• Entrevista exclusiva do Gym Blog Brazil com a ginasta Lais Souza



    A participação do GBB no Workshop Internacional de Ginástica Artística, realizado á duas semanas atrás no Rio de Janeiro, além de aumentar nossos conhecimentos dentro do nosso maravilhoso esporte, nos trouxe uma grande surpresa: esbarramos na Lais Souza. Realmente não sabíamos que ela estava por lá. Confesso que já conhecia a Lais pessoalmente mas minha admiração por ela cresceu ainda mais depois da nossa longa conversa. A Lais é linda, educada, atenciosa, prestativa e em momento algum colocou dificuldades para que essa entrevista acontecesse. Aliás, ela até ofereceu a câmera dela para fazermos um filme da entrevista (como eu não esperava encontrar com ela, nem câmera eu havia levado!), mas como eu estava com meu gravador, eu achei melhor não...A timidez falou um pouquinho mais alto e resolvi deixar para uma próxima oportunidade. Posso dizer que conheci uma nova Lais. Uma Lais madura, que sabe se colocar como prioridade diante de seus objetivos. Uma Lais que enfrenta seus obstáculos sem se importar com opiniões contrárias e sem medo de fracassar.

    GBB: Você estava inscrita para competir o Troféu Brasil de Ginástica e acabou não indo. Por quê?

    LS: Eu acabei não indo porque em uma das avaliações antes de ir ao campeonato o meu joelho deu uma inchada. Eu já estava com problema no joelho, não tenho mais cartilagem lateral e nem menisco lateral também, esse é o fato.

    GBB: Em qual joelho?

    LS: No joelho direito. O que acontece é que quando treino, o impacto é direto no osso. Estavam o fêmur e a fíbula em contato direto, se chocando. Foi aonde começou o edema ósseo e tudo piorou gradativamente. Então treinei, fiz as avaliações e estava tranquila para competir. Só que uma semana antes de ir para o campeonato o joelho inchou. Depois disso, o médico falou que era melhor eu não competir e me preparar, porque eu ia ter que fazer uma cirurgia que é delicada, que foi a mesma cirurgia que a Daiane fez, e se chama Osteotomia, que basicamente é um enxerto de cartilagem. Vou ter que fazer isso logo. Os médicos estão fazendo reuniões clínicas pra ver o que vai acontecer. Estou nessa corda bamba, então fica complicado. Eu estava treinando bem e isso aconteceu...

    GBB: Você está planejando a cirurgia ainda para esse ano?

    LS: Estou, o mais rápido possível. Estamos conversando com os médicos pra ver qual a melhor decisão.

    GBB: Com a Daiane funcionou, né? Ela fez a cirurgia e, em uma entrevista recente, ela afirmou estar sem dor...

    LS: Está sim, ela está sem dor. Como foi muito impacto no nosso corpo, o joelho sofreu muito e agora a gente começa a colocar sobrecarga na outra perna e podemos lesioná-la também. É melhor cuidar logo do joelho, pois temos praticamente o mesmo problema, e assim voltar a treinar tranquilamente. Ainda não está previsto o tempo de volta, mas espero que seja logo né?

    GBB: Tomara! Como está a vida pós seleção permanente? Você está gostando do novo clube, achando melhor ou pior?...

    LS: Estou gostando bastante. O Pinheiros tem uma estrutura que não tenho o que reclamar. Eles me respeitam bastante, os técnicos são bons, o treinamento está sendo legal, tenho aprendido muito. Eu tirei um pouco dessa ginástica que você faz automática, sabe? Estou gostando de fazer ginástica mais tranquilo, enxergando realmente o que eu faço no treinamento; estou mais segura, realmente. Fora do ginásio também está tranquilo, estou gostando de morar em São Paulo. É tudo gostoso. A única coisa que incomoda é o trânsito...

