• Decifrando o código de pontuação feminino



    Para muitas pessoas que estão envolvidas na ginástica de alguma forma, a compreensão dos nomes de movimentos, as notas de séries e como as regras funcionam, acontecem naturalmente. Para os fãs mais novos, que amam o esporte mas nunca realmente competiram e muito menos treinaram ou julgaram, o Código de Pontuação pode ser um mistério.

    Esta série é projetada para os fãs iniciantes que querem entender como o código funciona, e querem saber mais sobre coisas específicas como pontuação, elementos e requisitos dos aparelhos. Assim, para começar a série, temos uma introdução às notas D e E da ginástica. Por favor, lembre-se: estes artigos referem-se á elite da ginástica internacional. Nacionais, escolares e os níveis inferiores do esporte, muitas vezes têm diferentes de sistemas de pontuação.

    O código de pontuação é a Bíblia de ginástica. Revisado a cada quatro anos (depois de cada Olimpíada), ele fornece à ginastas, treinadores e juízes todas as informações necessárias sobre as regras, a pontuação das séries, os movimentos disponíveis e todos os requisitos especiais para competir na ginástica de elite.

    O código de pontuação usa um sistema de pontuação aberta, o que significa que não há limites para o que a pontuação de ginástica pode ser. A pontuação é feita a partir de dois pontos diferentes: a nota de dificuldade (D-score) e a de execução (E-score).

    A nota D


    A nota D é construída durante a série. Para cada movimento na série da ginasta é atribuído um valor. Os movimentos que a ginasta escolhe para realizar, como combiná-los e como eles refletem os requisitos de cada aparelho faz a nota D.
    A nota D é derivado de três coisas:

    1. O valor da combinação dos oito mais difíceis elementos em uma única rotina.

    Obviamente, qualquer um que tenha visto ginástica percebe que uma ginasta vai fazer mais movimentos do que os oito contados. São apenas os oito mais difíceis, no entanto, que irão para a pontuação. Alguém poderia perguntar por que eles fariam mais de oito movimentos se eles não vão ser creditados. Bem, imagine uma diagonal que inclua uma rondada, back handspring, duplo mortal grupado para trás no solo. A ginasta pode querer contar seu duplo mortal, mas espera ter movimentos mais difíceis em sua série do que um back handspring ou uma rondada para contar. Esses movimentos, no entanto, são muito necessários para lhe dar propulsão para executar o duplo mortal! A próxima parte da nota D pode ajudar a explicar a outra razão por que uma ginasta pode usar mais de oito movimentos;

    2. Os bônus de conexão.

    Quando um ginasta conecta movimentos em sequência, ela ganha pontos de conexão. As ginastas ainda pode ganhar um valor de ligação no valor de 0,1 ou 0,2 pontos em relação a sua pontuação, dependendo do valor dos movimentos que estão conectados. No entanto, os movimentos que são combinados não precisam ser os movimentos que contam como os oito primeiros elementos, o que explica por que ela pode usar outros movimentos em combinação.

    3. Os requisitos de composição.


    Trata-se de certos movimentos ou combinações que são necessários em uma série. Cada aparelho tem suas próprias exigências. Estes compreendem um máximo de 2,5 pontos, em cada rotina. Abaixo, exemplos de alguns elementos de composição.

    Nas barras assimétricas, sempre deve haver algum tipo de elemento voo entre a barra alta e a barra baixa, nos dois sentidos. Deve haver sempre um elemento de vôo (uma largada e retomada) na mesma barra e duas pegadas diferentes na barra devem ser usadas durante a série. Na trave, deve haver dois elementos acrobáticos conectados (flics, saltos, etc), uma saída mais difícil do que um elemento A ou B, e dois elementos de dança ligados (saltos, giros, etc.) No solo deve haver uma diagonal com dois diferentes tipos de acrobacias, uma sequência de dança com dois diferentes tipos de saltos, e mortais para trás, quanto para frente, devem ser apresentados.

    A Nota E


    A nota E é como nos velhos tempos, onde você começa a partir de um 10 e obtém deduções para cada erro, não importa quão pequeno ou grande ele é. Esta pontuação é derivada de:

    1. Execução – Quão bem a série é executada, e
    2. Parte artística - A ginasta mostra parte artística suficiente no desempenho da sua série.

    Deduções da nota E


    Deduções de execução são de tamanho variável, dependendo do tamanho do pecado! Aqui estão alguns exemplos de deduções que podem ser feitas a partir de uma série.
    - .10: Separação de pernas ou pés menos do que a largura do ombro, pé flexionado, balanços de braço extra na aterrissagem (para equilibrar), falta de precisão nos movimentos.
    - 0,30: Pernas separadas mais do que a largura dos ombros, um grande passo ou salto na aterrissagem, mostrando um ângulo de perna demais de 90 graus entre a perna e o tronco em um salto carpado.
    - .50: Aterrissagem baixa, mostrando os braços ou joelhos muito flexionados,
    -1,00: Uma queda no aparelho ou do aparelho, ou de ter de sustentar-se com uma ou duas mãos no aparelho.

    Então, é assim que as notas E e D são derivadas!
    Na próxima sessão, vamos dar uma olhada em como alguns elementos e conexões são valorizados na pontuação D, antes de passar para conjuntos de movimentos específicos e os requisitos de cada aparelho.

    Observações

    A construção da nota D e a dedução da nota E são dadas da mesma forma na ginástica artística masculina. O que muda são as exigências em cada aparelho, mas que também tem a pontuação máxima em 2,5 pontos.

    Essa tradução é uma colaboração da leitora Isadora Córdova, e originalmente escrito por Cecile H. e Brigid Mccarthy, do site The Couch Gymnast. O artigo original pode ser encontrado no endereço http://www.thecouchgymnast.com/?p=5198.
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    5 comentários:

    1. "Na próxima sessão, vamos dar uma olhada em como alguns elementos e conexões são valorizados na pontuação D, antes de passar para conjuntos de movimentos específicos e os requisitos de cada aparelho".

      Vc tá fazendo um bem à Nação! Obrigadíssimo, Cedrick!

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    2. Uhuullll!! Minha primeira colaboração...de muita...pode ter certeza ;D

      Isadora Córdova

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    3. Puxa gente, muito obrigado!
      Sou um fã leigo da ginástica e agora posso entender um pouquinho mais... tenho acompanhado a ginástica há algum tempo, mas confesso que só entendo a plasticidade das performances, a pontuação é grego para mim.
      Valeu mesmo.

      Cleverson Cássio

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    4. Gente, esse blog é um achado!!!
      Estou amando poder conhecer um pouco mais detalhado esse esporte tão lindo. Minha meta é ler todos os artigos kkk

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