• Quais as chances da seleção masculina do Brasil em Glasgow?


    Nossa prévia da seleção masculina do Brasil para o Mundial ficou pronta. Até pouco tempo com dúvidas sobre a participação de Sérgio Sasaki, sobre qual a definição da equipe que viajaria para Escócia e a proximidade do Mundial, você já se pegou pensando nas chances da nossa seleção masculina em Glasgow? Uma coisa é certa: nossa seleção masculina tem chances de fazer história nesse Mundial!

    Chances reais

    Por equipes, o Brasil, mesmo sem Sasaki, tem chances reais de se classificar entre as 8 primeiras seleções e garantir a vaga olímpica. Caio Souza conseguiu evoluir muito depois da lesão que o deixou fora do Mundial no ano passado e hoje apresenta séries e notas comparadas às que Sasaki conseguia em 2014. Ou seja: para a equipe, Sasaki foi dignamente substituído por Caio. Se ambos estivessem na equipe, a certeza da classificação seria ainda maior.

    Além de Souza, a equipe conta com Francisco Barreto, Péricles Silva, Diego Hypólito, Arthur Nory, Arthur Zanetti e Lucas Bittencourt. Nory e Bittencourt devem fazer o individual geral ao lado de Caio. Lucas contribui bem e é regular em todos os aparelhos, sem um destaque maior para algum. Nory tem o solo, salto e barra fixa fortes além de contribuir bem no restante. Sabe-se que Francisco conseguiu 15.200 na barra fixa numa das avaliações no CT. Também conseguiu somar acima de 15 na paralela na Copa do Mundo de São Paulo. Zanetti é o melhor nas argolas, mas também faz boas séries de solo e salto.

    Dentre os que viajam para Glasgow o reserva ainda não foi definido mas, provavelmente, a escolha deve ficar entre Diego e Péricles. Diego tem os pontos fortes conhecidos de todos e contribui menos nos outros aparelhos do que os "all-arounders''. Há notícias de que Péricles está muito bem na paralela e cavalo com alças, sendo este segundo o pior aparelho da seleção apesar de não ser mais tão ruim como antigamente. Escolher entre quem contribui menos e acerta mais e entre quem contribui mais e acerta menos será a tarefa de Leonardo Finco nos últimos treinos na Escócia.

    Individualmente, Caio Souza tem chances de conseguir uma final individual geral ao lado de Arthur Nory ou Lucas Bittencourt. Também tem chances de se classificar para a final de salto e terminar entre os 15 primeiros na paralela e na barra fixa. Diego Hypólito, se estiver na equipe, tem chances de ser finalista de solo e salto.

    A chance real de medalhas do Brasil está novamente nas mãos de Arthur Zanetti que, numa última hipótese, se classificaria individualmente para os Jogos Olímpicos. A final de argolas provavelmente será a mais concorrida. Zanetti tem muitos adversários pela frente mas, além de sua excelente limpeza na difícil série, seu histórico de conquistas também deve ser levado em consideração.

    O que pode acontecer?

    A ginástica é um esporte onde os detalhes fazem a diferença e as hipóteses devem ser levadas em consideração. Nem sempre o melhor vence na final. Na ginástica existe um histórico de grandes ginastas que terminaram finais importantes sem medalhas e de ginastas não-favoritos que se tornaram campeões importantes.

    No caso da seleção masculina, além de se classificar para a final por equipes, a seleção tem chances de melhorar o 6º lugar conquistado no ano passado. Uma tarefa difícil e possível. Bater a China e o Japão é algo praticamente impossível para qualquer seleção masculina do Mundo, mas se igualar aos Estados Unidos (que compete sem Jake Dalton, Sam Mikulak e John Orozco), Grã-Bretanha e Rússia pode ser uma realidade. Atualmente o Brasil está com notas melhores do que as seleções da Alemanha, Ucrânia, França e Coréia do Sul. Num dia inspirado e sem erros, terminar entre as 5 melhores seleções do Mundo é algo possível.

    Individualmente, Caio Souza pode ser top 10 no individual geral. A nota de 88.850 conseguida no Pan e que lhe rendeu um 4º lugar poderia tê-lo colocado em 8º lugar na final individual geral do Mundial de 2014. Espera-se que Caio esteja no auge do seu treinamento daqui 2 semanas; com séries ainda melhores que no Pan, um top 10 é possível. Além do individual geral, Caio também pode terminar entre os 5 primeiros no salto e até se classificar para uma final de paralela.

    No solo, as chances de uma medalha ainda ficam com Diego Hypólito. Não é certa a inclusão do ginasta na equipe, mas uma medalha no solo para o Diego continua possível. Mostrando recentemente alguns upgrades interessantes em sua série, não tem mais o favoritismo de outrora, mas mantém uma boa execução. Vale lembrar do famoso episódio do ano passado, quando Diego passou de reserva à medalha de bronze na China.

    Zanetti mais uma vez mantém o favoritismo ao ouro e pode sair da competição com a medalha dourada. Terá que deixar gregos, chineses, russos, franceses e ucranianos para trás, tarefa que conseguiu nos últimos anos. Foi ouro em 2013, prata em 2014 e vai novamente para o ouro em 2015, sendo a maior chance de medalha do Brasil esse ano, tanto no masculino como no feminino.

    Concorda? Qual a sua opinião sobre o possível desempenho da seleção masculina? Deixe seus comentários.

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Ricardo Bufolin
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    2 comentários:

    1. O Arthur já é uma lenda!Vai elevar o nível como sempre faz!
      Agora vamos torcer pelo melhor desempenho de todos!
      O Caio é um ginásta acima da média.
      O Brasil tem equipe de sobra para estar no top 8.
      Porém,individualmente só vejo chances de medalha e para o nosso Rei Arthur!

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    2. Espero que as falhas do Pan, paralelas e solo, não se repitam no mundial. Caso contrário, as coisas ficaram mais difíceis.

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