nessa etapa da Copa do Mundo, conquistando cinco ouros e dois bronzes.

Todos os ouros foram conquistados pelo Brasil na competição feminina. No salto, Rebeca Andrade teve uma das notas mais altas do ano, se não for a mais alta. Voltou com um amanar belíssimo - e mais consistente que nos Jogos Olímpicos - e manteve o excelente lopez, que na média renderam 14,800. Nas assimétricas, conseguiu ligar toda sua série e partiu de 6,1, mas pecou um pouco na execução. Mesmo assim conquistou o ouro com 14,050, enquanto Thais Fidelis, que evoluiu bastante nesse aparelho, conquistou o bronze com 12,450.

Daniele foi ouro na trave, obtendo a maior nota D e E do aparelho, finalizando com 13,750 (D 6,1). Com duas quedas, ambas nas sequências acrobáticas da série, Thais finalizou em 6° com 11,700. No solo, Thais fez uma boa série e terminou com o ouro mas acabou saindo fora dos limites do tablado na sua primeira sequência acrobática. A sequência é muito extensa e, para isso não acontecer novamente, é preciso cravar a sequência ou diminuí-la. Essa é uma questão complicada: Thais faz rondada + flic + pirueta e meia ao passo e poderia trocar por rondada + pirueta ao passo; entretanto, o lado que a ginasta gira a pirueta e a entrada da perna da rondada influenciam muito para essa troca. Daniele esteve excelente na final de solo, cravando as duas primeiras passadas e adicionando um lindo giro mustafina na série mas, infelizmente, teve uma queda na última diagonal e terminou em 4° com 12,600.

A competição masculina também foi de muito proveito. Competindo contra grandes ginastas, a seleção se apresentou muito bem apesar de ter escapado uma medalha de Arthur Nory no salto. O ginasta já havia conquistado o bronze no solo com uma série relativamente simples para todo seu potencial, e no salto, onde tinha nota D competitiva, acabou tendo uma queda no seu segundo salto: um yurchenko com meia volta para a dupla pirueta de frente. Apesar da queda, a execução é seu ponto forte e Nory terminou em 4°, podendo continuar sendo finalista e possível medalhista nesse aparelho durante as competições do ciclo.

Na final de paralela, apesar de alguns pequenos erros, Caio Souza está com uma ótima série e acabou conquistando o bronze (14,450), ficando atrás apenas dos tradicionais ucranianos: Petro Pakhniuk foi ouro e Oleg Verniaiev foi prata. Na final de argolas, apresentou uma boa melhora na toda D; terminou em 6° e se mostra forte para uma competição individual geral. Competiu ainda na barra fixa, mais um aparelho onde está com uma excelente série e, competindo sem erros, conquistou o ouro com 14,200, fechando a Copa do Mundo muito bem e deixando uma boa impressão da ginástica brasileira.

Confira os resultados completos: http://gymnastics.bg/varnaworldcup2017.
Vídeos em: Marcos Gym Art

Post de Cedrick Willian
Imagem: Yasen Georgiev

Análise do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística


Terminou hoje o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, que definiu as equipes que competirão no Sul-Americano Juvenil e Infantil e que ainda guarda um suspense quanto à convocação da categoria adulta, de onde serão selecionados os ginastas que representarão o Brasil no Mundial.

O campeonato começou com baixas importantes: Diego Hypólito e Flávia Saraiva não participaram da competição. É provável que Diego não se apresente no Mundial esse ano, já que teve pouca participação competitiva, mas ainda terá mais uma chance de ser avaliado. Flávia precisa avaliar a gravidade da lesão nas costas e, se não conseguir competir no Mundial (provavelmente ela não viajará para o Pan de Especialistas essa semana), será uma baixa extremamente infeliz para o Brasil: a ginasta tem chances reais de medalhas em Montreal.

Arthur Nory está de volta. Apesar de não ter competido no individual geral, conseguiu ajudar o Pinheiros em cinco aparelhos para a conquista do título, com folga, de campeão brasileiro por equipes. O pódio foi completado pelo SERC, que ficou com a prata, e a equipe de São Bernardo com o bronze. Arthur Zanetti não competiu nas argolas, seu melhor aparelho, se apresentando somente no solo e salto (as duas melhores notas desses aparelhos na classificatória), mas também ajudando sua equipe, o SERC São Caetano, na conquista da prata. Rebeca Andrade, voltando dos cuidados de uma lesão, competiu apenas na paralela e conquistou a maior nota nesse aparelho. Jade Barbosa voltou com tudo, competindo no individual geral e, mesmo com falhas, apresentando boa parte de seus antigos elementos.

Os destaques da competição masculina ficaram por conta de Caio Souza, campeão brasileiro individual geral e detentor das melhores notas em quase todos os aparelhos. Mesmo competindo com uma série mais fraca no solo, esse pode ser o ciclo olímpico do Caio, que apesar de muito esforçado e talentoso, acabou fora dos Jogos do Rio. Nory também está com boas séries e é provável que vá para o Mundial do Canadá, ao lado de Caio, como "all-arounder".

No feminino, Thais Fidelis mostrou muita evolução desde o Trofeo Jesolo na Itália. Lá, talvez por ser início de temporada, não conseguiu mostrar todo seu potencial, que foi altamente explorado no brasileiro. Faltando apenas a saída de mortal nas barras assimétricas, Thais está inteira, com boas dificuldades nas séries e grandes chances de competir bem no Canadá. Liderou o CEGIN ao lugar mais alto do pódio na final por equipes, que teve o Pinheiros em segundo lugar e o Flamengo em terceiro.

Daniele Hypólito, contrariando a muitos, mostrou mais uma vez que contra fatos não há argumentos. Foi bronze no individual geral e teve a segunda melhor nota de solo e de trave. Também se firma como um possível nome na equipe que representará o Brasil no Mundial em outubro. Fabiane Brito, apesar de ainda juvenil, foi prata no individual geral com uma forma incrível. Teve uma lesão no ano passado e se recuperou muito bem, mostrando extrema segurança em suas séries. A ginasta entra pra categoria adulta no ano que vem e é, sem dúvidas, a principal adição do Brasil em 2018. Impensável uma equipe no ano que vem sem sua presença!

A comissão técnica não definiu os ginastas convocados para a seleção, afirmando que os ginastas passarão por mais uma seletiva e que os nomes serão divulgados nas próximas semanas. Levando em consideração os resultados do Campeonato Brasileiro - como também a participação em campeonatos anteriores -, uma boa seleção para o Mundial seria formada com:

Flávia Saraiva (individual geral), Thais Fidelis (individual geral), Rebeca Andrade (recuperando de lesão, faria apenas salto e barras assimétricas, sendo que no salto tem chances reais de ser medalhista) e Daniele Hypólito (trave e solo) no feminino;

Caio Souza (individual geral), Arthur Nory (individual geral), Arthur Zanetti (argolas e solo) e Francisco Barreto (cavalo com alças, paralela e barra fixa) no masculino.

