• Como evoluir a ginástica do Brasil?


    No meu último post, sobre o Tim Erwin, esqueci um detalhe importantíssimo. Durante a conversa que tive com ele, perguntei quais seriam os motivos da ginástica dos EUA ter crescido tanto. A resposta foi clara e objetiva. E o motivo é apenas um.

    Segundo ele, a ginástica dos EUA cresceu porque os americanos investem nos esportes do país. A Confederação Americana de Ginástica consegue fazer dos esportes um show para todos os americanos, televisionando os campeonatos e fazendo muita propaganda dos esportes e atletas. Isso atrai o olhar dos patrocinadores, que ficam loucos para investir em atletas e clubes olímpicos. Ainda ressaltou que nos EUA só existem clubes particulares, e todos estão bem cheios!

    Com tamanha procura de patrocinadores interessados em investir, os clubes e Federação têm capital para contratar novos técnicos, e foi isso o que aconteceu: conseguiram levar grandes técnicos para os EUA, técnicos do mundo inteiro. E não são qualquer tipo de técnicos: são, nas palavras dele, "head coaches", ou, em nossas palavras, treinadores chefes. Os melhores treinadores do mundo!

    Acontece nos EUA algo bem parecido com o que aconteceu no CEGIN, que conseguiu um bom projeto de patrocínio para o clube, resultando na contratação de Oleg Ostapenko. E resultando, também, em grandes atletas, como as que vimos no último Training Camp da seleção feminina. Digo isso sem querer desmerecer qualquer tipo de treinador nacional diretamente envolvido nos treinos da nossa ginástica. Tenho completa noção que temos um campeão olímpico formado e treinado por um técnico brasileiro! Estou apenas ressaltando a participação de um treinador mais experiente na formação dos nossos atletas.

    Acredito que, se a Confederação Brasileira de Ginástica se atentar em transformar o nosso esporte em um show, o interesse das empresas em investir no esporte pode aumentar, e a ginástica consequentemente evoluir! Não descarto a responsabilidade de investimento do governo, mas já que está difícil, o negócio é procurar novas saídas...

    O que vocês acham?
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    13 comentários:

    1. Totalmente apoiado. Post interessante e conclusão inteligente!

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    2. Acredito que, infelizmente, não há tempo para transformar a ginástica brasileira em show, visto que só temos 3 anos para 2016 e o principal objetivo seria não passar vergonha em casa! Claro que ainda podemos contratar técnicos estrangeiros para aperfeiçoar as técnicas e limpar as séries, mas mesmo assim ainda não será suficiente... No meu ponto de vista, a saída é investir no próprio CoP, explorando-o de forma inteligente, abusando de ligações e bonificações, coisa que ainda não aconteceu nem no ciclo 2009-12 e ainda não começou a acontecer nesse novo ciclo.
      Se observarmos, NENHUMA ginasta brasileira apresentou uma ligação de uma acrobacia com salto na finalização, se eu não me engano só a Daniele Hypolito na final de solo do evento-teste, mas foi apenas uma ginasta em 4 anos, vejam como a coisa está séria, até mesmo a Rebeca que é extremamente potente e sobra nas chegadas não faz uso desse artifício, a Kelly é uma ótima treinadora, acredito que esteja poupando a Rebeca, visto que ainda resta uma longa caminhada, espero que ela comece a treinar esse saltos, pois ajudam muito no "D score" não só no solo, mas também na trave!

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    3. Interessante o seu post. Pena que aqui mo Brasil ainda exista as panelinhas. As eternas ditadurasve picuinhas. A ganância de im determinado grupo querer sempre estar no poder. Tomara que mude um dia. Se não , 2016 será outro fiasco.

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    4. A maioria dos ginásios dos USA são empresas independentes, e tem recursos próprios para se manter. São como as "milhares" de academias de musculação no Brasil. São auto-suficientes financeiramente, os próprios usuários mantém a estrutura.

      As famílias bancam os treinamentos dos filhos, aqueles que se destacam eventualmente acabam conseguindo patrocínios ( milionários)
      Ainda com qualquer esporte é possível conseguir uma bolsa COMPLETA em uma faculdade Americana, o que gera mais um incentivo para as crianças continuarem no esporte. Não existe faculdade pública nos EUA, se vocês acham o ensino superior no Brasil caro, tentem estudar nos EUA.
      (tenho vários amigos que fizeram facul lá por conta do Tênis e Basquete)

      No Brasil enquanto atleta for coitadinho e depender em especial de ajuda pública, o esporte jamais irá pra frente. Nosso esporte história sempre se repete: a criança pobre com dificuldades que fica a vida inteira treinando e sofrendo pra chegar num olimpiada e tentar mudar o rumo da família ( poderia me estender na questão psicologica da coisa e como ela afeta o desempenho do atleta, mas não vou)

      Sim, eu concordo com o fato do esporte não ser valorizado. Mas eu critico também a habilidade administrativa de vários profissionais de esportes individuais. Pegamos o exemplo do USA como é citado, a maioria dos ginásios de treinamento são geridos por técnicos e ex atletas que foram ganhar a vida fora dos países comunistas.
      Quantos são os ex atletas e treinadores brasileiros que possuem as próprias dependências e sabem gerir e se sustentar e não depender de fatores externos? Cadê essa ambição?

      Lá funciona porque gera dinheiro, quantas meninas treinam no WOGA? desde os níveis mais básicos até o nível profissional de todas as idades.

      Cegin tá dando certo por que tem um grupo (Movimento Live Wright) ADMINISTRANDO!
      Tem objetivos, direciona recursos.

      Ainda complemento que o ministério do esporte direciona mais verbas do que imaginamos, o que faltam são profissionais que consigam desenvolver todo o projeto e garantir esses valores.