    GBB: Você teve uma lesão no auge da sua carreira, que eu considero que foi no Mundial de 2006: você se classificou pra final do individual geral em 4º lugar e ainda foi pra final de salto e de solo. Aí veio a lesão. Você nem conseguiu competir a final do geral, e você estava com notas boas e chances boas de conseguir uma medalha. Como foi isso pra você?

    LS
    : Eu estava muito bem mesmo esse ano, eu tinha tudo pra despontar e ficar bem. Mas eu já estava com uma dor, estava com reclamações no tendão, e aí, eu soube lá, que eu estava com 40% de ruptura já no tendão, que estava doendo muito e eu não sabia porque. Se eu continuasse, se eu fizesse a final do geral, eu podia romper tudo. Ia ser uma lesão muito feia, eu poderia finalizar minha carreira ali. Então eu escolhi não competir. Sempre coloco minha saúde em primeiro lugar. Eu tentei fazer, eu não fiquei parada. Então os médicos me deram remédio, eu enfaixei, fiz fisioterapia, e deu uma aliviada. Aí eu consegui competir as finais de salto e solo. Depois da competição eu fiquei um tempo parada até melhorar essa lesão. Essa foi uma das mais fáceis, só que aconteceu na hora errada. Lesão não escolhe hora. Eu sempre fui muito sensível...

    GBB: É muito chato o Brasil só cobrar medalhas. Pra quem é fã de ginástica, e entende ginástica, vê aquele Mundial, para você, como uma competição excelente. Você foi 4º lugar na classificatória... Você foi muito bem! Poucas pessoas sabem disso. A mídia não sabe disso. Agora, se você tivesse ganhado uma medalha, teria sido outra coisa. E você tinha chances reais de resultados ainda mais expressivos nessa competição.

    LS
    : É verdade, é diferente quando se tem uma medalha. Em 2006 a ginástica estava com um ânimo diferente. Os atletas estavam fazendo muitas dificuldades, você deve ter visto tudo. Era muito bacana, diferente dos Mundiais de agora, que a dificuldade se manteve...

    GBB: Acho que até caiu um pouco...

    LS: Sinceramente? Caiu muito. Quem se manteve foram os países que podem: EUA, China, a Rússia veio com uma galera boa, o pessoal mais novo. E país que não tem estrutura vai cair o nível mesmo. O Brasil foi um desses. O erro inicial foi quando a gente foi pra seleção permanente: o nível dos atletas dos clubes caiu muito. Tiraram os “espelhos” dos clubes. Do Flamengo, por exemplo, tiraram a Dani, tiraram o Diego, que durante um tempo foi pra Curitiba; a Daiane saiu do Grêmio, eu sai do São Caetano, enfim, aconteceram essas coisas e o nível caiu bastante. O Brasil está sem atletas juvenis. Ficou um buraco nesse ciclo. Estamos tentando salvar, mas estamos mais velhas, sem apoio, sem patrocínio, as pessoas não veem. Estamos tentando e estamos treinando pra melhorar nessa parte, e as pequenas também tem que “remar” muito...

    GBB: É muito chato ver isso, porque 2016 está aí. Estamos com uma olímpiada batendo na nossa porta e não vemos as autoridades fazendo nada. Uma prova disso é vocês, atletas, sem patrocínio.

    LS: Com certeza. As pequenas vão ter que “remar” muito, o Brasil vai ter que ter paciência, porque não vai ser agora que vai aparecer um grande talento, uma menina muito boa. Talvez em 2016 esteja um pouco melhor, talvez! Eu não posso afirmar, entende? Eu espero estar competindo até lá também, quero estar melhor. Não sei como vai ficar a minha recuperação pro ano que vem, se eu vou poder mesmo voltar tão rápido. A cirurgia que eu pretendo fazer é séria, leva de 9 meses á 1 ano de recuperação, vai estar em cima dos campeonatos e eu não posso arriscar. 2013, provavelmente, estarei voltando e iniciando o ciclo de novo pra 2016.

    GBB: Como está você agora? É só o joelho que está sendo problema mesmo?