Assim que sair a convocação para o Mundial faremos uma análise sobre as possibilidades de cada ginasta convocado. As chances que o Brasil tem de medalha esse ano, principalmente no feminino, são muito boas.

Confira a convocação das equipes infantis e juvenis para o Sul-Americano.

Feminino

Juvenil: Fabiane Brito (CEGIN), Isabel Barbosa (Pinheiros), Cristal Bezerra (Adeco) e Maria Júlia (Flamengo).
Infantil: Maria Eduarda Tavares (GNU), Ellen Nascimento Ferreira (Adeco), Júlia Moraes Godoi (São Bernardo) e Ana Luiza Lima (CEGIN)

Masculino

Juvenil: Arthur de Freitas (Sesi - SP), Tomas Rodrigues (Sogipa), André Lucas Florindo (Pinheiros) e Vitor Ganancio (SERC).
Infantil: Arthur Rua e Arthur Cardoso (SERC); Ian Camargo e Erick Domingues (Pinheiros).

Resultados: Infantil - Masculino: geral e equipe - Feminino: geral e equipe.

Novidades

O CEGIN melhor do que nunca e digno de muita admiração. Com esforços financeiros recentes para manter o clube, a volta do treinador Roger Medina está fazendo toda diferença. O clube parou com a política do simples e limpinho e, nesse momento, as ginastas que lá treinam estão fazendo séries extremamente competitivas em todas as categorias.

Pode ser que de lá saiam as principais ginastas dos próximos cinco anos: mesmo as infantis já estão apresentando um nível de ginástica e evolução surpreendentes! O clube foi campeão por equipes e individual geral na categoria infantil e adulto. De quebra, Fabiane Brito, que ainda é juvenil, foi prata no individual geral adulto. Também colocaram representantes do clube no Sul-Americano em ambas categorias. Fica a torcida pela continuidade desse belo trabalho.

Mas o que realmente surpreendeu foi a transmissão ao vivo que a Confederação Brasileira de Ginástica fez do Campeonato pelo Facebook. Não deu pra acreditar! Já temos ginástica artística de primeiro mundo, agora começamos a dar um passo para uma organização no mesmo patamar. A CBG está de parabéns, e os fãs de ginástica agradeceriam muito se as coisas continuassem por esse caminho.

Post de Cedrick Willian
Foto: Pedro Kirilos

Novos critérios para formação das seleções


O ciclo olímpico brasileiro começa com a nova direção da ginástica artística propondo algumas boas mudanças. Claro que estamos de olho e vamos sempre avaliar os resultados das inovações, que só o tempo dirá se serão boas o ruins. O que não podia, é claro, era continuar tudo como estava, principalmente na ginástica artística feminina. E agora já temos novos métodos de ingresso na seleção brasileira de ginástica artística feminina e masculina, que será sempre transitória.

O método se parece com os antigos padrões da ginástica artística masculina, que sempre precisou passar por testes e avaliações com frequência. No final, integrará a seleção e estará presente nas competições mais importantes aquele ginasta que se destacar mais, seja com o frequência de acertos ou com as melhores notas. Uma seleção por merecimento, algo que deixa ginastas e treinadores em busca constante de aperfeiçoamento físico e técnico.

Mais um ponto positivo da mudança: os campeonatos brasileiros servirão como seletiva e contarão pontos para compor a seleção, ou seja: nada de séries fracas, nada de só cumprir os requisitos e nada de "vagas garantidas". Campeonato Brasileiro agora é, mais do que nunca, o ponto auge do ginasta brasileiro, o lugar onde cada ginasta vai "dar o sangue" pela chance de representar o país. Será muito mais interessante de assistir, isso porque vai colocar os interessados na seleção para competirem na melhor forma possível sempre.

Os critérios são parecidos com o da ginástica americana, onde os ginastas, tanto no masculino como no feminino, participam de campings de treinamento e avaliação além dos campeonatos nacionais. Nos Estados Unidos, a própria seleção americana é anunciada, depois de um tempo de discussão, logo após o término do Campeonato Nacional.

Confira os métodos avaliativos que regem a seletiva da seleção a partir de agora.

Formato de acesso

Haverá um total de 12 vagas em disputa, tanto para GAM quanto para GAF. Estas serão distribuídas da seguinte forma:
  
- 6 vagas para GENERALISTAS
- 4 vagas para ESPECIALISTAS
- 2 vagas definidas pela Comissão Técnica

Serão  realizados  três  tipos  de  avaliações  nos  atletas  durante  o  processo  de formação  da  Seleção  Brasileira  de  Ginastica  Artística  para  o  ano  de  2017, sendo estas: avaliações técnicas, médicas e físicas. 

Nas  avaliações  técnicas, serão  aplicados  os  conceitos "excelente", "muito bom" e "bom" para cada aparelho avaliado. 

Para os especialistas, serão necessários três aparelhos para GAM e dois aparelhos para GAF.

O conceito mínimo para o especialista é "excelente" em um dos aparelhos  apresentados, e  nos outros aparelhos  não  poderá ser  inferior a "bom".

Se houver empate com relação aos conceitos, o critério de desempate será a nota  final  do  ginasta; persistindo o  empate,  a  decisão  final  ficará a  cargo  da Comissão Técnica.

Serão  realizadas  ainda  avaliações  da  condição  médica  e  física  (composição corporal) para entrada e  permanência dos atletas nas Seleções de Ginástica Artística, onde  os  atletas  deverão atingir algumas exigências para estarem aptos a integrarem as Seleções Brasileiras Masculina e Feminina, no ano de 2017.

A análise da condição física (composição corporal) será realizada através das dobras cutâneas, ficando estabelecido o limite máximo de percentual de gordura: 9% para GAM e 12% para GAF.

Na avaliação da condição médica, será considerado o nível de risco do atleta para treinar ou competir  com segurança e performance, inicialmente, e ao longo da temporada. Essas avaliações serão coordenadas pela Equipe Médica e Multidisciplinar CBG/COB.

Nesse ano, a Seletiva para formação das Seleções Brasileiras de GAF e GAM será o Campeonato Brasileiro Adulto de Ginástica Artística em agosto.

