• Resultados Campeonato Europeu 2013 - 2º dia de finais por aparelho


    O 2º dia de finais por aparelhos do Campeonato Europeu 2013 foi marcado pelo domínio russo na ginástica artística masculina, e pelo domínio romeno na ginástica artística feminina.

    Salto masculino

    Denis Ablyazin abriu a competição com um tsukahara carpado quase cravado. Depois executou um yurchencko com meia volta + mortal esticado com 2 e 1/2 pirueta. Terminou a média dos dois saltos na primeira colocação, lugar em que permaneceu até o fim. 

    Flavius Koczi, que ficou com a prata, executou um tsukahara com tripla pirueta e uma reversão com dupla pirueta. Não gostei da execução de Koczi em nenhum dos dois saltos. O primeiro salto gerou dúvidas quanto ao número de piruetas, já que ele aterrisou girando, e o segundo salto teve uma dobra de pernas muito grande durante o segundo vôo. Mesmo assim Koczi teve execução acima de 9 pontos em ambos os saltos. Ficou na frente do ginasta armeno Artur Davtyan, que apresentou uma reversão com 2 e 1/2 pirueta e um tsukahara com dupla pirueta. O segundo salto do armeno não teve grau de dificuldade suficiente para ficar á frente de Koczi, mas teve limpeza suficiente para deixá-lo com o bronze, ultrapassando os ucranianos Igor Ravidilov e Oleg Verniaiev, que apresentaram dois saltos de dificuldade altíssima.

    Trave

    Larisa Iordache levou o ouro. Como foi a penúltima ginasta a se apresentar, acabou simplificando a série, que atualmente conta com dois mortais para trás com pirueta: um na posição grupada e outro na posição esticada. Não era necessário sua série mais difícil para conseguir ficar na primeira posição. Além das acrobacias, Iordache também simplificou ligações de acro + dança. 

    Diana Bulimar, que terminou com a prata, apresentou uma série bem segura, rápida e dinâmica, coisas normais para uma romena. As romenas, no geral, tem um estilo de trave que eu aprecio muito. Gosto da forma como elas executam as séries nesse aparelho, dá a impressão que estão fazendo numa linha do solo, passando completa segurança para quem está assistindo. 

    Anastasia Grishina, que entrou para a final como reserva, saiu com o bronze, com uma série bem limpa e com poucos desequilíbrios. Grishina pode aumentar um pouco o grau de dificuldade dos exercícios de dança, e conseguir uma nota de partida melhor.

    Paralela masculina

    Essa foi a final mais disputada do dia. Pouquíssimos décimos separaram os 3 primeiros colocados.

    Oleg Stepko ficou em primeiro e com certeza foi ótimo, mas a nota de execução que ele recebeu foi acima de David Belyavskyi, que foi, sem dúvidas, o ginasta mais limpo dessa final. Passou uma série excelente, com pouquíssimos erros de execução. Todos os elementos com passagens corretas á parada, e ao fim da saída de duplo carpado para frente, que ele cravou, foi possível ver a felicidade e certeza de quem fez um bom trabalho. A série de Stepko foi mais difícil, mas a execução de Belyavskyi deveria ter sido mais alta ou a de Stepko mais baixa. Não sei se seria suficiente para alterar tanto o pódio, mas, na minha opinião, o russo me chamou mais atenção.

    Gostei bastante de ver uma cara nova no pódio europeu. O suíço Lucas Fisher apresentou uma série muito difícil, com nota de partida 6,5, e terminou com a prata. Realmente foram as notas de dificuldade que definiram o pódio da competição: Stepko ouro (6.6), Fischer prata (6.5) e Belyavskyi bronze (6,4).

    Solo feminino

    Super usando o código a seu favor, principalmente nas bonificações de dança, Ksenia Afanasyeva mostrou todo o potencial artístico da ginástica do país que representa. Levou o ouro no solo com uma série muito massa, com coreografia e música bem originais.

    Larisa Iordache ficou com a prata. Teve um erro muito grande na primeira acrobacia, um duplo mortal com dupla pirueta. Larisa chegou com o tronco baixo e deu um pulo para frente, erros que somados dariam, no mínimo, meio ponto de desconto. Diana Bulimar ficou com o bronze. Ambas as ginastas estão com a série muito dinâmica, não param nem um instante, desde o começo da série até o fim. O solo das duas romenas estão artisticamente muito bem montados!

    Particularmente não gostei do solo de Anastasia Grishina. As acrobacias foram muito boas, mas as pausas de costas para a diagonal do solo não foram bem disfarçadas. Acredito que os juízes tenham usado o desconto apropriado para isso. Pelo menos, deveriam.