    LS
    : É sim. Há umas 2 ou 3 meses atrás eu estava com pneumonia. Fiquei muito ruim. Fiquei gripada, aí não cuidei, continuei treinando e aí acabou piorando. Foi onde eu levei um susto! Estava com pneumonia. Demorou um pouco para recuperar, mas graças a Deus melhorei. Agora está bem pouquinho, tem só umas manchinhas no pulmão. O grande problema sempre foi o joelho. Já tenho 6 cirurgias mais básicas: enxerto, pinos, tudo ajudou, mas continuei no impacto aí não tem como salvar sempre. Agora tem que abrir essa “coisinha” aqui, ele é de vidro né? (risos). Alto rendimento é isso.

    GBB: Agora falando de exercícios. Você estava executando as séries antigas? Estava faltando alguma coisa para recuperar?

    LS: Mais ou menos. A minha ginástica mudou muito. Não digo na trave, na trave eu estou tranquila, sempre estou fazendo a mesma coisa. Voltei a fazer mortal com meia volta que eu estava sem treinar por causa do joelho. Na paralela eu mudei, vou colocar mais largadas agora, não vou deixar mais só com uma largada e os “stalders”. Quero colocar umas 3 largadas. Já tenho o tkatchev, agora quero colocar o yager e o “voronin”.No salto eu estava fazendo yurchenko com 1 e ½ pirueta e 2. O segundo salto eu treinei muito pouco, mas estava fazendo o yurchenko com ½ volta + mortal pra frente com ½ volta. No solo eu não estava fazendo o duplo twist bate mortal, mas estava fazendo tsukahara esticado e duplo esticado. Tsukahara carpado também. Eu não gosto do duplo grupado, eu acho feio. Mas se a Federação Internacional subiu o valor, é porque estavam pedindo para colocar. Então, pra mudar um pouco, eu estava treinando duplo grupado bate mortal pra frente, só precisa rever o valor e ver se compensa também, porque, querendo ou não, o impacto é grande, mas eu acho que tem valor de ligação sim. Estava treinando isso aí. Estava gostoso até, treinando sem compromisso, sem pressão. Foi aonde deu tempo de respirar, de ficar bem, de ficar bastante horas dentro do ginásio, enxergar o que eu faço, filmando meus treinos...

    GBB: Tudo com calma... O que eu via na seleção permanente, era que vocês machucavam e tinham que continuar! Não tinha uma pausa para recuperação, para voltar bem de verdade. Me parece que era isso que a Daiane precisava. Ela parou um tempo e agora voltou fazendo exercícios antigos! E fazendo bem... Eu penso que se você tiver que fazer essa cirurgia mesmo, a melhor coisa vai ser você ter essa pausa para respirar e se recuperar completamente e voltar com tudo.

    LS: É verdade... Eu vou precisar dessa pausa mesmo. O único problema que passamos é o peso. Quando a gente para a gente fica mais pesada, perde massa muscular, que é um das partes que a gente mais luta para conseguir. Assim que terminar toda a recuperação do joelho, se tudo correr bem e meu organismo aceitar – vou ter que colocar placa, enxerto - vou começar a treinar e fazer musculação, principalmente perna, que vai estar bem fraca. Vou ter que ficar de 3 a 4 meses sem apoiar a perna no chão. Tem que ter paciência pra recomeçar mais uma vez. Tive tempo de voltar, de descansar, de recuperar e no momento que eu achei que ia voltar, tive uma lesão de novo. Agora vou ter que ter paciência para passar por tudo isso de novo. Espero que todo mundo torça.

    GBB
    : Tem gente que acredita no seu retorno e tem gente que não acredita. Você tem isso como objetivo, voltar para seleção?