Por decisão da Comissão Técnica, poderão ser realizadas, ainda durante o ano de 2017, avaliações abertas para interessados em integrar a Seleção principal, caso não sejam preenchidas as 12 vagas em disputa no Campeonato Brasileiro. Essas avaliações adicionais serão divulgadas pela CBG com a devida antecedência

Conceitos

Seleção Masculina

Generalistas

Média dos resultados dos dois dias de competição

Bom – 81,500 a 82,500
Muito bom – 82,550 a 83,500
Excelente – acima de 83,550

Solo

Bom – 14,200 a 14,300
Muito bom – 14,350 a 14,550
Excelente – acima de 14,600

Cavalo com alças

Bom – 13,800 a 14,000
Muito bom – 14,050 a 14,250
Excelente - acima de 14,300

Argolas

Bom – 14,300 a 14,400
Muito bom – 14,450 a 14,650
Excelente - acima de 14,700

Salto

Média dos dois saltos, sendo que um dos saltos deve ter nota D mínima = 4,8

Bom – 14,300 a 14,500
Muito bom – 14,550 a 14,750
Excelente – acima de 14,800

Paralela

Bom – 14,150 a 14,300
Muito bom – 14,350 a 14,550
Excelente – acima 14,600

Barra fixa

Bom – 14,150 a 14,300
Muito bom – 14,350 a 14,550
Excelente - acima de 14,600

Seleção feminina

Generalistas

Média dos resultados dos dois dias de competição

Bom – 51,500 a 52,500
Muito bom – 52,550 a 54,550
Excelente - acima de 55,000

Salto

Média dos dois saltos, sendo que um dos saltos deve ter nota D mínima = 5,2

Bom – 13,800 a 14,000
Muito bom – 14,100 a 14,450
Excelente – acima de 14,500

Paralela

Bom – 13,800 a 14,150
Muito bom – 14,200 a 14,550
Excelente – acima de 14,600

Trave

Bom – 14,150 a 14,300
Muito bom – 14,350 a 14,550
Excelente - acima de 14,600

Solo

Bom – 14,250 a 14,400
Muito bom – 14,450 a 14,650
Excelente – acima de 14,700

De todas as notas apresentadas, a de solo feminino é bem fora dos padrões internacionais. Para se ter noção, a maior nota de solo feminino esse ano era um 14,050 da americana Sidney Johnson que foi superada pela russa Angelina Melnikova, campeã européia nesse aparelho com 14,100. O conceito "excelente" na paralela também é questionável.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Melogym / Gym Blog Brazil

Quais as chances da seleção feminina do Brasil no Rio?


Desde os Jogos Olímpicos de Sidney, a seleção brasileira feminina não teve uma participação tão ruim em uma edição dos Jogos Olímpicos como há quatro anos atrás em Londres. Ao menos em Sidney, mesmo com a participação de apenas duas ginastas, Daniele Hypólito se classificou para a final individual geral conquistando o 20º lugar, até então a melhor colocação de uma brasileira numa final olímpica.

Depois disso, teve ótimas participações em 2004 e em 2008, mas foi depois de quase ficar fora dos Jogos de Londres e finalizar a edição em último lugar e sem nenhuma final é que o Brasil foi acordar para uma atualização urgente e necessária para a ginástica feminina.

A sede dos Jogos de 2016 já estava definida e o Brasil não queria fazer feio em casa: uma ginástica moderna - se é que esse é um adjetivo que deveria ser usado para a ginástica, mas no caso do Brasil pode ser que caiba muito bem - é o alicerce da seleção feminina, que chega em 2016 com sua melhor equipe. Com muito talento reunido e séries que exploram o potencial individual de cada ginasta, assim como o código de pontuação, o Brasil pode fazer dos Jogos do Rio uma de suas melhores competições.

CHANCES REAIS

Rebeca Andrade

Mesmo voltando de uma séria lesão, Rebeca se recuperou a tempo de uma boa participação olímpica. O susto foi grande mas a superação foi maior: a ginasta está fisicamente bem e recuperou quase todos os exercícios que fazia antes da lesão, apresentando uma melhora nas barras assimétricas. De acordo com as séries que vem treinando, tem chances de se classificar para a final do individual geral e terminar entre as 15 primeiras no solo e barras assimétricas.

Flávia Saraiva

Flávia é a segunda ginasta individual geral da equipe e também deve estar, ao lado de Rebeca, na final individual geral. Flávia também tem chances de conseguir uma vaga na final de trave e terminar entre as 8 melhores. Esse seria o melhor resultado do Brasil nesse aparelho, que até hoje nunca teve uma finalista olímpica. Com muita graciosidade, pode finalizar entre os 15 melhores solos da competição.

Equipe

Sem dúvidas essa é uma equipe que tem chances de conquistar uma vaga na final olímpica. No salto, temos um amanar e três yurchenkos com dupla pirueta . Na trave, a média das notas de dificuldade gira em torno de 6 pontos. Nas assimétricas, o terror passou e temos, no mínimo, uma série para mais de 14 pontos. No solo finalmente contamos com elementos de dança de valor D: no ciclo passado elementos de valor B ainda contavam na série!

O QUE PODE ACONTECER?

Rebeca Andrade

Rebeca tem condições de terminar entre as 10 primeiras ginastas no individual geral e superar a melhor marca olímpica que o Brasil tem nessa final, uma 10ª colocação da ginasta Jade Barbosa em 2008 na China. Cravando a série, tem chances de conseguir uma vaga na final de solo, segunda brasileira a conseguir o feito. A ginasta ainda pode homologar o duplo mortal com uma pirueta e meia, exercício inédito em competições oficiais da FIG e que ela já apresentou em uma competição internacional.

Flávia Saraiva

Não seria impossível para Flávia também terminar entre as 10 primeiras no individual geral. Apenas sua série de barras assimétricas apresenta nota entre 13 e 14 pontos, podendo compensar a nota "baixa" com ótimas séries de solo e trave. Um resultado mais importante do que esse seria uma medalha na trave, algo completamente possível de acontecer. Alexandre Cuia, treinador de Flávia, já disse em entrevistas que pretende tentar uma final de solo, e para isso alguns upgrades deveriam ser feitos na série. Sabe-se que o duplo mortal esticado está pronto para competir e ela ainda treina a sequência de flic sem mãos + tripla pirueta.

Jade Barbosa

Ainda não se sabe se Jade fará ou não todos os aparelhos nos Jogos, ficando a dúvida apenas no solo. Apesar de não ser seu principal aparelho, tem uma quantidade boa de acrobacias e sequências que poderiam ser utilizadas. Fazendo o individual geral, Jade pode conseguir uma das duas vagas brasileiras na final? Talvez. Muito firme na trave, no Mundial de Glasgow foi a segunda reserva da final e melhor brasileira nesse aparelho.