      Outra lado que temos é a questão do espero nas escolas, as grandes e tradicionais escolas possuiam times fortes em cada modalidade, inclusive nas ginásticas ( olímpica e ritmica), porém com essa nova indústria de cursinhos focadas em vestibular vestibular vestibular esse tradicionalismo de certa forma morreu em muitos cantos por aí. (O escola que eu estudei já gerou uma atleta olímpica, fazem mais de 13 anos sem algum atleta que teve o mesmo destaque).

      Por favor comentem a favor e contra minhas opiniões e observações ( já delonguei mais do que queria)

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    5. Fabiano Araújo03 maio, 2013 13:45

      Concordo 100%. A Ginástica americana virou mercado, esse é o diferencial deles! A fórmula secreta é fazer o esporte ficar popular -> ganhar grandes dimensões e apoio da mídia -> atrair investimento da iniciativa privada.
      O ponto central no Brasil é descentralizar o foco do futebol e criar uma cultura multiesportiva, mais democrática e equilibrada com os outros esportes. Será que as Olimpíadas de 2016 serão capazes de deixar esse legado? Eu adoraria se a resposta fosse positiva!

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    6. Pra mim a chave para revolucionar o esporte brasileiro sem dúvida nenhuma é por meio do empresariado...Que não sejamos bobos, realizam deduções fiscais através de projetos esportivos.

      O difícil é que a massa do empresariado brasileiro só quer investir no futebol. Seja em "escolinhas" ou em comerciais.. Basta vermos a grande quantidade de jogadores como garoto propaganda das mais variadas empresas.

      Mas o vôlei nos deu um ótimo exemplo de como organizar o esporte no país com um campeonato nacional forte, atraindo o grande público, mídia

      O caminho é longo e árduo...como tudo nesse país

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    7. Perfeito post! Concordo plenamente! Marília

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    8. simples , ter ginastas bons,acredito que no femenino,ganhando uma medalha , creio que o esporte se tornará mais popular, pois essa medalha do athur zanetti , nao teve aquela repercussão toda que nem a daiane dos santos e diego hypolito .Foi até uma medalha de ouro inesperada para aqueles que nao acompanham a ginastica,to falando alguma coisa fora da lógica?. queria que a ginastica ficasse mais popular no brasil, quase no mesmo nivel do volei,

      Catalina is the best !!!=)

      http://www.youtube.com/watch?v=rRG7goPwDB4

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    9. Esse post disse tudo,enquanto algumas pessoas criticam as americanas,eles continuam investindo no esporte,enquanto o brasil só investem no futebol!
      Enquanto o brasil ficar passando futebol nada vai mudar,vejam que nem existem campeonatos(mesmo que seja pequenos) pra ir incentivandos os meninos praticarem e nem apoio de nenhum patrocinador(que ñ seja a caixa) pra eles irem se sustentando .Por isso com vc s querem que o esporte seja tradicional no país?
      É uma lastimá isso!

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    10. Concordo plenamente com você Cedrick. O investimento tem que partir do setor privado, somente assim os esportes olímpicos irão conseguir visibilidade e consequentemente irão crescer fazendo com que o numero de medalhas aumente cada vez mais. Vou pegar o exemplo do vôlei, há um bom investimento do setor privado fazendo com que sempre haja uma renovação da seleção feminina e masculina. Se eles dependessem do dinheiro do governo, eu posso falar com propriedade que hoje o Brasil não seria tetracampeão olímpico (2 títulos feminino e masculino cada).
      Mas como você disse, para que haja um investimento privado, as confederações tem que criar atrativos para estas empresas, pois é logico que estas não irão investir caso não haja expectativas de um bom retorno financeiro.

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    11. Prioridade 1 do esporte Brasileiro:
      - Tirar o Nuzman do COB.

      Prioridade 2:
      - Todas as confederações devem ter eleições fechadas (voto secreto) para presidente.
      Os votos secretos também valem para a eleição do Presidente do COB.

      P.3:
      -Restringir os períodos de presidencia do COB e das Confederações em no máximo 2 eleições de 4 anos. (8 anos no max.)

      P.4:
      - Incluir os atletas profissionais nas votações dos presidentes ou nas decisões das confederações.

      P.5:
      - Ter uma política pós esporte para os atletas medalhistas olimpicos (requalificação proficional, salário vitalício, etc.)

      P.6:
      - Tratar o esporte como desenvolvedor social, mas também como um negócio profissional (construir plano de negócios, planejamento estratégico, em resumo: profissionalizar a gestão)

      P.7:
      - Acabar com as panelinhas das federações e confederações.

      P.8:
      - Acabar com exclusividade de transmissões de campeonatos.

      P.9:
      - Ter centros de treinamentos de excelência em cada modalidade.

      P.10:
      - Nos esportes individuais, os técnicos dos atletas nos clubes devem acompanhá-lo também nas competições importantes, junto com o head coach.

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    12. Aaaaah
      só pra lembrar:


      Sou totalmente contra a privatização do esporte.
      O setor privado deve ser parceiro nesta caminhada.
      O atleta deve receber incentivos, e não pagar para treinar !!

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    13. Tirar o Nuzman do COB - Disse tudo.

      Eu vi um quadro uma vez que mostrava a relação dos presidenciavéis das confederações vs. os resultados ( sejam olimpicos, mundias etc)

      Quanto menor o tempo que de cada presidente a frente da confederação maior eram os resultados.

      O topo da lista era o Volei!

      Daiane aposentada podia puxar a frente em algumas dessas coisas, em especial relações institucionais, e usar a cara dela pra abrir portas.
      Alguém sabe o que ela tá fazendo agora?

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