• Brasil pode conquistar seu melhor resultado nas duas finais por equipes


    O Brasil acaba de se firmar em Doha como uma das oito maiores potências da ginástica artística mundial. A ginástica masculina se mantém entre as oito enquanto a ginástica feminina retorna. O ótimo resultado tem chances de ser ainda melhor, visto que as duas equipes competiram com falhas nessa fase inicial do Mundial. Agora é partir pro tudo ou nada, correndo atrás de cada chance que for oferecida nessa final.

    A seleção masculina competiu com quedas e erros no cavalo com alças. No aparelho mais difícil da competição, aparentemente ninguém podia errar. Os ginastas que acertavam as séries estavam com notas baixas. Os que erravam, estavam piores ainda. O aparelho foi apelidado de "touro com alças". A rotação dele é praticamente decisiva numa final por equipes e o objetivo da seleção aqui é não cair de forma alguma.

    O solo teve muitos erros de Arthur Zanetti, que poderia ter a melhor nota da equipe nesse aparelho. Arthur Nory pisou fora do tablado, algo que pode ser melhorado, e Caio Souza pode fazer chegadas mais firmes e cravadas. Na paralela e barra fixa, Francisco Barreto pode ser ainda melhor, aumentando sua nota de execução. No mais, o restante da competição teve bons acertos. Fica a dúvida quanto ao ginasta Lucas Bittencourt que, apesar de muito talentoso, anda apresentando séries muito inconsistentes. Numa batalha acirrada entre Estados Unidos e Grã-Bretanha, amanhã essa equipe pode terminar entre as cinco primeiras e melhorar o oitavo lugar conquistado em Glasgow.

    Possível line up da final por equipes masculina

    Solo - Zanetti, Nory e Caio
    Cavalo com alças - Nory, Caio e Francisco
    Argolas - Francisco, Caio e Zanetti
    Salto - Zanetti, Nory e Caio
    Paralela - Nory, Francisco e Caio
    Barra fixa - Nory, Caio e Francisco

    Lucas teria a chance de se apresentar na paralela, onde teve a terceira melhor nota. Entretanto, Francisco, sem errar a série, tem chances de nota maior que ele. As decisões sobre o Lucas são bem difíceis porque o ginasta tem muito potencial mas, recentemente, poucos acertos. Acredito que a melhor forma é analisar o treino.

    A rotação do Brasil na final vai ser muito boa, já que vão começar nas argolas, aparelho que a seleção se apresentou muito bem na classificatória. Dessa forma, as chances dos meninos se sentirem seguros e irem ganhando confiança até o final, quando terminam no cavalo com alças, é grande e pode fazer muito bem para eles.

    Por outro lado, a seleção feminina vai começar sua rotação na trave, onde competiram mal. A trave, que havia anos não assombrava o Brasil, hoje foi um fantasma do passado. Que fique por lá! Um bom treino para as meninas até dia 30 seria fazer a rotação da mesma forma que será na final. E também analisar a série de trave da Thais Santos com atenção porque, dada as quedas de Jade no treino de pódio e nas classificatórias, Thais pode ser portar de forma mais segura na final.

    Em comparação com a classificatória, a seleção feminina pode: aumentar em mais ou menos três pontos a nota da equipe na trave; subir em um ponto a nota de solo, com mais acertos de Jade e Thais; manter o salto, que foi ótimo; manter a paralela, com Lorrane dos Santos acertando um pouquinho mais.

    Pensando nos cinco primeiro países classificados nessa final, apenas dois contaram com quedas: Brasil e China. Os outros países contaram realmente com suas melhores notas. Descartando os Estados Unidos, Canadá e Rússia fizeram uma competição excelente e, na teoria, não tem o que melhorar nessa final. As coisas realmente podem melhorar para o Brasil e para a China, enquanto o restante tem que tentar se manter. China, Rússia, Canadá e Brasil brigam diretamente pela prata e bronze nessa final, com uma tendência maior, claro, para as tradicionais escolas chinesa e russa. Um quarto lugar pra o Brasil seria o melhor resultado da história.

    Possível line up da final por equipes feminina

    Salto - Flávia, Jade e Rebeca
    Barras - Lorrane, Jade e Rebeca
    Trave - Thais, Rebeca e Flávia
    Solo - Jade, Thais e Flávia

    Post de Cedrick Willian

    Foto: Abelardo Mendes jr / rededoesporte.gov.br
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