• O que a ginástica reserva para 2016? - Equipe masculina do Brasil


    Finalmente chegamos ao último post! Nesse, falaremos sobre a equipe masculina do Brasil. O estreante mais promissor do ano, por mais que ainda não tenha chances de integrar a equipe principal, é Lucas Cardoso do Grêmio Náutico União.

    Sabe-se que o foco da ginástica masculina nas Olimpíadas é a busca pelo maior número de medalhas. Pensando em especialistas, alguns ginastas consequentemente aparecem com mais chances do que outros de estarem na equipe. Por isso, esse post será um pouco diferente dos outros.

    Mesmo sem pensar apenas em equipe, é possível que o Brasil se classifique para uma histórica final, já que os atuais bons "all-arounders" brasileiros tem aparelhos fortes e podem pontuar bem para uma final individual geral e para uma classificatória para as finais por equipes e aparelhos.

    Pensando nisso, atualmente a opinião do Gym Blog Brazil é que a equipe masculina que competirá nos Jogos do Rio seja formada pelos atletas Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Sérgio Sasaki, Arthur Nory, Caio Souza e Francisco Barreto.

    Nessa condição, um deles será o reserva e isso depende da forma como os cinco serão escolhidos. Ainda daria para priorizar a equipe contando apenas com esses ginastas, sendo que, mesmo assim, o Brasil continuaria com chances de medalhas individuais.

    É bem difícil falar de Sasaki atualmente, principalmente porque ele ainda não competiu depois da lesão. Entretanto, o ginasta parece muito focado e, se voltar com as séries de antes, pode brilhar. A análise será feita imaginando que Sasaki volte com as séries que tinha antes da lesão.

    Opções de equipe

    Opção 1

    Sérgio Sasaki
    Arthur Nory
    Arthur Zanetti
    Diego Hypólito
    Caio Souza

    Nessa formação, Sasaki e Nory fariam o individual geral, sendo que ambos tem chances de se classificarem para essa final. Sasaki ainda tem chances de final no salto e já teve nota e série suficientes para conseguir uma final na barra fixa. Nory, atual 4º melhor do mundo na barra fixa, também tem chances de entrar nessa final. Os dois ginastas pontuariam muito bem na classificatória por equipes.

    Caio Souza também faria o individual geral e concorreria a uma vaga nessa final diretamente com Nory e Sasaki. Caio atualmente tem uma série forte no solo e poucas chances de final, mas existentes. Nas classificatórias do Pan, conseguiu 15,450 na paralela, nota que pode aumentar nas Olimpíadas e colocá-lo na final desse aparelho.

    Diego competiria em todos os aparelhos exceto argolas, sendo que as chances de final dele se encontram no solo e salto. Diego vem trabalhando muito em cima de sua série de solo; entretanto, no cavalo com alças, paralela e barra fixa ele apareceria apenas para garantir uma nota para a equipe caso os outros errem. Zanetti estaria focado apenas nas argolas, sem se preocupar com mais nenhum aparelho, com grandes chances de final e medalha. Atualmente há rumores de que o ginasta trabalha em uma série de nota D 7.1.

    Opção 2

    Sérgio Sasaki
    Arthur Nory
    Arthur Zanetti
    Caio Souza
    Francisco Barreto

    Essa formação seria a que mais valorizaria a equipe, sem perder o foco em medalhas individuais. Escolhendo esses ginastas, as chances de ter um finalista de solo nas Olimpíadas diminuem consideravelmente, já que Diego ficaria como reserva.

    Sasaki, Nory e Caio desempenhariam as mesmas funções da opção 1. Zanetti faria salto, solo e argolas enquanto Francisco faria cavalo com alças, paralela e barra fixa. As chances de Francisco conseguir entrar na final de barra fixa existem, mas além de acertar a série teria que desbancar as notas de Nory ou Sasaki. No Mundial esteve com uma série muito difícil nesse aparelho: se não tivesse errado teria entrado na final. Francisco colaboraria muito na paralela e cavalo com alças (talvez seria a melhor nota do Brasil no cavalo) e as chances de uma final por equipes é quase certa. Resta saber se Zanetti tem intenções de competir outros aparelhos além das argolas.