    LS: Eu tento não ouvir a parte negativa. Eu tento não olhar para isso. Eu faço ginástica pra mim. Eu não faço ginástica para o meu técnico, eu não faço ginástica para mãe, eu não faço para os meus fãs. A partir do momento que eu estou bem as pessoas estarão me vendo fazendo ginástica de qualidade. Aí vem o fã, vem o técnico, vem família... Tudo isso vai sendo incluído, mas eu sempre me coloco em primeiro lugar: se eu estiver bem eu vou continuar. Do contrário, eu paro. A ginástica é minha vida, eu tenho 19 anos de ginástica. Tirar ela de mim é complicado, é minha profissão. Se eu fosse mais velha talvez pensaria: “vou fazer uma cirurgia desse grau ou eu vou parar?”. Mas não, eu vou fazer pra ficar bem pra minha vida. Se eu não fizer, pode ser perigoso. Eu não posso trabalhar em um circo, por exemplo, não posso fazer outras coisas se eu não fizer. Vou cuidar da saúde, ficar tranquila com relação a isso, e me deixar livre pra fazer o que eu tiver vontade: treinar ou viver!

    GBB
    : Finalizando... Como você acha que está a ginástica do Brasil hoje? Os meninos estão bem próximos de conquistar uma vaga olímpica pela primeira vez, mas você acha que as meninas vão conseguir classificar a equipe completa pras Olimpíadas? Nas duas Olimpíadas passadas vocês conseguiram. Agora é um grande desafio pensar que o Oleg não está aqui, não existe seleção permanente mais, e os clubes, vão conseguir?

    LS
    : Eu acho o seguinte: chegamos de Pequim, cada uma foi para o seu clube, todas lesionadas. Não tinha uma exceção; todas estavam com lesão séria, crônica, de ter que operar e ter que cuidar pelo menos um ano pra depois voltar a competir. Tanto que 2009 foi um ano “capengado”. Falta ainda a parte de treinamento, falta esforço de todas as meninas, é claro; falta um apoio maior pros atletas que estão treinando e falta paciência, porque estamos velhas. Pode ter certeza que estaremos dando os nossos 100%, mas mesmo assim, pode acontecer do resultado não vir com a facilidade que vinha. Estar cada um no seu clube dificulta um pouco. A gente não tem acesso ás nossas colegas de equipe. Se eu ver a Daiane treinar, eu vou ter uma empolgação. Aí eu vejo a Jade, já tenho outra, que também já se empolga de me ver e assim vai. Agora, sozinha, você tem que ir apenas pela sua motivação e nessa motivação estamos um pouco falhas... Nós conquistamos, mas agora as mais novas tem que tentar continuar isso pra gente, mas ainda não acontece. Temos chance de classificar, mas vai depender muito dos treinamentos a partir de agora. A CBG tem que ter a ideia de juntar todo mundo, deixar as meninas descansarem no momento certo, não sobrecarrega-las demais, senão não vai sair nada. As meninas tem que cuidar da saúde, a Jade tá com pedra nos rins, a Dani tá com problema no ombro... a Daiane tá melhor agora, mas ainda tem que treinar! Todas tem que cuidar do peso, emagrecer, e aí vai! Temos chance? Temos chance, mas dependemos do esforço de todos juntos. Temos que estar bem na hora certa. Não temos milhões de meninas então, o que tem, tem que ser cuidado.
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    12 comentários:

    1. nossa. parabens cedrick.. to muito, mas muito emocionado. acho que pela primeira vez chega a nós onde está realmente a Laís, como ela está, o que tem passado, vivido e pra onde está indo. adorei o nivel das perguntas, adorei a humildade, simplicidade e garra da laís..

      eu nunca me eskeço desse 4º lugar cara, 4º lugar numa classificatorio do mundial, AA, uma brasileira, foi um sonho isso.. isso ja é medalha, ja é conquista da GA brasileira que deve ficar na historia do esporte...

      ah eu nem to conseguindo escrever de tao abobado. feliz demais com a entrevista.
      lais te desejo o maximo e muito sucesso. sempre kis ve-la de novo competindo e sei que veremos. bjos no coração e td de melhor..

