• Finais olímpicas: argolas, salto masculino e trave de equilíbrio


    O Brasil conquistou mais uma medalha no segundo dia de finais olímpicas: Arthur Zanetti levou a prata nas argolas, a segunda medalha olímpica de sua carreira e quarta medalha olímpica da ginástica brasileira. Além da medalha de Zanetti, outro ótimo resultado aconteceu hoje: Flávia Saraiva terminou a final de trave com a 5ª posição, melhor resultado do Brasil nesse aparelho.

    O russo Denis Ablyazin foi o destaque das finais e acabou saindo com duas medalhas nas duas provas que competiu: prata no salto e bronze nas argolas. Abyazin é um ginasta novo e já possuía duas medalhas olímpicas conquistadas em sua primeira participação nos Jogos de Londres em 2012.

    É importante ressaltar que Arthur Zanetti manteve um bom nível de ginástica durante todo ciclo. O que aconteceu hoje foi a superação do ginasta grego: Eleftherios Petrounias conseguiu ser melhor e fazer uma série incrível, cravada e muito limpa; talvez essa tenha sido a melhor série de argolas vista nesse ciclo olímpico. O russo Denis Ablyazin acabou beliscando o bronze, mas é certo que os erros dos chineses, que estão com séries muito difíceis, colaboraram para esse pódio.

    Na final de salto, dois exercícios novos foram homologados: Kenzo Shirai (JPN) acertou seu yurchenko com tripla e meia para a conquista do bronze, e Igor Radivilov (UKR) acertou seu triplo de frente, mesmo sem uma chegada segura. Marian Dragulescu (ROM) empatou com Kenzo, mas o desempate feito através da nota de execução favoreceu o japonês e Dragulescu terminou em 4° lugar. O grande destaque foi para o coreano Ri Se Gwang, que fez dois saltos extremamente difíceis e que levam seu nome, conquistando o seu primeiro título olímpico. Denis Ablyazin (RUS) também fez dois saltos muito difíceis (inclusive um gwang) terminando com a prata. Tomas Gonzalez (CHI), em sua terceira participação em finais olímpicas, apresentou dois bons saltos - mas com nota de partida mais baixa - e terminou em 7°.

    Inesperadamente, Simone Biles (USA) errou a trave, mais um aparelho em que era favorita ao ouro. Tocou a trave com as mãos no mortal pra frente, desequilibrou em outros elementos e perdeu ligações, mas, mesmo assim, conseguiu 14,733 para terminar com o bronze. Foi desbancada por sua compatriota Lauren Hernandez e por Sanne Wevers, ambas com séries brilhantes. Wevers acertou todos os giros e ligações que propôs, conseguindo excelentes 15,466 pontos para a conquista do ouro. Hernandez foi muito cravada e terminou com a prata, deixando a desejar apenas na execução e amplitude de alguns saltos.

    Flávia Saraiva tinha chances reais de conquistar um bronze nessa final, mas infelizmente teve alguns desequilíbrios que comprometeram sua nota final. Mesmo assim fez uma ótima participação e, continuando no esporte, muitos resultados importantes ainda podem vir dessa ginasta linda e carismática.

    Resultados completos aqui.

    Texto de Cedrick Willian

    Foto: Divulgação Rio 2016 - Laurence Griffiths
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    7 comentários:

    1. Se uma russa tirasse 15 em uma final, após uma queda e um desequilíbrio, teria gente passando a noite em banheiro de hospital, cagando por cima e por baixo. Mas como é americana: "Ai gentem, acontece".

      Só espero, ao menos, que os repórteres de certa emissora melhorem na entrevista, pois virou palhaçada. Aquela pergunta para o norte-coreano foi simplesmente ordinária, e não é a primeira que vejo, assistindo muito pouco. Quase todos os esportistas, inclusive brasileiros, estão sofrendo com essas perguntas fora de hora e com grosserias. Para variar, só os americanos não sofrem.

      Os outros estão sendo obrigados a dar entrevistas, respondendo perguntas rudes, sem qualquer agrado, e levando na cara "é meu trabalho". Enquanto os americanos são lambidos da unha encravada a cera do ouvido. Parece as década de 70/80, quando uns ficavam babando os soviéticos, preterindo estes aos brasileiros, em completa alienação. Bizarrice.

      Mais bizarro ainda sou eu assistindo no vulgo canal, pois já sei desde o Mundial como as coisas funcionam, e deveria ter partido pro online a muito tempo.

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    2. Torço muito para que o Francisco Barreto medalhe na final de barra fixa amanhã, para que seleção masculina saia coroada com 8 finais e se Deus quiser 4 medalhas pra casa.
      A equipe masculina pagou um preço alto, mas agora demonstra para todos que o sistema de formação de atletas criado por eles é de longe o mais eficiente de toda a delegação brasileira.
      Nenhuma modalidade do Time Brasil até aqui teve um aproveitamento tão grande como os meninos tiveram, o que demonstra a capacidade dos nossos técnicos em montar um plano tão eficiente e condizente com a realidade do esporte no Brasil.
      Isso é fruto de inteligência, realismo, humildade e crença de que, ao dar oportunidades aos técnicos desconhecidos, uma geração talentosa vem com toda força pra alcançar esses resultados que até aqui foram alcançados.
      Que isso sirva de aprendizado para a comissão feminina, que tinha atletas tão talentosas quantos os meninos. Mas como foi afirmado por esse blog, o sistema de formação utilizado está desatualizado. É preciso entender que antes de uma equipe forte, temos que ter técnicos no mesmo patamar. Temos muitos técnicos talentosos com atletas mais talentosos ainda espalhados nesse Brasil de meu Deus esperando uma oportunidade de serem capacitados e demonstrarem todo o potencial que possuem. Sei que é custoso, mas manter um atleta em treinado em um clube até a fase profissional já comprova que é muito melhor do que ''tirar as melhores'' de todos os clubes, colocarem elas em um ginásio com uma comissão técnica específica e dar treino até a exaustão. Claro que houve evolução, mas essa passagem em branco da GAF demonstra que algo deve ser mudado, e já!
      Fico agora na torcida para que o COB veja essa situação e cobre da CBG uma expansão do método de formação de atletas da GAM para todas as modalidades da ginástica. Equipamentos de qualidade em ginásios espalhados em todo o país é que não falta. Falta mesmo, é oportunidade.

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    3. Mas esta racinha de ''jornalistas'' irrita qualquer um, até quem já morreu. Dá nos nervos ouvir um pseudo-especialista no esporte falando como se fosse e claro que a opinião de quem tem o microfone é a que conta...

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    4. Vocês não comentaram a final das barras assimétricas :( E eu concordo. Agora qualquer ginasta que passa uma americana, tantos ks resporteres daqui quantos os dos US estão vindo com essa de "nota inflada" ��

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      1. Aquele capacete humano até esqueci o nome da praga, que que esse cara sabe sobre ginástica***

        ''Eu ACHEI que como a americana fez mais dificuldade então merecia nota maior''

        Volta pra cobertura da Infifada vai**

        A versão feminina do Gavião Inbueño também deixou a sua marca de gralha histérica, pessoas que falam rindo toda hora me dão medo!!!

        ''A Biles nos encantou com a sua arte''

        que arte*

        enfim...

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Voces esqueceram de comentar as barras assimétricas feminina...

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