Daniele Hypólito

A Daniele versão 2016 é a mais parecida com a Daniele versão 2001. Desde o ciclo 2000-2004 a ginasta não esteve tão em forma. Suas séries voltaram a ser competitivas e ajudam muito a equipe. Para competir no Rio teve que se reinventar e conseguir o que era preciso para, com 31 anos, superar as "new seniors" e se manter na equipe principal. Atualmente, sua maior nota de partida é na trave de equilíbrio, aparelho difícil para uma precisão concisa independente de quem está competindo. Cravando a série de sua vida, pode conquistar uma nota em torno de 14,400 que, dependendo do desempenho das favoritas, pode colocá-la na final ao lado de Flávia Saraiva.

Equipe

O Brasil tem tudo para fazer uma boa competição na final. Com a Rússia desfalcada e cheia de lesões, vários países estão de olho no bronze. Sonhar com o bronze é algo muito grande, mas terminar entre as 5 melhores equipes é possível. Atualmente, nenhuma outra equipe apresenta a firmeza da equipe americana, que está com o ouro praticamente garantido. Depois os Estados Unidos, a vantagem está a favor da China, que pode contar com alguns erros e ainda ficar com a prata. Rússia, Grã-Bretanha, Itália, Brasil, Canadá e Japão estão numa competição mais ou menos assim: quem errar menos tem o melhor resultado. É na torcida pelos acertos do Brasil e no histórico de inconsistência russa e britânica que um ótimo resultado pode acontecer.

RESULTADOS A SEREM BATIDOS

A melhor apresentação da seleção feminina do Brasil nos Jogos Olímpicos foi em 2008, quando conquistou 4 finais, sendo duas ginastas no individual geral. Confira!

8º lugar na final por equipes
7º lugar na final de salto com Jade Barbosa
6º lugar na final de solo com Daiane dos Santos
10º e 22º lugares na final individual geral com Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva.





Faltam 12 dias para as classificatórias femininas dos Jogos do Rio!

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Brasil brilha em São Paulo!



O Brasil terminou a Copa do Mundo de Ginástica, etapa de São Paulo, com seis medalhas de ouro. Responsável por três delas, Daniele Hypólito foi a melhor ginasta nas finais femininas. Os outros três ouros vieram com Arthur Zanetti nas argolas, Arhur Nory no salto e Sérgio Sasaki na barra fixa. Com pratas e bronzes adicionados, o total foi de treze medalhas.Confira:

4 pratas - Diego Hypólito no solo, Sérgio Sasaki no cavalo com alças e salto e Rebeca Andrade nas assimétricas.

3 bronzes - Carolyne Pedro no solo, Rebeca Andrade na trave e Francisco Barreto na paralela.


Devido à proximidade do Campeonato Europeu, que começa essa semana, o nível da Copa não foi tão alto como no ano passado, mas isso não pode ser usado como justificativa para a conquista de todas essas medalhas. Todas as competições são importantes e devem ser competidas com a mesma responsabilidade. Sempre dar o seu melhor é o dever de todos os atletas e os resultados acontecem de acordo com o desempenho.

Não adiantaria a competição estar cheia ou vazia de grandes nomes internacionais se o desempenho fosse abaixo do esperado. O mérito das conquistas nunca pode ser retirado ou desvalorizado. Já imaginou se tudo desse errado e o Brasil não conquistasse nenhum ouro? Se errassem as séries dentro de casa?

Mas não foi o que aconteceu e o Brasil brilhou mais uma vez dentro de casa. Zanetti garante seu lugar na equipe enquanto se reconhece dentro dos olhos de Sasaki a segurança que havia antes da lesão. Rebeca se firma como a melhor "barrista" do Brasil enquanto Daniele mostra o valor de toda sua experiência. Um bom caminho trilhado pelas seleções até a chegada dos Jogos Olímpicos.

Nos demais aparelhos, os campeões foram:

Barras assimétricas - Jéssica Lopez (VEN)
Solo masculino - Tomas Gonzalez (CHI)
Cavalo com alças - Kaito Imbayashi (JPN)
Paralelas - Josimar Calvo (COL)


Confira os resultados completos.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Equipes brasileiras definidas: Trofeo Cittá di Jesolo e DTB Team Challenge


Foram definidas as seleções masculinas e femininas que representarão o Brasil no Trofeo Cittá di Jesolo e DTB Team Challenge. Os respectivos campeonatos marcarão o retorno de Rebeca Andrade e Sérgio Sasaki às competições.

Trofeo Cittá de Jesolo 18 a 21/03

Rebeca Andrade
Flávia Saraiva
Jade Barbosa
Daniele Hypólito
Lorrane dos Santos
Carolyne Pedro

DTB Team Challenge - 18 a 21/03

Sérgio Sasaki
Arthur Nory
Francisco Barreto
Lucas Bittencourt
Petrix Barbosa


As duas competições serão de grande importância para o Brasil, já que serão praticamente testes para as duas seleções. No feminino, a intenção deve ser analisar como a equipe vai se portar frente à grandes seleções do Mundo: Itália e Estados Unidos estarão presentes na competição. As ginastas serão as mesmas que competirão no Evento Teste e provavelmente as mesmas que estarão nas Olimpíadas.

No masculino, o teste fica por conta da atuação de Sérgio Sasaki que, 100% recuperado, está a um passo da equipe olímpica. Mas qual o nível atual de suas séries? Será que retomou toda a dificuldade que possuía? Para os demais, a competição deve contar como avaliação para uma possível integração da equipe olímpica. Todos competem pela mesma vaga, e Nory, por conta de sua bela atuação durante todo o Mundial de Glasgow, tem uma certa vantagem em cima dos demais.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Flávia e Daniele conquistam 4 medalhas em Baku


O dia foi bom para o Brasil no Azerbaijão. Flávia Saraiva e Daniele Hypólito conseguiram repetir boas performances nas finais de hoje e terminaram o dia com 4 medalhas: 2 ouros para Flávia no solo e trave, uma prata para Daniele nas assimétricas e mais um bronze para Flávia nas assimétricas. Flávia foi a ginasta mais condecorada da competição.

Daniele acertou novamente sua série de barras assimétricas e tirou sua melhor nota do ciclo nesse aparelho: 13.800. A série está curta, o que é muito bom, porque deixa pouco espaço para descontos. No geral, quanto mais tempo em cima do aparelho, mais descontos a ginasta está sujeita. Os exercícios estão todos ligados, a nova largada está segura e a saída foi cravada. No salto, outro aparelho que disputou hoje, não teve quedas, mas não executou bem o yurchenko com pirueta e meia, deixando a final sem medalhas.

Flávia errou a paralela mas não teve quedas. Não conseguiu passar o troco na barra baixa depois do pak e teve que fazer mais dois kips e lançamentos. Após isso, continuou a série sem problemas e cravou a saída, pontuando 13.250 e ficando com o bronze. Na trave, fez sua melhor série em competições até hoje, mas os juízes estavam muito rígidos e, apesar de ter se apresentado muito melhor do que na classificatória, conseguiu uma nota inferior, 14.800, mas ainda suficiente para o ouro. No solo, continuou com os saltos e/ou giros não validados, mas mantendo a mesma nota de partida e a primeira colocação com 13.850.