    Evolução gigantesca de Giulia Steingruber no solo! Evolução gigantesca de Giulia Steingruber em tudo! A medalha de ouro no salto foi pequena perto de tudo que ela fez nesse Europeu.

    Barra fixa

    Assim como na paralela, na barra fixa venceram as notas de dificuldade mais altas.

    Emin Garibov partiu de 7.0 pontos, mas não foi só a dificuldade que fez sua série. Logicamente ele teve erros de execução. Um dos giros gigantes teve o braço bem dobrado, e os giros feitos depois das largadas com tomada mista foram executados com embalo fraco e pode ser que houve uso de força. Mas, no geral, a série foi bem executada. Os trocos foram bons, e acredito que tiveram poucos descontos de execução.

    Gostei de ver um bielorusso no pódio. Aliaksandr Tsarevich tem uma linha excelente e uma série bem original. Terminou com o bronze da competição. Nota D: 6,5.

    Sam Oldham, também apresentou uma série com 6,5 de nota D. E com 8,633 de nota de execução (a melhor da final), terminou com a prata na final.

    Sabe o que faltou nessa final? Faltou as loucuras do holandês Epke Zonderland.

    Confira os resultados completos: masculino e feminino.

    Assim termina o Campeonato Europeu 2013. Esse campeonato é quase uma prévia do Campeonato Mundial, que acontecerá em setembro e outubro na Bélgica. Pelo menos três finalistas de cada aparelho disputado nesse Europeu estarão nas finais do Mundial. Agora é aguardar.
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    12 comentários:

    1. eu acho que as pausas também nao foram bem disfarçadas... Mas entre isso e uma queda, acho melhor essas pausas :) eu gosto muito da grishina, espero que ela aumente a dificuldade das suas séries e medalhe no mundial desse ano!! =)

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    2. cedrick o ginasta que ficou com a prata na barra fixa e de Belarus.

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    3. Quem tiver link pros vídeos, posta! :)

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    4. Exato, ficarei no aguardo de alguns campeonatos interessantes antes do mundial, sendo eles:

      Nacional chinês.
      Cover Girl Classic e Visa Championships.
      Nacional Russo, espero que Komova volte 100% !!!

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    5. A Grishina tem potencial de sobra para aumentar a dificuldade da sua série de trave, pois ela já tem uma execução muito boa. Eu gosto do solo dela também, as acrobacias são ótimas e a parte de dança nem se fala..
      Iordache ganhando o ouro na trave não era novidade pra ninguém. Torço muito pra ela medalhar no mundial nesse aparelho!!
      Afanasyeva deu SHOOOOOW! Meu Deus...que solo foi aquele? amo, amo e amo todos os detalhes desse solo! acho a parte de dança muito original, muito criativa, com mta sintonia com a música. Série totalmente trabalhada e digna do ouro! Quero que isso se repita no Mundial! =))))

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    6. MTO BOM *--*, Cedrick eu gostaria de saber qual o nome da primeira acrobacia de solo da Giulia steingruber ??? é uma pirueta com um mortal esticado ?? fiquei em dúvida me ajuda rsrsrsrs...

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      1. Fábio, ela realiza um duplo mortal esticado com pirueta (ou tsukahara esticado) na 1ª passada, mesmo elemento que Daiane apresentou em sua série em Londres 2012.

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      2. muito obrigado .

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    7. A Giulia Steingruber realmente está incrível, se ela fizesse pelo menos uma dupla e meia na terceira passada no solo ao invés da dupla pirueta já seria um começo pra brigar por medalhas no solo também!

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    8. Komova no mundial levando AA e UB . . OREMOS!

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    9. Gosto muito da Mustafina , mas as notas delas na minha opinião foram muito beneficiadas no AA. 14,4 na trave com um monte de desequilíbrios? muito injusto .

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    10. Cedrick, concordo com você quanto às pausas da Grishina no solo, mas vale lembrar que a ausência de pausa é uma exigência nova e nem todas as ginastas já estão adaptadas a isso. Além do mais, não é todo mundo que tem o pique da Iordache, que não para um segundo... rs. As pausas da Grishina foram para tomar fôlego mesmo. Por outro lado, achei a série dela muito elegante, com postura invejável nas piruetas (Mustafina que o diga...) e lindos saltos, com muita amplitude. Uma pena aquela chegada ruim na tripla.
      Falando em movimentação, sempre achei que ninguém rivaliza a fluidez das romenas na trave, nem mesmo a maioria das chinesas (a lendária Bo Yang e algumas outras são exceções). E parece que os juízes observam isso agora, o que é muito bom - detesto aquelas séries de trave paradas, só com elementos isolados.

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