    Opção 3

    Sérgio Sasaki
    Arthur Nory
    Arthur Zanetti
    Diego Hypólito
    Francisco Barreto

    Sasaki e Nory desempenhariam as mesmas funções da opção 1. Francisco faria todos os aparelhos, exceto salto e solo. Zanetti faria solo, salto e argolas enquanto Diego faria todos os aparelhos exceto argolas.

    Análise

    É certo que Zanetti estará na equipe olímpica, já que continua sendo a maior chance e esperança de medalha do Brasil nos Jogos do Rio. Outro nome muito forte, desde o Mundial, é Arthur Nory, que está com série forte na barra fixa e também tem chances de final. Levando em conta que Sasaki estaria como em 2014, é improvável que fique fora da equipe.

    Sem Diego na equipe, as chances de uma final de solo são muito pequenas. Mas para Diego competir, vai ter que fazer outros aparelhos. Não dá para livrá-lo do cavalo com alças, paralela e barra fixa numa equipe em que o Zanetti esteja, a não ser que o Brasil arrisque competir apenas com 3 atletas nas classificatórias das barras e cavalo com alças.

    Com Francisco na equipe, Zanetti tem que fazer solo e salto. Com Diego na equipe, Zanetti pode focar só nas argolas, mas Diego tem que pensar em outros aparelhos. A escolha vai ser complicada, realmente não vai ser fácil pensar em apenas 5 atletas nas Olimpíadas com essa boa fase que se encontra a ginástica masculina do Brasil.

    Resumindo, a opção 2 tem a equipe mais forte e próxima de uma final, mas não tem um finalista de solo e diminui uma chance de medalha sem aumentar outras. A opção 1 tem menos chances de final por equipes, mas inclui a paralela na lista de possíveis finais. A conclusão mais chata é que algum deles, infelizmente, vai ter que ficar de fora.

    Sobre Lucas Cardoso

    Campeão brasileiro juvenil nos últimos anos, Lucas Cardoso foi o representante do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. Apesar de não ter se classificado para nenhuma final, tinha potencial para estar em algumas, como no solo por exemplo. Com séries forte nesse aparelho (pirueta de frente + duplo mortal; duplo twist carpado) e no salto (tsukahara com dupla pirueta e meia), tem potencial para evoluir nos outros aparelhos, especialmente no cavalo com alças e barra fixa, onde tem séries limpas. Nada como o tempo e a maturação na ginástica, que poderá colocar Lucas como um dos grandes candidatos à equipe principal daqui alguns anos.



    Post de Cedrick Willian

    Esse é o último texto de 2016 da série " O que a ginástica reserva". Todo fim / começo de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.


    Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil
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    3 comentários:

    1. Eu ficaria com a Opção 2, embora Diego ficasse de fora na sua (provável) última chance de medalhar em Olimpíadas. Aposto em dois finalistas na Barra Fixa: Nory e Chico.

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    2. Acho que o Francisco ja teve muita chance e quase sempre errou em alguma coisa, tiraria ele da equipe tranquilamente

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    3. Equipe na minha opinião é :
      A.Nory
      S.Sasaki
      F.Barreto
      A.Zanetti
      C.Sousa
      Pois entre Zanetti e Diego o WW tem mais chances de medalha e o Arthur Zanetti nas argolas .
      Nory na minha opinião tem grande chance de ficar entre os top 10 nas olimpíadas .
      Assim como o Sasaki se ele voltar com o mesmo grau de dificuldade no evento teste .
      Lucas Bittencourt não colocaria pois ele não está com uma execução muito boa para grau da seleção brasileira .

      M

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