Confira as séries das ginastas na competição!

Daniele no salto e assimétricas





Flávia nas assimétricas, trave e solo







No masculino, a equipe do Japão liderou as finais, com destaque para o ginasta Kenzo Shirai, que levou o ouro no solo com 16.150 (D 7.5) e no salto com 14.975. Seu compatriota, Tomomasa Hasegawa levou o ouro no cavalo com alças com 15.400 (D 6.8) e na barra fixa com 14.800 (D 6.8). Oleg Stepko conquistou o ouro na paralela para a equipe da casa com ótimos 15.550 (D 6.8) enquanto a final de argolas foi liderada pelo ginasta turco Ibrahim Colak, que alcançou a nota de 15.450 (D 6.7). Resultados completos.

As próximas competições que o Brasil participa são:

- American Cup, 05/03, nos Estados Unidos, participa Lucas Bittencourt e Lorrane dos Santos.

- Copa do Mundo de Glasgow, 12/03 na Escócia, participa Arthur Nory.

- Trofeo Citta di Jesolo, 19 e 20/03 na Itália, participa seleção feminina do Brasil com Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane dos Santos e Rebeca Andrade.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Flávia e Daniele passam bem pelas classificatórias e estão nas finais em Baku


Flávia Saraiva e Daniele Hypólito terminaram hoje a competição classificatória em Baku e o Brasil será representado em todas as finais femininas. No salto, Daniele se classificou em 3º lugar com 13.850. Nas assimétricas, Flávia se classificou em 2º lugar com 13.850 e Daniele se classificou em 3º com 13.400. Nas finais de trave e solo, Flávia se classificou em primeiro em ambos, com 15.150 na trave e 13.800 no solo.

Daniele não apresentou novidades no salto, competindo com saltos simples. Nas assimétricas, entretanto, fez sua série nova que agora tem duas largadas. Mesmo com descontos grandes na oitava com pirueta e na saída, finalizou com 13.400 e pode aumentar a nota na final. Daniel ainda competiu na trave, quando também tentou realizar um upgrade na sua série, uma entrada de layout seguida de outro layout (que bonifica em 0.2), mas acabou tendo uma queda nessa sequência e também no mortal esticado e acabou fora da final.

Flávia também fez duas estreias nessa Copa do Mundo: competiu com série nova na paralela, que contém mais uma largada, um jaeger carpado que pode evoluir para um esticado. Pode melhor muito sua nota, que contém vários errinhos de execução nos lançamentos à parada. Na trave, apresentou sua série atual que tem potencial para atingir os 6.9 de nota D. Nessa competição, conseguiu 6.5; de todas as ligações que apresentou, a mais duvidosa foi a do salto sissone seguido após o mortal esticado, que provavelmente não foi considerada. No solo, apresentou uma coreografia nova e muito dinâmica. A nota D deveria ter sido de 5.6, mas a ginasta só conseguiu 5.4. A série atual não perde em nada no quesito artisticidade se comparada à outra.

Confira as séries de Flávia Saraiva na competição.

Assimétricas



Trave

As possibilidades de Flávia alcançar a nota D de 6.9 estão em todas as ligações consideradas. Nessa série, Flávia teve as seguintes sequências consideradas: layout + layout (0.2); rondada + mortal esticado considerada (0.1); sequência de aerials (0.3). Considerando as sequências de mortal esticado + sissone (0.1), cortada em arco + salto anel (0.2) e mortal pra frente + wolf jump (0.1), Flávia pode chegar em sua D mais alta. Considerando a excelente execução que possui em um dia de acertos, Flávia tem chances de conquistar uma final olímpica nesse aparelho.



Solo

Flávia poderia ter alcançado a nota D de 5.6 se os juízes não tivessem rebaixado um salto de valor D (provavelmente o cadete com pirueta) e se tivesse o seu giro em attitude de valor B considerado. Nessa série, Flávia contou com dois saltos C, um salto D e um exercício de valor A.



As finais serão transmitidas online amanhã, a partir das 6h, no link http://www.idmantv.az/canli/idman-canli-yayim.htm . Acompanhem!

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Flávia e Daniele fazem a primeira competição do ano


As ginastas Flávia Saraiva e Daniele Hypólito estão em Baku, no Azerbaijão, para abrir a participação do Brasil em etapas de Copa do Mundo em 2016. Flávia vai competir nas assimétricas, trave e solo enquanto Daniele compete na trave, solo e, talvez, no salto.

Daniele entrou na competição para substituir Rebeca Andrade, que estava cotada apenas para fazer barras assimétricas. A substituição causou indagações quanto a saúde de Rebeca, que tranquilizou a todos com um post nas redes sociais dizendo que estava tudo bem e que não viajou apenas para otimizar o seu treino.

Independente da presença da ginasta, o Brasil tem muito a mostrar. Numa competição relativamente fraca e sem um número relevante de ginastas de peso, o mais interessante de assistir realmente serão as performances das brasileiras. Faltando apenas dois meses para o Evento Teste, última chance de classificação olímpica para a nossa equipe feminina, é muito provável que a Copa do Mundo sirva para testar novas séries e elementos.

Daniele está com nova série de barras assimétricas, que conta com duas largadas, e as chances de que ela teste a série na competição é grande. Além disso, recentemente foi vista em um vídeo postado nas redes sociais treinando uma nova entrada na trave, uma sequência de dois layouts muito segura, e que bonifica em 0.2. Se realmente for competir no salto, pode ser que seja a hora de mostrar seu yurchenko com dupla pirueta. É muito interessante para a equipe que Daniele continue treinando paralela e salto, seus aparelhos mais fracos, e dessa forma seja competitiva e auxilie a equipe caso algo inesperado aconteça.

Flávia Saraiva também andou treinando algumas novidades, como o jaeger esticado e o van leween na paralela, além de ter várias sequências e acrobacias no solo nunca antes utilizadas em competição. Além disso, vai estrear sua nova série de solo, que conta com uma coreografia um pouco diferente da última utilizada. Há o interesse em que Flávia conquiste uma final de solo nas Olimpíadas, fato possível de acontecer, principalmente se os elementos acrobáticos saírem dos treinos e entrarem nas séries.

Expectativas e especulações à parte, ficaremos todos de olho na competição esse fim de semana, com as classificatórias no sábado e finais no domingo. Boa sorte ao Brasil e às ginasta!

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação

Seleção feminina faz o melhor e fica no aguardo


A seleção feminina acaba de encerrar sua participação nas classificatórias do Mundial. Apesar de terem cometido falhas, a equipe estava muito unida e deu o seu melhor. Terminaram em 4º lugar com 221.861 pontos e atrás de duas concorrentes fortes: Canadá e Grã-Bretanha.