      cedrick valeu mais uma vez

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    2. show de bola hein... tsukahara esticado e duplo-twist bate volta no solo, yagger nas barras, mortal com meia-volta na trave... e aind diziam q a Laís já era. KKKKK #euri Boa sorte Lais e parabens pela entrevista Cedrick

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    3. Eu acho a Lais uma atleta completa, consciente e madura. Já vimos várias entrevistas da Jade, da Dani e da Dai, mas de coração, a Lais merece um reconhecimento muito maior. Todo esse esforço, não pode ser por outro motivo que não a paixão pelo esporte. Eu não conheço nenhuma ginasta de elite pessoalmente, apesar de ter várias adicionadas no facebook, de todas que eu já entrei em contato, a mais fofa, educada e receptiva foi a Lais. Torço muito por ela, acho que pra 2012 realmente não vai dar tempo, mas 2016 ta aí pra quem não tem medo de se jogar.

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Quando chegamos ao Flamengo, eu estava preparado para ver Daniele, Diego, Jade, mas quem eu vi foi Daiane e Laís... quase infartei. Foi maravilhoso!!! Ela é uma pessoa super simpática e atenciosa.
      A entrevista ficou muito boa... todos fãs da Laís aguardavam por mais informações que apenas: "Laís está fora de peso e e está fora da seleção". Mesmo que a Laís estivesse fora do peso, se estivesse motivada, e com saúde para treinar ela deveria estar na seleção. Ela é uma das melhores ginastas de nossa ginástica. Tirem um tempinho pra assistir alguns vídeos dela... que saudade daquela ginástica do Brasil viu? enfim, ela ainda é nova. Pra mim ela é nova e ponto... ginasta velha é aquela que perdeu motivação, que não quer mais treinar. Temos vários exemplos de ginastas mais velhas treinando e competindo em alto rendimento.
      Laís, boa sorte, precisamos muuuuuuuito de você!!!!!
      Cedrick, essa entrevista ficou demais. Parabéns!!!

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    6. Mais uma entrevista para os arquivos da Ginastica Brasileira. Eh muito bom ler entrevista quando as perguntas sao como se saissem da boca do leitor. Alem de demonstrar o carater e a personalidade do entrevistado.

      Excelente!
      Parabens Cedrick.
      Valeu pela surpresa.

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    7. Que linda a Laís!!
      realmente mta gente que eu conheço q conhece mto de ginástica não aposta mais nada nela. Eu teimo e continuo apostando, espero ver a Laís de volta bem e ajudando o Brasil.

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    8. A entrevista ficou show!
      Parabéns ao Cedrick e força para a Laís, que
      ela possa alcançar seus objetivos e nos presentear com
      sua ginástica...

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    9. Gosto muito da Laís,ainda acretido que ela vai conseguir muitas medalhas pro Brasil.

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    10. Muito boa a entrevista, Laís é consciente do seu potencial, parece estar determinada, só falta ser um pouquinho mais resistente. Apesar de tudo isso eu sou um dos que não acredita na volta dela. Como ela mesma disse ela é muito sensível está sempre lesionada e isso impede a volta dela sempre. Pra mim a Laís é, na ginástica, uma das maiores "promessas que não se concretizou" talvez o Oleg tenha forçado ela demais.
      em 2004- já poderia ter sido mais do que foi em Atenas
      2005- já era pra ter despontado no mundial como uma das melhores do mundo
      2006- dispensa comentários
      2007-(falta de disciplina) saiu de 2006 com 46kg e voltou em 2007 com 51kg, aí é pedir lesão né?!
      2008-segurou bem pra Pequim, mas se nao tivesse tido a lesão teria sido muito melhor
      e dai ate hj desapareceu das competições e eu acho que dificilmente ela voltará até Londres 2012. E pra uma ginasta ficar desde 2008 até 2013 sem estar na seleção e continuar motivada, treinando é difícil. Espero que ela seja mto feliz, que possa chegar em 2012 bem(e eu morder na língua) na ginástica e na vida!

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    11. A Laís Souza pelo que sei é a principal coluna do Brazil na seleção feminina !

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