O Brasil começou no solo, aparelho onde atualmente estão muito bem. As falhas cometidas no solo precisam de melhorias que estão além do alcance delas: a falta de treinos no tablado novo. O tablado utilizado aqui, de marca britânica, é o mesmo que será usado nas Olimpíadas e, até onde se sabe, o Brasil não possui um tablado desses. Comparando as brasileiras com as britânicas, que estavam na mesma rotação, as britânicas se saíram melhores e mais controladas. Os erros do Brasil não foram por quedas ou falhas técnicas: os erros aconteceram nas chegadas das acrobacias, por falta de controle nas aterrissagens, porque o solo "joga" mais. O treino específico para isso só pode acontecer em um tablado exatamente igual a esse. O Brasil teria "cravado" mais chegadas das séries e ganhos pontos preciosos com uma simples atenção dos nossos governantes e demais envolvidos que pudessem agilizar um tablado para os treinos.

No salto não competiram com os mais difíceis que podiam e mesmo assim foram ótimas. A falta dos yurchenkos com duplas tiveram motivos diferentes. Daniele Hypólito, por segurança, resolveu se prevenir adiando a estreia do exercício que já executa muito bem em treinos. Thaunny Lee estava chegando do salto ainda com um pouco de rotação e Alexandrov resolveu tirar e também preveni-la de uma possível lesão. Letícia Costa começou a sentir muitas dores no punho uma semana antes de viajar para o Mundial, causa também de não ter competido na paralela.

A paralela foi o aparelho onde o Brasil realmente errou mas, ao mesmo tempo, teve as notas de execução um pouco abaixo do esperado. 12.800, 13.233 e 13.600 foram notas baixas para as série que Thauany, Flávia e Lorrane dos Santos apresentaram. Erros aconteceram apenas nas séries da Daniele e da Jade. Daniele se segurou e evitou erros maiores enquanto outra ginasta da equipe ainda tinha o "direito" de errar e ter sua nota cortada.

Finalizaram na trave, com séries bem seguras e com a maior nota nesse aparelho. E isso pode ter sido bom ou ruim: bom por que acertaram e ninguém caiu; ruim porque todos sabiam que elas podiam mais. Depois dos erros que aconteceram nos outros aparelhos, optaram pela segurança das séries e acabaram tirando elementos e combinações que somariam mais. Thauany teve a ligação de layouts cortada última hora e Daniele poupou outros elementos para garantir uma série mais segura. As que conseguiram passar uma série completa e segura foram Jade e Lorrane, enquanto Flávia não caiu e perdeu a ligação dos layouts e reversões sem mãos.

Lorrane foi a nossa melhor ginasta no individual geral seguida de Flávia; ambas provavelmente estarão na final do individual geral. Até o momento, Jade e Flávia estão bem colocadas para a final de trave e Flávia ainda pode pegar uma final de solo. A competição ainda não chegou nem na metade mas, dada a competição que a Romênia fez hoje mais cedo, fica claro que tudo aqui pode acontecer.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Caio Souza e Daniele Hypólito vencem o Troféu Brasil


Superando as notas conseguidas na fase classificatória, Caio Souza e Daniele Hypólito conquistaram o ouro no Troféu Brasil 2015. Daniele conseguiu 56.750 e Caio terminou com 88.500.

Daniele ainda foi a melhor no solo, salto e trave, deixando o ouro nas barras assimétricas para Lorrane dos Santos, que também foi prata no individual geral. Carolyne Pedro fechou o pódio feminino com 53.850.

Caio Souza conquistou o ouro no paralela; prata na barra fixa, cavalo com alças e argolas; bronze no solo e salto. No individual geral, Francisco Barreto ficou com a prata e ainda foi ouro no cavalo com alças e barra fixa. Péricles Silva ficou com o bronze no individual geral pontuando 81.550.

Analisando as performances desse campeonato, Caio Souza, Francisco Barreto e Daniele Hypólito, se firmam ainda mais como nomes fortes para compor a seleção no Mundial desse ano. Caio e Francisco se mostram muito consistentes, conseguindo notas importantíssimas na paralela e barra fixa, sendo que Francisco ainda contribui muito no cavalo com alças. Caio se tornou um excelente ginasta individual geral, podendo também ficar entre os melhores do mundo nessa final.

Daniele cresceu muito esse ano e parece estar focada a conseguir uma vaga, não só no Mundial como nas Olimpíadas. Existem rumores que ela já está apresentando um yurchenko com dupla pirueta nos treinos, salto que elevaria ainda mais sua nota no individual geral e contribuiria muito para a equipe. O fato de não se lesionar com facilidade e a experiência são fatores importantes para a considerá-la importante esse ano.

Resultados completos: Photo & Grafia

Post de Cedrick Willian
Foto: Ricardo Bufolin

Ellie Black é campeã pan-americana e Flávia Saraiva fica com o bronze


A campeã pan-americana 2015 se chama Elsabeth Black e é canadense. Desde os Jogos Pan-Americanos de 1979, quando a campeã foi a ginasta canadense Monica Goermann, o Canadá não vence essa prova numa edição dos Jogos. Ellie acertou todas suas séries com muita segurança, demonstrando excelente controle da sua ginástica.

Impressionante ver o caminho traçado por ela desde 2011 até aqui. A ginasta melhorou muito seus resultados e séries da época juvenil e conseguiu uma vaga na equipe olímpica do Canadá, que terminou a final por equipes em 5º nos Jogos de Londres. Desde então, assumiu o posto de capitã da equipe até chegar esse momento e resultado que pode ser o melhor da sua carreira até agora. Vai liderar a equipe esse ano na busca da classificação olímpica e sua equipe realmente tem chances que isso aconteça ainda esse ano. Com a maior nota de trave da competição e totalizando 58.150, Black conquistou o ouro, deixando a prata com a americana Madison Desch (57.450) e o bronze com a brasileira Flávia Saraiva (57.050).

Flávia adiciona mais uma medalha para sua coleção de sucesso. Desde que despontou no cenário internacional nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014, vem ganhando confiança a cada competição. Foi ouro no solo e prata na trave na Copa do Mundo de Ginástica, em São Paulo, e estreou nos Jogos Pan-Americanos com 2 medalhas até o momento. Foi a melhor do dia no solo (14.650) e a segunda melhor na trave (14.400). Está na final desses dois aparelhos e tem séries suficientes para ser campeã nas duas provas, resultado que a colocaria na frente de Luisa Parente como ginasta brasileira mais condecorada em uma edição dos Jogos.

Daniele Hypólito terminou em 5º lugar com a nota 55.250, contrariando as opiniões de quem acha que a atleta não deveria estar mais na equipe. Com certeza as ginastas mais novas são muito talentosas, mas a experiência e boa saúde de Daniele (ela nunca passou por uma cirurgia série em todos esses anos de carreira) são levados em consideração na mesma equivalência dos grandes talentos.

Ana Sofia Gomez, da Guatemala, se classificou muito bem e nessa final teve várias problemas na paralela, fato que a colocou na 7ª posição com 54.300. Passou uma série de trave muito difícil e segura, podendo chegar bem no Mundial e conquistar vaga na final desse aparelho. A canadense Isabela Onyshko terminou em 6º lugar, com séries difíceis e que precisam ter a execução melhor trabalhada.

Confira os resultados completos.

Amanhã os Jogos continuam com o primeiro dia das finais por aparelhos a partir das 14:30. O Brasil compete na final de salto feminino com Daniele Hypólito; solo masculino com Arthur Nory; cavalo com alças com Francisco Barreto e Lucas Bittencourt; argolas com Arthur Zanetti. Sem dúvidas a maior chance de medalhas está com Zanetti, que vai fechar a final de argolas na tentativa da conquista do único título que ainda não possui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Kaori Miyaura

Brasil conquista 9 ouros no Sul-Americano de Ginástica Artística



Aconteceu no último fim de semana o Campeonato Sul-Americano de Ginástica Artística e o Brasil competiu muito bem, conquistando todos os ouros da ginástica artística feminina - um total de 6 - e mais outros 3 ouros com a ginástica artística masculina.

Nas competições femininas, o destaque ficou por conta da equipe do Brasil e Daniele Hypólito foi a ginasta com maior número de medalhas na competição. Além de campeã por equipes, foi campeã do individual geral, salto, trave e prata no solo. Letícia Costa foi campeã de solo, prata no individual geral e bronze na trave. Jade Barbosa foi campeã de barras assimétricas e foi acompanhada por Lorena Antunes nessa final, que terminou na 6ª posição com 12.200.

Nas competições masculinas, o destaque foi da Colômbia, que conquistou o ouro por equipes e outros 3 ouros com Jorge Giraldo no individual geral, cavalo com alças e paralela. Dividindo o pódio com o brasileiro Ângelo Assumpção, conquistaram mais um ouro no solo com Andres Martinez.

Os ouros do Brasil foram conquistados por Ângelo no solo e salto e Péricles Silva nas argolas. Por equipes, ficaram em 2º lugar com 254.850. No individual geral, Petrix Barbosa foi prata com 84.200 (dividiu o pódio com o colombiano Carlos Calvo). Ainda conquistaram mais 4 bronzes nas finais por aparelhos: Leonardo Souza no cavalo com alças e paralela; Renato Oliveira no solo e Petrix Barbosa nas argolas. Destaque para Leonardo, ginasta do Minas Tênis Clube, que em sua primeira competição importante na seleção conseguiu duas medalhas e notas bem consistentes, conseguindo ser o 4º colocado no individual geral.

Confira os resultados completos.

Próximas competições

O Brasil está listado para competir o Universíade com a ginástica artística masculina entre os dias 02 e 14 de julho, ainda sem informações sobre os ginastas que estarão em ação. Também competirá no Pan de Toronto, tanto no masculino como no feminino, e as equipes ainda não foram definidas.

Post de Cedrick Willian
Foto: Consugi

Francisco Barreto, Daniele Hypólito e Flávia Saraiva são campeões brasileiros 2014


A ginasta Daniele Hypólito, pela 12ª vez, sagrou-se campeã brasileira de ginástica. Flávia Saraiva foi a melhor entre as ginastas de 13-15 anos. Francisco Barreto, campeão em 2011 e 2013, conquistou seu 3º título esse ano.

Daniele somou um total de 54.700. Jade Barbosa, com uma queda na trave, uma queda na paralela e chegada descontrolada no salto, ficou em 2º lugar com um total de 54.150. Maria Cecília completou o pódio 51.000.

Flávia totalizou 51.800 pontos entre as ginastas de 13 a 15 anos para a conquista do ouro. Thais Santos, do Barueri, ficou em 2º com 50.300. Empatadas em 3º, Luana Silva, de Barueri, e Carolyne Pedro, do CEGIN, somaram 48.550. Confira os resultados completos.

Outros resultados: classificatórias por aparelhos e classificatórias por equipes.

Francisco Barreto pontou 86.500 para o ouro. Caio Souza, competindo agora pelo MESC, pontuou 85.950 e Lucas Bittencourt, com 85.700, ficou com o bronze. Lucas melhorou muito suas notas de execução e não teve nenhuma nota abaixo de 14, mostrando que está em boas condições para representar bem a equipe brasileira. Confira os resultados completos.

Outros resultados: classificatórias por aparelhos (Diego Hypólito fora da final de solo) e classificatórias por equipes.

Verificação de Daniele Hypólito no camping de treinamento


Haviam saído vídeos da Jade, Rebeca, Flávia e Julie, mas nada da Daniele Hypólito...até agora! Foi publicado o vídeo que contém as séries de verificação da Daniele Hypólito no salto, trave e solo. Nota-se claramente que a evolução das ginastas que estão treinando em Três Rios foi maior que a de Daniele, que está treinando no CEGIN.



A própria Jade Barbosa, comparada consigo mesma durante o tempo em que ficou no CEGIN, apresentou uma enorme melhora. Fica uma preocupação com Daniele e com as demais ginastas, que até o momento apresentaram poucos resultados e muitas lesões. Espero que não seja tarde demais...

Fonte: Canal Youtube de Hugo Lopes
Foto: Ricardo Bufolin

Nova trave de Daniele Hypólito


No treinamento de pódio do Campeonato Brasileiro Juvenil, a ginasta Daniele Hypólito conseguiu um nova série de trave, com nota de partida 6.4.

Flic + flic + mortal esticado + split jump
Sissone + estrela sem mãos
Mortal lateral
Cortada em arco
Cortada + mortal
sequência de dança
Giro 90 + giro simples
Saída de rondada + flic + duplo carpado

Acro: 2E, 2D e 1C (2.1)
Dança: 1E e 2C (1.1)
Bonificação: 0.7
RC: 2.5
Nota D: 6.4

No fim da série ela subiu na trave e fez a sequência de sissone + estrela sem mãos + mortal lateral. Isso pode aumentar a bonificação para 0.8. Acredito que Daniele vai para o Mundial com chance de final nesse aparelho.

Letícia Costa também apresentou exercícios diferentes: fez o twist, muito bom e sem queda, e saída de duplo carpado.


Daniele Hypólito fará testes com Alexandrov antes do Mundial


Daniele Hypólito está em Aracaju, e fará testes nesse sábado, 10 dias antes de viajar para o Mundial. A ginasta vai aproveitar a estrutura montada para o Campeonato Brasileiro Juvenil de Ginástica Artística (que começa hoje com o treinamento de pódio) para apresentar suas séries para Alexander Alexandrov.

"- É uma metodologia de treinos parecidos com o do Oleg (ex-treinador da Seleção) e já estou acostumada. Conheço o Alexander ele das competições. O ciclo olímpico já começou e as expectativas são grandes. É importante ter uma boa preparação e vou fazer esta avaliação aqui em uma competição oficial com aparelhos oficiais e árbitros antes de ir pro mundial" - afirmou Daniele.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/se/noticia/2013/09/em-aracaju-daniele-hypolito-fara-testes-com-treinador-da-selecao.html

Situação do Flamengo e ginastas pode ser passageira


Os fãs da ginástica do Brasil dormiram indignados. Mas a indignação dos ginastas só aconteceu hoje de manhã. Isso porque eles foram os últimos a descobrirem que estavam sendo demitidos. Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Diego Hypólito, Sérgio Sasaki, Caio Souza e Petrix Barbosa tiveram seus contratos finalizados temporariamente. Belo presente de aniversário para Petrix Barbosa, que completa anos hoje.

O clube alega não ter dinheiro para manter os esportes olímpicos. Juntos com a ginástica, judô e natação também "rodaram". As categorias de base e escolinhas serão mantidas. Essa é a única forma de tentar ver um lado positivo da história: pelo menos Keli Kitaura, treinadora juvenil, e suas ginastas, promessas para 2016, continuam no clube. A coordenadora da ginástica feminina do Brasil, Georgette Vidor, está, nesse momento, em uma reunião com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paz, para tentar com ele uma solução que remedie o problema. Pelo menos por enquanto.

A situação em que o clube estava, quando a nova gestão assumiu, era bem complicada. E ainda é. A prestação de contas da antiga gestão não é aceita desde 2011. O patrocínio da Petrobras foi rompido porque o clube não estava com as certidões negativas em dia. Foram criados institutos para captação de recursos para manter os atletas, mas isso foi só um remedinho para a dor de cabeça. O que nova gestão pretende fazer é curar a enxaqueca.

Fizeram uma avaliação financeira total do clube e chegaram à seguinte conclusão: se as coisas continuarem da forma como está, o Flamengo entrará em colapso em agosto. A solução imediata do clube foi o corte de mais de 200 funcionários, entre eles estão os nossos ginastas e técnicos. E parece que cortarão mais funcionários ainda. A intenção é "limpar" o clube e voltar mais forte depois da crise. Querem colocar as certidões negativas em dia e fechar com novos patrocinadores. Uma das empresas já interessadas em fechar com o clube é a Sky.

Existe um projeto maravilhoso para a reforma do ginásio. Uma ampliação para frente, para funcionar apenas a escolinha, e o ginásio de treinamento ficaria, e teria duas marcas de aparelhos: Gymnova e Spieth. Dependendo da competição que fossem participar, os atletas alternariam o treino nas marcas. Uma academia de musculação seria feita no segundo andar, que poderia ser usada tanto para os atletas da ginástia quanto do judô.

O que aconteceu de errado e injusto na história toda foi o fato de terem avisado do corte em cima da hora. Sem mais nem menos. De forma brusca. Imagina você acordar com notícia que foi demitido? Foi isso o que aconteceu. E foi esse o maior erro do clube.

De acordo com as informções que recebi, chego a conclusão que o corte nos gastos foram necessários para o clube, mas que estão trabalhando para que tudo volte ao normal o mais breve possível. Aparentemente, os novos diretores do Flamengo têm ideais sérios, que traçam um objetivo final bem melhor para todos os esportes. Mas repito: apesar de terem boas intenções para o clube, não deveriam ter tratado atletas e técnicos da forma como aconteceu. Era a hora de apresentar todo o plano de trabalho, todos os objetivos e sonhos para o clube, e cruzar os dedos pela compreensão de todos.

Os ginastas ainda recebem uma verba/salário de um dos institutos do clube. A verba conseguirá manter o valor até o mês de agosto, quando acaba o dinheiro. Sei que não é fácil, mas tenho esperança que eles continuem treinando no clube e recebendo essa verba até que ela acabe. E torço para que até lá a reforma do ginásio tenha acontecido, e que ginastas e treinadores tenham suas situações normalizadas. E espero que o COB e a CBG se atentem para essa situação. A situação do país sede dos Jogos Olímpicos.

Após romper com Cielo, Fla define não prosseguir com apoio à ginástica


Os esportes olímpicos definitivamente não são prioridade na nova gestão do Flamengo. Após a decisão de não renovar o contrato do nadador Cesar Cielo no início deste ano, a diretoria, que assumiu o clube em janeiro, resolveu encerrar o apoio aos atletas da ginástica artística. A confirmação ocorrerá na noite desta segunda, em reunião do conselho diretor na Gávea.

Atletas de ponta do clube e da seleção brasileira, como Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Diego Hypólito terão que procurar novos clubes e patrocinadores para seguir o treinamento visando competições nacionais e internacionais.

Comunicada informalmente a alguns profissionais no último fim de semana, a decisão do vice de esportes olímpicos Alexandre Póvoa e do diretor Marcelo Vido pegou de surpresa os atletas rubro-negros e causou temor em outros esportes do clube da Gávea.

E não é para menos. Outro esporte que também deve sofrer cortes é o judô. Com inúmeros atletas e técnicos de seleção brasileira, a atividade terá custos reduzidos e prosseguirá apenas com judocas de base e escolinhas, bem como a ginástica.

A intenção da diretoria é diminuir gastos em diversos setores do clube enquanto não consegue uma solução para a crise financeira que assola o Flamengo.

O único esporte olímpico de alto investimento a se salvar momentaneamente é o basquete. A insegurança, porém, também toma conta de atletas e técnicos, já que não se sabe o futuro da modalidade após o fim da disputa do NBB.

Inicialmente, a intenção da diretoria era cortar pela metade o orçamento anual da equipe, mas a boa campanha dentro das quadras e o apelo da torcida podem reverter este cenário.

Procurado para comentar a decisão, o vice Alexandre Póvoa não atendeu às ligações da reportagem. O diretor Marcelo Vido também não foi localizado.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/ginastica/ultimas-noticias/2013/03/04/apos-romper-com-cielo-fla-define-nao-prosseguir-com-apoio-a-ginastica.htm

Daniele Hypólito lesiona o tornozelo


Durante a competoção por equipes do Campeonato Brasileiro de Ginástica, Daniele Hypólito, enquanto saltava, sofreu uma lesão no tornozelo direito. Aparentemente ela não irá participar de mais nenhuma competição até o fim do ano. Confira vídeo da lesão.